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1 de jun de 2013

A Parati mais cheia de charme da Casa Turquesa

A fachada da Casa Turquesa: como se fosse mais uma das tantas casinhas encantadoras da cidade

Há exatamente uma semana, eu tinha escapado da correria paulista e dos frilas acumulados para passar um delicioso final de semana entre amigos em Parati (ou Paraty, como a cidade tem divulgado nos últimos anos novamente), um dos lugares mais autênticos e encantadores que já conheci no planeta. Sempre gostei da cidade e sempre indiquei o destino, sobretudo a estrangeiros que me pedem indicação de que lugares especiais conhecer no Brasil (acho pedidaça, ainda mais como parte de uma viagem pela Rio-Santos, que considero a estrada mais bonita do Brasil).
As adoráveis baleeiras de Parati
 Além de linda arquitetônica e naturalmente, Parati também sempre foi uma das grandes rainhas da cultura nacional, com uma série de festivais populares, de festival gastronômico à celebrada e internacional FLIP.  No último final de semana de maio, estive novamente na cidade e pude participar, ainda que sob chuva durante a noite, de um festival ao qual eu ainda não tinha me juntado: o Bourbon, o festival de jazz da cidade, com uma série de apresentações gratuitas ao longo do dia espalhadas por Parati.

 Mas mais especial ainda que o festival em si, e o ma-ra-vi-lho-so passeio de barco que fiz com os amigos num sábado lindo e ensolarado pela baía de Parati (anote aí: o barco Brulu, do mestre Daniel, tem roteiro, serviço e trilha sonora excelentes), foi ter o prazer de me hospedar, enfim, numa das mais premiadas pousadas brasileiras.
 Casa Turquesa é, de fato, uma pousada singular. Uma pousada de alto luxo que já no seu primeiro ano de funcionamento abocanhou um prêmio de melhor pousada do Brasil. Hoje, passados cinco anos, continua sendo referência em hotelaria de charme para brasileiros e estrangeiros que buscam uma acomodação de altíssimo nível numa das mais charmosas cidades brasileiras.
A adorável suíte verde, onde fiquei
 Foi ali, bem pertinho do píer de onde saem as tradicionais e coloridíssimas baleeiras que levam turistas todo dia para conhecer as belezas da baía de Parati, que Tetê Etrusco, a esfuziante proprietária que é corpo e alma da pousada (te faz se sentir em casa em minutos), decidiu abrir a propriedade inspirada em sua paixão pelo Mediterrâneo. É dessa paixão também que vem o nome Turquesa, cor presente na fachada, nas havaianas entregues no check in aos hóspedes e até no drink da casa.  


 São apenas 9 suítes, cada uma decorada com uma cor e mobílias diferentes (e wifi grátis, é claro), compondo a charmosa casa colonial que ainda conta com obras de arte espalhadas por todas as áreas comuns, piscina, bar, boutique e um serviço de concierge informal e acolhedor, como se você estivesse hospedado na casa de amigos queridos na praia. 
As havaianas entregues para todos os hóspedes no check in
Detalhes tão brasileiros e tão encantadores em toda parte
 O clima relax, presente de cara nas havaianas turquesa com que todos circulam dentro da casa e na ausência de menores de 14 anos, fica óbvio também nos mimos diários nos quartos e no preguiçoso café da manhã servido na hora que o hóspede acordar, literalmente. E isso tudo contando com pão de queijo quentinho, tapioca, rabanadas e outras delícias tipicamente brasileiras, todas feitas ali mesmo, pela dedicada cozinha da casa – que, aliás, acaba de ganhar um lindo livro de receitas à venda na boutique da pousada.
A biblioteca é um dos espaços mais aconchegantes da casa
Café da manhã ao ar livre
O visual low profile da pequena piscina de dia...
... e de noite
Os sapatos dos hóspedes à entrada da pousada, já que todo mundo circula de havaianas turquesa por lá ;)
 O ambiente é tão sedutor que, no final de semana em que estive lá, um casal de americanos que deveria ficar apenas duas noites na cidade, mudou seus planos seguintes para ficar mais duas noites hospedados na pousada pela qual se apaixonaram.
Mimo personalizado no check out
Café da manhã à la carte na hora que a gente acorda
O fofo livro ilustrado de receitas da Casa Turquesa: para levar pra casa
Tem uma escapada romântica pela frente e queria investir alto em algo muito especial e exclusivo? Vai por mim: voltei apaixonada pelo lugar. 

22 de mai de 2013

Hotel review: Four Seasons Marrakech

 Sou um bichinho esquisito: crio um vínculo emocional com os hotéis nos quais me hospedo (vai dizer que você nunca usou uma expressão tipo "aquele que fica perto de casa" ou "quando chegar em casa", em que casa se referia ao hotel onde você estava se hospedando???). Mas, mesmo olhando bem racionalmente, objetivamente como prevê o bom jornalismo, a verdade é que visitei uma dúzia de hotelaços diferentes na minha última estadia em Marrakech e não consegui achar nenhum deles, no saldo final das contas, mais bonito que o Four Seasons Marrakech.
Peças marroquinas em toda parte nos quartos e áreas comuns
 Some-se a isso também que o hotel tem lá sua importância local: no boom da hotelaria de luxo de Marrakech, foi pioneiro em apostar na localização onde construiria seus prédios; em lançar ao mercado a ideia dos bares e restaurantes pop up que agora viraram febre na cidade inteira. em criar ambientes diferentes o suficiente, numa mesma propriedade, para agradar públicos tão distintos como famílias com crianças pequenas e casais em lua-de-mel.

Todos os quartos têm varanda
 O hotel foi todinho construído do zero bem em frente aos jardins de Menara mas preservando totalmente o mesmo estilo arquitetônico tradicional das casas mais antigas da cidade: são dois edifícios baixos, de três e quatro andares,  ligados por um espelho d´agua rodeado de palmeiras, mais um gigantesco spa (delicioso, com massagens cobradas à parte mas hamman completinho, saunas e jacuzzi à disposição dos hóspedes, sem custo), duas grandes piscinas ladeadas por caminhas bali-style, bares, restaurantes, boutique, kids club etc.

 Os quartos são lindos, bem grandes, e todos eles contam com varanda própria, invariavelmente;  a arquitetura marroquina e o design local a gente vê nos arcos, nas luminárias, nos tecidos e até nos chinelinhos de quarto pontudinhos.

 Minha parte favorita do hotel era a parte central do prédio principal batizada de Inara já que, assim como a palavra em árabe, era cheia de luz natural ao longo do dia, com cômodos super aconchegantes ao redor do jardim interno, como num autêntico riad. Restaurantes e bares cheios de estilo, com a aquela decoração colorida típica de Marrakech, e uma galeria de arte contemporânea privada completam a lista de atrativos.

O centro da parte "inara"
Chazinho e frutas secas à disposição de todos os hóspedes e visitantes logo na entrada
 Além disso, o prédio menor, localizado mais centralmente na propriedade, tem um delicioso restaurante ao ar livre (onde é servido aos domingos o adorável - e completíssimo - brunch bio/orgânico), um descolado rooftop bar na cobertura do qual se vê Marrakech em 360 graus e o genial Private Room, o pop up bar francês em funcionamento atualmente no hotel (mais ou menos a cada dois ou três meses eles mudam totalmente esse ambiente, da decoração à carta de drinks e petiscos).
Private Room, o pop up bar do momento
 Mas o que eu mais gostei MESMO do Four Seasons Marrakech foi a autenticidade. Não é um hotel  na vibe "para gringos e ponto", até porque vi vários marroquinos por lá todos os dias, de turistas vindos de Fez hospedados ali a moradores de Marrakech que visitavam por causa do restaurante ou do bar. Ao contrário de outras propriedades que já visitei em destinos do Oriente Médio e outros países africanos, por exemplo, hotéis muito bons mas que poderiam estar em qualquer lugar do mundo, ali os móveis e objetos foram todos produzidos nacional e localmente e a arquitetura e o design nos lembram o tempo todo de onde estamos. E com aquelas cores vibrantes e a trilha sonora suuuper descoladinha (que incluía muita bossa nova, inclusive), mais que marroquino, me parecia sempre um hotel próprio de Marrakech, como deveria ser.



O adorável brunch de domingo
Excelente buffet de café -da -manhã com vista
A piscina sossegada, frequentada pelos casais
Como já disse no instagram na época, sem dúvida, uma das mais lindas e originais propriedades hoteleiras que já visitei. 

19 de mai de 2013

Hotel review: Charles Inn, Niagara-on-the-lake, Canadá

O quarto Magnólia, onde eu dormi
 Nos curtos e chuvosos dias em Niagara-on-the-lake, utilizada como base para explorar as vinícolas da região, fiquei hospedada no Charles Inn, um dos muitos hotéizinhos e bed´n breakfasts da cidade.

 O hotel ganhou o Travelers´Choice do Trip Advisor Canadá desse ano e é recomendado pela Conde Nast Johansens. A casa é bem antiga - de 1832! -, daquele tipo que o chão de madeira, portas e escadas rangem conforme a gente anda, e o mais legal dela é que os quartos, profundamente desiguais na metragem e na disposição de cômodos, são também completamente diferentes entre si no estilo e na decoração, e cada um foi batizado com um nome (gosto é gosto, mas vale dizer que achei outros quartos que vi mais interessantes que o meu).

O corredor onde o café da manhã é servido
 O serviço é fraquinho mas a localização é perfeita: bem na rua principal, com o mais antigo campo de golfe da América do Norte logo atrás, e a 3 quadras do lago (e Niagara River Recreation Trail, um caminho cênico margeando o rio bom para caminhar/correr/pedalar, fica pertinho também).
Como é pequenininho - são apenas 12 quartos - não tem facilidades como fitness center ou jacuzzi; mas tem convênio com um spa próximo (o Shaw Spa) e internet grátis.
A fachada...
... e a porta da entrada em close
Conta com restaurante próprio para quem quiser ficar para almoçar e/ou jantar e o café da manhã (sempre incluído; diárias desde CAD 165) é servido num adorável corredor envidraçado. 

16 de mai de 2013

Hotel review: Four Seasons Toronto, Canadá

 Depois que a viagem a trabalho, a convite do turismo do Canadá, terminou, eu resolvi esticar a temporada em Toronto para conhecer melhor a cidade por mim mesma. E então mudei de hotel e fui parar no novíssimo (e lindo) Four Seasons Toronto.
Ficar num Four Seasons no Canadá, terra-mãe da rede, já teria um gostinho especial. Mas, ainda por cima, o hotel, inaugurado na virada do ano, já chegou bombando: mal nasceu e já foi parar na lista dos Readers´Choice Awards da Conde Nast.  Quem está acostumado com os Four Seasons em geral, vai se surpreender. E quem acha que Four Seasons é hotel "pra gente mais velha", aqui vai rever os seus conceitos.
Os quartos ficaram bonitos, elegantes, e sem afetação. À primeira vista um pouco "frios", são meio masculinos, até - mas cheios de bossa, com a ligação entre banheira e quarto podendo ser totalmente aberta, bem funcional.
 As áreas comuns são, para mim, a melhor parte: obras de arte espalhadas por todo canto, a começar pelos lustres lindos que chamam a atenção de cara na recepção de pé direito altíssimo.

Quadros e esculturas estão em todos os cômodos e paredes, inclusive no sisudíssimo hall dos elevadores. Mas é a trilha sonora quem é a estrela da casa: música tipo lounge, meio sexy (no estilo dos hotéis W), com muita (boa) música brasileira na playlist, em todos os cômodos.  Não é à toa que o estilo dos hóspedes (muitos businessmen mas muuuitos turistas estrangeiros também, inclusive casais brasileiros que encontrei por lá) tem bem esse perfil.
O balcão do bar, vazio às 10h da manhã, não tem um espacinho livre depois das 18h
 Os quartos têm todos amenidades da modernosa ETRO e cafeteiras Nespresso (sem custo, obviamente, ao contrário do que fazem vários hotéis no Brasil).
 Todos os quartos recebem também iPads (com um providencial aviso, tipo nos roupões, que não são souvenirs e se forem levados terão um custo :D) conectados à internet para acessos individuais mas conectados também aos restaurantes, recepção e concierge, caso o hóspede queira fazer um pedido por ali também (do wake up call a uma reserva de jantar, dá pra pedir tudo ali).
 As duas concierges - mulheres, sim - são uma graça e super atenciosas. Qualquer pergunta que eu fazia, já sacavam um iPad para mostrar fotos do lugar para ver se eu me interessava. E me deram dicas ótimas, inclusive para jantar no BLU, um italianinho adorável, pequeno e sem frescuras, com ótimo custoXbenefício quase em frente ao hotel.
Chocotinhos no quarto, anyone? ;)
 Tem um spa gigante (o maior spa de hotel da cidade) e uma localização perfeitinha: bem na zona de compras Bloor-Yorkville, a meras quadras de alguns dos museus mais legais da cidade (amei o ROM e o Bata Shoes), a duas quadras do comércio geralzão da Yonge e a uma curta corrida de táxi de quase qualquer lugar (só o aeroporto que é longe de qualquer hotel da cidade mesmo).
Para terminar, ainda tem o café da manhã servido diariamente no descolado Cafe Boulud, do darling Daniel Boulud.
E free wifi (para um aparelho), claro, como já é regrinha em quase todos os Four Seasons atualmente.
Tá bem bom, né? ;)