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11 de abr de 2013

Hotel review: Birkenhead House, Hermanus, África do Sul

Dessa última viagem à África do Sul (voando até lá a convite da South African Airways), Hermanus foi uma linda surpresa por si só, como contei no último post; além de fofa, ainda tem um por do sol estupendo e um amanhecer daqueles de fazer todo mundo cair cedo da cama. Mas a estadia ali ficou ainda mais bacana com o hotelaço que nos recebeu: o ubber Birkenhead House.
O Birkenhead é o típico hotel de luxo low profile, sem frescuras.
 O serviço é mega atencioso, impecável, mas sem um pingo de afetação - pelo contrário; os funcionários são jovens, super despojados e tratam os hóspedes com informalidade e muita simpatia.
 Ocupando a mesma mansão do antigo Birkenhead Hotel (batizado assim por causa do navio britânico que afundou em Walker Bay em 1852), fica no alto de um rochedo da Cape Coast, praticamente debruçado sobre o mar (fica a 8km do centrinho de Hermanus). Logo ao lado, uma outra casa anexada ao hotel oferece ainda duas acomodações estilo villa para grandes famílias.
 Um belo caminho leva os hóspedes do hotel até a praia, lá embaixo, rapidinho, em poucos minutos. De manhã cedo, os surfistas buscam suas ondas bem em frente ao hotel; e dizem que, durante a temporada, as baleias literalmente desfilam bem ali.
 A decoração é típica de uma casa de praia; a gente mal lembra que está num hotel, parece mais casa de amigos - até o restaurante é tão intimista que mais parece uma simples sala de jantar, uma graça. Cool, super contemporânea, tem muita luz natural em todos os ambientes. E a cozinha é excelente (com direito a chef surfista e tudo :D)
 Achei meu quarto (o número 2) bastante pequeno; para um casal, sobretudo com big malas típicas dos brasileiros, fica mais complicado. Mas como eu estava sozinha, curti; super feminino e delicado na decoração, me ganhou definitivamente pela vista: ocupando uma "quina" da casa, tinha duas laterais de varanda, com vista tanto para o mar logo em frente quanto para parte da cidade rodeada pelas montanhas Kleinriver, uma lindeza. E os banheiros são todos um capítulo à parte, muito cheio de bossas.




Para completar, o café da manhã é servido no terraço suspenso sobre o rochedo, debruçando-se sobre a praia. Show. 

10 de abr de 2013

Hermanus: praia, surf, baleias e tubarões

Linda no fim de tarde...

 Uma das surpresas mais legais dessa viagem à trabalho para a África do Sul (voando ao continente a convite da South African Airways) foi me hospedar dessa vez em Hermanus, um destino de praia sul-africano vizinho à bela Cidade do Cabo. 
... e no amanhecer
 Hermanus - que foi batizada em homenagem a um antigo morador da cidade e, dizem, originalmente se chamava Hermanuspietersfontein - começou como balneário de final de semana dos próprios sul-africanos (fica no Western Cape, em Walker Bay) mas ficou mesmo famosa por suas belas praias que até hoje atraem surfistas do mundo inteiro atrás de suas ondas. Grotto Beach é a maior e mais famosa praia da cidade e considerada também patrimônio natural protegido.
Antes das sete da manhã os surfistas já aparecem no mar
 A própria viagem da Cidade do Cabo até lá já é linda, através de uma estrada cênica encantadora; e Hermanus é cosmopolita mas não perdeu, no fundo, o jeitão de vila de pescadores. . O centrinho é pacato mas com boa infra-estrutura de mercados/lojas/cafés/restaurantes/bancos mas o melhor está mesmo em suas águas: além dos surfistas, milhares de outros turistas também desembarcam ali ao longo do ano com o firme propósito de nadar com tubarões brancos e observar baleias.  
 É considerado o ponto mais ao sul para observação de baleias durante inverno e primavera e, dizem, ali as baleias são vistas em todo canto, inclusive próximas dos rochedos bem no centro da cidade (de junho a dezembro é comum avistá-las em larga escala). O Old Harbour Museum conta um pouco dessa indústria dos barcos baleeiros e o Whale Museum tem um imenso esqueleto de baleia em exibição. 
O briefing bem humorado antes de sairmos em barcos...
 Foi ali mesmo que fiz, pela primeira vez, o mergulho comtubarões em gaiolas]. A atividade foi mesmo bem interessante: apesar de toda a fama de "malvados" que os tubarões adquiriram pós-Spielberg (e da qual estudiosos como a darling Lucia Malla discordam muito), eis aí uma excelente oportunidade de observar atenta, segura e muito proximamente algo do comportamento desses animais. 
... e a esperadíssima entrada nas "gaiolas" para ficar cara-a-cara com os bichanos 
Fica todo mundo vidrado no mar, dentro da gaiola ou no próprio barco... 
... enquanto os funcionários do barco atiram iscas para atrair a atenção dos tubarões 
 Mesmo os mais medrosos costumam encarar a atividade, já que ficamos o tempo todo "protegidos" de qualquer contato mais direto com os tubarões através de grades de ferro estilo gaiola que são acopladas a barcos para então serem introduzidas no mar. 
Até que eles aparecem!




Adorei a descarga de adrenalina em segurança - vimos de muito, muito perto MESMO sete tubarões, entre machos e fêmeas, uma maravilha. 

1 de abr de 2013

O que vem de África do Sul por aqui

 Pisei pela primeira vez na África do Sul em 2010, no começo do ano. É claro que eu queria muito conhecer o país desde menina, mas tinha decidido ir nessa época específica para ver se vendia bem os frilas com a Copa do Mundo logo ali. Fiz o roteiro clássico dos brasileiros: Joanesburgo, Kruger Park, Cidade do Cabo, em 10 dias simplesmente sensacionais. Viajar por ali pode ser barato, mas gastei uma grana considerável no saldo final da coisa - só no táxi aéreo para o Kruger foram mais de 500 euros.
Voltei de viagem e não vendi praticamente nada, uma furada. Mas o que tinha ficado, mais forte que o prejú, é que eu tinha me apaixonado perdidamente pelo país. Refiz as contas e encarei como uma bela viagem de férias e ponto final, paciência. Até porque, desde então, a África do Sul nunca mais saiu da minha cabeça - pelos cenários, pela história, pelos safáris inesquecíveis, pelo povo sensacional. E desde então planejei voltar, e voltar, e voltar.
Ano passado vocês me acompanharam voltar ao país ao final de uma travessia linda do Atlântico; cheguei da viagem na Cidade do Cabo, que considero, sem a menor sombra de dúvida, uma das cinco cidades mais lindas e incríveis do (meu) mundo. Passei outros dias maravilhosos ali.
Nesse mês de março, numa viagem a trabalho, voando a convite da SAA, tive o gigante prazer de voltar novamente a esse país sem igual. Quem me acompanha via twitter, Facebook (aqui e aqui) e, sobretudo, Instagram, pôde ver ao vivo as coisas lindas que vivi dessa vez. Agora, num roteirinho um tiquinho diferente do usual: um diazinho em Joburg, uma passadinha express na Cidade do Cabo, estadia e mergulho com tubarões em Hermanus, hospedagem em Franschhoek (ao invés de Stellenbosch) para curtir as vinícolas sul-africanas e safáris fora do Kruger Park, na área hoje denominada Great Kruger.
Então se liga aí. Eu tô batendo asas para outras bandas, mas a viagem sul-africana começa hoje aqui no blog ;)