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9 de jun de 2013

Para curtir o frio e a neve


Aproveitando o gancho dos dias mais friozinhos que mostram que nosso inverno já está chegando e do climão romântico do dia dos namorados que celebramos nessa semana, pintam aqui nesse post quatro lugarzinhos testados e aprovados que combinam bem com as duas coisas.
Climão "um amor e uma cabana" cheio de conforto na Barra do Bié (foto do site do hotel)
Primeiro, vamos falar um pouquinho de Brasil. A sempre romântica Pousada Barra do Bié, localizada em área de reserva natural em Cunha (SP), que eu adoro, tem pacote especial para o Dia dos Namorados que dá pra curtir ainda no final de semana e inclui mimos especiais e uma garrafa de espumante na estadia dessa que considero uma das melhores pousadas do país. Mas durante todo o inverno o clima friozinho de Cunha é pedida para escapadas românticas, de muito sossego: são apenas 6 charmosos chalés caprichosamente decorados que contam com lençóis térmicos e lareira para os dias frios e um serviço impecável o ano todinho. Os proprietários Ciro e Ana Rosa Calfat cuidam de todos os detalhes e ainda capricham na gastronomia diariamente, utilizando produtos de sua horta orgânica em pratos gourmet (e o delicioso café da manhã é servido preguiçosamente até 14h).
 Mas quero falar também de destinos que combinam muito com frio e romance num dos meus países prediletos no mundo: nosso vizinho não fronteiriço Chile.  Para quem vai à capital Santiago, duas escapadas são quase regra para brasileiros que viajam para lá no inverno: as estações de esqui de Portillo e Valle Nevado.
A vista supimpa de vários dos quartos de Portillo
 Portillo, o mais antigo resort de esportes de neve do Chile e um dos mais tradicionais da América do Sul (na Cordilheira dos Andes, a duas horas de Santiago, por uma estrada belíssima), lançou agora uma promoção para quem pretende desfrutar de uma semana esquiando antes do início da alta temporada: 15% de desconto na Ski Week, entre os dias 22 e 29 de junho deste ano. Os atrativos duram toda a temporada, é claro:  23 pistas e 12 teleféricos que contemplam dos iniciantes aos mais experientes.
A escola de esqui em Portillo atende dos menorzinhos à terceira idade, dos iniciantes aos experts
 Já o Valle Nevado Ski Resort, que completa agora 25 anos e fica a 60 km do aeroporto de Santiago, conta com mais de 40 pistas e esse ano inaugura sua tão esperada Gôndola, um teleférico de cabine fechada que liga a nova área de serviços da Curva 17 ao restaurante Bajo Zero, localizado no meio das pistas, a 3.200 metros de altitude – uma delícia para quem não esquia mas quer curtir a vista impressionante da Cordilheira. E uma nova Escola de Neve acaba de ser inaugurada por ali também.
Clima de agito é regra na temporada de inverno do Valle
Um dos hotéis de Valle de frente para a Cordilheira
Ambas estações são programaços para passar deliciosas férias de inverno ou mesmo para passeios de um dia a partir de Santiago para quem tem pouco tempo por ali.
Arquitetura arrojada, bom serviço e vista-desbunde no Antumalal (foto do site do hotel)
Pucón, cidade localizada já na porção sul do Chile, é cercada por lagos, vulcões e bosques e contato constante com a natureza. Boa para turistas e amantes de esportes de aventura ao longo do ano todo (de passeios de bike e trilhas a raftings, a cidade tem de tudo), com as vistas embasbacantes do vulcão Villarica desde o adorável centrinho (ótimos restaurantes, cafés, lojinhas e uma vida noturna agitadinha), Pucón vem sendo cada vez mais procurada por brasileiros.  O Hotel Antumalal, onde me hospedei o visitar a cidade há alguns anos, é o grande ícone arquitetônico dali.  Idealizado em 1938 pelo casal tcheco Guilhermo e Catalina Pollack e desenhado pelo arquiteto Jorge Elton, foi inspirado nas obras de Frank Lloyd Wright e, apesar de tão vibrante e contemporâneo nas cores e nas formas, alinha-se harmoniosamente com o meio ambiente local – são apenas 20 apartamentos com lareiras e janelas com vista panorâmica para o lago Villarrica. Pedidaça para um inverno mais low profile. 

18 de jul de 2012

Inverno em Viña del Mar

 Quando estive em Viña del Mar, nos arredores de Santiago, lá na outra encarnação, era verão. Verãozaço, por sinal. Pleno Carnaval, as areias LO-TA-DAS (inclusive de lounges e stands de trocentas ações publicitárias diferentes), brasileiros por todo canto e o tráfego de carros era uma coisa de outro mundo, com congestionamentos gigantes em qualquer horário do dia.
 Pois agora, nessa viagem a trabalho da última semana, tive a oportunidade de pisar pela primeira vez em Viña del Mar no inverno. E não é que a cidade é ainda mais gracinha? Verdade que a praia fica vazia, vazia (afinal, se o mar ali já é insuportavelmente gélido no verão, que dizer de sua temperatura no inverno, né?), mas o trânsito flui bem, os dias costumam ser ensolarados e a vibe pacata deixa Viña ainda mais bonita.
  Continuam ali os museus, os resquícios do último festival de música, o relógio de flores, o cassino, tudo. Assim como os restaurantes mais vazios, o atendimento mais atencioso, os mirantes com espaço para todo mundo. E, obviamente, as tarifas dos hotéis muuuuuito mais em conta.
 Viña tem uma costa linda, toda recortada por pedras de todo tipo e tamanho, e uns mirantes de onde se vê  - como dizem os moradores - "una de las más bellas puestas del sol de todo el Pacifico" :-)))) Outra atração disputadíssima dos mirantes que acompanham a estradinha costeira são os preguiçosos lobos marinhos que ficam morgando ao sol, estiradões nas pedras, durante o dia. 
O passeio de um dia a Viña del Mar e Valparaíso costuma ser o número 1 dos brasileiros que visitam Santiago da primavera ao outono e o número 2 dos que visitam no inverno e costuma ser bastante suficiente para o primeiro contato, para saber se gostam ou não das cidades, se querem ou não voltar para alguma delas (ou para as duas!) numa outra visita. 
Mas sobre Valparaíso eu falo no próximo post ;-)

17 de jul de 2012

Um dia em Valle Nevado

 Na primeira vez que fui a Valle Nevado (há 10 mil anos atrás, como diria Raul), fiz o clássico dos brasileiros: o passeio bate-e-volta, tour de um dia. Depois, no ano passado, tive o grande prazer de ficar hospedada quatro dias num dos hotéis do complexo para poder desfrutar a estação de ski como se deve.
Famílias com crianças de todas as idades são maioria por lá
 Nessa viagem a trabalho de agora, o nosso itinerário com a CTS incluía o mesmo tour de um dia a Valle que a maioria dos brasileiros compra quando visita Santiago pela primeira vez. Então lá fomos nós girando, girando, girando por aquela linda estrada de 57 curvas que leva até o topo do complexo.
 Do dia nubladaço da primeira curva fomos transportados a um céu azul com solão lindo de morrer lá no topo. Chegamos às 10h, quando Valle ainda está praticamente adormecido, com quase ninguém nas ruelas e pistas - ali a coisa esquenta sempre depois do meio-dia.
 Valle Nevado recebe mais de 40 mil brasileiros a cada ano. A maioria dos brasileiros que compra o passeio de um dia às estações de ski nem sequer chega a esquiar; vai mesmo só pelo primeiro contato com a neve e para curtir a vibe da estação - que, convenhamos, é mesmo legal, com aquele monte de gente colorida tomando cafés, chocolates quentes e vinitos bajo el sol, nos terraços debruçados sobre a neve, observando o ir e vir dos "atletas" nas pistas.
Almocinho supimpa no Don Giovanni...
... e papo com os amigos nas terrazas do café
 Recomendável esquiar no tour de um dia não é mesmo; com a diferença brusca de altitude e pressão (ali estamos a mais de 3 mil metros), os médicos sempre recomendam que no primeiro dia não se faça esforços físicos em geral até que o corpo se acostume com a mudança de ambiente. Mas quem está a fim de aproveitar as poucas horas arriba para esquiar, não se arrepende, não - conheço gente que se empolga taaanto que até confunde as pistas verdes com as vermelhas :-)))))
 Quem vai esquiar é dirigido para o novíssimo complexo da Curva 17 - tá lindo, e imenso! e ano que vem começará a funcionar, enfim, o tão esperado bondinho que sairá dali - onde está tudo automatizado: você preenche num computador sua idade, peso, altura etc e os caras já te entregam esquis (ou pranchas de snow), botas e bastões tudo sob medida. 
 Logo em frente, fica uma lojinha pra quem quiser alugar roupa: calças, jaquetas, luvas, capacetes, óculos, bota de caminhada etc (as novas peças chegaram esse ano e estavam tão novinhas que várias ainda tinham o plastiquinho da etiqueta; o preço de aluguel de uma jaqueta para um day use, por exemplo, é de 24 dólares; um equipamento completo para ski, US$57).
No complexo principal, fica também a escola de ski. Ali é possivel agendar a aula no dia mesmo, não importa o nível; tem em formato grupo e particular. Quem já tem experiência, pode só comprar um daypass - entre 60 e 80 dólares, dependendo da época, e que dá direito aos meios de elevação e talz - e já sair esquiando. Ao todo, são 41 pistas com 40km de extensão no total, entre principantes (10%), intermediários (36%), avançados (33%) e experts (21%).
 Quem não tá mesmo a fim de esquiar não se aperta, não. Pode fazer a divertida caminhada de raquetes sobre a neve para ter um contatinho com as pistas, comer muitíssimo bem no ótimo italiano Don Giovanni (menu completo de 3 passos mais café por 22 mil pesos), curtir os standes promocionais, passar umas horinhas no Bar Lounge, ou no café da terraza, ou whatever: espaço ali em cima não falta (aliás, esse ano foi instalado ali até um providencialíssimo mini market!).


Na volta, a dica é ficar de olhos bem abertos para admirar o lindo cair da tarde na cordilheira (com direito a #pinksky e tudo) e ver as raposinhas fofas que margeiam as curvas. 

4 de jun de 2012

A navegação ao Glaciar Grey

Lindo e impactante, mesmo à segunda vista ;)
 A navegação ao Glaciar Grey, num catamarã que sai todos os dias bem das margens do lago homônimo, é um dos passeios mais legais para quem visita Torres del Paine - principalmente para quem nunca viu um glaciar tão de pertinho antes.
No pierzinho na margem do lado, um bote zodiac nos espera para levar-nos ao catamarã
 O passeio tem que ser reservado com antecedência obrigatoriamente - parte as 14h e, na alta temporada de verão, também às 10h da manhã; o ideal é pedir para o seu hotel reservar o tour logo ao chegar. São US$70 por pessoa e o tour, entre a ida ao glaciar, aproximação e retorno do barco, leva três horas no total.
Aiou, Silver!!
O uso do colete salva-vidas é obrigatório o tempo todo durante o passeio, não importando se você quer ficar na parte interna ou externa da embarcação - do lado de fora é bastante frio, é claro, mas a maioria acaba ficando ali o tempo todo, para ver tudo de pertinho e fazer fotos.

Tem "tecão" de gelo, como acima...
 Durante todo o trajeto, o barco vai desviando dos nacos e placas de gelo que se desprenderam do glaciar e ficam espalhados pelo lago até derreterem por completo na margem.
e "tequinhos" mil espalhados por todo o lado como aqui...
... e aqui
 A viagem é toda linda: mesmo com o dia mais cinza que o próprio lago e as nuvens bem baixinhas, ver os picos nevados e os mini-icebergs o tempo todo vale. Sem falar no glaciar, é óbvio: a gente vê de longe, depois de perto, de frente, de ladinho, uma loucura: como ele é todo "esparramado" por entre montanhas, a gente passa um bom tempinho lá "margeando" o dito cujo - e quando um pedacinho de nada se desprende dele faz aquele barulho de big bang.



 Quando o barco para bem diante dele, a tripulação recolhe tecos de gelo e serve aos passageiros uísque e pisco sour com gelo milenar - um clássico ;)
Vai um pisco sour com gelo milenar aí, gente?
 A vantagem do dia cinza, cinza? Que a gente vê o glaciar azul, azul <3
Lindo.

Torres del Paine: o tour básico

O caminho já todo coberto de neve - e quem tiver um olho de lince vai ver que bem no tronco mais alto da cerca tem uma águia curtindo o visu
 Além dos tours exclusivos de cada um e do clássico "base Torres" (um trekking forte, forte, que dura o dia todinho - e sobrecarrega super os joelhos, principalmente na longa decida), normalmente, os passeios básicos ao parque Torres del Paine oferecidos pelos hotéis e pelas agências de Puerto Natales e arredores seguem um mesmo esquema: dar um rolê no parque, parar nuns 3 mirantes para fotografias, Salto Grande, Salto Chico e Lago Grey. E são, em geral, batizados de "full day".
O dia tava amanhecendo com jeito de megablasterlindo; mas 15 minutinhos depois a paisagem já tava todinha cinza
 É assim que todo mundo costuma ser apresentado ao parque. E, nessa viagem-convite na qual eu embarquei agora no finzinho de maio, eu era a única do grupo que já tinha estado outras vezes na região; então nada mais correto que começarmos a viagem assim.
A gente pode ver isso 4, 5, 6 vezes e continua achando lindo como da primeira
 Saímos cedo, com o dia ainda escuro (no outono-inverno, o sol só dá as caras lá pelas oito da manhã) e ele começou a amanhecer lindão, tingindo o céu de rosa. Mas, mesmo minutos depois o tempo já estando feinho e cinza, nada tirou o jeitão-desbunde de qualquer passeio por ali - eu já disse e repito que parque de diversões pra mim chama-se Torres del Paine :-D
Lá vai o gaucho (sem acento messs) com suas vaquinhas e perros ovejeros
 Não importa quantas vezes eu já tenha visto o dito cujo antes, sempre entro nos "ohs" e "ahs" do passeio. Única coisa chata que, com o dia super nublado, as torres não deram as caras nem um tiquinho, deixando o grupo mezzo frustrado.
O maciço dando uma de difícil, se escondendo atrás das nuvens
 Para esse passeio, não é preciso muito abrigo, não; como são poucos momentos de caminhada e as paradas também são curtas - grupo desce, tira fotos, sobe de volta na van - ninguém precisa ir vestido todo "encebolado", em mil e uma camadas, não.
Quaaaaase dava pra ver as ditas cujas
 Cada hotel ou agência tem o seu circuito, o seu itinerário. O bacana do nosso é que o guia foi fazendo o passeio conforme a nossa vontade - a gente podia pedir quantas paradinhas para fotografia quisesse ;-)
As margens dos lagos já estavam todas congeladinhas
 A parada no Salto Chico, que eu adoro, não rolou. Mas pudemos ficar um tempão curtindo o visual alucinante - como o guia mesmo dizia - do Salto Grande, com aquela força impressionante das águas batendo nas rochas.
O cânion do Salto Grande...
... e o "salto" propriamente dito
 Lá pela uma e pouco fizemos a paradinha para o almoço. Eu vou falar do Remota, o hotel que nos convidou, em outro post. Mas já adianto que foi ele o primeiro hotel no qual me hospedei na região na minha primeira visita, anos atrás. E não é que eles continuam montando a mesa de picnic no meio do passeio linda, linda como faziam antes? Óin!
A mesa toda caprichada preparada pelos guias <3
 Depois do almoço rapidão, com direito a carne grelhada na cerveja in loco, cruzamos a ponte pênsil para o setor do parque chamado de Lago Grey.
Balança mas não cai: só seis pessoas podem atravessar a ponte por vez
 Atravessada a ponte, a gente faz a trilha pelo bosque que leva às areias escuras e super pedregosas que margeiam o lago que, obviamente, como seu próprio nome diz, tem uma cor bem acinzentada.
O lago Grey, ao fundo, todinho tomado por pedaços de gelo desprendidos do Glaciar
 O lago, na verdade, ganhou esse nome porque é formado pelo degelo do Glaciar Grey, um dos maiores glaciares do continente americano. A gente pode ver bem o glaciar tanto da margem do lago quanto do mirante que fica no alto de uma das montanhas que o ladeiam; mas pra ver bem, bem nítido, o legal é tomar o catamarã que todos os dias leva até bem pertinho do dito cujo num passeio de 3h duração (obrigatório reservar antes).

Quem quiser ver mais cantinhos do parque que normalmente são vistos nesse passeio basicão, e também dar uma comparada na paisagem de inverno e verão, pode ver nas fotos e nos posts publicados aqui sobre minhas quatro viagens anteriores para lá. Ou utilizando, é claro, esse menuzão de tags aí na lateral direita do blog ;-)