Mostrando postagens com marcador EUA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EUA. Mostrar todas as postagens

4 de jul de 2013

Voando com a Delta

Belas poltronas reclináveis na executiva da Delta
Já que no último post falei sobre novidade do mundinho da aviação, aproveito para mencionar aqui como foi voar com a Delta pela primeira vez nessa viagem ao Alasca em junho.
Comprei (através da minha agente de viagens, dessa vez) com a Delta porque eles tinham mesmo o melhor preço dentre as opções que apareceram na época (para quem não lembra, me decidi por essa viagem ao Alasca dez dias antes, uma correria, voos lotados etc) e porque, voando Delta, juntaria boas milhas no Flying Blue, que é meu programa de fidelidade aéreo predileto.
Poltronas individuais nas laterais da executiva: bem bolado
 O bilhete (em econômica) envolveu várias conexões diferentes (já que meu cruzeiro chegava e saía de pontos distintos, e sem voos diretos ao Brasil) mas tive também a sorte de conseguir um providencialíssimo upgrade para a classe executiva bem no primeiro voo, saindo do Brasil - o que me permitiu fazer uma avaliação mais completinha do serviço em geral para deixar aqui.
Necessaire Tumi...
... e jogo USB e tomada completinha: só na executiva
 O voo SP-Atlanta em classe executiva foi excelente: bastante espaço, poltronas individuais nas duas fileiras laterais (o que é ótimo para quem viaja sozinho, seja a trabalho ou lazer), assento com bastante reclinação (vira quase uma caminha), entretenimento individual bem completo, belo jogo de cobertor e travesseiro, serviço simpático, boa comida e bons vinhos. E ainda uma necessaire gracinha da Tumi para os passageiros.
Na executiva de ida, SP-Atlanta: jantar...
... e café da manhã
 Depois, fiz outros 3 trechos na América do Norte (dois deles longos e um bem curtinho) e a volta para o Brasil (desde NY) em econômica. Nos voos domésticos, houve serviço de bordo, com bebidas não alcoólicas e petisquinhos gratuitos (ao contrário do que acontece em muita companhia norte-americana), mas sem entretenimento individual.
No voo internacional, cerveja e vinho incluídos na classe econômica, boa comida, entretenimento individual bastante bom; só o café da manhã servido na chegada ao Brasil achei frugal demais. O espaço entre poltronas e a reclinação delas é sem novidades, o mesmo padrão da maioria das aeronaves que faz a rota Brasil-EUA. Mas gostei bastante do serviço de um modo geral, em todos os voos, cortês e eficiente (beeeem diferente da concorrência americana).
Na econômica da volta: jantar...
... e café da manhã
Só tive problemas com o atendimento em terra em Seattle, quando meu voo para Detroit (somente de lá eu seguiria para o Brasil) foi cancelado e a funcionária não conseguia encontrar uma solução alternativa (nem tinha muita vontade para tal). Mas o atendimento no call center (havia telefones para ligar gratuitamente para eles no saguão do aeroporto) foi eficiente e conseguiu me encaixar em outro voo, via NY, e fiz tudinho a tempo.

O bacana da confusão dos voos foi que, ao ser levada ao JFK para tomar meu voo de volta ao Brasil, acabei conhecendo de lambuja o novo Terminal 4, da própria Delta, inaugurado recentemente. Ficou lindão mesmo e bem organizado - só falta ali um free wifi ;)

Com a troca de voos, cheguei em Guarulhos sem minha mala; mas ela chegou inteirinha no final do dia seguinte, thanks God. Prontinha para voar de novo ;)

2 de jul de 2013

Bal Harbour: a Miami mais descolada

 Aproveitei o fato de não conseguir bons voos para uma viagem de última hora ao Alasca para fazer da minha parada forçada em Miami (na ida) algo diferente. Após já ter me hospedado em South Beach, Biscayne Bay e Downtown Miami em visitas anteriores, fui, enfim, conhecer a fundo o distrito mais hypado dessa região da Flórida: Bal Harbour.
Bal Harbour Shops: o shopping mais bem-sucedido do mundo em faturamentoXmetro quadrado
 Bal Harbour não para de atrair os holofotes, sobretudo quando o assunto é consumo (a Chanel Concept Store dos EUA, considerada a mais inovadora loja da marca em todo o mundo, acaba de ser inaugurada ali, por exemplo). E, inclusive por isso, a cidadezinha distante de Miami Beach meros 15 minutos de carro anda sendo literalmente invadida pelos brasileiros: somos não apenas um dos maiores públicos dos principais hotéis dali como também já somos os maiores compradores de flats, apartamentos e residências por lá.  Destino de compras para fãs de marcas de luxo há muitos anos, Bal Harbour virou agora também um belo destino para comer muito bem, apreciar boa arte e hospedar-se com estilo.
Areia e água clarinhas, cabanas, yoga e pilates na praia
  São cerca de 2 km de areias bem branquinhas na faixa de praia praticamente privativa da “costa” de Bal Harbour e explorar o balneário, esteja o turista hospedado ali ou apenas visitando por um dia, é muito fácil:  as distâncias são sempre curtas e a caminhada pelas ruas e avenidas largas e arborizadas é sempre agradável. Snorkeling em Haulover Beach,  aulas de Pilates e Ioga by Nomi Pilates em plena areia, pista de corrida  de U$3 milhões e até golfe à beira-mar também aparecem na programação local.
O belíssimo hall do St Regis Bal Harbour
Além disso, há um serviço gratuito de shuttle ligando diversos hotéis em Miami Beach a Bal Harbour durante a semana, das 11 às 21h – um belo convite para quem quiser fazer compras no Bal Harbour Shops ou comer num dos ótimos restaurantes de Bal Harbour, por exemplo (outro serviço de shuttle, esse pago, liga Bal Harbour ao gigante shopping Aventura Mall, tão queridinho dos brasileiros).
As varandas mega relax que todos os quartos do St Regis Bal Harbour têm
 Além das compras, que sempre atraíram os brasileiros para lá (choquei ao saber que Bal Harbour Shops é o mais bem sucedido shopping center do mundo em volume de vendas por metro quadrado), a arte sempre foi um dos grandes pilares de Bal Harbour. Seu recém-lançado Festival Cultural Bal Harbour apresenta diferentes eventos  realizados semanalmente e exposições de artes plásticas também acontecem ao longo do ano na cidade - atualmente,  obras de Christy Gast estão expostas publicamente, incluindo uma escultura de fibra de vidro de 3 metros de altura metade enterrada pelas areias. 

A bela vista da baía de Bal Harbour
 Durante os meses do verão norte-americano rolarão sessões de cinema ao ar livre,  com direito a sofás de veludo e pipoca.  Quem se hospeda ali ganha um bônus: a partir deste mês de julho, hóspedes ganham um passe especial para visitar gratuitamente os principais museus e centros de arte de Miami.
Para entender a ligação Miami/Bal Harbour
Comidinha e ambiente deliciosos no Makoto
E como Bal Harbour também é boa no quesito gastronômico, vale dizer que gostei muito do que provei no ótimo JG Grill, do cultuado Jean-Georges Vongerichten e localizado dentro do (também ótimo e novinho) hotel St. RegisBal Harbour, e do japa modernoso Makoto, de Stephen Starr, dentro do Bal Harbour Shops. Na hora do café, gracinha o Lea´s Tea Room & Café e fofura o The Newsstand, dentro da igualmente fofa (e old school) livraria Books´n Books. 

29 de jun de 2013

Cruzeiro pelo Alasca: a escala em Ketchikán

 A última escala do cruzeiro pelo Alasca (antes dos últimas 40h de full navegação até o Canadá) foi na pequena Ketchikán, considerada a "capital mundial do salmão". A escala foi das mais curtas do cruzeiro, mas o dia estava lindo: céu azul na maior parte do tempo e temperatura beirando os 20 graus (verãozaço para os moradores locais, que andavam de shorts, minissaia e até sem camiseta pela cidade :D)
O Silver Shadow ancorado em Ketchikán
 O portinho onde param os navios - éram três naquele dia - fica em pleno centrinho, facinho, facinho, para explorar a cidade por conta própria. Desburocratizado, mais parecia uma sequência de piers que um porto; a gente saía do navio e já estava na cidade. O escritório de turismo fica bem na área de desembarque dos navios e tem mapas bem legais para quem vai passear por conta própria.
 A escala curta não foi um problema porque a cidade é muito fácil de percorrer (dá pra fazer quase tudo andando, a bem da verdade) e bem auto-explicativa (cartazes, placas e banners estão espalhados por todo canto, indicando atrações e explicando detalhes históricos)
 Entre o mar e as montanhas, literalmente, Ketchikán fica ainda mais bonita com as casas pré-fabricadas coloridas típicas do Alasca e o mundaréu de barquinhos de família ancorados na marina que fica depois do porto.
 Uma grande passarela de madeira e concreto contorna toda a "orla", entre uma estátua e outra. Do outro lado, uma infinidade de lojinhas de souvenirs, roupas de frio (bastante baratas), pipocas "gourmet" (sim, de novo!!!) e semi-jóias se enfileiram.
 Ketchikán, além de ter sido a primeira cidade do Alasca e ser a tal "capital mundial do salmão", ficou mesmo mundialmente conhecida por seus inúmeros totens. Além dos vários totens espalhados pelo centrinho (alguns originais, outros fakes nas lojinhas), o Totem Heritage Center (um pouquinho mais afastado) reúne vários exemplares originais e conta um pouco de sua história (mas achei o museu bem menor e menos interessante do que supunha, para dizer a verdade; o Totem Bight State Historical Park e o Saxman Totem Pole Park, já fora da cidade - precisa de carro ou tour pra chegar lá - são mais legais).

 São menos de 13 mil habitantes que vêm sua população quase dobrar diariamente durante a temporada de cruzeiros. O centrinho gira em torno da muvuca turística da beira-porto e da fofa, fofa, fofa Creek Street - que, em outros tempos, era o Red Light District da cidade.




 A Creek Street está toda construída sobre palafitas e a gente circula entre as lojinhas e atrações andando sobre passarelas de madeira que me lembraram muito a linda Tortel, da Patagonia Aysén, no Chile.


Cascatinha em pleno centrinho onde havia uma foca dando sopa no dia da minha visita

Funicular "elevador" para subir as íngrimes ladeiras da cidade
 Como a região é bastante montanhosa, parte da cidade é "morro acima" e tanto moradores quanto turistas se valem de funiculares para circular entre elas (você paga US$2 para um dia inteiro de andanças pra cima e pra baixo - e ganha um carimbo na mão :P )




 É na Creek Street que fica o bizarrinho museu Dolly´s House, que, teoricamente, mantém os aposentos originais do antigo bordel da cafetina Dolly que funcionava por ali.

 A vida em Ketchikán é pacata, tranquila e quieta como na maioria das cidades do Alasca que visitei. Quase não há fluxo de veículos e o silêncio só é quebrado por um ou outro dando uma canjinha musical aqui e ali ;)

 O Tongass Historical Museum reúne artefatos nativos e relíquias dos primeiros exploradores da região, contando um pouco da história da mineração e da pesca que colocaram a cidade no mapa.
Melhor sinalização de ruas e atrações de toda a viagem
 Para quem não quiser andar até o museu dos Totens, que fica mesmo mais longinho, tem um ônibus show de bola, gratuito, que circula pelas principais atrações da cidade o dia todo, num trajeto total de cerca de 20 minutos (pra vocês verem como tudo é pertinho). Ao lado do museu dos totens, tem também um centro de preservação de águias e cervos que é legal para quem viaja com crianças.
 Quem quiser visitar as atrações mais distantes, fora da cidade, e não quiser contratar um tour, conta esporadicamente com outras linhas de ônibus, a US$1 e US$2 a viagem.
Além de caiaque, pesca esportiva e trilhas pelas montanhas que rodeiam Ketchikán, um dos tours mais vendidos por ali é o Misty Fiords National Monument, geralmente em hidro-aviões. 

Cruzeiro pelo Alasca: Skagway, WhitePass e Yukon Route


Mesmo depois das 4h30 da (linda) viagem de trem de Anchorage a Seward para embarcar no Silver Shadow no começo da viagem, ao chegar a Skagway eu já sabia que o passeio que mais queria fazer era o trem que percorre a WhitePass Rail e a Yukon Route até o lado canadense.  Existem dois trens em operação, na verdade: um a vapor, mais antigo e mais lento, e outro mais moderno (pero no mucho).
 Desembarquei do navio cedo (sete da matina) e fui ver a cidadezinha, já que a estação de partida do trem ficava bastante próxima do porto. Skagway é mais uma das cidades do Alasca tomada de casinhas  coloridas pré-fabricadas que me lembraram (muito) meus (remotos) tempos de brincar de Playmobil com meus irmãos.

 Skagway fica rodeada de montanhas e picos nevados e o dia lindo, com céu muito azul, deixa o entorno da cidade ainda mais bonito.
 A cidade praticamente dormia tão cedo, ruas desertas. As únicas pessoas que encontrei eram justamente turistas (do meu navio mas também de outras bandas) que iam embarcar nos trens

 A viagem começou com algum atraso mas, mais um vez, foram horas de puro deleite com a paisagem que nos seguiu o tempo todo. Os vidros dos vagões eram fechados (até por questões climáticas) mas eu e alguns outros passageiros nos esprememos felizes da vida nos gaps do começo e do final do nosso vagão para ficar fotografando parte daquelas lindezas.

 Do lado americano, a paisagem, apesar dos picos nevados, era verde, MUITO verde, intenso, naquela vibe "50 tons de verde" mesmo, enquanto sacolejávamos pela antiga linha férrea.
Construída em 1898 durante a corrida do ouro de Klondike, essa estreitíssima ferrovia é uma marco da engenharia civil internacional (assim como o Canal do Panamá, a torre Eiffel etc): dizem que dez mil homens e 450 toneladas de explosivos foram utilizados em sua construção. A WP-YR (como costuma ser abreviada) foi considerada inicialmente um projeto impossível por atravessar uma região tão montanhosa e ter desenho tão sinuoso - mas acabou sendo construída em apenas 26 meses, um recorde para a época.

 Custou US$10 milhões e foi financiada na época pelos britânicos. Chamada também de "a ferrovia do ouro",  chega a quase mil metros de altitude em pouco mais de 20km  (são 110 milhas no total) - e tem túnels e pontes construídos ao largo de sua extensão.  Ligando o porto de Skagway ao Canadá, teve papel importantíssimo no desenvolvimento econômico do Alasca, mas foi fechada em 1982 (devido à crise na mineração) e reaberta em 1988, já como atração turística.
Um fazendeiro da região (ele estava trabalhando no local com uma máquina como um mini-trator, que não aparece nesta foto)
À metade do passeio, alguns passageiros desembarcam para prosseguirem num trekking guiado
O outro trem que faz o percurso flagrado, do meu vagão, em meio ao emaranhado de árvores do local
 Bastou cruzarmos a fronteira canadense (marcada na ferrovia por uma bandeira hasteada) para a quantidade de neve ficar muito maior, inclusive ao lado dos trilhos pelos quais passávamos. E a quantidade de água - lagos, riachos, cascatas - também aumentou consideravelmente. Lindo.



 Ao chegar na estação canadense de Fraser, ponto final da viagem (ou inicial, depende da rota que você comprar), todos os passageiros são inspecionados por fiscais de imigração (passaporte em mãos) e desembarcam.

 Após o desembarque em Fraser, no lado canadense, um ônibus nos recolheu (a maior parte das pessoas faz assim, apenas um dos trechos em trem, ida ou volta, e o outro trecho em ônibus) e fizemos o caminho inverso por outra rota que também revelou paisagens tipo embasbacadoras.



O Silver Shadow flagrado, no porto, de um dos pontos mais altos da estrada
 Como parte do tour vendido no navio (é possível comprar o trem isoladamente e diretamente em Skagway, é claro), também tinhamos incluído um passeio a um Musher´s Camp da região. Foi a parte menos interessante do dia todo, como eu supunha. Todo mundo ficou encantado com o porte, a beleza e a fofura dos animais, mas achei o passeio excessivamente turístico e pouco informativo, meio superficial, sobre como funcionam mesmo esses centros de treinamento e que papel esses cães podem ter hoje além de participarem de competições esportivas.
Dez minutinhos num trenó puxado por alaskan huskies
Um dos cães mantidos no musher´s camp visitado
A vista supimpa da propriedade
Momento óóóiiiin: os filhotinhos que já nascem ali destinados ao treinamento
 Aproveitei mais um pouquinho da vibe da cidade (agora já cheia de gente nas ruas, porque já era quase metade da tarde) antes de voltar para o navio. Dali zarpávamos para nossos últimos dias de navegação pelo Alasca.

P.S.: para quem curtiu a ideia, mais infos sobre esse passeio podem ser obtidas aqui. Vale ficar de olho que os horários dos trens, às vezes, podem ser alterados em função dos horários de escala dos navios.