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11 de fev. de 2012

Citysightseeing Bus: uma boa em Cape Town

De camarote ;-)
 Cheguei na Cidade do Cabo (Cape Town) com o termômetro batendo nos 40 graus. E uma secura alucinógena.  No primeiro dia, como o navio tinha aportado logo depois do almoço, saí com alguns companheiros de viagem para dar uma volta mas não conseguimos ir muito além do Waterfront, não - era tanto calor e um sol tão forte que um quilômetro caminhado pareciam dez. E, convenhamos, a tarde no V&A Waterfront é sempre gostosa, né? E a paisagem ao redor, com um céu azulaço, tava linda que só.
Linda como só ela, quente como nunca
 No dia seguinte, partimos outra vez, agora pra explorar a cidade como se deve. Só que o solão e o calor (agora nos 41 graus) continuavam uma doideira - ao contrário da minha visita anterior à cidade, há dois anos, não havia nem uma brisinha dessa vez. Então montamos num daqueles ônibus de dois andares, o City Sightseeing e, ó, vou confessar pra vocês que, apesar do meu big preconceito inicial, foi bem bom, viu?
Vai uma prainha aí?
 Os ônibus têm a parte de baixo fechada e com ar condicionado (uma bênção incrível naquelas circunstâncias) e a parte de cima aberta (que, apesar do solão, funciona quando a gente quer tirar umas fotinhos). São duas rotas disponíveis, vermelha (pelas principais atrações de Cape Town, do District Six à Table Mountain) e azul (que vai pras praias, pra Kirstenbosch, vinícolas de Constantia e arredores).
No busão, chegando em Groot Constantia
  Se você comprar o ticket de 48h, pode pular de uma linha pra outra quantas vezes quiser e ainda fazer um passeio de barco de 30 minutos no Waterfront e um tour noturno de bus com quase 3 horas de duração (sorry, mas esses dois últimos eu não consegui testar).
Dúvida cruel: qual a praia mais legal?
 Então passamos o tempo pulando de um tour pra outro. Fomos até Constantia, visitamos vinícola, passeamos, curtimos Camps Bay, Sea Point e Hout Bay lotaaaaaaadas e fizemos outras várias visitas pela cidade, da Long Street ao Museu do Ouro.
Visu de babar

O barquinho para quem faz o passeio de 30 minutos no V&A
Pra mim, foi mais que mão na roda inclusive depois de sair do navio: uma das paradas da rota vermelha era EXATAMENTE em frente ao hotel onde me hospedei :-D

31 de jan. de 2012

Aluguel de imóveis no exterior

A fofa varandinha de um apê que eu aluguei no Quartier Latin em 2009
Eu já contei aqui para vocês sobre excelentes experiências que tive com aluguel de imóveis para temporada na Argentina, Espanha, Itália, França, EUA etc. E, em cada um dos casos relatados - foram várias as experiências desde 2007 - dei a dica de sites e "imobiliárias" que utilizei, como a VRBO.com, que foi a minha mais recorrente.

Para quem anda pensando nisso seriamente - o crescimento do aluguel de temporada no exterior entre brasileiros cresceu muito significativamente em 2011, recomendo muito também que se leia os posts sobre aluguel de imóveis de temporada na Europa que o Riq Freire fez no Viaje na Viagem.

E também acho que vale a pena ler as dicas do Seth Krugel, hoje em dia aka Frugal Traveler, sobre roubadas nesse mercado e a mais recente coluna da Michelle Higgins, aka Practical Traveller, sobre o assunto, ambos no NYT.

24 de jan. de 2012

Mala para cruzeiro

No comecinho de janeiro, publiquei uma série de posts sobre malas, malas de mão, roupa de viagem etc. E daí alguns leitores reclamaram que eu tinha falado praticamente nada sobre malas para quem vai fazer um cruzeiro. Verdade.
E foi justamente no final de semana passado, enquanto eu fazia minha mala para esse cruzeirão-travessia no qual estou agora, que eu vi que, sim, o pessoal tinha razão em reclamar. Porque são raros os cruzeiros para os quais fazer a mala é simplesmente a mesmíssima coisa que fazer a mala para uma viagem qualquer. E, quer a gente queira, quer não, na minha opinião, uma mala para cruzeiro sempre fica sensivelmente mais cheia e pesadinha que uma mala para um destino, digamos, em terra :-S
Mas vamos lá:

Cruzeiros de exploração
Se você vai embarcar, por exemplo, num cruzeiro da Cruceros Australis ou da Hurtigruten, daí é, realmente, simplesmente fazer a mala como se você estivesse viajando para um hotel em terra nos fiordes da Noruega ou na Patagônia chilena e argentina. Roupas quentinhas, confortáveis, corta-vento e impermeáveis pelo próprio clima local. E você vai usar exatamente essas mesmas roupas à bordo, porque nesse tipo de cruzeiro - que é como os pra Antártica, chamados de "cruzeiros de expedição" - não tem noite de gala, nem jantar com comandante nem nada de frescura. É todo mundo de "uniforme" o dia todo :-)

Cruzeiros na costa brasileira
É inegável: os cruzeiros sofreram as mais diversas adaptações para se dar bem de verdade no litoral brasileiro. Flexibilidade com horários, entrentenimento noturno até muito mais tarde que no "resto do mundo", flexibilidade com vestuário à bordo, informalidade máxima. Você faz a mala como se estivesse indo para qualquer destino de praia, com muita roupa de praia e relax e algo mais arrumadinho para as noites - igualzinho faria se fosse jantar fora ou curtir um barzinho. Os ambientes à bordo são super relaxados e as escalas são todas no nosso litoralzão quente, em pleno verão - o máximo com o que você tem que se preocupar é em levar um casaquinho ou suéter bem levinho, para uma eventualidade, se for friorento.
Recomenda-se sempre, por causa da tal "noite do comandante", que se leve também um traje social (já não se usa mais o termo "gala" nos cruzeiros no Brasil - paletó para os homens (gravata opcional), roupas caprichadinhas de festa para as mulheres (longo opcional) para essa noite específicamente. Mas isso, é claro, é muuuuuuito opcional - eu sempre digo que é possível fazer verdadeiros estudos antropológicos nessas noites :-)))))0

Cruzeiros de travessia ou fora da América do Sul
Os cruzeiros fora do Brasil são diferentes: há menos flexibilidade com horários e menos informalidade que nos cruzeiros pela nossa costa. É claro que há distintos tipos de cruzeiros no exterior, que dependem não só do destino (cruzeiros pelo Caribe, por exemplo, em geral são menos formais que cruzeiros pela Ásia) mas também, e sobretudo, da armadora (como são chamadas as companhias de cruzeiros). Vale verificar certinho, nas sugestões que normalmente estão explicitadas nos sites das companhias (ou até no seu próprio voucher), quais são as regras para cada caso. Em comum, elas costumam levar mais a sério a pretensa formalidade no jantar (é raríssimo que se permita, por exemplo, camiseta, bermuda e itens do gênero) e as noites formais ou de gala (nas quais exige-se dos homens gravata e paletó). O que a gente tem que ficar atento é com o destino em si (Caribe é diferente de Mediterrâneo, que é diferente de África, que é diferente de Ásia etc), com as escalas programadas e os passeios que se pretende fazer e com o clima/previsão do tempo no local - o Mediterrâneo, por exemplo, não é sinônimo de praia e calor fora dos meses do verão europeu...


Anyway, em todos os casos, acho que o que vale mesmo é o bom senso - e o seu próprio estilo -  mais que qualquer outra regra ;-)

20 de jan. de 2012

Tem promoção de voos internacionais nesse finde

Pro povo que reclama que eu só comento sobre promoções de voos no twitter, tá aqui uma colherzinha de chá :-P
Nesse final de semana, a LAN faz de novo promoção de seus voos para EUA, Oceania e América do Sul, com opções bem legaizinhas. A melhor oferta dessa vez, na minha opinião, são os voos ida e volta para São Francisco desde US$599, uma bela barbada, com saídas de São Paulo.
A oferta termina no próximo domingo, dia 22, às 23h59, e pode ser acessada aqui.

Pra quem tem planos de visitar o velho continente, tem ofertas bem legais da Lufhtansa, desde US$799, para vários destinos Europeus. Para Londres, tem promoção do Visit Britain desde US$859. E na Ibéria e na Air China anda facinho, facinho, achar passagens pra Madri por menos de R$1500.

Ah! E um adendo de última hora: pra voar Brasil e América do Sul, também tá rolando uma promo da Gol, que coloca os trechos de volta em passagens round trip por R$49. E tem Fernando de Noronha na lista dessa vez.

10 de jan. de 2012

O que levar na necessáire?

Necessaires da fofa Flight001, em imagem retirada do site www.flight001.com 

Eu já confessei aqui e no Saia pelo Mundo que minha necessáire é provavelmente o item mais pesado da minha mala e que não muda nunca, seja pra 3 dias, seja pra 2 meses (#shameonme). Melhorei muito no quesito neuras e diminuí consideravelmente o tamanho da dita cuja no último ano, valendo-me do grande segredo de usar o máximo possível itens em miniaturas :-))))   (as dadas pelos próprios hotéis são excelentes nesse quesito, assim como as que vêm de brinde em compras de cosméticos, por exemplo).

Sempre recomendo muito que a necessaire tenha não apenas ítens de higiene pessoal (como shampoo, condicionador, sabonete líquido, protetor solar, desodorante, hidratante etc) como também itens de primeiros socorros (seus remédios pessoais, band-aids, paracetamol etc), que muita gente só lembra que deveria ter colocado na mala quando precisa.

Todo mundo já sabe, mas não custa repetir: tudo que vai de líquidos e cremosos na mala de mão só pode ter no máximo 100ml de CAPACIDADE por embalagem. Ou seja: se suas embalagens têm capacidade maior que isso, é muito simples; é só despacha-la na mala.

Na minha necessaire, entre itens básicos de higiene pessoal, eu levo itens-frescura (como miniatura de removedor de esmalte, micro sais de banho e folhinhas para depilação emergencial etc) e itens-survivor (como água boricada, mini repelente, super bonder, fita isolante e mini kit de costura etc).

Bom, isso na necessaire de higiene e limpeza, é claro. Porque ainda tem a necessaire primeiros socorros (a com remedinhos e itens-do-tipo-imprescindíveis-pra-mim, que vai INVARIAVELMENTE comigo no avião), a de gadgets e cabos, a de maquiagem, a de bijoux... virgemariasantissima. Ou seja: cinco packs diferentes que vão comigo em toda viagem :-S

Depois de me confessar aqui #alokadanecessaire, pergunto: e você? O que vai na sua necessaire? E quantas coisinhas que podem ser chamadas de necessaire você leva por aí?

2 de nov. de 2011

Hotéis em Miami: onde ficar? downtown ou beach?

Ficar em Miami Beach é ter o marzão ali na sua frente -  South Beach, even better
 Eu sou muito suspeita, porque eu nem sou uma grande entusiasta da cidade. Mas se tem uma área que eu gosto desde a primeira visita é Downtown - pra mim, de longe mais interessante que Miami Beach.  Aprecio a vantagem de me locomover fácil para ir e vir dos restaurantes, saber que posso até pegar o metromover vira e mexe, o transporte pra Miami Beach é farto e rápido (seja táxi ou ônibus) e a-do-ro Brickell e sua vibe contagiante, entre lojinhas maxi fofas e bares super legais - sem falar no Art District.
Miami Beach ainda nos dá uns flashes cinquentinha
 Mas gosto é gosto, é óbvio. Ontem mesmo falei disso com uma amigona querida, a Malu, defendendo que prefiro downtown pra passear sozinha também; e daí ela disse que não, que pra passear sozinha se sente muito melhor em Beach. E tem mesmo muita gente que se deixa seduzir pelo o climão retrô+uó de Miami Beach - que, sim, é mesmo mais "walkable" que downtown e tem um pouco de tudo sempre a poucos passos, inclusive para os shopaholics. Sem falar que quem é fãzão de praia encontra ali seu reduto perfeito.
Eu sempre optei por ficar em downtown e "ir passear" em Miami Beach. Quando que me perguntam "fico em downtown ou em Miami Beach", eu costumo responder "fica nos dois". E esse ano, enfim, eu acabei fazendo o que sempre recomendei aos amigos e leitores: me hospedei metade das noites em downtown, metade em Beach. Porque, se você já fez isso, há de convir comigo que são praticamente duas cidades distintas, não? Duas Miamis. Na arquitetura, no público, nas lojas, no tipo de hotel, nos restaurantes, no jeitão mesmo.  As duas com seus prós e contras. Até porque Miami é bem democrática.
Coconut Grove tem um sem fim de galerias fofas, cafés e open air malls pra bater perna
 Tudo bem: eu sei que turista em geral não tem paciência pra ficar trocando de hotel como jornalista. Mas, se você encarar a ideia como se estivesse mesmo conhecendo duas cidades diferentes nos EUA, fica mais fácil ;-) Então, quando você for escolher seu próximo hotel em Miami, tente escolher dois, um em cada lado da cidade. Aposto que você vai curtir.
Biscayne Bay e seu skyline todo recortado: o metromover também chega lá
Só pra quem só vai ficar uma noite na cidade, em conexão, com o firme propósito de fazer compras, que eu não sugiro nem downtown, nem beach: fique direto num dos (muitos!) hotéis ao lado do aeroporto. Por uma simples e óbvia questão prática, de aproveitar bem o pouco tempo disponível. Naquela área tem de tudo, não importa seu orçamento - acabei de visitar vários do grupo Marriott agora (eles possuem um complexo hoteleiro gigante ao lado do aeroporto), dos budget Fairfield Inn e Courtyards, pra quem busca alternativas bem econômicas, aos Marriott´s propriamente ditos e achei todos bem interessantes, com ótima relação custo benefício.
Brickell vista de cima: minha área queridinha de downtown
E há várias outras bandeiras também nessa área, é claro. A maioria conta com transfers de e para aeroporto e para zonas de compras também - o Dolphin Mall, por exemplo, que os brasileiros adoram, é logo ali ao lado.

28 de out. de 2011

Miami: aqui me tens de regresso

 Quem me segue no twitter já sabe: fiz uma viagem express pra Miami. Montes de trabalho - afinal, Miami é sempre fonte pra quem escreve pro mercado brasileiro :-))))))) - mas também boa comida, luxinhos e umas compritas, é claro.
 Coincidências da vida, mais uma vez vim parar em Miami em pleno outubro - com o calor de sempre, btw. Do Art Deco Walking Tour (enfim!) a um fofíssimo cruzeiro no final da tarde pela Baía, vai aparecer de tudo um pouco por aqui - passando por restaurantes deliciosos como o DB Bistro, o lindo ELLE Spa, reviews dos hotéis Eden Roc (em South Beach) e Marriott Biscayne Bay, o gigante Aventura Mall...






Tudo isso com a constatação de que Miami está, sim, mais brasileira do que nunca - montes de brazucas não só carregados de sacolas pelas ruas como em massa nas recepções dos hotéis, atendendo mesas nos restaurantes, trabalhando como vendedores nas lojas, uma loucura. Aliás, andamos tão tão tão que somos tratados à pão de ló: basta dizer que é brasileiro que quase todo lugar, com uma mesura, diz "aguarde, que vou chamar o fulano X, que é brasileiro, pra te atender" o.O

Stay tunned, please ;-)

19 de out. de 2011

Da Europa à Ásia em menos de 20 minutos

Você vê de longe o Golden Horn explicando porque foi batizado de "golden"
Lembra da linda música Aquarela, do Toquinho? "De uma América a outra/ Eu consigo passar num segundo"? Pois eu pensei nela de novo ao cruzar outra vez o Bósforo, em Istambul, para passar da parte européia à parte asiática da cidade :-)
Kabatas é o melhor ponto de partida
 Continuo achando esse um dos mais gostosinhos passeios pra se fazer ali. Afinal, não é todo dia que a gente está numa cidade que ostenta esse chavão tão poético de "estar na Europa e na Ásia ao mesmo tempo".
A maioria das pessoas toma o barco todos os dias, como se fosse ônibus, pra ir e voltar do trabalho
 Posição estratégica nos tempos de Constantinopla, hoje essa bi-continentalidade (!!) de Istambul politicamente não faz mais diferença, é claro; mas acho que todo mundo deveria fazer esse percurso tão simbólico e tão rapidinho para ver como, na prática, a diferença da cidade europeia pra cidade asiática realmente existe e salta aos olhos.
A linda Bosphorus Bridge, imponentona, unindo dois continentes
 Eu fiz o mesmo roteirinho do ano passado: tomei o ferry no portinho de Kabatas, que fica bem pertinho do lindo Palácio Dolmabahçe. Custa 2 liras turcas pra ir, outras duas pra voltar (o que dá menos de quatro reais no total nesse câmbio agora de outubro/11).
Dos minaretes em riste passamos para arranha céus bem modernex
  De Kabatas, às margens do Bósforo, mas ainda no lado europeu, o barco vai parar direto em Uskudar, já do lado asiático, num trajeto que, no total, entre entrar e sair do barco, não chega a vinte minutos.
Prédios baixinhos, mas bem mais modernos, são comuns no lado asiático
 Do lado asiático, as ruas são igualmente movimentadas em trânsito, mas um pouquinho mais quietas; tudo parece um pouquinho mais ordenado. As construções são bem, beeeem diferentes em comparação ao lado europeu.
O portinho de Uskudar, asiático, anuncia os destinos: Besiktas e Kabatas, do lado europeu
 

E o novo e o velho mundo se encontram ;-)
 São pouquíssimos os turistas que você vê por lá. Em compensação, mais lenços cobrindo cabeças e mais hijabs e xadores cobrindo o corpo inteiro das mulheres que andam atrás de seus maridos.
Vai um kebab aí?
E o mais curioso: os preços são menores por lá, em tudo - a começar pelo duo básico da cidade, kebab+ayran, que custa pouco mais da metade do que vale mesmo nos negócios mais camaradas do lado europeu.


  Da primeira vez que cruzei, em 2009, eu andei uma tarde inteira do lado asiático, entre muitas lojas de luminárias e bares e cafés esmagadoramente masculinos.
 Dessa vez eu só queria mesmo brincar da música do Toquinho (versão do lado de lá do Greenwich :-D) e curtir a beleza do fim de tarde no Bósforo. Lindíssimo passeio.
 Minha recomendação: se você não tiver planos de andar muito do lado asiático, faça esse passeio no finzinho da tarde, para testemunhar o fabuloso por do sol que deixa o céu rosado e as águas do Bósforo ainda mais cintilantes. Se você for pra passear, programe a volta para o final da tarde, por esse mesmo motivo.
E, se for aproveitar a noite no lado asiático - algo que começa a estar na moda por lá entre os turistas mais descoladex - faça a travessia de ida na hora do por-do-sol e termine de acompanhar esse belíssimo espetáculo já na happy hour. Na volta, de noite, dá pra ver, lá longe, a Haya Sofia e a Mesquita Azul iluminadas, lindíssimas.

10 de set. de 2011

Spotted by Locals: para buscar dicas fresquinhas para sua viagem à Europa

Pipols, subi hoje no Saia pelo Mundo um post sobre o Spotted by Locals, um site que eu conheci de verdade esse ano e no qual já fiquei viciada: tô sempre xereteando as dicas de lá.
Entrevistei essa semana o Bart, o co-fundador do site, bacaníssimo. O post traz as coisas mais bacanas da entrevista e o beabá de como utilizar as dicas do site, todas fornecidas por moradores das 38 cidades européias retratadas ali.
Passa ;-)

7 de set. de 2011

Deu no NYT

Post rapidex pra linkar duas coisas BEM bacanas dessa semana no suplemento de viagem do New York Times:

1) de hoje, fresquinho, a coluna da sempre bacana Practical Traveler traz dicas para personalizar sua busca por hotéis - um desejo cada vez mais frequente entre viajantes que planejam 100% de suas viagens online. Além do bom e velho Google, ela sugere nesse post outras ferramentas bem legais com esse fim. Vale ler.

2) a coluna dessa semana do Frugal Traveler traz um assunto que vivemos debatendo aqui e no Saia Pelo Mundo: a questão de gênero (masculino/feminino) no universo das viagens - sobretudo para solo travelers. Excelente reflexão.

Bom restinho de feriado ;-)

5 de set. de 2011

Viajar sozinho

Pipols, pra quem chega aqui sempre em busca de novas dicas sobre Solo Travel, publiquei agorinha mesmo lá no Saia pelo Mundo um post com sugestões de sites pra quem ainda não curte viajar sozinho mesmo e procura roteirinhos de viagem para singles. São sites gringos, mas com boas referências cibernéticas e roteirinhos para várias partes diferentes do mundo.
Have fun ;-)

31 de ago. de 2011

Dinheiro pra viagem

Desde que eu comecei esse blog, láááááá em idos de 2007, apareceram aqui já alguns posts falando em dinheiro pra viagem: o que levar, como levar, quanto levar, como usar etc. Como o cenário foi mudando muito de lá pra cá, eu nunca deletei nenhum post mas os novos foram substituindo os velhos, principalmente depois da febre dos cartões pré-pagos em 2009.
Daí que eu tinha começado a escrever um postzinho pra substituir todos aqueles outros, falando do cenário atual e das vantagens e desvantagens de cada tipo de "dinheiro" (cheques de viagem, por exemplo, já caíram quase completamente em desuso) e contar como eu tenho lidado com dindim nas viagens nos últimos tempos.
Bobagem. Porque o Ricardo Freire fez O post sobre o assunto, esse aqui, publicadinho lá no Viaje na Viagem. Tá tudo tão certinho, tão didático, tão explicadinho, que é impossível fazer melhor.  Não vale nem tentar :-))))) 
Então, se você ainda tá refletindo sobre como levar seu dinheiro em viagem ao exterior e como gastar a bufunfa lá (cash, saque, crédito, débito, pré-pagos, whatever), corre lá que, certeza, suas dúvidas serão esclarecidas. Afinal, em uma viagem, não importa pra onde, mais do que nunca a máxima time is money é válida, né, não? ;-)

16 de ago. de 2011

O tal aeroporto de Bergamo, na Itália: é furada?

Falando em transfers... Que eu voei de Ryanair pela primeira vez esse ano, todo mundo que lê o blog e me segue no twitter já sabe. E, desde que eu encarei um voo com a companhia para Milão na Itália, tenho recebido muitos mails e tuites de gente me perguntando se voar para o aeroporto de Bergamo é furada ou não. Sim, porque os voos da Ryanair não chegam em nenhum dos dois aeroportos de Milão propriamente, Malpensa e Linate: chegam numa cidade vizinha, Bergamo, num aeroporto que tem 90% de supremacia da própria Ryanair.
Eu, na verdade, não estava nem cogitando voar de Ryanair pra lá, justamente por essa história do aeroporto em outra cidade; estava careca de ver o povo reclamando horrores de Beauvais, que é o aeroporto de “Paris” da companhia. Foi meu irmão, que tinha voado de e para lá no ano passado, que me tranquilizou, dizendo que o transporte pra Milão era muito fácil e confiável, apesar da distância. E, com a imensa diferença tarifária da Ryanair pras outras companhias nesse trecho, eu resolvi encarar. E, quer saber? Recomendo.
O aeroporto é uma piada. Feio, desorganizado, confuso visto da entrada, parece mais uma rodoviária. Mas funciona. Dentro é ajeitadinho, tem free shop, praça de alimentação (um McDonald´s que vive LOTADO) e até duas salas vip filiadas ao Diners Club. Mas não tem finger nenhum: todo mundo desce na pista mesmo (thanks God a chuva só começou DEPOIS que eu cheguei, porque ia encharcar mesmo).

Mas o que todo mundo mais me pergunta é sobre o tal trajeto entre o aeroporto e Milão. Olha, achei dos males o menor. Não, não tomei táxi porque cobram uma fortuna; tomei um dos muitos shuttle que fazem a linha, como a Autostradale. Você pode comprar seu ticket antes, pelo site, na hora H, ali na bilheteria ou até na porta do bus, ou, o que eu achei mais legal, em pleno voo (já que a Ryanair vende mesmo Deus e a mãe à bordo :-D).
O trajeto durou 45 minutos, os ônibus eram super confortável e só há uma parada, na Stazione Centrale, de onde todo mundo segue pro seu hotel em táxi ou metrô, super fácil. No fundo, esse é exatamente a mesma duração do trajeto do shuttle que vem de Malpensa e de Linate; ninguém “perde” tempo da viagem por embarcar ou desembarcar em Bergamo. E os ônibus saem das 4h30 até meia-noite a cada 20 minutos, bom pra todo mundo.
Esse é o tipo de economia que não me parece perrengue, não. Tudo correto, direitinho, funcional. E se viajar de Ryanair e descer em Bergamo significa uma economia de dindim grande o suficiente pra eu curtir mais minha estadia em Milão (ficando num hotel bacana, por exemplo), eu acho super “topável” : - )))))))))))

15 de ago. de 2011

Entrada pra Machu Picchu: agora só pela internet

Pausa nos posts da viagem, gente. Sorry, com a correria dos últimos dias acabei deixando de publicar aqui no blog uma notícia importantíssima pra quem planeja visitar a cidade sagrada peruana: o governo do Peru está limitando ainda mais o ingresso de turistas ao santuário de Machu Picchu. A partir de agora, não é mais possível comprar o ingresso diretamente no local, não; só pela internet, através do endereço que está na imagem acima: www.machupicchu.gob.pe.
Se você já tem a viagem pra lá marcada, eu, particularmente, te aconselharia a efetuar a compra o quanto antes. A capacidade do santuário é grande, mas há todos os dias muitos grupos, sobretudo na alta temporada.
Tá dado o recadinho ;-)

O transfer aerporto-hotel

O transfer aeroporto-hotel-aeroporto é assunto sério em viagem, sim. Afinal, é assim que você, no fundo, começa e termina sua viagem. E ninguém quer começar ou terminar suas férias com um baita perrengue, confusão ou atraso; por isso informação é tudo. Eu já tomei ônibus de linha (uma única vez, e jurei não repetir a dose), já peguei muito metrô nas primeiras viagens e hoje fico entre os serviços de shuttle (maioria das vezes) e os táxis autorizados. 
Em muitas cidades, você pode ir, sim, de metrô do aeroporto até o seu destino; costuma ser a opção mais barata. Mas, se você está cogitando essa possibilidade, lembre-se sempre de se informar antes sobre as linhas do metrô local para checar a quantidade de baldeações e a duração total do trajeto pra ver se vale mesmo a pena. Até porque tem muita estação de metrô que não tem nem elevador, nem escada rolante, dificultando muito a vida de quem leva bagagem (eu, particularmente, só topo essa forma de “transfer” se não houver baldeação nenhuma e só se eu tiver levando bagagem bem pequena e levinha, de bordo).

Ônibus de linha também costumam estar disponíveis em quase 100% dos destinos. Mas costumam, em geral, apesar de baratos, serem a forma mais demorada de se locomover até o seu hotel.  Quando a gente tá chegando, muito tempo nesse trajeto pode significar tempo perdido das suas preciosas férias; quando a gente tá saindo, um erro de cálculo e você pode colocar seu voo a perder. É preciso cuidado e muita informação antes de escolher.

Ônibus tipo shuttle e vans são minha forma de transfer predileta. Em qualquer lugar que vou, primeiro me informo sobre quais as opções disponíveis dessa modalidade de transfer, que pra mim quase sempre é mais vantajosa. O preço é sempre por pessoa (uma baita mão na roda pra quem viaja sozinho!) e vira e mexe o valor individual diminui se você viaja em grupos de duas ou mais pessoas. Os transportes tipo shuttle operam com hora marcada (de x em x minutos, geralmente), em trajeto pré-definido, o que costuma nos poupar tempo. Alguns param em determinados hotéis da cidade e podem demorar um pouco mais. Costumam ser uma alternativa bem mais cômoda (as bagagens vão bonitinho no compartimento próprio, vc nem tchuns pra elas) e mais barata (principalmente pra quem viaja sozinho ou em par) que um táxi. Você pode sempre checar quais as opções de shuttle disponíveis no seu destino como uma simples busca no google tipo “shuttle blubbers airport” ou algo do gênero. Vale.
Táxis são, óbvio, a forma mais prática de se fazer o trajeto aeroporto-hotel; rápido, ponto a ponto, descomplicado. Mas é bom lembrar que é o tipo mais caro de transfer e o taxímetro é sempre recomendável, embora nem sempre esteja disponível. Ainda assim, em alguns destinos funcionam táxis tipo “remis”, em que o preço da corrida já é fechado antes do carro partir, o que também pode ser uma boa ideia. Saber o valor aproximado de uma corrida aeroporto-bairro X também costuma ser facilmente encontrado dando uma busca no Google ou em blogs de viagem.

E, claro, você ainda pode entrar em contato com uma empresa específica de transporte de executivos e agendar seu transfer privativo diretamente com eles. Apesar dos preços em geral superiores a um táxi, você normalmente conta com motoristas ultra pontuais e carros impecáveis. Mas, claro, nunca contrate uma empresa sem ter referências prévias sobre ela.

Por fim, como bem lembrou o Gabe Britto no primeiro comment, você também pode reservar o transfer direto com o seu hotel. Nesse caso, a grande maioria trabalha com transfers privativos, em carros em geral de boa qualidade. Mas cheque sempre os valores antes, pra ver se vale a pena ou não. Se você for reservar para a volta, peça no hotel para ver qual o veículo utilizado, por via das dúvidas. 

O que eu não recomendo como transfer? Comprar transfer antecipadamente em agências de viagem. Geralmente as agências cobram comissão, claro, pelo serviço, e os preços costumam ser bem inflacionados em relação aos valores cobrados in loco – principalmente se você reservar transfer privativo, que pode chegar a 100 dólares, por exemplo, num trajeto que um táxi faria por 30.

E você, qual é sua modalidade de transfer predileta?

1 de ago. de 2011

Milão: un´altra volta

Lembra do papo das cidades de uma vez só de meados de julho? Pois volto a bater na mesma tecla: acho que nenhuma cidade pode se dar por encerrada para um viajante. Ou, melhor: na minha modesta opinião, toda cidade merece ao menos uma segunda chance.
Estive em Milão pela primeira vez em 2005. Eu já conhecia – e amava – várias outras cidades italianas, visitadas em outras viagens, e ficamos uns dias na cidade na volta de uma deliciosa viagem pela Grécia. Era julho, fazia muito calor. E eu fiquei comparando Milão o tempo todo com minha amada Florença, ou Roma, ou Nápoles, ou Veneza, ou...wherever. Não é que eu não tenha gostado de estar ali; mas os dias à milanesa foram bastante decepcionantes, então.
E daí voltei eu a Milão, pruma viagem-rapidinha, exatos seis anos depois. E então eu tinha mudado muito, muito mais que a cidade nesse período. Estava morrendo de saudades da minha amada Itália e foi só desembarcar no aeroporto, debaixo de chuva e tudo, pra ficar feliz.  Cheguei tarde da noite, fiz check in num hotel maravilhoso e, ainda assim, saí para dar uma voltinha. Extasiada como se fosse a primeira vez.
Porque, afinal, nessa última visita eu não fiquei comparando Milão com outras cidades italianas que me são tão queridas. Milão é Milão, oras! E Milão é, a seu jeito, incrível. É como querer comparar São Paulo com o Rio ou com Salvador ou com Ouro Preto. NÃO DÁ. Cada uma é linda e fascinante do seu jeito, e pra cada pessoa por um motivo diferente. Eu parei de procurar coisas das outras cidades em Milão e me dispus a simplesmente ENTENDER a beleza de Milão. E que beleza eu achei.
Não tô falando do Duomo, que, particularmente, eu sempre achei mais bonito, muito mais que o de Florença, por exemplo. Nem do desbunde do Scala, um dos teatros mais maravilhosos no mundo, na minha opinião. Tô falando do prazer de andar pelas suas ruas e ouvir muito mais milaneses (uia!) que turistas. Das pessoas lindas e elegantes o tempo todo, das socialaites aos mendigos. Do italiano gostoso e cantadíssimo que todo mundo fala. Da baita oferta musical e cultural em geral. Das lojas-desbunde da Montenapoleone e adjacências. Da Puorta de Venezia no meio da avenida. Das ruelas super sossegadas, sempre com uma lambreta aqui e ali, no meio do vuco-vuco do centro, como se estivessem num universo paralelo. Dos restaurantes estrelados. Dos drinks mais caros mas mais caprichados em todo canto. Do autêntico risotto a milanesa, amarelinho, amarelinho. Das vinotecas estupendas. Do ritmo de vida que parece parar no gramado da Villa Comunale. Do trânsito mais intenso mas mais civilizado do que eu já vi em qualquer outra cidade italiana.
 Bom, mas essa sou eu. E essa é a MINHA nova Milão.
O que eu quero dizer é: não risque uma cidade do seu mapinha, não. Se ela te conquistou de cara, volte sempre. Se os santos não bateram, dê, ao menos, uma segunda chance à pobrezinha. Você pode se apaixonar também ;-)