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14 de fev de 2013

Cairo: Gizé, pirâmides, esfinge, museu

 Não vou fazer um post extenso que o dia foi puxadaço e amanhã madrugo para ir ao aeroporto pegar meu voo para Aswan \o/  Depois conto tudo em detalhes nos postzinhos tipo be-a-bá.
Mas PRECISO dizer que o dia foi lindo e que a cidade vai bem. Tudo bem que passei raros momentos desacompanhada, mas não houve nadinha que me incomodasse ou me fizesse sentir insegura. Passei até pela praça Tahrir (que estava vazia e cercada com aquelas grades típicas de show) para ir ao museu e tudo bem.
 A cidade parece bem, as pessoas falam muito de política, mas a vida corre normalmente. Nem sinal hj ou ontem de manifestações e afins (dizem que é às sextas que rolam os protestos na praça). No mais, em todo lugar me contaram como o país está sofrendo com a queda brusca no turismo, com muitos guias desempregados, redução de pessoal nos pontos turísticos etc (a parte boa para quem, como eu, se animar a vir, é que os preços estão MUITO melhores: hotelaços por quase metade do preço, cruzeiros de 3 noites com 1 grátis ou de 7 noites com 2 grátis etc).
 O que dá pra ver que pega aqui são os níveis PAULISTANOS de congestionamento o dia todo.  Sério mesmo. E mais direção-arriscada nível ITALIA e buzinas, buzinas, buzinas, num nível LIMA :D Dei graças a Deus de estar o tempo todo no traslado do passeio (era um full day tour incluído), que se tivesse de táxi teria pirado na batatinha.  Sinto falta de ter aquela sensação de poder fazer o que eu quiser, na hora que quiser de quando viajo independente, mas por outro lado tá bem bom me sentir cuidada o tempo todo ;) E já aviso as meninas que a mulherada aqui tá vestida super normal, cabelos soltos, roupitchas da moda (só não rolam, é claro, decotões e mini-shorts ou saias, pelamor).
 Os serviços da operadora continuaram ótimos, super pontuais, tô curtindo muito (já falei que o guia se arrisca também no português, né?). No programa de hoje, visitei Gizé, pirâmides e esfinge (até entrei numa das pirâmides :D), almocei num dos barcos-restaurante do Nilo bem bom e passei a tarde no ótimo Museu do Cairo (ainda dá pra ver partes q foram danificadas nas manifestações da primavera árabe e o museu todo pareceu bem pouco cuidado e abandonadinho, mas amei tudo; só achei também bem overpriced as 100EL cobradas pra ver a sessão de múmias, meio frustrante pra quem já viu no Louvre, British Museum etc). Dia lindo mesmo.
No saldo final, gente simpática em quase todos os lugares, corações vermelhos everywhere para celebrar o Valentine´s Day e um final de tarde ESPETACULAR para fechar com chave de ouro o começo da viagem.
Bora pro cruzeiro, então, que na volta tem mais Cairo ;)


p.s.: no mais, vcs já sabem: relatos e fotinhos mil rolando lá no Instagram e twitter. Passa lá :P

8 de jul de 2012

Vallauris: a charmosa cidadezinha da "capela de Picasso"

Imagem da capela retirada do nice-panorama.com e reproduzida também nos postais vendidos ali
Depois de visitar em Vence a Capela do Rosário, conhecida popularmente como "capela do Matisse", não dava para continuar zanzando pela riviera francesa e não passar pela pequenina Vallauris, onde fica a "capela do Picasso".

A Capela Guerra e Paz, cujo teto e paredes foram tomados pelas pinceladas de Picasso, é a grande atração da cidade. Pequenininha, escondida num canto do igualmente Musée Picasso Vallauris, e ainda sujeita a horários esquisitos - chegamos ali com visita guiada agendada para 11h e nos avisaram, ali mesmo, que a visita seria "encurtada" porque eles tinham resolvido fechar antes a capela naquele dia (uma quinta-feira) para dar tempo de ajeitarem uma exposição que começaria no final de semana seguinte (oi?).
Ainda assim, vale cada minutinho da visita - principalmente se você gosta de Picasso. Referências e simbologias geniais, detalhes surpreendentes (aí a visita guiada faz tooooda a diferença), e tudo isso numa capela tão pequenininha (não pode fotografar, obviamente).


A entrada low profile para capela e museu
A fachada do museu
A entradinha acanhada da capela
 Do lado de fora, Vallauris não tem muito. Mas tem ali mesmo, na praça principal, quase em frente à capela-museu, uma escultura do Picasso assim, liberadona, pedindo pra gente tocar ("escultura foi feita mesmo pra gente tocar", disse o professor Paulo Gomes, o especialista em História da Arte que acompanhava nosso grupo da Biarritz. E ainda emendou: "eis aí sua chance de tocar um Picasso" :D).

O Picasso no qual todos passamos a mão ;-)))
 Na praça, estava terminando a feira - e só quem já foi à França sabe como as feiras francesas são incríveis, quase tão fenomenais quanto as italianas. Acabamos nos entregando todos às barracas de cerejas gigantes, framboesas e outras berries maravilhosas, enquanto curtíamos a arquitetura local.

Gracinha. Uma pena que não deu pra ficar mais tempo. 

4 de jul de 2012

A encantadora Saint Paul de Vence

 Quando eu baixei as fotos da viagem todas de uma vez (tenho esse hábito no final da viagem, por garantia), confirmei o que eu já sabia: Saint-Paul de Vence não só foi meu lugar favorito de toda a viagem como também o mais fotografado. 
Até vista às pressas, do ônibus, me pareceu uma gracinha
Foram poucas horas que passei ali, subindo e descendo as ladeirinhas tortuosas que formam esse vilarejo construído no alto de uma colina, entre uma infinidade impressionante de galerias de arte e também lojinhas de souvenirs, cafés, restaurantes etc - mas fiquei encantada (tenho uma paixão toda especial por cidades amuralhadas e com esse jeito de borgo italiano). 




 De longe, Saint-Paul já parece linda, empoleirada no alto da montanha. De perto, então, com todas as casinhas e ruas de pedra, a Catedral, a Chapelle Folon, a pracinha central sempre muvucada.... Ali, até o cemitério é atração turística, pois guarda os restos mortais de Chagall. 


As galerias de arte são impressionantemente numerosas...
... e tem arte até assim, no meio da rua

  Em 3 horas, dá pra conhecer tudo bem direitinho, inclusive com paradinha para almoço (se puder, fuja dos restaurantões e aposte nas portinhas escondidas nas ruelas menos movimentadas, que costumam guardar restaurantes fofíssimos no subsolo).






De carro, o acesso é muito fácil. De bus ou trem, para os turistas independentes, é mais complicado e envolve baldeações. Mas, na minha opinião, absolutamente imperdível para quem estiver visitando a Riviera - bate-e-volta mais que perfeito de Nice.  


Sorry, isso ficou mais um fotolog que um post. É que Saint-Paul é encantadora.

2 de jul de 2012

Nice: batendo perna pela cidade antiga

Dizem os tradiconalistas que o centro antigo de Nice (Vieux Nice) vai do hotel Negresco ao Porto. Os mais puristas dizem que é só da Place Masséna até o Porto, área que concentra o casario original da cidade . Mas nada disso importa: você vai mesmo bater perna por toda essa área gracinha - e coloridíssima - sem dúvidas enquanto estiver por lá.
O colorido imbatível da sempre linda Place Masséna
A Place Masséna, o coraçãozaço de Nice, está impecável: os prédios todinho restaurados, a área limpa e segura noite adentro. Passei por lá nos seis dias em que estive em Nice e arredores; meu hotel ficava a literalmente uma quadra dali e, de um jeito ou de outro, a praça sempre estava "no meu caminho" nos finais de tarde.
Por ali, além de toda a big área "walkable" - o centro antigo é todinho pensado pra gente caminhar muito, e displicente e despreocupadamente, de preferência - passa também o excelente (excelente mesmo!)  trem de superfície da cidade que chega até as montanhas (passa, inclusive, sobre o local do antigo rio aterrado, hoje todo coberto de grama e jardins).
É no centro antigo que está a vida no frills de Nice, longe dos hotelaços, jetsetters, iates e afins. Da Place Masséna sai a avenida Jean Medecin que reúne, nela e em suas perpendiculares, as principais lojas, de H&M a Gucci.  E da Massena em direção ao porto ou à beira-mar, sobretudo num triângulo formado com a também sempre movimentada Place Garibaldi, reúne a maioria dos cafés, sorveterias, restaurantes e lojinhas de souvenir.
No fim da tarde, é legal olhar a cidade do alto; a luz que bate nos prédios beges e amarelados do centro deixa tudo ainda mais bonito (vários hotéis, como o no qual me hospedei, têm um terrace bar ou rooftop bar no último andar que fica beeeem concorrido nos finais de tarde justamente por isso).
A Promenade é o grande "calçadão" de Nice. Não importa se está no trecho batizado de "Promenade des anglais", "quai des États-Unis" ou whatever: tem sempre gente andando, correndo, brincando, batendo papo, tomando um solzinho ou bicicletando por ali.
A praia, apesar de lindona pelo entorno, não é das melhores: afunda muito, muito rápido (mesmo!) e é todinha de pedras, daquele tipo que só pés muuuuito calejados ou vestidos aguentam. Mas a infra é boa: vários "quiosques" alugam cadeiras, tatames, pufes e afins - alguns liberam for free mediante consumo e vários têm convênio com hotéis para descontos no day use.
De noite, Nice também é bem tranquila nesse trecho da Vieux Nice - sempre muita gente na rua, áreas muito iluminadas, mesmo nas ruelas ultra sinuosas e estreitas que vão em direção ao mar.
A arquitetura ali vale o pescoço esticado para cima: torres, igrejas, museus, prefeitura, teatro, ópera, tem de tudo. E, pelo menos nos dias em que estive por ali, sempre muito limpo e bem cuidadinho.
Mansões do século XVII, igrejas barrocas e o belo Cours Saleya às vezes cedem espaço para modernidades, como o MAMAC.



Vai um cafezinho na Place Garibaldi aí?

Até na prefeitura, tão original, os turistas param para fotografar
Pedidaça no centro antigo de Nice é o Mercado de Flores (no Cours Saleya) que acontece todo santo dia, manhã e tarde. Aos sábados, boa parte das bancas de flores cedem espaço às bancas de frutas, legumes e afins, como numa feira tradicional; e, às segundas, cedem espaço ao bom e velho bricabraque em número tão expressivo que os fãs de antiguidades piram na batatinha.

As ruelas estreitas, com prédios baixinhos, de Vieux Nice lembram muito algumas cidadezinhas italianas - inclusive pela quantidade expressiva de motos, bikes e vespas disputando espaço com os transeuntes todo o tempo.
E fontes-gracinha surpreendem a gente o tempo todo.


Dos prédios art-déco à biblioteca maaaaxi-contemporânea, o centrinho antigo de Nice vale, no mínimo, um dia todinho de caminhada. Se der para dar um rolezinho por ali todo final de tarde ou comecinho de noite, voltando dos passeios pelas áreas mais distantes ou pelas cidadezinhas dos arredores, melhor ainda ;-)