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6 de mai de 2012

Compras em Buenos Aires

Queridona dos brasileiros, a Farmacity já não é mais tão sedutora quanto antes
Eu falei num post de ontem e também na 5a. lá no Saia pelo Mundo que, pessoalmente, não acho que Buenos Aires ainda valha para compras por compras. Os preços subiram muito por lá e, transformando os pesos em reais, já não é mais tão atraente quanto há uns 2 ou 3 anos.
Mas, ainda assim, um monte de gente me escreveu pedindo dicas de compras em Buenos Aires. Dos outlets na Córdoba e em Villa Crespo (que vão muito além da Nike, btw), das lojas espalhadas em Palermo e dos grandes shoppings (em Buenos Aires são vários, como Paseo Alcorta, Alto Palermo, Patio Bullrich etc, e o meu preferido, Buenos Aires Design), para os fanáticos por compras tem de tudo. A Calle Florida é que,   inflacionadíssima, está cada vez mais vazia - ok, abriria uma exceção para as compritas de casa da Falabella.
O que eu curto mesmo em Buenos Aires são as coisinhas de design. As papelarias, as livrarias, as lojinhas de estilistas mais desconhecidos para nós que guardam adoráveis surpresas para quem gosta de coisinhas de escritório e enfeites para a casa como eu. A papelada colorida da Papelaria Palermo, os apetrechos divertidos da Calma Chicha, os achadaços da Bond Street, isso eu curto muito.
A Farmacity tem preços menores que no Brasil para os cosméticos importados; mas mais caros que os mesmos produtos em farmacinhas da Europa e dos Estados Unidos. Não vale mais a pena ir com muita sede ao pote ali, não.
Para alfajores e vinhos, no fundo, o melhor lugar para comprar hoje são os supermercados - e em Buenos Aires sempre haverá um Coto perto de você :-)))) Aproveite para experimentar, no quesito alfajores, marcas menos conhecidas no Brasil, mais baratas e igualmente deliciosas - como os ultra populares Jorgito. Para os vinhos, a vantagem da Winery é ter os rótulos mais tchans, que os supermercados não têm, e entregar tudo direitinho no seu hotel, trabalho zero. Um adendo: na viagem de agora, encontrei todos os preços de vinhos e alfajores no free shop em Ezeiza mais caros que nas lojas da cidade.
Para quem procura comprinhas diferentes, coisinhas bem porteñas e interessantes, recomendo checar sempre o blog My Villa Crespo, que tá sempre atualizadíssimo.

17 de dez de 2011

Os brasileiros e o free shop

Toda viagem, eu tento entender o fascínio que o “free shop” – ou as lojas do Duty Free – exerce sobre os brasileiros. Viajantes em geral passam pelo free shop para comprar um presente de última hora ou algo que vá necessitar no voo ou na viagem. Mas os brasileiros em geral esperam ansiosamente pela passagem pelo free shop. Fazem planos para o free shop. Falam essas duas palavrinhas aparentemente mágicas – free shop – antes, durante e depois da viagem.
Eu achava que era só eu a implicante. Mas vários amigos começaram a comentar a mesma coisa. E a ficha só caiu mesmo quando um funcionário do aeroporto de Miami disse com todas as letras que os horários pré voos diretos pro Brasil eram os mais puxados para eles: “uma loucura, vendemos como nunca”.
Conheço gente que quer chegar cedo no aeroporto “pra ter um tempinho legal pra curtir o freeshop”. A loja do desembarque em Guarulhos, que tem alguns dos preços mais elevados do planeta se comparada com outras lojas do gênero em outros lugares e países, aumentou o número de caixas e  continua com filas de consumidores, não importa o horário. Outro dia, na fila do supermercado, ouvi uma senhorinha falar pra outra, que tinha elogiado seu relógio, toda vaidosa: “ah, esse aqui é coisa chique mesmo, minha filha trouxe do free shop” - como se a expressão “free shop” fosse sinônimo de uma grife secular. Uma amiga em Nova York estava louca pra comprar umas maquiagens mas desistiu no caixa: “ai, mas maquiagem é tão mais legal comprar no freeshop”. E num voo da Pluna que ia a Viracopos, desviado a Guarulhos no outro final de semana, um homem do grupo de passageiros que iam ser levados em van ao aeroporto de Campinas, atrasou a saída de todo mundo: “guentaê dez minutinhos que aqui tem free shop!”.
É claro que a gente pode aproveitar a passagem pelo free shop para pegar uma garrafa de bebida, por exemplo, que você não queria ficar carregando durante a viagem. Ou um perfume pra presente, na loja de desembarque, pra não correr o risco de a embalagem quebrar durante seu passeio. Mas vejo gente que chega de Miami, Nova York ou Cingapura, onde tudo custa muito mais barato que na loja teoricamente livre de impostos brasileira, com lista de compras.
Cada um é cada um, eu sei. E o que seria do roxo se todos gostassem do amarelo. E eu não tenho mesmo nada a ver com o que os outros compram ou deixam de comprar. Mas eu só queria entender de onde vem esse fascínio. Se alguém souber, me explica?