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3 de mar. de 2013

Luxor: Templo de Karnak

 Os dois templos mais  famosos de Luxor costumam ser visitados num mesmo tour. E foi assim mesmo que conheci os templos de Karnak e Luxor no tour incluído no cruzeiro pelo Nilo.
 O Templo de Karnak (que ganhou esse nome por causa de uma aldeia vizinha) era o principal templo dedicado a Amon-Rá e sua construção total levou mais de dois mil anos (até hoje está conectado ao Templo de Luxor por uma avenida de quase 3km repleta de esfinges).



  Contou o nosso guia que Karnak foi o centro religioso do Império e ali chegaram a trabalhar 80 mil pessoas simultaneamente; com o passar do tempo, depois ficou submerso nas areias do deserto por séculos a fio. Muitas de suas construções desapareceram não por essa submersão mas sim pelo efeito de pilhagens seculares.

O guia ficou pequenininho, pequenininho em meio ao pátio das colunas






O lago reúne superstições locais: para "escolher" o sexo do bebê vindouro, é preciso dar o número de voltas corretas nele



 A mais importante delas, o grande templo de Amon-Ra, continua lá, repleto de pátios e colunas gigantescas (134, segundo o guia). Anais de Tutmés II nas paredes falam dos 20 anos de conquistas do faraó. O local é imenso e foi um dos poucos em que achei que o tempo destinado ao tour não foi suficiente - tinha tanta, mas TANTA coisa para ver, entrar, espiar que daria para passar um dia inteirinho dentro do templo.




À noite, rolam espetáculos de luz e som em alguns dias da semana. Belíssimo templo.

Fotolog: Lembranças do Nilo II

Tenho tantas lembranças legais dos (curtos) dias em que estive a bordo do Sun Boat IV "cruzeirando" pelo Nilo que deixo aqui mais algumas imagens que registrei enquanto o nosso barco singrava um dos rios mais famosos do planeta.
De que cor é o Nilo na minha lembrança? Prateado ;)

























Alguns rios são mesmo mais míticos que outros. Para lembrar e lembrar e lembrar.

1 de mar. de 2013

Luxor: Templo de Hatshepsut e o Colosso de Memnon

Depois de visitar o Vale dos Reis e, brevemente, o Vale das Rainhas, continuamos no nosso tour em direção ao Templo de Hatshepsut.
O templo, que se ergue literalmente no deserto em diversos terraços, rodeado por imensos rochedos, era dedicado à rainha Hatshepsut, a única faraó mulher do Egito antigo, e, de alguma maneira, parece extremamente natural em meio àquela paisagem.


 Hatshepsut representou um período relativamente próspero na economia egípcia. Casou com seu meio-irmão ainda adolescente e, após a morte do marido, assumiu o poder como regente até a maioridade do sucessor Tutmés III. Mais tarde virou faraó, recorrendo a um mito que fazia de si mesma filha de Amon-Rá (esse "nascimento" está relatado nas paredes de sua tumba). Espertinha, Hatshepsut reinou por 22 anos e só deixou o poder por ocasião de sua morte, aos quase quarenta anos.





 Com toda a polêmica, seu nome foi suprimido das principais listagens de reis do Egito Antigo e, por isso mesmo, só se "descobriu" sua existência em estudos já em meados do século XIX. Por todo o tempo em que foi faraó, ela não se casou de novo; mas há rumores que Senemut, um dos oficiais de seu exército, fosse seu companheiro (além de preceptor de sua filha), o que explica sua representação em algumas estátuas no templo (chamado localmente de Al-Deir Al-Bahari (entrada de 30 libras egípcias).





 Nas paredes há representações diversas da rainha em seu dia-a-dia, inclusive uma que a mostra numa figura obesa, algo absolutamente não usual na arte egípcia. Mas a maioria a exibe sem seios e com a barba postiça típica dos faraós. No local (o templo está encostado numa das falésias do Vale dos Reis e Rainhas) algumas equipes trabalham full time em escavações e pesquisas.






 A última paradinha, e essa só para fotografar mesmo, antes de voltarmos ao barco, foi no Colosso de Memnon. Já mais próximo do Nilo, era conhecido na época grega como um local mal-assombrado, de vozes assustadoras ao crepúsculo.
O local reúne duas estátuas imensas do faraó Amenófis III (de quase 20m de altura cada e com símbolos da união do alto e do baixo Egito, entre outras referências) que seriam gaurdiãs de seu próprio templo funerário. Ali, ao que consta, existia um templo que acabou sendo destruído pelas subsequentes inundações do Nilo.

O tour tinha sido longo e terminava ali. Mas ainda tínhamos muito mais coisa para ver em Luxor.