Galápagos é o destino mais visitado de todo o Equador. E isso inclui também, é claro, as preferências dos brasileiros que viajam ao país. Então listo aqui algumas coisinhas que considero importantes para quem tem planos de viajar para lá:
- o arquipélago, como o próprio nome sugere, é composto de diferentes ilhas. E isso inclui também diferentes aeroportos. Ainda que Baltra (GPS) seja o mais comumente utilizado, é preciso atenção redobrada na hora de comprar os tickets para lá, para garantir que esteja comprando os bilhetes exatamente para a ilha que te interesse. No caso dos cruzeiros, quem viaja de barco por lá muito frequentemente chega por uma ilha e sai por outra (comigo foi assim também, chegando por San Cristóbal e saindo por Baltra)
- Galápagos é um destino caro; acho que vale MUITO a pena, mas é bom saber de antemão que tudo custa (bem) mais caro lá que no continente. Os próprios voos Quito-Galápagos-Quito saem por volta de US$500 por pessoa o return ticket, uma bela graninha. Deixo aqui registrado que comprei também esses bilhetes internos através da Metropolitan Touring, operadora equatoriana, e me custou bem menos do que minha agente de viagens tinha conseguido aqui no Brasil (os trechos mais baratos costumam ser os da equatoriana Tame, cujo serviço achei bem bonzinho, por sinal). Quanto ao trecho internacional (no meu caso, SP-Quito-SP), com bastante antecedência, dá pra conseguir com milhas ou por preços em torno dos US$600; quem reserva em cima da hora, tipo eu (comprei com pouco menos de 30 dias de antecedência), pode pagar até US$1000,00 (eu paguei 900, incluindo taxas)
- para ingressar ao arquipélago, que é parque nacional, é preciso pagar uma taxa de manutenção logo na chegada ao aeroporto. Os estrangeiros, em geral, pagam US$100 dólares por cabeça; brasileiros se beneficiam do pacto andino+Mercosul e pagamos US$50 por pessoa.
- quem vai a Galápagos usa um setor exclusivo do aeroporto de Quito (pelo menos por enquanto, já que o novo aeroporto, apesar de pronto, ainda não começou a operar por uma série de problemas). Ali é feito um controle rigoroso do conteúdo das bagagens, sejam despachadas ou não, já que é probido ingressar ao arquipélago com qualquer tipo de alimento ou planta. Apesar de pequeno, o saguão de embarque conta com três salas vip diferentes (incluindo Diners), livraria e 3 cafés/lanchonetes.
- frio em Galápagos dizem que é muuuuito difícil. Pode variar entre o calorzão de agosto e janeiro e os dias mais frescos do restante do ano. O que muda mais é a temperatura da água: nessa época agora, considerada localmente baixa temporada, a temperatura do mar fica em torno dos 18 ou 19 graus; então convém alugar um wet suit para fazer as atividades aquáticas.
- boné ou chapéu, óculos de sol e muuuuuuuito filtro solar são essenciais em qualquer época do ano, dada a própria latitude do arquipélago, é claro. Assim como beber muita água o tempo todo. Nesse caso, exageros são muito bem-vindos.
- as atividades em Galápagos são todas voltadas para o ecoturismo, para a exploração. Os dias, em geral, começam muito cedo - para aproveitar bem os passeios antes do sol matador do meio-dia) - e também terminam cedo (são poucos os lugares no arquipélago com a noite mais agitadinha). Os trajes devem ser os mais esportivos possíveis, incluindo, é claro, calçados ultra bem testados antes da viagem para dar conta de todas as caminhadas. Blusa de manga comprida pode ser útil para os mais friorentos, já que podem rolar ventinhos por ali. Os calçados tipo papete costumam ser uma boa por ali já que várias atividades, passeios e excursões passam por partes "molhadas" durante o passeio.
- o contato com a fauna local é sempre muito intenso, em qualquer parte das ilhas. Em San Cristóbal, por exemplo, os leões marinhos ficam espalhados pela própria cidade, dormindo nas passarelas de madeira ou esparrachados nos bancos das praças, uma loucura. Nos trekkings, os leões marinhos e também iguanas, albatrozes, pelicanos e mais dezenas e dezenas de espécies de aves diferentes cruzam nosso caminho, literalmente, o tempo todo. E durante as atividades de snorkel e mergulho é comum os próprios leões, tartarugas marinhas, arraias e uma infinidade de peixes "nadarem" junto com os turistas - só não é permitido nunca, sob nenhuma hipótese, tocá-los.
- localmente, há várias recomendações para utilizar somente produtos biodegradáveis nos seus dias no arquipélago. Shampoos, condicionadores, sabonetes e filtro solar bio são facilmente encontrados à venda por lá.
- as ilhas, no geral, são bastante seguras. A gente anda a pé pra todo canto, é tudo bastante simples de ser explorado (não é permitido circular pelas trilhas do parque sem guia). Várias pousadinhas operam sem chaves (como o próprio La Pinta, o cruzeiro que fiz, como eu conto aqui) e não rolam relatos de nenhum tipo de furto ou assalto (o baphón em Galápagos é sempre quando algum turista tenta deixar o arquipélago contrabandeando animais e/ou plantas).
(subo o post sem fotos por enquanto, que o blogger não tá me deixando fazer os uploads :/ )
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30 de out de 2012
28 de out de 2012
Cruise Review: yatch La Pinta, Galápagos
| A minha cabine no La Pinta (standard): cama ótEma |
Embarquei no La Pinta que, localmente, nem é chamado de navio e sim de yatch, dado seu tamanho: 30 tripulantes e máximo de 42 passageiros. O barco não é exatamente de luxo, mas é bem confortável, com as cabines funcionais e os ambientes comuns bem confortáveis.
O cruzeiro não é barato (dá pra conferir os preços, que variam ao longo do ano, aqui); mas o custoXbenefício (investimento em dinheiro X conforto, atividades, zero stress etc) acho que vale, e muito.
| A jacuzzi, boa para um banhinho no final do dia, depois dos passeios |
| Os zodiac, ancorados com o La Pinta, em San Cristóbal |
| O fitness center é bem pequeno, mas dá conta, já que são poucos hóspedes |
| No zodiac, deixando o barco (ao fundo), o guia (à esquerda) já vai nos brifando |
| Os trekkings são de todo jeito: na areia, em pedras, em trilhas e até assim, em passarelas |
| Leão marinho ao nosso ladinho, em Española, e o La Pinta lá ao fundo |
| O deck do lounge e bar |
| O quadro do "flip chip" para controlar entrada e saída de hóspedes |
| Bebedouros espalhados pelo barco |
| Explicações detalhadinhas seja no interiorzão das ilhas... |
| ... ou à beira-mar |
| O zodiac volta ao barco no finzinho da tarde |
| Turistas-paparazzi ao deleite com os pássaros tão pertinho ;) |
Postado por
Mari Campos - Pelo Mundo
às
11:23 PM
5 comentários:
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27 de out de 2012
Em Quito
Depois dos (lindos) dias em Galápagos (suspiro...) e na selva, já era mesmo mais que hora de desbravar Quito como se deve.
Quito, na verdade, é muito fácil. A cidade impressiona, e muito, do avião, compridíssima, toda esparramada horizontalmente por entre montanhas e vulcões. Mas explorar suas partes mais turísticas não é difícil, não. O centro histórico é muito fácil de explorar à pé (e absurdamente acolhedor, convidativo e fotogênico, apesar do trânsito caótico e bagunçado) e a parte nova (La Mariscal, La Floresta, "Gringolândia" e afins) é organizada e boa de caminhar, apesar das avenidas mais largas e maiores distâncias entre tudo em geral.
Eu estou hospedada bem no centro histórico, em plena Plaza San Francisco, e gostando muito: tudo muito fácil, perto, as atrações concentradinhas, bons museus, o mercado do ladinho, policiamento ostensivo. Mas se hospedar na parte nova também é uma boa, sobretudo na hora de curtir a vida noturna e a vibe gastronômica (bem boa!) de Quito. De qualquer maneira, tudo aqui tem aquela vibe que até nós, brasileiros, achamos "exótica": as tribos equatorianas misturadas em todo canto e roupas, carros, casas, tudo coloridíssimo, sempre.
Melhor ainda é que o trânsito entre as partes nova e antiga é baratinho de táxi: de dia, dificilmente o deslocamento (que leva bem uns 15 minutinhos) passa dos 3 dólares, com taxímetro; à noite custa mais, entre 6 e 8, já que geralmente operam sem taximetro. De transporte público é bem mais roots, não testei ainda, não.
Lembrando que, como sempre, no Instragram estão chovendo fotinhos equatorianas todo dia.
Quito, na verdade, é muito fácil. A cidade impressiona, e muito, do avião, compridíssima, toda esparramada horizontalmente por entre montanhas e vulcões. Mas explorar suas partes mais turísticas não é difícil, não. O centro histórico é muito fácil de explorar à pé (e absurdamente acolhedor, convidativo e fotogênico, apesar do trânsito caótico e bagunçado) e a parte nova (La Mariscal, La Floresta, "Gringolândia" e afins) é organizada e boa de caminhar, apesar das avenidas mais largas e maiores distâncias entre tudo em geral.
Eu estou hospedada bem no centro histórico, em plena Plaza San Francisco, e gostando muito: tudo muito fácil, perto, as atrações concentradinhas, bons museus, o mercado do ladinho, policiamento ostensivo. Mas se hospedar na parte nova também é uma boa, sobretudo na hora de curtir a vida noturna e a vibe gastronômica (bem boa!) de Quito. De qualquer maneira, tudo aqui tem aquela vibe que até nós, brasileiros, achamos "exótica": as tribos equatorianas misturadas em todo canto e roupas, carros, casas, tudo coloridíssimo, sempre.
Melhor ainda é que o trânsito entre as partes nova e antiga é baratinho de táxi: de dia, dificilmente o deslocamento (que leva bem uns 15 minutinhos) passa dos 3 dólares, com taxímetro; à noite custa mais, entre 6 e 8, já que geralmente operam sem taximetro. De transporte público é bem mais roots, não testei ainda, não.
Lembrando que, como sempre, no Instragram estão chovendo fotinhos equatorianas todo dia.
25 de out de 2012
Mais de Galápagos
| O sol se pondo detrás do "león dormido" - inesquecível |
23 de out de 2012
Uma manhã em Santa Cruz
| Tivemos que "pular" um grupão de iguanas marinhas logo ao desembarcar - inclusive uma mamá gigantona :/ |
Nessa segunda, o desembarque do La Pinta foi na Ilha de Santa Cruz, o verdadeiro "coração" de Galápagos, por ser a ilha mais turística e povoada. Ali visitamos o centro de pesquisa Charles Darwin, onde fica o centro de preservação das tartarugas gigantes do arquipélago - dizem que ali mesmo em Santa Cruz Darwin teria avistado os primeiros espécimes dos conterrâneos do (recentemente) falecido Solitário George (R.I.P.)
| O guia nos explica sobre os curiosos cactos de Santa Cruz |
O centro é organizadinho e a gente já entra lá com o nosso próprio guia do barco explicando tudo. Vimos como são fecundados alguns ovos de tartarugas ali mesmo e como é feito o controle dos demais, para garantir que não haja "mistura" de ilhas do arquipélago na reprodução das tartarugas, bem interessante.
| como são identificadas as tartaruguitas... |
| ... e as bebês de tartarugas gigantes <3 td="td">3> |
| O caminho é gostoso, cheio de passarelas como essa |
| O "in memorian" do George |
| Uma das passageiras fotografa um dos "bichinhos" |
| E não é que elas fazem pose pra câmera? |
| Aqui o "super Diego" de perfil... |
| ... em close... |
| ... e dando um alozinho pro Brasil :)))) |
| Iguanas de todo tipo também estão por lá |
| E aqui um grupinho de tartarugas "adolescentes" na hora da siesta |
22 de out de 2012
Um dia em La Española
| Percebam os leõs marinhos esparramados bem no meio do nosso caminho |
| O guia Dris foi dando uma "espantada" para podermos seguir adiante |
| E eles se acomodaram nas pedras, bem preguiçosos |
| Lagarteando |
| Saca só o TANTO de iguanas marinhas juntas |
| Momento óoooinnnn: a mamãe amamentando o bebê |
| Albatroz bebê ;) |
À tarde, tivemos um tempinho para passeio de caiaque e depois o grupo de passageiros se dividiu em grupos menores para diferentes atividades; eu, é claro, entrei de novo no deep water snorkelling, que não sou boba nem nada :) Infelizmente não rolaram programas de mergulho de verdade nessa viagem, mas as atividades de snorkel em águas profundas foram sensacionais, todas. E nesse domingo foi MELHOR ainda que nas vezes anteriores: nadei com cardumes imensos de peixes, arraias e até, tcharam!, leões marinhos <3 nbsp="nbsp" p="p">Chegar de navio em cada ilha, nessa vibe meio darwiniana, já é lindo de morrer. E ter tantas experiências de contato tãaaao próximo com natureza (os landscapes são incríveis, sempre) e animais é sensacional.
| A praia chaaata da tarde, com o La Pinta lá no fundo |
| Atenção, plisss, à cor das patas e do bico |
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