6 de mai. de 2007

Budapeste - cheia de charme


Quem volta de lá, sempre fala da surpresa de descobrir na distante capital da Hungria uma das cidades mais quentes da europa. Ou de descobrir que a cidade de Budapeste é composta por, na verdade, duas cidades: Buda e Pest, tão distintas e tão complementares. Eram cidades separadas até 1873 e guardam suas diferenças de estilo bem pronunciadas até hoje: Buda, que era a cidade da nobreza, fica no alto, cheia de colinas e suntuosos palácios; Pest, burguesa, é mais contemporânea e agitada.

Fria no inverno e tórrida no verão, Budapeste é cortada pelo Danúbio, que se faz nela muito mais presente e belo que em Viena. Além do visual incrível de suas sete pontes, o Danúbio é também o ponto de referência principal da maioria dos turistas que caminham pela cidade – principalmente porque as plaquinhas das ruas são difíceis de decifrar...

Seu primeiro destino na cidade pode ser o Mercado Central de Budapeste, de arquitetura belíssima e envolvente, numa profusão de cores e aromas, já que é surpreendentemente limpo e agradável. Dali, faça um passeio panorâmico, quase que de reconhecimento, com o bonde de número 2, que percorre toda a margem do Danúbio em Pest. É com ele que você chega ao deslumbrante e imponente parlamento húngaro, considerado o mais belo da europa e um dos mais belos do mundo. Construído em estilo gótico, seus inúmeros salões são ornamentados com estátuas de húngaros famosos na unificação nacional. Pertinho dali fica a Basílica de Santo Estêvão, o padroeiro da cidade, responsável pela unificação húngara no final do primeiro milênio. É a maior igreja da cidade, construída em 1851, de interior repleto de pinturas, esculturas e afrescos de artistas húngaros.

Pest, mais ocidentalizada, tem arquitetura neoclássica e concentra as ruas do comércio, como a Váci utca, calçadão predileto dos turistas, com suas muitas lojas de moda, eletrônicos e lembrancinhas. É também em Pest que fica a Ópera, com apresentações freqüentemente em cartaz, além de cassinos, grandes hotéis e deliciosos cafés. A bela Praça dos Heróis, Galeria de Artes e o Museu de Belas Artes também merecem sua atenção.

De bonde ou a pé – a cidade é mesmo gostosa de caminhar, mesmo no inverno – você chega também à emblemática Ponte das Correntes, o cartão postal mais famoso de Budapeste; até porque é essa a ponte que melhor faz a conexão entre Buda e Pest. Obra do arquiteto escocês Adam Clark, a ponte ostenta leões em suas extremidades e oferece uma das mais belas vistas da cidade. Para chegar em Buda, tome o charmoso funicular que leva você para o alto em menos de cinco minutos, oferecendo uma visão do Danúbio com o parlamento ao fundo daquelas de tirar mesmo o fôlego.

Em Buda, bom mesmo é andar despreocupado e se perder por entre suas ruelas labirínticas. Vai visitar o Palácio Real, a Fortaleza Real e a Igreja de São Matias, do século 13, que são as principais atrações da cidade antiga. As ruas Úri e Fortuna, com suas casinhas coloridas, são um convite para esticar a caminhada. Até porque todas as vielas de Buda são fechadas aos carros – entram, quando muito, alguns ônibus apinhados de turistas que perderam uma das milhores vistas da cidade ao subir a ladeira de ônibus.

Dentre as atrações de Buda, você vai se deparar com inúmeras lojinhas e barraquinhas de lembranças. A mais interessante, acredite, são os saquinhos de tecido recheados com páprica de boa qualidade, menos picante mas muito mais marcante que a que temos por aqui.

A noite em Pest é muito mais divertida e agitada que em Buda. Mas Buda deve, sim, ser contemplada à noite, de longe, da Ponte das Correntes ou de um bom café, sem pressa, saboreando uma taça de seu vinho típico, o tokaji (pronuncia-se tókai) ou uma generosa fatia da dobostorte, de tirar qualquer um do regime.

Mas não há como falar de Budapeste e não falar de água. Inverno ou verão, dia ou noite, em Budapeste é sempre época de tomar muitos e muitos banhos, dada a tradição termal da cidade – que, aliás, almeja o título oficial de capital termal da Europa. A maior é a Széchenyi, no Parque da Cidade, mas a mais tradicional e suntuosa é a piscina do Hotel Géllert, cheia de colunas. Vale ficar atento para os dias da semana e horários, porque há banhos excluvisos para homens em alguns deles.

5 de mai. de 2007

Frankfurt - porque vale um stop


A cidade de Frankfurt não costuma figurar no roteiro de muitos turistas, ainda que vários façam seus vôos de conexão via a capital financeira do país. Mas a cidade não é apenas um dos mais importantes centros culturais e econômicos da Europa – onde acontece a maior Feira Internacional do Livro do mundo. Reserva diversas deliciosas atrações, como a região dos museus, com destaque para o Städelsches Kunstinstitut e seu grande acervo de Botticellis, Rembrandts e outros.
Outra boa pedida é a Goethe Haus, que conserva quase intacta a casa onde uma das personalidades alemãs mais famosas internacionalmente viveu a maior parte de sua vida.
Nos quatro andares da construção incrivelmente bem conservada, foram mantidos os móveis, quadros e alguns dos objetos usados pelo grande poeta alemão. Um dos locais mais interessantes é o antigo escritório do poeta, com a escrivaninha que guarda centenas de marcas de tinta de décadas dedicadas à poesia.
O local que reúne as construções mais interessantes é, sem dúvida, o Römerberg, praça que abriga diversas casas dos séculos XV a XVIII, inclusive a antiga prefeitura de Frankfurt, reerguida após a segunda guerra. Lojinhas de souvenirs – a mais famosa é a loja dos mil gatos -, catedral, bares e simples mas bons restaurantes (as salsichas Frankfurter estão por toda parte) completam a agradável paisagem, que conta também com uma fonte que – juram os alemães – já chegou a jorrar vinho.
Pertinho do Römerberg, que é, sem dúvida, o local mais agradável e cativante da cidade, você pode cruzar a ponte sobre o rio Main e visitar a St. Leonhardkirche, com suas imponentes torres de estilo gótico-romântico, que abrigam a réplica da Última Ceia de Da Vinci.
A catedral imperial, chamada de Kaiser Dom, também tem arquitetura impressionante e o magnífico altar Maria-Schlaf-Altar, do século XV.
Cruzar a ponte sobre o rio Main é mesmo programa imperdível: de lá, a paisagem é impressionante, mesmo no gélido inverno. As casas históricas do Römerberg e os arranha-céus são avistados lado a lado, com as águas dos rios e os inúmeros alemães que fazem caminhada e cooper no seu entorno servindo de moldura.
Embora tenha uma rede de hotelaria razoavelmente mais cara que Berlim e outras cidades alemãs, é possível encontrar em Berlim boas opções de hospedagem a preços acessíveis. A rede de transportes também é bastante abrangente e o passe ilimitado diário custa 6,50 euros.
Para bater pernas, o endereço é a Zeil e seus arredores, uma rua que chega movimenta verdadeiros horrores em dinheiro. É fácil achar, porque ela começa logo na saída da estação de S-Bahn e U-Bahn, Hauptw, sempre movimentadíssima. O comércio fica aberto até mais tarde (pelo menos até as oito da noite, mesmo no inverno) e a região fica apinhada de gente até altas horas, porque lá também há vários restaurantes, bares, lanchonetes e alguns cybercafes.

Amsterdã - muito além do Red Light District


Amsterdã é uma cidade com todas as grandes vantagens de uma capital européia: cultura, história, boa comida, transporte eficiente. Como se isso não bastasse, reveste-se de uma aura incomum em suas ruas estreitas e quietas e seus largos canais, repletos de restaurantes, cafés e lojas de decoração em suas margens, onde beleza e tranquilidade convivem lado a lado com espaços decadentes.
Você já cansou de ouvir e ler as muitas histórias sobre os coffee shops da cidade e a liberação da maconha, o Red Light District, a Casa de Anne Frank e o Rijksmuseum. Bom, esse último é realmente imperdível, assim como o museu Van Gogh. Reserve ao menos uma tarde para ver suas paredes forradas com as melhores obras dos grandes mestres mundiais das artes. Sem contar que os edifícios dos museus, por si só, já são grandes obras de arte.
A temperatura em Amsterdã é gelada no inverno, fria na primavera e no outono e fresca no verão. Mesmo em pleno mês de julho, é comum ver turistas e moradores com jaquetinhas e suéteres bebericando pelos inúmeros cafés da cidade – mesmo em dias quentes, a brisa fresca dos canais nunca dá tréguas à noite. A grande vantagem é que no alto verão o céu só escurece depois das 22h – e é aí que a noite ferve na cidade. Mas a cidade anima-se, seja qual for a estação, em torno da Damrak, a principal avenida da capital holandesa.
Comunicar-se é fácil; há turistas do mundo todo, por toda parte. É extremamente fácil fazer amizade ou puxar papo numa mesa de um bar ou café ou mesmo na meio da praça Dam. Todo mundo fala inglês em Amsterdã, seja turista ou nativo, jovem ou idoso. Além do holandês, a grande maioria dos moradores falam também francês e alemão, línguas que também aprendem na escola. Sem mencionar a verdadeira torre de babel dos turistas que assolam a cidade em qualquer época do ano.
É verdade que a cidade ficou mais cara em tempos de euro, mas não perdeu, de maneira nenhuma, seu charme inigualável. Curiosamente, a maioria dos bons restaurantes de Amsterdã está em pleno centro da cidade, muitos deles nos arredores da movimentadíssima Leidseplein.
Vários estabelecimentos exigem que se faça reserva com antecedência para o jantar e, infelizmente, nem todos aceitam cartões de crédito, embora não tenham problemas em aceitar travellers checks. Se você faz questão da divisão fumantes/não-fumantes, esqueça: esse hábito ainda não chegou na capital holandesa, onde ambos públicos convivem civilizadamente em mesas lado a lado. Fique atenta para o horário: os holandeses comem muito mais cedo que outros povos europeus, em torno das oito da noite. Cuidado para não chegar no restaurante em cima da hora: a maioria fecha às 23h.
Diz o provérbio que “chove menos em Roma, mas Amsterdã tem muito mais cafés”; essa é a mais pura verdade. Os cafés e bars são, sem dúvida, uma das melhores partes de Amsterdã e há pouquíssima diferença entre eles. Espalhados pela cidade toda, oferecem geralmente mesinhas externas extremamente agradáveis em dias de tempo bom e temperaturas mais amenas – uma grande vantagem da cidade sobre outras capitais européias é que você paga sempre o mesmo preço pelos produtos, independente do local que escolher para sentar.
Servem vários tipos de bebidas, alcoólicas ou não, e petiscos, como os famosos croquetes holandesas. Alguns servem também pratos, embora suas cozinhas fechem no máximo às nove da noite. Esperimente sentar numa de suas mesinhas num fim de tarde e pedir um café Verkeerd, que tem muito mais leite que as versões tradicionais de café com leite, ou uma Witbier, uma cerveja bem clara servida com um rodela de limão.
Amsterdã é também famosa pelas suas inúmeras lojas de arte, móveis e design. A maioria das lojas fica na Leidsestraat, sobretudo entre a Leidseplein e a Spui, embora os arredores dos canais estejam repletos de boas supresas, sobretudo no bairro de Jordaan.

Berlim - o novo e o velho se encontram


Mais cosmopolita e notívaga que nunca, Berlim traz surpresas moderninhas: o novo e o velho, o moderno e o clássico, estão sempre lado a lado, numa interessantíssima composição intrigante e bela.
A Alexanderplatz é o ponto de partida para começar a explorar a cidade, e, normalmente, o ponto final também. Ali, chegam e saem os ônibus especiais que fazem o transporte entre o principal aeroporto da cidade (Tegel) e o centro por meros 2,10 euros. Para circular pela cidade, pode-se andar a pé (a cidade é plana e agradável) ou usar seu eficiente sistema de transporte, via U-Bahn (metrô) e S-Bahn (trem de superfície). Lá está instalada a mais alta torre da capital, visível de quase toda a cidade. Construída inicialmente para abrigar a torre de TV da capital alemã, a Berliner Fernsehturm fica aberta diariamente até meia-noite para visitação. O ticket, de 7,50 euros, dá direito a subir até um dos últimos andares, onde está instalada um restaurante giratório, que possibilita a visão em 360º. das principais atrações de Berlim.
Quem não quiser subir tão alto nem pagar tão caro pela visão panorâmica, pode obtar pela visita ao belíssimo Reichstag, o prédio do parlamento alemão, cuja cúpula foi reconstruída após destruição por bombardeios na segunda guerra. Com um domo modernista inserido numa construção clássica e aberto desde a manhã até a noite, é um passeio gratuito altamente recomendável.
Região facilmente identificável do alto do Reichstag é Potsdamer Platz, com inúmeras salas de cinema, museus, ótimos restaurantes e muitas outras atrações num complexo especialmente atraente durante a noite, com sua rico jogo de luzes em sua arrojada arquitetura.
Justo ao lado do prédio do Parlamento, fica o célebre Portão de Brandenburgo, sempre repleto de turistas e flashes em disparo. Enigmática, a construção que também dividia os lados ocidental e oriental é, certamente, um dos mais belos cartões postais da cidade, com boas lojas de souvenirs nas redondezas.
Falando em divisão, a memória do muro – embora não seja esse o assunto predileto dos alemães - está em várias partes da cidade e é perseguida afoitamente pelos turistas. “Pedaços” do muro são vendidos em todo canto aos turistas como souvenir, em caixinhas plásticas transparentes ou saquinhos. O Checkpoint Charlie constitui o resquício mais interessante da fatídica construção: a guarita que dividia a cidade continua intacta. A pouco mais de 100 metros dali, encontra-se uma parte bem conservada do muro ainda em pé, no museu chamado Topografia do Terror. Gratuito e a céu aberto, o museu apresenta, ao lado do muro, fotos que abordam desde a ascensão de Hitler até os momentos mais cruéis da perseguição aos judeus e da divisão da cidade.
Aonde não existe mais o muro fisicamente, existem paralelepípedos ou marcas tracejadas de tinta no chão para lembrar os anos que dividiram a nação alemã – e chamar a atenção dos turistas também, é claro.
Berlim tem tantos e tão interessantes museus que tem até a “ilha dos museus”, onde estão alguns dos maiores e melhores, como a Galeria Nacional, repleta de obras de mestres mundiais da pintura, e o museu Pergamon, com o magnífico altar Pergamon e um dos portões da Babilônia em seu interior. A região é rica em surpresas históricas (como a adorável Igreja de São Nicolai, com um interessante museu gratuito em seu interior) e surpresas gastronômicas, como restaurantes discretos com pratos do dia saborosíssimos a meros cinco euros ou autênticas tortas de maçã alemãs acompanhadas de chá ou café por menos de três euros.
Fora da “ilha”, não perca a Galeria Altes, com a valiosíssima cabeça de Nefertiti, e, logo ao lado, o Berliner Dom, a majestosa catedral berlinense cujo domo oferece uma visão panorâmica da cidade e pode ser alcançado após uma subida de mais de 300 degraus.
A Kaiser Wilhelm é uma igreja que foi destruída durante a segunda guerra mundial e foi mantida quase intacta desde então, para lembrar a população dos horrores da guerra. Dentro do prédio destruído pelos bombardeios há um interessante museu gratuito e, logo ao lado, a nova igreja e o novo campanário, de fachada e interior simples e desnudos, bem modernistas, mas com vitrais impressionantes.
Um interessante passeio pelos arredores de Berlim é o Park Sanssouci, em Postdam, onde fica o famoso Palácio de mesmo nome, chamado de “a Versalhes alemã”. A localidade é acessível via S-Bahn, até a estação Postdam, e depois via ônibus, tomado logo em frente da estação final. Uma boa sugestão é o 895 que, tanto na ida quanto na volta, vai parando próximo das principais construções do parque.

Dias e noites calientes


Se você se encantou com a cor do mar e da areia das cenas do filme Muito Gelo e dois dedos d´água, seu destino é Maceió, que oferece atrações para todos os gostos: belas praias, gastronomia empolgante, preços baixos e vida noturna cada vez mais animada.
A cidade tem apenas 200 anos, e nasceu de um grande engenho de açúcar. Não tem grandes patrimônios culturais e históricos como Salvador e Recife, mas deixa ótimas impressões, a começar pelo aeroporto que, totalmente reformado, moderno e organizado. Depois, quando você vir o mar alagoano, numa cor intensa de hipnotizar, freqüentemente comparada às de Fernando de Noronha. A orla de Maceió (também revitalizada, com ciclovias e grande área para caminhadas e corridas) está entre as mais bonitas do país.
Temporadas de chuvas são raras e o sol fortíssimo é abrandado pelos constantes ventos que assolam as praias da cidade – as principais são Ponta Verde, Pajuçara, Jatiúca, Cruz das Almas e Lagoa da Anta. As duas primeiras concentram quase todos os hotéis, quiosques na orla, serviço de praia e bons restaurantes.
Em Pajuçara, boa opção é o passeio de jangada numa travessia desde a areia até as piscinas naturais. Lá, do meio do mar, com a água pela cintura e peixes por toda parte, você contempla o horizonte incrível da cidade enquanto toma uma caipirinha ou uma água-de-côco.
Ponta Verde tem também um pôr-de- sol dos mais bonitos, principalmente se avistado do mirante que fica bem na ponta de areia que dá nome à praia e uma praia movimentadíssima.
Mas Maceió também é famosa por suas muitas lagoas, que podem ser conhecidas no passeio chamado "9 ilhas", que pode ser comprado diretamente no local ou nas recepções dos hotéis. O passeio todo dura 3 horas, mas você pode resolver esticar até o final da tarde e ver o sol se pondo por dentro das lagoas, no bairro gastronômico de Massagueira, conhecido pelos restaurantes simples de porções gigantes de frutos do mar e pelas cocadas deliciosas vendidas na beira da estrada.
Hoje, a praia mais famosa de Maceió é a praia do Gunga que, com toda a divulgação que recebeu nos últimos dois anos, deixou de ser aquele mar de tranquilidade que era no princípio; mas chegar lá é uma experiência única, seja de carro (atravessando uma propriedade particular, da qual a praia faz parte) ou de catamarã, vindo da Barra de S. Miguel.
Queridinha dos estrangeiros, mas já no município de Marechal Deodoro, é a Praia do Francês, com muitas barracas ao pé da areia que funcionam até o por-do-sol. As águas são calmas e mornas e a faixa de areia é grande, valendo um bom dia de sol e preguiça.

Viena: cheia de encantos


Fruto de uma grande mistura de povos romanos e celtas e invasões napoleônicas e otomanas, Viena recebe um número cada vez maior de estrangeiros, não só como turistas, mas também como residentes. Os brasileiros passeando por lá ainda não constituem número tão expressivo quanto os franceses, alemães e italianos, mas a cidade está cheia de atrações e sensações a serem experimentadas.A cidade gira em torno do Ringstrasse, anel viário que circunda a área central, onde estão concentradas a maioria das atrações da cidade. Percorrê-lo inteirinho em seus charmosos bondes é tarefa essencial para começar a desbravar a cidade.
A grande influência barroca está presente em mais de 300 construções de Viena e o exemplo mais vibrante é a imponente e belíssima catedral de Santo Estevão, construída do século 13 ao 15, de cujo domo (que tornou-se um dos símbolos da cidade e se alcança depois de subir mais de 300 degraus) se tem uma das melhores vistas da cidade.

Compras A rua mais tradicional do comércio de Viena é a Kärtnerstrasse, com suas lojas e cafés elegantes. Lá você, certamente, vai fazer uma pausa para experimentar a tradicionalíssima Sacher-torte. A Mariahilfer Strasse abriga uma variedade incrível de lojas, sobretudo de eletrônicos e vestuário. E a rua mais elegante é, sem dúvida, a Kohlmarkt, com suas vitrines cintilantes de grifes como Dior, Cartier, Gucci e Chanel.Aos sábados, o grande programa de compras é o Naschtmarkt: um grande mercado que vende não apenas flores, frutas, embutidos, queijos e peixes, como diversas quinquilharias que fazem dele também um mercado de pulgas adorado pelos europeus.

HospedagemViena, como toda grande capital européia, tem ótimos hotéis, dos mais variados estilos e preços. A grande vantagem é que muitos deles estão localizados em construções históricas e prédios antigos muito charmosos. A dica é tomar cuidado com a elevação considerável dos preços para reservas em cima da hora nos meses do verão ou épocas de congressos e feiras. Entre as melhores opções estão (discando 43 + 1 antes dos telefones):
Hotel Imperial (Kärtner Ring, 16, reservas 501-1000): mais pomposo, impossível. Curiosamente, Dom Pedro II dormiu em um de seus deslumbrantes aposentos. Super bem localizado, com preços a partir de 340 euros por noite.
Hotel Sacher (Philharmonikerstrasse, 4, reservas 51 4560): seus aposentos luxuosos são o endereço predileto dos turistas mais abonados. Preços a partir de 300 euros.
Hotel Am Augarten (Heinestrasse 15, tel.:214 35 07): o hotel fica próximo à célebre roda gigante do Prater de Viena, com instalações confortáveis, ótimo café da manhã e bebidas quentes gratuitas para os hóspedes durante todo o dia. A partir de 60 euros por apartamento duplo e vantagens para reservas feitas pela Internet.

RestaurantesA cozinha austríaca é pesada e calórica, e a maioria de seus pratos tem como base a carne de porco. Mas os vienenses também são loucos por uma boa massa e a cozinha asiática também está presente em todo canto.
Sky Bar (Kartnerstrasse 19): pratos da cozinha mediterrânea e asiática no almoço e no jantar. Também serve os pratos mais tradicionais da Áustria como o Wiener Schnitzel e o Tafelspitz, ambos à base de carne de porco.
Mas! (Laudongasse 36): a culinária mexicana deixa esse ambiente sempre lotado, principalmente de gente jovem, que disputa suas muitas variações de mojitos e margueritas e diversos recheios para tortillas.
Palmenhaus (Tel: 533-1033, Burgarten 1010): excelente restaurante construído na antiga estufa de plantas do Palácio Imperial (Hofburg). Oferece um cardápio moderno e criativo por preços nada exorbitantes.

Os cafés Vienenses
Os cafés em Viena são uma atração à parte: a variedade oferecida, os doces perfeitos e os ambientes cativantes fazem de seus cafés parte obrigatória de um passeio pela cidade. Os endereços mais tradicionais da cidade são:
Demel (Kohlmarkt, 14): fornecedora oficial da família imperial e disputando a autoria da Sachertorte, oferece também a concorridíssima Annatorte, perfeita para chocólatras.
Sacher (Philharmonikerstrasse, 4): cada fatia de sua Sachertorte mit schlag (que vem com selo de oficialidade!) custa 4,90 euros.
Landtmann (Dr. Kark Lueggerring, 4): impossível não vê-lo bem em frente ao deslumbrante prédio da Rathaus. Seu ambiente agrada políticos e artistas desde 1873.
Informações práticas:
- Não há vôos diretos do Brasil para Viena, mas todas as grandes companhias européias viajam para lá. - Uma opção bastante procurada pelos turistas é o Vienna Card, que dá direito a uso ilimitado de transportes e descontos em diversos museus, atrações, lojas e restaurantes. O cartão está à venda no aeroporto e no escritório de turismo da Albertinaplatz, 1, atrás da Ópera. Custa 16,90 para uso em 72 horas consecutivas.

4 de mai. de 2007

Ano sabático - o mundo pode ser seu?



Nos Estados Unidos e em vários países europeus essa é uma prática bastante comum, mas aqui ainda gera muitas controvérsias. Por mais que se ame viajar e as viagens estejam cada vez mais acessíveis a um número cada vez maior de gente, fica sempre aquela dúvida: será que vale a pena eu largar tudo pra ir? Será que quando eu voltar arrumo outro emprego pra poder continuar viajando? A filosofia de viver viajando ainda é muito nova e restrita no Brasil. Aliás, se pensarmos bem, até a história dos intercâmbios é muito nova por aqui. Em outros países, já é tradição, ao terminar o high school ou seu equivalente, o jovam ir estudar num outro país ou sair pra mochilar pelo mundo. Pouco dinheiro no bolso, pouca roupa na bagagem e uma vontade enorme de "desbravar o mundo". A filosofia do mochilão também não faz tanto tempo que chegou no Brasil, e normalmente acontece bem mais tarde - quando o brasileiro termina o ensino médio, já tá desesperado por uma vaga nos vestibulares mega concorridos e nem tem cabeça pra pensar nisso. Ou os pais não deixam. Ou até pensa, mas nem fala, pra não ser taxado de vagabundo...

O fato é que a história do ano sabático ainda é um tabu em terras tupiniquins e grande parte das empresas não vê mesmo com bons olhos essa idéia. Não que quem parta para um ano fora não encontre emprego, mas é que difilmente arruma uma licença e consegue voltar pro mesmo cargo que ocupava antes. Difícil, muito difícil, embora seja uma idéia que esteja acometendo cada vez mais pessoas no país, especialmente na casa dos 30. Com a história dos casamentos e dos filhos ficarem cada vez para mais tarde e a realização profissional acontecer mais cedo, tirar um ano sabático passa mesmo pela cabeça de muita gente hoje. Passar um ano só viajando em inúmeros países. Ou passar um ano vivendo num único país. Ou passar um ano só estudando, seja um MBA, um curso de línguas ou um curso para puro prazer pessoal, como vinhos, gastronomia ou moda. Todo mundo sabe que viajar é uma delícia e que a experiência de morar fora é das mais interessantes pra chacoalhar nossos pensamentos. Mas daí vêm as pulguinhas... será que vale gastar tudo que eu economizei e arriscar meu pescoço? E se o dinheiro acabar antes e eu tiver que voltar em alguns meses, sem ter feito tudo o que planejei? E se eu tiver que me arriscar num sub-emprego lá fora pra me manter quando aqui eu tenho um emprego bacana, que me paga bem? E se quando eu voltar eu demorar muito pra arrumar um emprego ou nunca mais conseguir alguma coisa parecida com o que já tenho? E se... e se... e se... É, realmente, acostumados a tantas instabilidades políticas e financeiras, os brasileiros impõem tantos "ses" a esse desejo que acabam deixando a idéia pra trás, enquanto para algumas pessoas de outras culturas o ano sabático é um período natural da vida - e existem até empresas que incentivam esse tipo de comportamento.

Essas são questões e decisões extremamente pessoais. Muita gente tem vontade mas diz que não tem um emprego tão ruim assim pra jogar tudo pro alto - nem um tão bom pra nem cogitar essa idéia. A resposta depende de muitos fatores, e não necessariamente nesta ordem: vontade pessoal, reservas financeiras, apoio dos amigos/parentes/cônjuges, prioridades pessoais, plano pessoal, plano de carreira...

Como diz aquela música da Marina Lima: "agora descubra de verdade/ o que você ama/ e tudo pode ser seu/ (...)o mundo pode ser seu". rsrsrs

3 de mai. de 2007

Salamanca, la bella


Falei de Salamanca no "Cursos no exterior" e não resisti... tenho que falar mais um pouquinho... A cidade é linda (como vcs podem ver na foto gentilmente cedida pela Bárbara, que mora, trabalha e estuda por lá), daquele tipo "você-tem-que-ir". Patrimônio histórico e cultural da humanidade tombado pela Unesco, a cidade dá ao visitante a sensação de ter voltado no tempo quando chega por lá. E a cidade fica a apenas 2h30 de Madri.

Em estilo medieval, são muitos dos prédios, praças, igrejas e parques que valem a pena ser visitados. Na foto acima, aparecem as famosas catedrais de Salamanca - sim, são duas, e foram construídas uma grudada na outra, em estilos muito diferentes.

Como se não bastassem os muitos pontos turísticos e cartões postais da cidade (como esse, a catedral vista da Puente Romano), Salamanca é sede da segunda universidade mais antiga da europa, a Universidad de Salamanca, super bem conceituada e com muitos cursos disponíveis para estudantes estrangeiros. A cidade é sede também da Universidad Pontifícia de Salamanca e de muitas escolas de espanhol, dada a pronúncia pura da língua que têm nesta região. A Casa de las Conchas é o "centro cultural" da cidade e oferece cursos, biblioteca e inúmeras apresentações teatrais e musicais, quase sempre de graça.

E, como não poderia deixar de citar... a cidade é baladeiríssima!!! E baratíssima!!! Como é cheia de jovens estudantes, os custos em geral são baixos, tudo é perto e o que não faltam são bares e casas noturnas (nas quais, aliás, você nunca paga pra entrar). Em alguns dias da semana, algumas dessas casas promovem o "barra libre": por apenas 4 euros, você bebe sangria, calimocho e cerveja a noite toda, à vontade. Precisa mais???

2 de mai. de 2007

Imagens inesquecíveis


Toda viagem, tendo percalços ou não, sempre traz ótimas recordações. E grande parte destas recordações se relacionam diretamente com as imagens e cenários que nos marcaram durante a viagem. "Aquela" foto! Como é legal quando a gente consegue reproduzir numa foto quase tudo o que a gente conseguiu ver no local que nos encantou! Conseguir tirar uma foto-paisagem, ou foto-personagem, sem transeuntes indesejados atrapalhando, é quase um desafio! Ainda mais em alta temporada e naqueles lugares que toooodo mundo quer ficar "mirando"... Uma das paisagens que mais me marcou em minha "carreira turística" foi a cidade de Oia (diz-se Ía), em Santorini, na Grécia. Tudo lá é um grande cartão postal, com cores tão intensas que nem parecem reais. E tem o pôr-do-sol mais bonito que eu já vi - tanto que voltamos lá todas as tardes para ver de novo; no final do "espetáculo", o povo aplaude! E lá, por incrível que pareça, em pleno verãozão europeu, lotaaaaaado de turistas, consegui tirar fotos como essa aí ao lado, com quase toda a cor que vi pessoalmente, e sem nenhum papagaio de pirata atrapalhando!!!

1 de mai. de 2007

Curso no exterior - vale a pena?




Siiiiiiiiiiiiiiim!!! Essa é a minha resposta, sem sombra de dúvida! Intercâmbio, cursos de línguas, pós, MBA, acho que tudo vale a pena. Bom, eu particularmente acho que quase toda experiência no exterior é válida, porque mexe com valores, ideais, sentimentos, pessoas... Sim, concordo que os melhores cursos no exterior são muito caros. Fazer um bom MBA na europa pode custar mais que um belo apartamento em bairro nobre no Brasil - e sem liquidez... Mas os curso de línguas ou cursos curtos, tipo os cursos de verão, são ótimas opções para mexer com a carreira e com o lado pessoal ao mesmo tempo, por preços bastante razoáveis. Dá pra fazer curso de 15 dias ou de 1 mês, dentro de seu próprio período de férias.

Minha única experiência de estudo no exterior foi na cidade de Salamanca, na Espanha, e eu sou só recomendações! Já "encaminhei" cinco pessoas pra lá depois da minha ida. Amei a experiência, que me é válida até hoje, pelos amigos que fiz, pela viagem maravilhosa e pelo meu espanhol, que ficou bem razoável. Quem quiser ûma boa referência, pode entrar em www.learningspanish-spain.com, da escola Isla. A cidade de Salamanca é referência internacional em ensino, especialmente da língua espanhola - além de ser lindíssima e baladeiríssima, o que, é claro, já rende assunto para uma outra postagem. Quem preferir, em Salamanca fica também a Universidad de Salamanca, a segunda mais antiga e tradicional da europa, que também tem ótimos cursos de espanhol e cursos de verão acessíveis para quase todas as áreas (comunicação, engenharias, letras, marketing...). Outra vantagem é que o custo de vida na cidade é bastante baixo, o que facilita muito as coisas. Um pouco mais caros, mas muito interessantes, são os cursos de línguas associados a outras áreas, como francês + culinária em Paris, francês + cinema em Nice, italiano + vinhos em Milão, italiano + artes em Florença. Até a Argentina entrou na onda e está arrastando um monte de brasileiros para estudar espanhol (castelhano, na verdade...) lá. E vamos ser francos: os preços são ótimos, já que o custo de vida é mais baixo que o nosso, a nossa moeda vale mais (pelo menos por enquanto), há vida cultural e noturna intensa na capital e até a passagem aérea é barata.

Parceria TAM e TAP

Bom, já que um monte de gente falou que não tinha visto, aqui vai o lembrete: a TAM e a TAP fecharam parceria na semana passada para vôos na Europa e na América do Sul. O acordo passa a valer a partir de julho e permitirá, inclusive, que a TAM se utilize de vôos operados pela TAP em code sharing com outras companhias da Star Alliance, o que pode significar que a entrada da TAM na aliança está cada vez mais próxima. Bom pra todos nós.

Viajar no feriadão

Eis a dúvida cruel: compensa viajar no feriadão? Preços inflacionados, congestionamentos, filas nos aeroportos...Acho que depende. No exterior, só se pesquisar bem: o mesmo pacote para BsAs, que em julho, com 3 noites, custa 414 dólares, no feriado custa 680 dólares. Fala sério! E olha que julho é alta temporada! No Brasil, acho que só se for de avião. Demorar seis, sete horas dentro de um carro pra chegar na praia e isso de novo pra voltar é praticamente perder um dia do feriado. Depois, aquela praia lotada... ou aquele hotel-fazenda apinhado de velhinhos e crianças barulhentas... sei não. De avião, só com as mega promoções da Gol e da TAM, pra ser "pagável", senão sem condições. Os pacotinhos das operadoras são vergonhosos! Quase dois mil reais pra passar quatro dias num hotelzinho simples no Nordeste???? Sai mais barato ir pra Buenos Aires!