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13 de dez de 2012

A Turquia está (muito) na moda


Já falei aqui que poucos lugares do mundo (por mais que eu ame praticamente todos os que visitei) tiveram tanto impacto sobre mim quanto Istambul. E não foi só da primeira vez, não; na segunda visita, fiquei tão abobada, atordoada e emocionada quanto da anterior. Acho impossível descrever essa cidade – e repito: segura e sedutora também para mulheres viajando sozinhas. E voltaria para lá quantas vezes fossem possíveis. 
E a Turquia não é só Istambul, é claro. Agora, servindo de pano de fundo para a novela das nove (nove e meia? Dez? eu nunca sei), Salve Jorge, a Capadócia também atrai todos os olhares dos brasileiros. Digamos que, agora, a Turquia toda esteja mais na moda por aqui do que nunca.
Tradição e modernidade ali caminham lado a lado (como em mulheres de jeans e top ao lado de mulheres com os rostos cobertos em trajes locais), entre herenças otomanas e bizantinas, mesquitas exuberantes, pontes imensas e paisagens arrebatadoras, como as montanhas “furadas” da Capadócia e suas cavernas subterrâneas impressionantes, ou as rotas de perfume e seda do Éfeso. A mistura perfeita de Ásia, Europa e, por que não?, um toque de Oriente Médio.
A onda tá tão forte que tem operadoras que estão se especializando em roteiros para lá, como a MegTur e a Seculo XXI, e  a TurkishAirlines também anda vira e mexe com promos para lá em seus voos direto (também dá pra chegar facinho com outras companhias aéreas fazendo conexão em alguma capital europeia). 
Se eu fosse você, ficava bem de olho. 

23 de out de 2011

Hotel review: The Marmara Taksim

O que o hotel tem de IMBATÍVEL: a vista! Todos os quartos "sea view" têm a parede de vidro, maravilhosa
 Minha reserva para a viagem a Istambul contemplava quatro noites de hospedagem no The Marmara Taksim (acabou virando cinco noites na cidade, com a primeira noite num outro hotel, mas isso é outro assunto). A cadeia hoteleira Marmara tem vários hotéis na cidade, em várias regiões diferentes. E o The Marmara Taksim tem toda uma história com a cidade, sendo um hotel antiquíssimo totalmente reformado e transformado num dos ícones da rede.
Meu único senão é que o hotel é vendido como hotel de luxo e isso ele não é, mesmo.
 O quarto é bem espaçoso e a vista que se tem das unidades "sea view" é mesmo imbatível: lado europeu e asiático, Haya Sofia, Mesquita Azul, Bósforo, Golden Horn, Torre Gálata, tá tudo ali na imensa janelona de vidro que ocupa quase toda a parede do fundo.
 Banheiro também bem, bem espaçoso mesmo, com uma divisão curiosa da parte de banho, como se vê na foto abaixo:
 O quarto é muito confortável: cama bem grande e macia, bons travesseiros, sofá pra contemplar a maxi vista, TV com bastantes canais, wifi grátis no hotel inteirinho.



 E foram simpáticos de deixar a cestinha de frutas de boas vindas.
 (sem falar das coffee making facilities e água mineral todos os dias, itens que eu acho que deveriam ser obrigatórios - sempre free - em qualquer hotel)
As minhas queixas dizem respeito ao serviço. Não, não é ruim; e o preço das diárias é bem interessante, ainda mais que o hotel está literalmente NA Taksim Square, de frente para o metrô, pertinho de vários restaurantes e lojas interessantes e com acesso bem fácil para Sultanahment.
O lobby é todo modernoso, com bastante vermelho na decoração, e o bar é bem decente - fica cheio de moradores locais no começo da noite.
Só que a recepção é bem fraquinha e lenta, o inglês dos funcionários é sofrível (no café da manhã, era um hóspede ajudando outro porque a maioria dos garçons simplesmente não entendia muita coisa em inglês) e o concierge só faz figuração (não soube indicar nada, nada, que não estivesse em letras garrafais em qualquer guia sobre a cidade.  E não há turndown service ou qualquer outro cuidado do gênero com o hóspede. E daí não tem como se definir como hotel de luxo, né?
Mas é bem decente. E vale dizer que estava lotadinho de brasileiros, viu? Na hora do café da manhã, português era a língua que mais se ouvia por ali.

21 de out de 2011

Topaz: minha melhor refeição em Istambul

Geralzona do restaurante em foto gentilmente surrupiada do site do Topaz
 Eu continuo achando que, do típico ao internacional, e passando pelo prosaico, o que não falta em Istambul são bons lugares para comer. Sempre recomendo, por exemplo, o Pandeli, no Spice Bazar: não se trata de nenhum maxi restaurante, alta gastronomia, nem nada. Mas a comida é boa, o atendimento é cortês e o restaurante é um verdadeiro oásis no meio (mais especificamente, no primeiro andar) do agitado mercado de especiarias da cidade.
Tá vendo a ponte lá, que linda? Foto do site do Topaz
 Mas esse ano eu conheci um restaurante que foi, sem sombra de dúvida, a melhor refeição que eu já fiz na cidade: o Topaz. A sugestão divina veio da Aida Tours, sobre a qual eu já falei pra vcs num post anterior. Eu não o conhecia o restaurante; só depois de googlar que encontrei zilhões de boas referências a ele. O cardápio é extenso, super cuidadoso, com inúmeras opções da culinária internacional. Mas também é riquíssimo em opções tipicamente turcas, que vêm assinaladinhas no próprio material, pra ninguém se perder.
O amuse bouche gentilmente enviado pelo chef
 O atendimento é excelente e o restaurante muito, mas muito elegante mesmo. E fica ali, a cinco minutinhos de caminhada da Taksim Square, bem no coração da parte nova da cidade. Mas... quer saber o melhor de tudo? É que você saboreia os ótimos pratos do restaurante de frente para o Bósforo e a lindíssima Bosphorus Bridge, com a parte asiática de Istambul se descortinando ao fundo.
Sorry, tirei as fotos com o celular :-(

Entradinha supimpa, no melhor estilo mezze
O ótimo kebab "desconstruído" que eu pedi

E a divina sobremesa
As paredes são de vidro, então a vista é desobstruída, não importando onde você esteja sentado. Eu fui à noite (e sugiro fortemente que você faça o mesmo), para jantar, e mal conseguia me concentrar na conversa com aquela ponte linda de morrer mudando de cor e fazendo jogo de luzes.
Pra ir e repetir.

20 de out de 2011

Um giro pelo Grand Bazaar

 Não escondo de ninguém que tenho clara preferência pelo Spice Bazaar, ou Bazar Egípcio, em Istambul - menorzinho, mais colorido, mais barato, vendedores mais gentis, perfumado.
  Mas é claro que rodar pelo Grand Bazaar faz parte definitivamente de uma viagem a Istambul, seja pela primeira, segunda ou enésima rodada.
 E é passeio delicioso, claro, mesmo com todo o assédio por entre as barracas. E também a com maior concentração de brasileiros por metro quadrado, por sinal.
 A regra ali é pechinchar. Ao contrário do Spice Bazaar, são raríssimos os locais com preços fixos por lá.
 Essa é minha parte predileta do gigante complexo que é o mercado.
 São as lojinhas mais antigas, de relojoarias, tapetes, louças etc.

 Ali também é o lugar para fazer uma paradinha para um çay ou o tradicional café turco, fortíssimo.
 E eis que entre tantas lojinhas típicas de luminárias e pashminas...
 ... olha o que eu encontrei lá esse ano!
 Sim, uma loja da MAC :-S
Bom, diz ali que é temporário. E tomara mesmo que seja. Por mais que a MAC seja uma loja bacana, que a maioria das mulheres adora, estar ali em meio ao Grand Bazaar... pelamordedeus, né?!

Um dia com guia em Istambul

As peculiares casas de madeira de Edirnekapi
 Eu não gosto de excursão, não mesmo. Um monte de gente que os guias nunca conseguem controlar, paradas de 2h em lojinhas insípidas e rapidérrimas em atrações, isso me dá nos nervos. Participei de pouquíssimas e posso contar nos dedos de uma mão as que foram satisfatórias (na verdade, só de viajar em turma grande eu já fico apreensiva: é sempre muita gente envolvida pra se chegar num acordo sobre horários, onde almoçar, onde ir, onde parar etc).
Edirnekapi
 Mas tem horas que a gente precisa pedir socorro; sobretudo quando a gente quer ir a lugares que chegar por conta própria é complicado. E foi isso que eu fiz em Istambul: passei um dia inteirinho com uma guia da empresa local Aida Tours (fiquem de olho nesse nome, porque eles estão interessadíssimos nos brasileiros!) e adorei.
Olha o detalhe da casa antiquíssima em Edirnekapi: porta e paredes de madeira, escada de azulejos
 Eu queria fazer coisas diferentes. Claro que eu já tinha visitado de novo Haya Sofia, Mesquita Azul, Cisterna etc, que são lugares incríveis e acho que valem a RE-visitação. Mas eu tava MALUCA pra ir a Chora, que eu não tinha conseguido visitar em 2009. E subir a colina de Pierre Loti. E ficar à beira-mar em Ortokoy. Dentre outras cositas más.
Chora vista por fora, imponente
  E queria tudo isso no mesmo dia, de preferência, pra otimizar o tempo.
Os mosaicos de Chora, divinos - e muito bem conservados, pós Cruzadas e tantos séculos
Claro que é uma alternativa combinar um preço X com um taxista por um dia inteiro (eu mesma fiz isso na Tailândia). Mas negociar com taxistas em Istambul é dureza, ainda mais desacompanhada.
Essa cúpola não é divina???
 Então achei ótima a ideia do pessoal da Aida de me levar pra passear fazendo o roteiro que eu quisesse. Porque eles trabalham justamente assim: não vendem pacotes; só roteiros personalizados. A pessoa manda email, conta o que tem em mente, e eles executam do jeitinho que foi pedido.
Chora
 E foi assim mesmo: o roteirinho seguiu exatinho como eu queria, sem pressa, sem correria, só eu e a guia - a Ozen, uma graça de turca que fala espanhol fluentemente e tem um bom português, por sinal - explorando os cantinhos que eu queria conhecer.
Muitos dos mosaicos de Chora contam vida e morte de Maria


 Ela teve a maior paciência em me explicar mosaico a mosaico na MAGNÍFICA igreja de Chora - e maior paciência de me esperar um tempão do lado de fora enquanto eu pirava com aquelas imagens todas e fotografava aqui e ali (PELAMORDEDEUS, incluam Chora no seu roteiro; das coisas mais lindas que já vi na minha vida, serião)
Porcelanas com desenhos únicos, feitos à mão, uma loucura
 Aliás, o bairro de Edirnekapi, onde fica Chora, é muito diferente, com casas de madeira bem coloridas, que valem muito o passeio - e é O lugar para quem quiser comprar louças e porcelnas.
E a vendedora, super paciente, me explicou todo o processo de confecção das peças únicas

Istambul vista da Colina de Pierre Loti
 Subimos ao topo da Colina de Pierre Loti - que tem esse nome, claro, por causa do escritor homônimo que amava subir ali para tomar seu cafezinho e inspirar-se com Istambul a seus pés - e ela me mostrou uma lojinha escondida incrível ("venha ver isso que você vai gostar"), que vende as obras do escritor em trocentas línguas diferentes e tem imagens divinas da Istambul de outros tempos (dá pra subir de carro ou de teleférico).
Olha minha guia, a Ozen (faltam tremas no O), pura simpatia

O café da colina é maxi romântico


Inúmeros stands vendem sobremesas coloridíssimas lado a lado em Ortokoy
 Quis fazer a parada do almoço num dos muitos barzinhos e restaurantes de Ortokoy (me faltam aqui algumas tremas, sorry) e ela se encarregava de falar ali, e pedir as coisas, e tal, pra eu me sentir o mais "local" possível  - e, claro, ainda me sugeriu o que experimentar (comi kumpir, as tradicionais baked potatoes do bairro, com uns mil e quinhentos ingredientes diferentes como recheio). E zanzei montes pelo bairro.
As ruelas de Ortokoy são puro convite ao passeio descompromissado


De dia, um café ao lado de outro, e muitos restaurantes; à noite, vira tudo bar agitadíssimo

E o povo vê a vida passar à beira-mar


Bela vista pra almoçar, não?

E a tal batata assada gigante do bairro
 E depois ainda passeei mais um monte naquele dia- do meu jeito, no meu ritmo, mas com alguém local que entendeu rapidinho que tipo de coisa me interessava e que tipo de coisa não. Foi tão legal, e tão proveitoso, que no final do dia já estávamos trocando emails :-))))))
Recomendadíssimo.