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30 de dez de 2012

Hotel review: JW Marriott Bogotá

 Que os hotéis JW Marriott costumam ser hotéis bacanudos e super eficientes eu já sabia. Mas fiquei surpresa, ao chegar no JW Marriott Bogotá e ver ali não só um hotel business de primeira categoria como também um hotel super procurado (e adequado) para turistas.
Quartos super espaçosos
Amenidade "durma bem", gracinha
 Além dos quartos bem grandes, confortáveis e bem bolados (a amenidade para dormir bem foi um plus adorável!), a localização é perfeita, em plena zona G, a zona dos restaurantes e bares mais legais da cidade. De táxi, fica fácil (e barato) ir à região do centro para passear (La Candelária) e dá pra explorar os shoppings e a gastronomia dos arredores tudo a pé (de dia) ou em literalmente cinco minutinhos de táxi (à noite).
De manhã cedinho, o lounge executivo recebendo os madrugadores como eu para o café da manhã

Peticos e bebidas não alcoólicas à disposição o dia todo
 O concierge estava sempre super concorrido, mas o pessoal da recepção era super simpático e se oferecia para ajudar - me deram dicas ótimas, de compras e comidinhas descoladas que os locais curtem.
Design charmoso
A piscina aquecida
 O bom é buscar na internet as ofertonas (são muitas, e sobretudo nos finais de semana) de diárias que incluem acesso ao lounge executivo (fui em setembro; hj as diárias começam em 195). O lounge, aberto das 6 às 0h, oferece não apenas internet wifi free como café da manhã completo todos os dias, bebidas não alcoólicas e petiscos durante o dia todo e buffet de jantar e bebidas alcoólicas à noite, tudo incluído. Mão na rodíssima, bom pra reunir os amigos para um drink depois de um dia de andanças pela cidade e bom para quem viaja sozinho conhecer gente. E ainda tem uma vista bonitona de Bogotá lá do alto, no 9o. andar do hotel.
O bar do lounge
Tem também academia grandona e piscina aquecida abertos o dia todo.
Beleza de hotel.

Pelo Mundo retrô: onde eu dormi feliz em 2012

Espreguiçadeiras na areia para ver o por-do-sol de camarote...
Foram mais de 60 voos, mais de 180 dias por aí e mais de 55 hotéis diferentes que fizeram meu ano-viajante de 2012, ufa. E foi tudo tão variado e democrático esse ano, em todos os sentidos, que até review de albergue apareceu pela primeira vez aqui no blog. 
Vale ressaltar que a maioria dos hotéis nos quais me hospedei foram tão bons que superaram minha expectativa – e hotéis nos quais já tinha me hospedado antes continuaram me agradando muito, dos business aos luxury, passando até pelos hotéis de aeroporto, que continuam quebrando um galhão quando temos horários bizarros de embarque e desembarque. Mas teve hotel-furada, também, é claro, porque nem tudo pode ser perfeito.
... e serviço de praia fantástico no Four Seasons Punta Mita
Mas como as grandes e deliciosas experiências em hotelaria do ano continuam sendo muuuuito mais marcantes que as más, posso elencar entre os meus the winners a cabine inesquecível do Silver Whisper e quartos dos quais dava vontade de nem sair no Four Seasons Amman, no Kempinski IshtarThe Singular, JW Marriott BogotáTigerlilySt. Ermin´s, Mandarin Oriental ParisRitz Carlton Cancun, Four Seasons LondonL´AndanaMashpi LodgePalazzo Seneca e The Aubrey.
Mas, sem dúvidas, foi o Four Seasons Punta Mita, no México, o melhor hotel no qual me hospedei durante todo o ano - e também um dos melhores hotéis da minha vida.  Tremeeeeendo hotel, baita serviço, daquele tipo de lugar que é gostoso sozinho, em escapada romântica, em viagem familiar, em férias com amigos. Amei mesmo. 
Então quer viajar um tiquinho sem sair do lugar antes do ano acabar?  Começa pelos links acima ;) 

11 de dez de 2012

Bogotá vale a visita

O quarto no excepcional JW Marriott Bogotá, em plena Zona G

 Foram seis horas de voo de São Paulo a Bogotá, num A319 bem apertadinho da LAN. Mas, dessa vez, nem ligamos muito: eu e outros dois amigos (a Carla e o Paulinho, que vocês conhecem do Idas e Vindas) tinhamos aproveitado uma promoção para emitir bilhetes de ida e volta para a capital colombiana no programa da TAM por apenas 8 mil pontos cada um de nós no total, uma maravilha (se viajar com milhas já é gostoso pra caramba, viajar com milhas reduzidas é beeeem melhor :mrgreen:  ).
g
Comida boa mas bem carinha no Astrid&Gastón local
 Nenhum de nós conhecia a cidade previamente; e a verdade é que voltamos todos os três bem contentes com o que encontramos por lá. Bogotá é gostosa, boa de explorar. Tomando as mesmas precauções que a gente toma nas grandes cidades brasileiras, a gente se sente bem seguro por lá – em algumas zonas, como a Zona G (“gourmet”), dá pra andar sozinho à noite numa boa quem tem muita gente fazendo a mesma coisa. O transporte público por lá que é bem complicado; em compensação, os táxis são baratos (não uma pechincha, mas baratos, sim) e abundantes – é legal andar sempre com o número de um rádio-táxi e pedir para o local onde você está (hotel, restaurante, museu, café) chamar, por segurança (e também para garantir que venham com taxímetro, tudo bonitinho).
 A temperatura em Bogotá, como a cidade é alta, é sempre fresquinha – um casaco levinho ou suéter sempre cai bem, que a temperatura ali gira em torno dos 18, 20 graus, o que é excelente para os passeios. O centro antigo da cidade, chamado de La Candelária, vale definitivamente o passeio, com suas casinhas coloniais coloridas, a gigante praça da Catedral, os ótimos museus (os indispensáveis Casa da Moeda e Museo Bottero, pra dizer o mínimo), cafés gostosos, ruelas de pedra. Em dias de céu limpo, vale tomar o Funicular a Montserrate para ver a cidade toda esparramada lá do alto. E ainda dá pra terminar o dia em La Soledad, o bairro que está virando cool com suas lojinhas e bares.
Música ao vivo no trem-mico pra Catedral de la Sal
Um dos "altares" da Catedral de la Sal
 Mas na hora da hospedagem recomendo muito as zonas G/T/Rosa, que concentram os melhores hotéis, restaurantes e shopping centers. Eu fiquei no ótimo JW Marriott Bogotá, que tem quartos ultra espaçosos, spa, piscina aquecida e fitness 24h, com ótimo serviço. Além disso, conta com dois bons restaurantes e um bar super movimentado dia e noite no lobby (ótima dica é também se hospedar nos apartamentos que dão direito ao executive lounge, excelente, de serviço super personalizado). De lá, basta uma caminhada ou uma curtíssima corrida de táxi para chegar aos melhores restaurantes da cidade (como o Astrid&Gastón, sempre gostoso) e centros comerciais – em Bogotá tem de tudo, das lojas mais populares às big brands, como Vuitton e Gucci, praticamente lado a lado.

Museo Bottero: gracinha
 Pelos arredores, vale conhecer a Catedral de la Sal, que se formou junto às minas de sal de Zipaquirá e foi convertida nos últimos anos em museu, a atração mais visitada de todo o país (dizem os cartazes na entrada “bem-vindo à primeira maravilha da Colômbia” :D). Ali a gente paga a entrada que já dá direito à visita guiada pelas cavernas e altares construídos ali pelos mineiros ao longo dos anos; é bem interessante. Só não acho que valha ir até lá de trem: o trajeto é muito mais longo que num táxi e a paisagem do caminho não é das mais interessantes. Eu fiz e acabei me arrependendo – recomendo muito mais fechar o preço com um taxista para ir, esperar a visita  e voltar a Bogotá (em trem, o passeio todo leva um dia inteiro; em carro, meio dia).
Detalhes do centro histórico acima e abaixo
 O que Bogotá tem de ruim? O aeroporto, que tem aquele jeitão de rodoviária grande. E tudo lá funciona só das 6h às 23h – ou seja: quem sai cedo (o meu voo saía 5h40) não tem acesso nem a freeshop, nem às salas vips nem cafeterias. A cidade deve inaugurar um aeroporto novo em breve e a maioria dos "negócios" já está de mudança pra lá, embora os voos continuem saindo do aeroporto antigo. A parte boa é que não precisa chegar tãaaao antes do voo; duas horas de antecedência são mais que suficientes.
Cena clássica: colombiano lendo jornal e engraxando sapato no centro histórico
Poesia callejera num dos shoppings de Bogotá
Mas a cidade definitivamente vale a visita. Eu certamente voltarei – mas, da próxima vez, para fazer como meu casal de amigos e esticar à bela e ensolarada Cartagena.