Mostrando postagens com marcador Mendoza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mendoza. Mostrar todas as postagens

19 de fev de 2011

Vinho e viagens

Vocês sabem que vinho e viagens estão entre as grandes paixões da minha vida. E eu estava justamente pensando no quanto quero fazer as "rotas do vinho" em Napa Valley e Bordeaux quando dei de cara com esse artigo do travel writer Robin Esrock citando justamente os oitos tours que ele (e meio mundo!) considera as melhores rotas de vinho do mundo.


Fiquei feliz de ver que, dos oito roteiros sugeridos, já estou no nível intermediário :-)))) Afinal, ainda que o roteiro pela Toscana deva ser refeito (quero fazer uma viagem só pra isso por lá um dia), já cumpri metade da tabela, incluindo também África do Sul, Argentina e Chile.

Aliás, a viagem à Mendoza, que foi feita única e exclusivamente com o fim de visitar vinícolas, comer e beber muito bem, foi das viagens mais prazeirosas que já fiz na vida. E lá mesmo comecei a planejar uma viagem igual a Napa Valley, com tantos turistas que encontrei por lá que já tinham feito o roteiro e se apaixonado (mas, infelizmente, essa minha viagem não é pra já...)




Anyway, se tem um tipo de viagem que eu acho DELICIOSA é esse: puro prazer, vendo lindas paisagens, degustando excelente vinhos e, claro, acompanhando-os de pratos maravilhosos. Você sugeriria algum outro roteiro nesse sentido, além dos oito sugeridos pelo Esrock?

9 de out de 2010

Minha experiência na Casa Terrazas

 Pra encerrar a série de posts sobre Mendoza aqui no Pelo Mundo, faltava eu falar da hospedagem. Claro, existem N opções para se hospedar ali, das "hospedajes" mais simplinhas aos hotéis mais hypados (como o Hyatt que fica bem no centrinho, localização superb, assim como o Intercontinental). Mas de uns dois anos pra cá, muitas das bodegas começaram a abrir suas casas para os turistas - casas que antes recebiam apenas convidados e funcionários da própria vinícola e agora recebem também viajantes do mundo inteiro. Sejamos francos: tem maneira mais peculiar de conhecer Mendoza que dormindo e acordando todo dia DENTRO de uma vinícola, cercado por vinhedos? Eu, particularmente, acho que não.
Então eu adorei me hospedar também na Casa Terrazas (798 pesos com café). O legal é fazer isso: se hospedar na casa de uma vinícola que você realmente curta, cujos vinhos você conheça e aprecie, pra coisa toda ter sentido. Deixo aqui umas fotinhos pra vocês verem que graça de hospedagem:
 Deliciosos e demorados banhos de banheira à noite pra ficar sempre revigorada pro jantar
 Os quartos todos têm nomes dos tipos de vinhos produzidos pela vinícola ao invés de números
 Espaços comuns muito bem decorados, e com jeito de casa mesmo e não de hotel



 Internet wifi na casa toda grátis, e uso do computer do corredor gratuito também.
 Se tivesse feito tempo bom, teria aproveitado super esse jardim!

Só assinalo dois inconvenientes: 1) a Casa é longe do centro, então há que se computar nos gastos também as despesas com deslocamento aos restaurantes do centro e demais bodegas, que vão ser mais altinhos mesmo. 2) Como tem clima de "casa" e não de hotel, não possui recepção; apesar da informalidade ser muito bacana e todos os funcionários sejam fofos e eficientes, acho que faz falta ter um funcionário ali, sempre, pra ser a ponte entre hóspedes e casa.
Mas no saldo final? Adorei! O preço é mais altinho, mas a experiência foi verdadeiramente autêntica - uma delícia acordar rodeada de vinhedos e com o ir e vir dos funcionários da bodega logo em frente. Bom pra entrar no clima :-D E café da manhã charmoso, com medialunas quentinhas e alfajores mendocinos, incluído na diária; internet funcionando super bem; funcionários atenciosos e segurança eficientíssima na hora dos hóspedes entrarem e saírem; quarto e áreas comuns aconchegantes e bem cuidados. Pra voltar.

8 de out de 2010

Fotolog: lembranças mendocinas















O melhor vinho da viagem à Mendoza

Um monte de gente tem me perguntado, afinal, qual meu vinho predileto da viagem à Mendoza. Já elogiei aqui vários dos Terrazas de los Andes que tomei - Reserva Torrontés 2009, Afincado Malbec 2007 e Afincado Tardio são meus preferidos - mas vale dizer que gosto é algo extremamente pessoal, certo?
Bom, eu, na minha modestíssima opinião, diria que o melhor foi o Cheval des Andes 2002. Provei também, e também adorei, o recentemente lançado Grand Cru Cheval des Andes 2006, do qual todo mundo anda falando, já que recebeu 96 pontos do ubber critico Robert Parker - mas eu, honestamente, beberia o 2006 daqui uns 2 anos. Já o 2002 achei absolutamente perfeito pra beber agora, já.
E outro ótimo vinho que provei na viagem foi o Malamado, da Família Zuccardi, fabuloso malbec de colheita tardia que lembra muito o vinho do Porto, perfeito para acompanhar sobremesas de chocolate, foie e queijos azuis. O Malamado Extra Dry, que deve ser bebido bem gelado, também achei muito bom e intenso - mas o Malbec de longe me agradou mais.

7 de out de 2010

A proposta "orgânica" do Almacén del Sur

 Muito se fala em Mendoza da proposta toda orgânica do Almacén del Sur - eles utilizam praticamente produtos próprios, cultivados ali na mesma propriedade onde fica o restaurante, em seus pratos.
 O restaurante é charmosinho, rodeado por oliveiras, com um jardim que deve fazer o maior sucesso nos dias quentes. Já o serviço é BEM ruinzinho (as garçonetes não sabem sequer explicar o menu) e, sendo bem franca, não gostei da comida. Maaaaaassss, como quem está na chuva é pra se molhar mesmo, eu estava ali para provar o tal menu degustação da casa, que apareceu aqui e ali, e fui até o final. São seis passos:
 O primeiro é o couvert, com os antepastos produzidos na casa e também vendidos na lojinha na saída: só gostei MESMO das berinjelas condimentadas. Ah! E os pães estavam ótimos.
 O segundo passo foi uma vichyssoise que estava ótima (o melhor prato do menu, na minha opinião), com azeitonas pretas secas por cima.
 O terceiro era um pimentão frito duro, duro, duro, acompanhado de uma gostosa saladinha de alface.
 A granita para limpar o paladar antes do principal era o passo 4, de tangerina, e estava boa.
 O prato principado era filé com rosti de batata e beterraba, bem razoáveis. Mas a carne definitivamente passou do ponto e não trocaram.
 E a sobremesa, welll... a ideia era interessante, com carpaccios de abacaxi formando pasteizinhos com recheio de uvas. Mas o chocolate quente que despejam por cima esfriou em 10 segundos e era absolutamente enjoativo.
Vale a experiência, pelo lance orgânico e tal? Bom, depende de cada um. Achei também caro, em comparação com todos os outros restaurantes nos quais comi por lá: 175 pesos pelo menu, sem nenhuma bebida incluída. E, sem dúvidas, foi a refeição mais fraca de toda a minha viagem.
Em tempo: o azeite deles também é ótimo, arauco, vale trazer pra casa.

6 de out de 2010

Um jantar no Cavas Wine Lodge

 Pois é, os posts andam super gastronômicos. Mas, afinal, Mendoza é mesmo um big destino para se comer e beber bem. Sorry pela qualidade das pics nesse aqui - são fotos do celu.
 Sempre que eu pensava em Mendoza, pensava no Cavas Wine Lodge. Vários amigos tiveram experiências incríveis de jantar no restaurante Relais&Chateaux desse hotel. Então lá fui eu.
 À noite, fica climão. É tudo à meia luz, romântico até. Abre todas as noites, mas só atua mediante reserva, já que o restaurante é bem pequenininho mesmo. Mas que comida!
Não desperdice o azeite do couvert, de forma nenhuma: o arauco da casa é fenomenal, pra levar pra casa (25 pesos a garrafinha de 250ml).
 O ceviche vem com milhos enormes tostados. Pra comer em cada garfada, pra minimizar a acidez do limão. Curioso e diferente, mas bem bom.
 O carpaccio estava divino, com o melhor parmesão da viagem.
 Camarãozito e mini risoto de açafrão antes do prato principal, cute.
 Um risotto de funghi espetacular - mas com 2 camarõezinhos no topo que, honestamente, não tinham absolutamente nada a ver com o prato.
E um belo gateauzinho de chocolate pra terminar.

Comida excelente, serviço impecável, preços mais altinhos, belo jantar. Mas... quer um conselho? Vá de dia! À noite não se vê nadica de nada do lado de fora e a gente chega no hotel, literalmente, no escuro (quase não há iluminação na estrada nem na propriedade). É romântico, claro, mas acho que perde muito em ambiente. O In Spirits fez um post lindíssimo mostrando o espetáculo que é esse lugar de dia; certamente vale a visita.