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4 de abr de 2013

Hotel review: Saxon Boutique Hotel, Joanesburgo

 Antes de eu embarcar para a África do Sul, o darling Edu Luz, que tinha acabado de voltar do país, me avisou que o Saxon Boutique Hotel era um hotelaço. E eu sabia que podia ir feliz e contente porque o Edu tem um gosto sensacional para hotelaria.
 Foi ali que fiquei hospedada antes de começar oficialmente a viagem a trabalho para Maurício e depois África do Sul. E, ó, vou dizer pra vocês que o Saxon ainda assim superou minhas expectativas
 Pra começar, o lugar é cheio de história: foi ali, entre outras tantas coisas, que Mandela foi morar logo após ter sido liberado de seus 27 anos de prisão.
 Parte da história da casa é contada através de fotos em preto e branco espalhadas por algumas das paredes do hotel, dando um toque nostálgico muito bacana ao local.
Os terraços dos quartos se abrem para um verde inimaginável em Joburg... 
... com direito a aves e outros animalitos bem pertinho 
 As diárias são salgadas mas os quartos são mesmo sensacionais: enormes, todos com varandinha para os quintais de puro verde (a gente nem acha que tá em plena Joburg), champagne na chegada, minibar todo incluído, internet grátis, amenidades Molton Brown. E, mais importante que tudo isso junto, serviço show de bola.

Mas é o acervo de arte que impressiona mesmo, o tempo todo, seja ao passarmos pelas áreas comuns, corredores, restaurantes...







Tem piscina mais low profile, nos "fundos"...
... e outra gigante, tipo espelho d´agua, perfeitinha para ver o por-do-sol 
 Todos os lounges e áreas comuns têm obras de arte e objetos de design espalhados e muita, muuuita estampa "animalesca" - mas, mesmo com os exageros (tipo o tapete de zebra), com razoável elegância.


 A gigantesca casa (sim, era uma casa de família antes de ser convertida em hotel), com direito a mega escadaria no lobby scarlet-o´hara- type, fica no bairro homônimo, basicamente residencial, onde ficam outras casas tipo cai-queixo

A genial passagem suspensa para o spa
 Quem não quiser sair do hotel para comer, nem precisa: o bacanudo Qunu tem menu africano do chef David Higgs e Five Hundred procura misturar os conceitos de gastronomia, vinhos e arte, com os chefs e sommeliers circulando por entre os convidados, trocando ideias - e chamando MUITO a atenção com os maiores e mais escalafobéticos decantadores que já vi o.O
Hotelaço. Bem que o Edu me avisou. 

1 de abr de 2013

Conexão em Joanesburgo: o que fazer


É uma pena que os brasileiros usem Joanesburgo em geral apenas como pernoite antes de rumar para as Ilhas Maurício ou para os safáris do Kruger. É verdade que a má reputação da cidade nos anos 90 marcou muita gente, mas vale dizer que, se em 2010 a cidade já estava bacana, com uma cena de arte, gastronomia, compras e hotelaria cada vez mais pulsante, o pós Copa deixou Joburg (ou Josie, para os íntimos :D) ainda melhor.  Depois da era do ouro e dos terríveis anos do apartheid, o que ficou de ruim na cidade é História; porque trata-se de uma das capitais africanas mais interessantes.
O transporte em geral melhorou e o sistema de trens implantado pela Copa, o Gautrain, vai de vento em popa. Claro que não dá pra ficar dando sopa; como em qualquer grande cidade, a gente tem que ficar ligado o tempo todo e não ostentar nada, é claro. Mas os índices de criminalidade caíram muito e há zonas – como a da Mandela Square – com policiamento ostensivo. 
Se você tem planos de passar uma noite na cidade antes de rumar para outro destino africano (particularmente, eu sugeriria duas, mas isso é com você), você pode até dormir num dos hotéis próximos ao aeroporto (como eu fiz da primeira vez, lá em 2010), mas seguramente tem mais coisas legais para fazer pela cidade além de comer bem e dormir. A saber:
 Delicie-se nas galerias de arte e Museus
A cena artística de Joburg é muito, muito sedutora. O Wits ArtMuseum, que está completando um aninho apenas, tem um excelente acervo de obras africanas ocupando três peculiares prédios: uma antiga estação de gás, uma revendedora de carros e uma escola de ortodontia. Curioso, para dizer o mínimo.  A galeria Circa onJellicoe foi construída com inspiração Zulu e a Goodman Gallery tem belas obras dos mais expoentes artistas nacionais.  Ah, você quer museu com mais pegada histórica? Não perca, por nadica deste mundo, o emocionante Museu do Apartheid, simplesmente incontornável por adultos e crianças. Perto do Museu, vale caminhar pela Vilakazi Street, onde já viveram Nelson Mandela e Desmond Tutu. A modernosa Constitutional Court, a Fort Prison e o Memorial a Hector Pieterson em Soweto são outras belas opções de passeios cheios de história. 

Leve as crianças para passear
As crianças costumam curtir muito o Cradle of Humankind, patrimônio da humanidade, e onde vários fósseis de hominídeos foram encontrados, como o Australopiteco das cavernas Sterkfontein Caves. E, claro, para ver os inesquecíveis animais sul-africanos,  vale ir ao  Johannesburg Zoo jhbzoo.org.za – sobretudo se o Kruger não estiver nos seus planos

Explore a cidade
Tem medo de ir por conta? Então entre num walking tour. Agora são várias as empresas oferecendo esse serviço em Joburg, como a Main Street Walks, que faz tours guiados pelo Business District contando como a área se transformou absurda e positivamente desde os anos 90. Com a segurança de estar num grupo, e com guia, aposto que você vai desencanar e curtir muito mais a cidade. Além dos muitos arranha-céus, lojas e da atmosfera gostosa do bairro, dá pra subir na cobertura do Carlton Center, o edifício mais alto do continente. 

Vá às compras
Da feirinha de artesanato da Mandela Square aos big malls, Joanesburgo é uma perdição para os shopaholics. Quem curte coisinhas descoladas, vai gostar do mercado Neighbourgoods; vai gostar tanto que vai ficar por ali para comer suas ostras fresquinhas combinadas com suas famosas margaritas.  O 44 Stanley Complex  é endereço completinho: comidinhas, cafés, galerias de arte e lojinhas, tudo junto – de artesanato aos achadinhos de big grifes das lojas vintage e brechós.