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27 de out de 2011

Medo de voar: descobri a cura :-D

Semana passada o Aventuramango postou uma notícia sobre um curso para quem tinha medo de voar, que custava mais de 3 mil reais. E a twittosfera chegou à conclusão de que valia mais a pena gastar esse dinheiro em passagens aéreas que no curso em si para tentar superar a fobia ;-)
Quem me conhece sabe que eu sempre tive medo de voar. E bastante. Quer dizer, não foi sempre, seeeempre, porque quando eu era criança eu adorei até experimentar turbulência enquanto minha tia quase punha os bofes pra fora numa ponte aérea malfadada. Mas, depois de adulta, entrar num avião sempre foi, de longe, o grande purgatório para chegar ao paraíso de uma bela viagem. Houve um tempo – e isso há coisa de três, quatro anos – em que eu sofria já dias antes só de saber que encararia aquele bichinho nos ares. E, na hora H, suava friozaço.

Nunca tive medo de altura, nem claustrofobia, nem nada do gênero. Mas a tensão nos voos sempre foi tão, tão grande, que simplesmente não conseguia pregar o olho um segundinho sequer. Bom, hoje eu continuo torcendo pela divina chegada do teletransporte. Sei lá, não é lá muito racional entrar numa caixa de aço que se sustenta no ar por horas e horas e horas. Mas é um medinho. Posso dizer, creio, que tenho um medo muito, muito racional.  Um medo mais ou menos compatível com o que a maioria dos seres humanos sente ao embarcar e sentir aquela coisa decolando.
Mas, tirando isso, com o baita acúmulo de voos na minha vida desde 2008 (só esse ano já foram mais de 45), eu ouso dizer que tô praticamente curada :mrgreen: E quase, quaaaaaase me sinto em casa nos aviões – tenho meu esqueminha de voo (as coisinhas que levo/faço a bordo para meu próprio conforto, num nível que inclui até “roupa para voar”) tão batidinho que é difícil me tirar do sério, por mais longo que seja o dito cujo. E olha que dou até um cochiladinha em quase todos os voos – curtinha, curtinha, mas já é um grande avanço, certo? :P

A coroação foi quando eu tive que acalmar a senhora ao meu lado (lá pelos seus cinquenta e poucos) que CHORAVA e pedia pra mãe dela (lá pelos seus oitenta e poucos) “fazer aquilo tudo parar” enquanto enfrentávamos uma turbulência bem feia num voo de Punta Arenas a Puerto Montt. Eu segurei as bebidas que ela derramava em si mesma e disse aquelas palavras reconfortantes que alguém já me havia dito em algum momento (“fica tranquila”, “é normal, estamos no ar”, blablabla). E deu certo. Demorou, mas ela se acalmou e se recompôs (pra alegria da mãezinha, que não podia nem como se mexer naquele assento).
Então é simples: você tem fobia de voar? Faça como eu: o melhor remédio é terapia intensiva de enfrentamento  ;-)))))))

13 de mai de 2007

Viajante pode ter medo de avião?


Moooooorro de medo de avião - mas viajo o ano todo. Sofro horrores, choro, suo frio, rezo o tempo todo, naquela sensação de que o negócio vai cair a qualquer momento. Não consigo dormir, nem tomando remédio, então já viu... mas o negócio todo some assim que piso no meu destino. A ansiedade de conhecer ou rever o local é ainda maior que a adrenalida do medo (ou seria pavor???), então some todo o resto num passe de mágica. Claro que na viagem de retorno volta tuuuudo de novo, mas vira um círculo vicioso que não termina nunca.
Tenho encontrado muitos viajantes que enfrentam o mesmo dilema: ser viajante e ter medo de avião combina? pode? Quem não tem medo, não consegue entender o sofrimento de quem tem; quem tem, entende tão bem quem sofre do mesmo problema que segura apertado a mão de um desconhecido durante o võo sem o menor pudor. Os casos mais graves podem evoluir pra pânico e podem, infelizmente, privar a pessoa do prazer de viajar: tem gente que tem tanto, mas tanto medo, que simplesmente não consegue entrar dentro de um avião, e nunca mais viaja. Outros, conseguem enfrentar o medo se estiverem juntos de alguém amado, nunca sozinhos.
Para todos, os amigos destemidos sugerem combinações de remédios, bebidas alcoólicas, simpatias, mandingas, adereços... Mas medo, medo mesmo, não tem explicação. E será que tem cura? Ou será que o negócio é insistir viajando, viajando, viajando, pra ver se o cérebro um dia se dá por cansado e desiste de sofrer tanto com os barulhos e trepidações daquela caixa de aço???

translated by Google
I'm veeeeeeeeeeeery afraid of airplanes - but I travel all the year long. I suffer horrors, I cry, I sweat cold, I pray the time all, in that sensation of falling at any time. I do not sleep, nor taking remedy, so… but it all disappears as soon as I land in my destination. The anxiety to know or to review the place is still bigger than the adrenalina of fear (or would it be terror?), then it all adds the remaining portion in a magician pass. Clearly that in the return trip it comes back tuuuudo of new, but turns a vicious circle that never does not finish. I have found many travellers who face quandary the same: to be travelling and to have fear of airplane combines? can ir really happens? Who does not have fear, does not obtain to understand the suffering of who has; who has, understands who so well suffers from the same problem - like need to pressed the hand of a stranger during flight without the lesser modesty. The most serious cases can evolve panic and can, unhappyly, deprive the person of the pleasure to travel: some have so much fear that simply do not enter inside of an airplane, and never more travel. Others can face the fear only if they are together of somebody loved, never alone. For all, the brave friends suggest combinations of remedies, alcoholic beverages, simpatias, mandingas, objects… But fear, pure fear, do not have explanation. Will exist a cure? Or it maybe we should just insist on travelling, travelling, travelling, to see if the brain one day gets tired and gives up in such a way to suffer with the noises and trepidations from the box of steel?