Nunca entendi gente que entra no avião sem saber exatamente onde está sentado, que simplesmente aceita o assento que lhe oferecem no check in - talvez seja gente que acredita muito firmemente no destino, no que está escrito nas estrelas, sei lá. Mas sempre que alguém me pede dicas sobre como escolher um bom assento para enfrentar um voo longo, minha resposta padrão é "essa é uma escolha pessoal, mas eu escolho geralmente corredor, o mais na frente possível". Para mim, corredor vale muito numa viagem longa, sobretudo porque não duro e quero ter liberdade para ir e vir quando quiser, sem incomodar o passageiro ao lado; mas conheço muita gnete que não abriria mão de sua janelinha por nada nesse mundo, certo?
Pois o Skyscanner recentemente fez uma pesquisa com seus leitores (pouco mais de mil passageiros de diferentes companhias aéreas) que indicou que, para a maioria, não existe num avião assento melhor para voar que o 6A. Sim. O 6A.
As 6 primeiras filas são as favoritas dos entrevistados, com 45% da preferência. E eu também me incluo nessa turma - pra mim, não existe assento melhor na classe econômica do que a primeirona fila, com aquele espaço extra para pernocas e para entrar e sair do seu lugar (tem especialista que defende que a maioria das pessoas quer assento na frente só para sair mais rápido da aeronave na chegada).
Há coisas esquisitas na pesquisa, como por exemplo, a existência de 1% dos entrevistados que realmente disseram preferir os assentos do meio sobre corredor e janela (como, my God????). Mas o assento mais rejeitado, pelo menos, faz tooodo o sentido: o 31E, um assento de meio, láaaaaa no final do avião.
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30 de abr de 2012
27 de out de 2011
Medo de voar: descobri a cura :-D
Semana passada o Aventuramango postou uma notícia sobre um curso para quem tinha medo de voar, que custava mais de 3 mil reais. E a twittosfera chegou à conclusão de que valia mais a pena gastar esse dinheiro em passagens aéreas que no curso em si para tentar superar a fobia ;-)
Quem me conhece sabe que eu sempre tive medo de voar. E bastante. Quer dizer, não foi sempre, seeeempre, porque quando eu era criança eu adorei até experimentar turbulência enquanto minha tia quase punha os bofes pra fora numa ponte aérea malfadada. Mas, depois de adulta, entrar num avião sempre foi, de longe, o grande purgatório para chegar ao paraíso de uma bela viagem. Houve um tempo – e isso há coisa de três, quatro anos – em que eu sofria já dias antes só de saber que encararia aquele bichinho nos ares. E, na hora H, suava friozaço.
Nunca tive medo de altura, nem claustrofobia, nem nada do gênero. Mas a tensão nos voos sempre foi tão, tão grande, que simplesmente não conseguia pregar o olho um segundinho sequer. Bom, hoje eu continuo torcendo pela divina chegada do teletransporte. Sei lá, não é lá muito racional entrar numa caixa de aço que se sustenta no ar por horas e horas e horas. Mas é um medinho. Posso dizer, creio, que tenho um medo muito, muito racional. Um medo mais ou menos compatível com o que a maioria dos seres humanos sente ao embarcar e sentir aquela coisa decolando.
Mas, tirando isso, com o baita acúmulo de voos na minha vida desde 2008 (só esse ano já foram mais de 45), eu ouso dizer que tô praticamente curada :mrgreen: E quase, quaaaaaase me sinto em casa nos aviões – tenho meu esqueminha de voo (as coisinhas que levo/faço a bordo para meu próprio conforto, num nível que inclui até “roupa para voar”) tão batidinho que é difícil me tirar do sério, por mais longo que seja o dito cujo. E olha que dou até um cochiladinha em quase todos os voos – curtinha, curtinha, mas já é um grande avanço, certo? :P
A coroação foi quando eu tive que acalmar a senhora ao meu lado (lá pelos seus cinquenta e poucos) que CHORAVA e pedia pra mãe dela (lá pelos seus oitenta e poucos) “fazer aquilo tudo parar” enquanto enfrentávamos uma turbulência bem feia num voo de Punta Arenas a Puerto Montt. Eu segurei as bebidas que ela derramava em si mesma e disse aquelas palavras reconfortantes que alguém já me havia dito em algum momento (“fica tranquila”, “é normal, estamos no ar”, blablabla). E deu certo. Demorou, mas ela se acalmou e se recompôs (pra alegria da mãezinha, que não podia nem como se mexer naquele assento).
Então é simples: você tem fobia de voar? Faça como eu: o melhor remédio é terapia intensiva de enfrentamento ;-)))))))
Quem me conhece sabe que eu sempre tive medo de voar. E bastante. Quer dizer, não foi sempre, seeeempre, porque quando eu era criança eu adorei até experimentar turbulência enquanto minha tia quase punha os bofes pra fora numa ponte aérea malfadada. Mas, depois de adulta, entrar num avião sempre foi, de longe, o grande purgatório para chegar ao paraíso de uma bela viagem. Houve um tempo – e isso há coisa de três, quatro anos – em que eu sofria já dias antes só de saber que encararia aquele bichinho nos ares. E, na hora H, suava friozaço.
Nunca tive medo de altura, nem claustrofobia, nem nada do gênero. Mas a tensão nos voos sempre foi tão, tão grande, que simplesmente não conseguia pregar o olho um segundinho sequer. Bom, hoje eu continuo torcendo pela divina chegada do teletransporte. Sei lá, não é lá muito racional entrar numa caixa de aço que se sustenta no ar por horas e horas e horas. Mas é um medinho. Posso dizer, creio, que tenho um medo muito, muito racional. Um medo mais ou menos compatível com o que a maioria dos seres humanos sente ao embarcar e sentir aquela coisa decolando.
Mas, tirando isso, com o baita acúmulo de voos na minha vida desde 2008 (só esse ano já foram mais de 45), eu ouso dizer que tô praticamente curada :mrgreen: E quase, quaaaaaase me sinto em casa nos aviões – tenho meu esqueminha de voo (as coisinhas que levo/faço a bordo para meu próprio conforto, num nível que inclui até “roupa para voar”) tão batidinho que é difícil me tirar do sério, por mais longo que seja o dito cujo. E olha que dou até um cochiladinha em quase todos os voos – curtinha, curtinha, mas já é um grande avanço, certo? :P
A coroação foi quando eu tive que acalmar a senhora ao meu lado (lá pelos seus cinquenta e poucos) que CHORAVA e pedia pra mãe dela (lá pelos seus oitenta e poucos) “fazer aquilo tudo parar” enquanto enfrentávamos uma turbulência bem feia num voo de Punta Arenas a Puerto Montt. Eu segurei as bebidas que ela derramava em si mesma e disse aquelas palavras reconfortantes que alguém já me havia dito em algum momento (“fica tranquila”, “é normal, estamos no ar”, blablabla). E deu certo. Demorou, mas ela se acalmou e se recompôs (pra alegria da mãezinha, que não podia nem como se mexer naquele assento).
Então é simples: você tem fobia de voar? Faça como eu: o melhor remédio é terapia intensiva de enfrentamento ;-)))))))
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