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27 de fev de 2013

Kom Ombo e o único "templo duplo" egípcio

 Chegar ao Templo de Kom Ombo foi facinho, facinho: a gente praticamente desembarcou direto do Sun Boat IV lá, sem precisar de nenhum tipo de transporte para chegar ao local. A cidade fica a pouco mais de 150km Luxor e só 40km de Aswan - o que quer dizer que navegamos bem pouquinho para chegar até ali, vindos de Aswan.

 Seu templo greco-romano (ptolomaico, na verdade, com mais de dois mil anos de construção) é a grande atração da cidade, é claro, e glorifica as divindades Sobek (o deus crocodilo) e Horus (o deus falcão).

 Kom Ombo é importante não apenas por sua beleza e riqueza histórico-arquitetônica (seu período de construção atravessou vários reinados diferentes) mas também por ser o único templo duplo egípcio, dedicado a duas divindades diferentes.


 Na entrada, aliás, o imperador Domiciano rende reverências à tríade formada por Sobek, Hathor e Khonsu junto a um texto extenso de 52 linhas tomadas por hieroglifos. Ali foi construído também um Nilômetro: um poço largo cuja escadaria alcançava o lençol freático do Nilo para que os egípcios antigos pudessem mensurar as oscilações de nível das águas do Nilo e, eventualmente, prever inundações (e o valor dos impostos do ano, consequentemente).



 Ao longo de sua história, o templo sofreu várias inundações e foi vítima também de terremotos. Algumas de suas pedras, colunas e outros elementos arquitetônicos, dizem, foram removidas para serem utilizadas em outros projetos e construções.




 Quase ao lado do templo existe também um pequeno "museu do Crocodilo" com vários animais antiquíssimos mumificados e algumas estátuas do "deus crocodilo".



O tour estava incluído também no meu cruzeiro pelo Nilo, mas quem vai por conta paga 30 libras egípcias.