“As escolhas e expectativas da viagem variam em função do perfil do turista”
Graziela Stroili, 30, viajante que nem só ela, hoje é mãe e há um ano abriu sua própria agência de viagem no Cambuí, após anos de experiência em outras agências e muitos anos rodando o mundo. Acompanhe a entrevista abaixo, em que ela fala um pouquinho sobre o perfil do turista nacional e os rumos do setor.
Pelo Mundo – O que vc acha que os jogos pan-americanos podem representar em termos de impulso para o turismo internacional no Brasil?
Graziela Stroili - O turismo internacional no Brasil vem aumentando e muito tem sido feito para que isso aconteça. O setor está cada vez melhor estruturado, contando com profissionais capacitados, e isso além de atrair mais turistas, atrai também mais investimentos de empresas internacionais do setor que por sua vez dão mais credibilidade, atraindo mais turistas. A realização do Pan aqui no Brasil representa um reconhecimento de que as coisas estão caminhando para melhor no setor turístico como também uma grande oportunidade de mostrarmos ainda mais do trabalho que vêm sendo desenvolvido neste setor no país. Durante o Pan, o país estará em evidência e devemos aproveitar a oportunidade para mostrarmos o que temos de melhor e fazer com que o turismo internacional cresça cada vez mais.
Pelo Mundo - O que movimenta mais o turismo brasileiro: o turismo interno de brasileiros ou o turismo de estrangeiros que nos visitam?
Graziela - O turismo interno de brasileiros, sem dúvida.
Pelo Mundo - O brasileiro que viaja no Brasil, procura o quê? E quem viaja para o exterior, está em busca de que tipo de passeio? Quais os roteiros mais vendidos?
Graziela - As escolhas e expectativas em relação à viagem são variadas dependendo do perfil do viajante, data e motivo da viagem, mas existem alguns pontos em comum como adquirir cultura, viver novas experiências, sair da rotina e descansar. Dentro do Brasil, a região nordeste ainda é a que mais atrai turistas e no exterior, a Argentina é o país que vem atraindo maior interesse tanto pela proximidade, como pelos bons preços e facilidades burocráticas (brasileiros não necessitam de visto consular e podem viajar somente com o RG não só para a Argentina mas como para todos os países do Mercosul).
Pelo Mundo- Você acha que os recentes acontecimentos envolvendo turismo e vôos internacionais podem abalar o turismo internacional para brasileiros?
Graziela - O turismo é um setor muito sensível e se ressente com qualquer acontecimento relacionado à economia, problemas de relacionamento entre diferentes países, problemas políticos e estruturais do próprio setor. Com certeza está passando por mais um de muitos outros momentos difíceis e que acreditamos ser mais um que também será resolvido e superado. Colocando na balança, várias das crises ocorridas no setor vieram acrescentar melhoras e novas soluções para o meio, assim que, passada a tempestade, ainda assim serão colhidos bons frutos.
12 de mai. de 2007
11 de mai. de 2007
Bolsas para cursos no exterior
Para quem queria saber sobre bolsas para cursos de extensão ou pós-graduação no exterior, as fundações que mais financiam bolsas de estudo para brasileiros são a Fundação Carolina, na Espanha (www.fundacioncarolina.es) , a Fullbright (www.fullbright.org) , o British Council (www.britishcouncil.org/br) e o Instituto Chevening (www.chevening.org) . Também é legal dar sempre uma fuçada no Erasmus Mundos, que vira e mexe concede bolsas para cursos mais curtos ou congressos.
Para esse tipo de informação, atendendo todos os países e aéras do conhecimento, o melhor site é o www.universia.com.br.
É legal ficar atento porque as diferenças entre as bolsas são muitas: algumas só cobrem parte do valor do curso e há as melhores, que cobrem, curso, hospedagem e até parte da passagem aérea. As exigências também variam bastante, mas a maioria pede exames de proficiência na língua do país desejado, como Toefl e Ielts, para países de língua inglesa.
As bolsas costumam ter processos seletivos ao longo do ano, mas a maioria encerra seus prazos no mês de maio, já que o ano letivo costuma começar em setembro em quase todos os países.
Para quem deseja muito estudar fora, o negócio é fuçar sempre nesses sites e se candidatar para todas as vagas disponíveis na sua área. A maior parte das pessoas que é contemplada com uma bolsa de estudos no exterior passou muito tempo lutando por ela.
translated by Google
For those who wanted to know on stock markets for courses of extension or after-graduation in the exterior, the foundations that more they finance scholarships for Brazilians are the Carolina Foundation, in Spain (www.fundacioncarolina.es), the Fullbright (www.fullbright.org), the British Council (www.britishcouncil.org/br) and the Chevening Institute (www.chevening.org). Also it is legal to always give fuçada in the Erasmus Mundos, whom it turns and it moves grants to stock markets for shorter courses or congresses. For this type of information, taking care of all the countries and aéras of the knowledge, optimum site are www.universia.com.br. It is legal to be intent because the differences between the stock markets are many: some only cover part of the value of the course and have the best ones, that they cover, course, lodging and until part of the aerial ticket. The requirements also vary sufficiently, but the majority asks for examinations of proficiency in the language of the desired country, as Toefl and Ielts, for countries of English language. The stock markets costumam to have selective processes throughout the year, but the majority locks up its stated periods in the May month, since the school year costuma to start in September in almost all the countries. For who it very desires to study outside, the business is to fuçar always in these sites and if to candidatar for all the available vacant in its area. Most of the people who are contemplated a scholarship in the exterior passed much time fighting for it.
Para esse tipo de informação, atendendo todos os países e aéras do conhecimento, o melhor site é o www.universia.com.br.
É legal ficar atento porque as diferenças entre as bolsas são muitas: algumas só cobrem parte do valor do curso e há as melhores, que cobrem, curso, hospedagem e até parte da passagem aérea. As exigências também variam bastante, mas a maioria pede exames de proficiência na língua do país desejado, como Toefl e Ielts, para países de língua inglesa.
As bolsas costumam ter processos seletivos ao longo do ano, mas a maioria encerra seus prazos no mês de maio, já que o ano letivo costuma começar em setembro em quase todos os países.
Para quem deseja muito estudar fora, o negócio é fuçar sempre nesses sites e se candidatar para todas as vagas disponíveis na sua área. A maior parte das pessoas que é contemplada com uma bolsa de estudos no exterior passou muito tempo lutando por ela.
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10 de mai. de 2007
Cruzeiros-pechincha
Para o pessoal que andou perguntando sobre os cruzeirinhos pelo mundo, aqui vai o link da Easy Cruise: http://www.easycruise.com/. A empresa é do grupo low fare da Easyjet, easyeverything etc e tem cruzeiros baratíssimos no Caribe, nas ilhas gregas e o mais fofo, entre Bruxelas e Amsterdã, via canais. Saiu uma matéria na VT falando sobre o cruzeiro que o Ricardo Freire fez no Caribe, daí dá pra todo mundo ter uma idéia geral. O navio é simples, mas novinho e moderninho, sem frescuras e sem refeições. Mas o preço é mínimo, podendo chegar a 50 dólares por pessoa para um cruzeiro de até 7 noites. Outra vantagem é que o navio só deixa os locais de parada na madrugada, permitindo que todo mundo aproveite de verdade a cidade ou ilha em questão, de dia E de noite. No site, dá pra fazer reserva para cruzeiros até outubro e quase todo dia tem ofertas de última hora, no estilo Ryanair, com preços que chegam até a uma mera libra.
Quem quer viajar pelo Brasil mesmo, a opção mais barata de cruzeiro continua sendo o Island Escape e seu irmão Island Star, cujas cabines começarão a ser vendidas em junho.
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For those who asked for suggestions of cruises around the world, enter in EasyCruise: http://www.easycruise.com/. The company is of the group low fare of the Easyjet, easyeverything etc and has cruises baratíssimos in the Caribbean, in the islands Greeks and more fofo, between Brussels and Amsterdã, saw canals. It left a substance in the VT speaking on the cruise that the Ricardo Freire made in the Caribbean, from there gives pra everybody to have a general idea. The ship is simple, but novinho and moderninho, without frescuras and meals. But the price is minimum, being able to arrive the 50 dollar for person for a cruise of up to 7 nights. Another advantage is that the ship alone leaves the places of stop in the dawn, allowing that everybody uses to advantage of truth the city or island in question, of day and night. In the site, it gives pra to make reserve for cruises until October and almost all day it has offers of last hour, in the Ryanair style, with prices that arrive until the one mere pound. Who wants to travel for same Brazil, the cruise option cheapest continues being the Island Escape and its brother Island Star, whose cabins will start to be vendidas in June.
Quem quer viajar pelo Brasil mesmo, a opção mais barata de cruzeiro continua sendo o Island Escape e seu irmão Island Star, cujas cabines começarão a ser vendidas em junho.
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For those who asked for suggestions of cruises around the world, enter in EasyCruise: http://www.easycruise.com/. The company is of the group low fare of the Easyjet, easyeverything etc and has cruises baratíssimos in the Caribbean, in the islands Greeks and more fofo, between Brussels and Amsterdã, saw canals. It left a substance in the VT speaking on the cruise that the Ricardo Freire made in the Caribbean, from there gives pra everybody to have a general idea. The ship is simple, but novinho and moderninho, without frescuras and meals. But the price is minimum, being able to arrive the 50 dollar for person for a cruise of up to 7 nights. Another advantage is that the ship alone leaves the places of stop in the dawn, allowing that everybody uses to advantage of truth the city or island in question, of day and night. In the site, it gives pra to make reserve for cruises until October and almost all day it has offers of last hour, in the Ryanair style, with prices that arrive until the one mere pound. Who wants to travel for same Brazil, the cruise option cheapest continues being the Island Escape and its brother Island Star, whose cabins will start to be vendidas in June.
9 de mai. de 2007
Mi Buenos Aires querido
Buenos Aires é uma cidade muito bacana, e me lembra, em alguns lugares, a Espanha. O bom de lá é que agora está tudo muito barato, inclusive comparado com reais. Dá pra ir num bom restaurante, tomar vinho e sobremesa, gastando muito menos que aqui. E tem os sensacionais alfajores Havana, que vc não pode deixar de experimentar (tem um café Havana quase em cada esquina, onde vc pode comer os alfajores tomando submarino, irish coffee etc). A caixa com 12 custou 18,50 pesos e individualmente saía 1,65 peso. Quando fomos agora, o peso estava valendo quase 20% menos que o real, o que foi ótimo.
Também tem uma vida noturna incrível, com muita gente na rua até altas horas. Tem os shows de tango (que eu não recomendo, porque são muito "pega-turista", às vezes até com cavalos no meio, e caros - cobram em dólar, normalmente 60 por pessoa) todo dia e tem também espetáculos, musicais ou não, muito bons a preços ótimos (tipo 20 pesos para assistir a Don Quixote, Corcunda de Notre Dame etc).
O metrô de lá não é muito eficiente. São pouquíssimos lugares que dá pra alcançar de metrô, embora seja muuuuuito barato (+- R$0,50). Os ônibus não valem nem um pouco a pena, porque demoram muito e os trajetos são muito demorados. Pra vc ter uma idéia, uma vez pegamos um circular que passa no aeroporto porque era baratíssimo, pouco mais de um real. Só que demorou mais de duas horas até o Obelisco, quando de carro vc chega em menos de 30 minutos. E tem também os remises, que são como taxi, só que vc combina antes o preço exato da corrida; só que eles custam um pouco mais.
Algumas coisas que vc tem que ir ver:
- A Casa Rosada, sede do Governo, que fica na Praça de Maio, onde dá pra ver os monumentos às mães de maio e marcas de corpos de algumas pessoas que morreram lá em manifestações. Na mesma praça ficam a Catedral e o Cabildo, antiga sede do governo. Tem prédios lindos ao redor. Para visitar a Casa Rosada por dentro, tem que ir de manhã, antes das onze, e entrar numa fila que se forma na porta da lateral direita. Lá vc pega uma senha pra poder voltar à tarde, na hora da visita, às 15h. É gratuita e muito interessante, e pouquíssimas pessoas vão atrás disso.
- saindo da casa Rosada, vc vai dar de frente na avenida de Mayo, onde, umas duas ou três quadras pra frente, fica o tradicional e histórico Café Tortoni, onde já sentaram Garcia Lorca, Borges e outros. O café é muito bonito, com uma atmosfera bem bacana e preços aceitáveis (tem churros ótimos, bem sequinhos). À noite, tem shows de tango num salão anexo por preços bem em conta, tipo 12 reais, mais um dez reais de consumação. Tem vinhos baratos muito bons. É uma instituição em Buenos Aires, praticamente.
- na Recoleta, tem muitas coisas pra fazer. Bom mesmo é ir com tempo pra ficar caminhando pelas ruas do bairro, principalmente a Alvear, que tem prédios lindos, em estilo francês, inclusive a bela embaixada brasileira. O parque também é muito bonito, com o pessoal tomando sol na grama como na Europa, e de final de semana tem uma feirinha enorme de artesanato que é legal. Junto da praça tem o Cemitério, onde todo mundo vai ver o enorme mausoléu da Evita, e o Buenos Aires Shopping Design, que tem coisas ótimas pra casa por preços convidativos e um Hard Rock Café baratíssimo (se vc for das 17 às 21h, todas as bedidas saem pela metade do preço - uma marguerita, por exemplo, sai por seis reais). Os restaurantes ao redor da praça também são bacaninhas e tem um café da esquina, chamado La Biela, que também é super tradicional por lá, embora seja simples. Vale pra sentar nas mesinhas e tomar um vinho olhando a praça pra descansar. Se quiser terminar uma tarde "a lo grande", como diriam os espanhóis, vá ao Chá da Tarde do Alvear, o hotel mais chique e tradicional da cidade, na avenida de mesmo nome. Custa 45 pesos e dá pra duas pessoas, com chás, pães, tostadas e docinhos maravilhosos. Embora não seja barato, vale a pena ir porque o salão onde é servido é maravilhoso e o atendimento é uma coisa de outro mundo. Só que não pode ir de bermuda e tênis. Ali perto tem um shopping famoso, chamado Pateo Bullrich, que leva e busca os clientes no hotel, sem nenhum compromisso de compras (dá pra economizar o taxi até a Recoleta ou o Alvear, sem peso da consciência, mesmo que vc não queira ir ao shopping). E, pertinho do shopping, tem uma porta super discreta do San Juanino, que tem as mais famosas (e deliciosas) empanadas de Buenos Aires, a menos de dois reais cada.
- Puerto Madero: tem que ir de dia, pra caminhar pela margem do rio, olhando os hotéis, empresas, restaurantes e monumentos (tem uma ponte super bonita em homenagem à mulher). Os restaurantes tem Menu Executivo na hora do almoço, por mais ou menos 20 reais por pessoa. E tem que ir à noite também, quando todo mundo vai jantar lá, e os diques ficam iluminados, super bonito.
- Sorveterias: vc tem que provar o sorvete da Freddo ou da Persicco. Os de doce de leite são um negócio incrível, e tem sete sabores dele pra vc escolher: caseiro, queimado, com chocolate etc. Custa uns quatro reais.
- Panchos: todo mundo come, o tempo todo. É o cachorro quente deles, só que com nomes de nacionalidades: brasileiro, alemão, francês, mexicano etc. Além da salsicha, cada um vem com ingredientes típicos do país em questão: chucrute, chilli... É muito bom, e custa só um peso. Vende em tudo quanto é canto, mas o melhor está na Calle Florida (que vc vai com certeza, porque é super tradicional, e tem lojas baratíssimas, inclusive as de marcas famosas).
- Palermo Viejo: é pra lá que todo mundo vai na sexta e no sábado à noite. Não os turistas, mas os argentinos. É onde estão os barzinhos mais legais, onde moram os artistas, onde ficam as lojinhas transadas. Não é muito barato comer por lá, mas é muito gostoso e os bares são muito bacanas, com a cara do bairro. Se vc quiser ir de dia (dá pra ir de metrô até a Plaza Itália, mas depois que andar um bom bocado), dá pra andar até a calle Honduras, onde estão os grandes outlets, como o da Nike. Os preços não são tão legais, mas tem umas lojinhas de estilistas argentinos que são bem bacanas.
- Museu Malba, onde está o Abapuru, da Tarsila do Amaral. Fecha às 3as e é gratuito às quartas. Nos outros dias custa uns três reais, eu acho. É um museu legal, tido como o melhor da cidade.
- Havanna: como eu disse antes, esses cafés estão espalhados pela cidade toda e são ótimos. Os alfajores são imperdíveis, a 1,50 pesos cada, com várias opções de recheio. Vendem caixas fechadas pra trazer pro Brasil. Se vc gosta de doce de leite, o melhor do mundo na minha opinião é o deles, e é o que vai de recheio no alfajor de doce de leite. O pote de um quilo pra trazer custa 11 pesos, acredita?
- Galerias Pacifico: ficam na Florida, num prédio absolutamente maravilhoso, com afrescos no teto. Tem que ir. E os preços de lá também são bem interessantes. E tem várias regalias pros turistas, incluindo expresso de graça todo dia
- San Telmo: é o Nothing Hill deles. Todo mundo, mas todo mundo mesmo, vai pra lá na manhã do domingo. É um passeio bem agradável, embora eu nunca tenha achado nada legal nas barraquinhas. Tem shows de dango muito legais no meio da praça. Também dá pra ir de metrô, caminhando depois até a praça.
- Corrientes: onde estão os teatros dos musicais, com preços a partir de 15 pesos. Vale a pena ir, porque os espetáculos são muito bem feitos, e como nunca lota, eles sempre deixam vc sentar nos melhores lugares, mesmo com os ingressos mais baratos.
Também tem uma vida noturna incrível, com muita gente na rua até altas horas. Tem os shows de tango (que eu não recomendo, porque são muito "pega-turista", às vezes até com cavalos no meio, e caros - cobram em dólar, normalmente 60 por pessoa) todo dia e tem também espetáculos, musicais ou não, muito bons a preços ótimos (tipo 20 pesos para assistir a Don Quixote, Corcunda de Notre Dame etc).
O metrô de lá não é muito eficiente. São pouquíssimos lugares que dá pra alcançar de metrô, embora seja muuuuuito barato (+- R$0,50). Os ônibus não valem nem um pouco a pena, porque demoram muito e os trajetos são muito demorados. Pra vc ter uma idéia, uma vez pegamos um circular que passa no aeroporto porque era baratíssimo, pouco mais de um real. Só que demorou mais de duas horas até o Obelisco, quando de carro vc chega em menos de 30 minutos. E tem também os remises, que são como taxi, só que vc combina antes o preço exato da corrida; só que eles custam um pouco mais.
Algumas coisas que vc tem que ir ver:
- A Casa Rosada, sede do Governo, que fica na Praça de Maio, onde dá pra ver os monumentos às mães de maio e marcas de corpos de algumas pessoas que morreram lá em manifestações. Na mesma praça ficam a Catedral e o Cabildo, antiga sede do governo. Tem prédios lindos ao redor. Para visitar a Casa Rosada por dentro, tem que ir de manhã, antes das onze, e entrar numa fila que se forma na porta da lateral direita. Lá vc pega uma senha pra poder voltar à tarde, na hora da visita, às 15h. É gratuita e muito interessante, e pouquíssimas pessoas vão atrás disso.
- saindo da casa Rosada, vc vai dar de frente na avenida de Mayo, onde, umas duas ou três quadras pra frente, fica o tradicional e histórico Café Tortoni, onde já sentaram Garcia Lorca, Borges e outros. O café é muito bonito, com uma atmosfera bem bacana e preços aceitáveis (tem churros ótimos, bem sequinhos). À noite, tem shows de tango num salão anexo por preços bem em conta, tipo 12 reais, mais um dez reais de consumação. Tem vinhos baratos muito bons. É uma instituição em Buenos Aires, praticamente.
- na Recoleta, tem muitas coisas pra fazer. Bom mesmo é ir com tempo pra ficar caminhando pelas ruas do bairro, principalmente a Alvear, que tem prédios lindos, em estilo francês, inclusive a bela embaixada brasileira. O parque também é muito bonito, com o pessoal tomando sol na grama como na Europa, e de final de semana tem uma feirinha enorme de artesanato que é legal. Junto da praça tem o Cemitério, onde todo mundo vai ver o enorme mausoléu da Evita, e o Buenos Aires Shopping Design, que tem coisas ótimas pra casa por preços convidativos e um Hard Rock Café baratíssimo (se vc for das 17 às 21h, todas as bedidas saem pela metade do preço - uma marguerita, por exemplo, sai por seis reais). Os restaurantes ao redor da praça também são bacaninhas e tem um café da esquina, chamado La Biela, que também é super tradicional por lá, embora seja simples. Vale pra sentar nas mesinhas e tomar um vinho olhando a praça pra descansar. Se quiser terminar uma tarde "a lo grande", como diriam os espanhóis, vá ao Chá da Tarde do Alvear, o hotel mais chique e tradicional da cidade, na avenida de mesmo nome. Custa 45 pesos e dá pra duas pessoas, com chás, pães, tostadas e docinhos maravilhosos. Embora não seja barato, vale a pena ir porque o salão onde é servido é maravilhoso e o atendimento é uma coisa de outro mundo. Só que não pode ir de bermuda e tênis. Ali perto tem um shopping famoso, chamado Pateo Bullrich, que leva e busca os clientes no hotel, sem nenhum compromisso de compras (dá pra economizar o taxi até a Recoleta ou o Alvear, sem peso da consciência, mesmo que vc não queira ir ao shopping). E, pertinho do shopping, tem uma porta super discreta do San Juanino, que tem as mais famosas (e deliciosas) empanadas de Buenos Aires, a menos de dois reais cada.
- Puerto Madero: tem que ir de dia, pra caminhar pela margem do rio, olhando os hotéis, empresas, restaurantes e monumentos (tem uma ponte super bonita em homenagem à mulher). Os restaurantes tem Menu Executivo na hora do almoço, por mais ou menos 20 reais por pessoa. E tem que ir à noite também, quando todo mundo vai jantar lá, e os diques ficam iluminados, super bonito.
- Sorveterias: vc tem que provar o sorvete da Freddo ou da Persicco. Os de doce de leite são um negócio incrível, e tem sete sabores dele pra vc escolher: caseiro, queimado, com chocolate etc. Custa uns quatro reais.
- Panchos: todo mundo come, o tempo todo. É o cachorro quente deles, só que com nomes de nacionalidades: brasileiro, alemão, francês, mexicano etc. Além da salsicha, cada um vem com ingredientes típicos do país em questão: chucrute, chilli... É muito bom, e custa só um peso. Vende em tudo quanto é canto, mas o melhor está na Calle Florida (que vc vai com certeza, porque é super tradicional, e tem lojas baratíssimas, inclusive as de marcas famosas).
- Palermo Viejo: é pra lá que todo mundo vai na sexta e no sábado à noite. Não os turistas, mas os argentinos. É onde estão os barzinhos mais legais, onde moram os artistas, onde ficam as lojinhas transadas. Não é muito barato comer por lá, mas é muito gostoso e os bares são muito bacanas, com a cara do bairro. Se vc quiser ir de dia (dá pra ir de metrô até a Plaza Itália, mas depois que andar um bom bocado), dá pra andar até a calle Honduras, onde estão os grandes outlets, como o da Nike. Os preços não são tão legais, mas tem umas lojinhas de estilistas argentinos que são bem bacanas.
- Museu Malba, onde está o Abapuru, da Tarsila do Amaral. Fecha às 3as e é gratuito às quartas. Nos outros dias custa uns três reais, eu acho. É um museu legal, tido como o melhor da cidade.
- Havanna: como eu disse antes, esses cafés estão espalhados pela cidade toda e são ótimos. Os alfajores são imperdíveis, a 1,50 pesos cada, com várias opções de recheio. Vendem caixas fechadas pra trazer pro Brasil. Se vc gosta de doce de leite, o melhor do mundo na minha opinião é o deles, e é o que vai de recheio no alfajor de doce de leite. O pote de um quilo pra trazer custa 11 pesos, acredita?
- Galerias Pacifico: ficam na Florida, num prédio absolutamente maravilhoso, com afrescos no teto. Tem que ir. E os preços de lá também são bem interessantes. E tem várias regalias pros turistas, incluindo expresso de graça todo dia
- San Telmo: é o Nothing Hill deles. Todo mundo, mas todo mundo mesmo, vai pra lá na manhã do domingo. É um passeio bem agradável, embora eu nunca tenha achado nada legal nas barraquinhas. Tem shows de dango muito legais no meio da praça. Também dá pra ir de metrô, caminhando depois até a praça.
- Corrientes: onde estão os teatros dos musicais, com preços a partir de 15 pesos. Vale a pena ir, porque os espetáculos são muito bem feitos, e como nunca lota, eles sempre deixam vc sentar nos melhores lugares, mesmo com os ingressos mais baratos.
A última vez que fui foi no Carnaval de 2006, então nem citei muitos nomes de lugares pra não dar bola fora - vai que saiu de moda? No mês que vem eu vou de novo, daí trago uma listinha bem atualizada de bares, boates e restaurantes, ok?
Santiago de Chile
Para os que pediram via email dicas breves da capital chilena, aqui vão: Santiago não tem vida noturna como Buenos Aires, com shows, teatro, muitos bares e cafés. Mas tem restaurantes muito bons e famosos. A maioria deles fica no bairro de Providência, próximo da estação Baquedano de metrô, se vcs não quiserem ir de taxi (que também não é tão barato quanto na Argentina). Da estação vc tem que andar uns cinco minutinhos até o local, mas é super seguro, cheio de gente nas ruas até altas horas.
O restaurante mais famoso é o Como Água pra Chocolate, que todo mundo sabe onde fica (embora eu não lembre exatamente o nome da rua). Mas é caro. Outros ótimos restaurantes ficam todos por ali. Aproveite para comer peixes e frutos do mar; eles têm muitas espécies que nós não temos, porque pescam no Pacífico e não no Atlântico. Ainda assim, o peixe mais pedido e elogiado por lá é o côngrio.
Para beber, vcs têm que tomar Pisco e Pisco Sour. O primeiro, é a bebida pura, destilada, tipo uma cachaça. Muuuuuuuuuuuuito forte. O grau alcóolico do Pisco é de, no mínimo, 40%!!! O Pisco Sour, que é um drink delicioso com o Pisco, num estilo meio marguerita. Vc vai adorar e tem em toda parte. Nos supermercados de lá, vc encontra garrafas da bebida pura e do Pisco Sour já preparado, super baratinho (tipo dez reais). Ótimo para trazer para os amigos!!!!!!!!! : )
A cidade de Santiago é toda rodeada pelas cordilheiras, o que faz a paisagem ser deslumbrante. Dá pra ver de todo canto, é lindo. Tem dois morros no meio da cidade, o Cerro Santa Lucia e o Cerro San Cristobal. O Santa Lucia é bem no centrão e vc sobe de ônibus, carro ou a pé; é pequenininho, mas tem uma vista super bonita. O San Cristobal é um pouquinho mais longe, mas é mais alto, então tem uma vista muito mais bonita. E vc pode andar num teleférico fehcadinho, de cabine, entre três morros, apreciando um pedação da cordilheira. Vale a pena.
Vale também passar no Museu de Belas Artes, super elogiado e super perto do centro.
E n as feirinhas: uma embaixo do cerro Santa Lucia e a outra no bairro de Providência, perto daquele restaurante Como Água pra Chocolate.
A visita à vinícola de Concha y Toro é um passeio bastante interessante, com belíssimas paisagens rodeadas pela cordilheira e bons vinhos durante o passeio. Além da encenação sobre o Casillero del Diablo. Os grupos são fechados meio que na hora, vc entra no próximo que tiver, escolhendo inglês ou espanhol. O preço que as agências cobram é absurdo e dá pra ir tranquilo por conta, de ônibus. É só descer do metrô na estação centralzona e de lá pegar o ônibus 35. Tem épocas em que o 81 e o 82 também passam por lá. Tem sempre um pessoal nas plataformas para informar. E ele pára exatamente em frente da entrada da vinícola, e faz igualzinho na volta. Para entrar na vinícola, paga-se 7 dólares, com direito às degustações (quando as agências cobram no mínimo 35 dólares!).
O restaurante mais famoso é o Como Água pra Chocolate, que todo mundo sabe onde fica (embora eu não lembre exatamente o nome da rua). Mas é caro. Outros ótimos restaurantes ficam todos por ali. Aproveite para comer peixes e frutos do mar; eles têm muitas espécies que nós não temos, porque pescam no Pacífico e não no Atlântico. Ainda assim, o peixe mais pedido e elogiado por lá é o côngrio.
Para beber, vcs têm que tomar Pisco e Pisco Sour. O primeiro, é a bebida pura, destilada, tipo uma cachaça. Muuuuuuuuuuuuito forte. O grau alcóolico do Pisco é de, no mínimo, 40%!!! O Pisco Sour, que é um drink delicioso com o Pisco, num estilo meio marguerita. Vc vai adorar e tem em toda parte. Nos supermercados de lá, vc encontra garrafas da bebida pura e do Pisco Sour já preparado, super baratinho (tipo dez reais). Ótimo para trazer para os amigos!!!!!!!!! : )
A cidade de Santiago é toda rodeada pelas cordilheiras, o que faz a paisagem ser deslumbrante. Dá pra ver de todo canto, é lindo. Tem dois morros no meio da cidade, o Cerro Santa Lucia e o Cerro San Cristobal. O Santa Lucia é bem no centrão e vc sobe de ônibus, carro ou a pé; é pequenininho, mas tem uma vista super bonita. O San Cristobal é um pouquinho mais longe, mas é mais alto, então tem uma vista muito mais bonita. E vc pode andar num teleférico fehcadinho, de cabine, entre três morros, apreciando um pedação da cordilheira. Vale a pena.
Vale também passar no Museu de Belas Artes, super elogiado e super perto do centro.
E n as feirinhas: uma embaixo do cerro Santa Lucia e a outra no bairro de Providência, perto daquele restaurante Como Água pra Chocolate.
A visita à vinícola de Concha y Toro é um passeio bastante interessante, com belíssimas paisagens rodeadas pela cordilheira e bons vinhos durante o passeio. Além da encenação sobre o Casillero del Diablo. Os grupos são fechados meio que na hora, vc entra no próximo que tiver, escolhendo inglês ou espanhol. O preço que as agências cobram é absurdo e dá pra ir tranquilo por conta, de ônibus. É só descer do metrô na estação centralzona e de lá pegar o ônibus 35. Tem épocas em que o 81 e o 82 também passam por lá. Tem sempre um pessoal nas plataformas para informar. E ele pára exatamente em frente da entrada da vinícola, e faz igualzinho na volta. Para entrar na vinícola, paga-se 7 dólares, com direito às degustações (quando as agências cobram no mínimo 35 dólares!).
Respostinha do Onde fica
Se vc ficou refletindo (ou também se não deu a mínima...rs) sobre onde ficaria essa singela escadinha para o mar, aqui vai a resposta: acredite ou não, fica na bela Maceió, de mar azul intenso, na divisa entre as praias de Ponta Verde e Pajuçara. Escondidinha atrás da região onde muitas tapioqueiras se reúnem à noite, fica esse coqueiral com a escadinha de madeira que chega quase no mar.Agora se ligue e comece a pensar onde fica a imagem nova - e mande seus palpites!
8 de mai. de 2007
Eu mochilo, tu mochilas, eles mochilam
A revista Época (não, isso não é propaganda...) trouxe essa semana uma matéria bacana sobre os novos ares dos mochileiros em tempos tão cibernéticos e a nova onda de trocar casas, ceder sofá etc. Isso é uma realidade muito legal dos tempos modernos: sempre digo que pesquisa e planejamento são essenciais para preparar uma viagem e o que seria de nós, viajantes, sem a ajuda providencial da rede de computers? Os mochileiros deixaram de ser simplesmente jovens sem dinheiro para tornarem-se um grupo imenso de viajantes ao redor do mundo, das mais variadas nacionalidades e faixas etárias, em busca de um turismo eficiente e barato - e, pra isso, informação é a chave do negócio.
Para os que estão interessados em seguir a onda de receber gringos na sua casa para depois hospedar-se também na faixa em outros países, vale ter em mente que é preciso tomar diversas precauções e medidas de segurança; afinal, a pessoa vai ficar dentro da sua casa. Já pensou conviver com um serial killer? Que viagem, hein??? Além disso, é necessário estudar direitinho o perfil da pessoa que se candidata a se hospedar em sua casa - se ela não for "compatível" com seu temperamento, essa estada pode virar um inferno, bem pior que ter que pagar pela sua hospedagem.
Várias comunidades no orkut propõem a troca de casas também, em que dois viajantes se hospedam um na casa do outro, simultaneamente. Aliás, o orkut tem comunidades imensas de viajantes, todos em busca de pechinchas e, a maioria, tentando descolar acomodação gratuita. Quem quiser se arriscar a nova moda, tente os sites: www.couch.surfing.com, www.hospitalityclub.org, www.globalfreeloaders.com e o rigoroso dinamarquês www.servas.com. Quem ainda prefere o velho e bom albergue ou as pechinchas cibernéticas para hotéis com mais conforto, bons sites de pesquisa são o www.hostelword.com e o velho www.lonelyplanet.com . O brasileiro www.mochilabrasil.com.br também têm boas barbadas, assim como o completíssimo www.uol.com.br/oviajante . O meu predileto é o www.tripadvisor.com, que contém impressões bem realistas dos hóspedes sobre os locais em que se hospedaram; vale sempre checar o hotel de seu próximo destino antes de fechar o pagamento, pois as descrições costumam ser bem fiéis. E boa viagem!!!
Para os que estão interessados em seguir a onda de receber gringos na sua casa para depois hospedar-se também na faixa em outros países, vale ter em mente que é preciso tomar diversas precauções e medidas de segurança; afinal, a pessoa vai ficar dentro da sua casa. Já pensou conviver com um serial killer? Que viagem, hein??? Além disso, é necessário estudar direitinho o perfil da pessoa que se candidata a se hospedar em sua casa - se ela não for "compatível" com seu temperamento, essa estada pode virar um inferno, bem pior que ter que pagar pela sua hospedagem.
Várias comunidades no orkut propõem a troca de casas também, em que dois viajantes se hospedam um na casa do outro, simultaneamente. Aliás, o orkut tem comunidades imensas de viajantes, todos em busca de pechinchas e, a maioria, tentando descolar acomodação gratuita. Quem quiser se arriscar a nova moda, tente os sites: www.couch.surfing.com, www.hospitalityclub.org, www.globalfreeloaders.com e o rigoroso dinamarquês www.servas.com. Quem ainda prefere o velho e bom albergue ou as pechinchas cibernéticas para hotéis com mais conforto, bons sites de pesquisa são o www.hostelword.com e o velho www.lonelyplanet.com . O brasileiro www.mochilabrasil.com.br também têm boas barbadas, assim como o completíssimo www.uol.com.br/oviajante . O meu predileto é o www.tripadvisor.com, que contém impressões bem realistas dos hóspedes sobre os locais em que se hospedaram; vale sempre checar o hotel de seu próximo destino antes de fechar o pagamento, pois as descrições costumam ser bem fiéis. E boa viagem!!!
7 de mai. de 2007
Destrinchando os metrôs do mundo
Dica importante, enviada diretamente pela nossa querida e estimada blogueira Vanessa (embora ela dê mais o ar de sua graça via email e msn que via blog...), anotem: http://www.amadeus.net/home/new/subwaymaps/en/index.htm# . O site é bem detelhado e destrincha os metrôs de diversos destinos turísticos, inclusive com rotas desde o aeroporto até o centro onde é possível. Mais uma daquelas ferramentas boas pra gente ter ao planejar a viagem.
Translated by Google
Important tip, sent directly by our beloved and estimated blogger Vanessa (even so she appers more on email and msn that on the blog…): http://www.amadeus.net/home/new/subwaymaps/en/index.htm #. The site is really detailed and discovers the subways of diverse tourist destinations, also with routes since the airport until the center where it is possible. Plus one of those tools good for travellers when planning the trip.
Translated by Google
Important tip, sent directly by our beloved and estimated blogger Vanessa (even so she appers more on email and msn that on the blog…): http://www.amadeus.net/home/new/subwaymaps/en/index.htm #. The site is really detailed and discovers the subways of diverse tourist destinations, also with routes since the airport until the center where it is possible. Plus one of those tools good for travellers when planning the trip.
6 de mai. de 2007
Comida típica

Ainda falando em comida... nham nham... alimentação é um quesito que gera muita controvérsia entre viajantes. Tem gente que acha que viajar significa comer bem e que isso quer dizer frequentar só bons restaurantes o tempo todo. Tem gente que acha que comida nao é tão importante num passeio e que, em nome de visitar tudo, deve-se trocar as refeições típicas por lanches em fast food. Outros pensam que todo viajante tem que provar a comida típica do país, seja ela qual for, pra conhecer de verdade o país. Conheço gente que não pede nada que não consiga entender no cardápio e gente que só pede aquilo que não conseguiu decifrar do cardápio... Eu, particularmente, acho que as experiências gastronômicas fazem parte da cultura do país e conhecê-las é importante para a impressão geral do viajante sobre o destino. Mas é preciso buscar um equilíbrio: não dá pra passar a viagem correndo atrás dos restaurantes indicados nos guias, que nem louco, e passar batido em atrações legais só pra dizer que provou isso ou aquilo. Mas também não dá pra comer só McDonalds porque o real não vale tanto assim. Imagina uma viagem à Argentina sem alfajores, Uruguai sem a tradicional parillada, França sem o creme brulée, crepe ou steak au poivre, Itália sem pizza, Portugal sem bacalhau e vinho do Porto... dá pra viajar assim? Dá, claro que dá, mas perde grande parte da graça. Não consigo imaginar ir à Tailândia e não provar aquele monte de delícias culinárias que eles têm. Tive experiências gastronômicas incríveis em viagens, sem ir à bancarrota (não mesmo!), e unindo o útil ao agradável, tipo comer moussaká em Atenas num restaurante do bairro de Plaka com vista inesquecível para a Acrópole. E, particularmente, não me lembro de nada que eu tenha comido que tenha odiado ou preferido esquecer (ainda que tenha deixado de lado vários itens da parillada, que eu não fazia a menor idéia de onde vinham).
Comida de avião
Mas, felizmente, grande parte das companhias aéreas ainda nos provê algum conforto alimentar, especialmente nos vôos de longa duração, quando costumam ser servidas duas refeições. O negócio é tão variado de uma companhia pra outra que tem até site que compara os pratos dos principais vôos (www.airlinemeals.net). Quem pede refeição diferenciada (vegetariana, koscher ou outra), sempre recebe antes. Os outros ficam esperando o carrinho chegar ao seu lado, normalmente com a opção "carne ou massa?". Vez ou outra rola um peixe, mas é muito raro. Frango é mais comum. A saladinha costuma ser insípida. E a sobremesa, então... Bons tempos aqueles, antes das reviravoltas de 2001, em que as compahias aéreas nos mimavam. A TAP servia vinho do porto antes, durante e depois das refeições. Hoje em dia a maioria nem passa a primeira rodada de bebida com amendoins, já parte direto pra bebida do jantar.
Minha pior experiência gastronômica foi num vôo da falida Vasp, em que nada tinha sabor de nada. A melhor, sem dúvida, foi num super upgrade para a Executiva Premium da Lufthansa em que o menu continha "n" opções de entradas, pratos e bebidas em sequência, numa refeição interminável. Quando chegou o carrinho de sobremesas - sim, um carrinho lindo cromado! - eu já nem respondia mais por mim (o vinho era ótimo) e não sabia nem o que escolher entre tantas sobremesas confeitadas com esmero - e a que escolhi era ótima. Depois ainda veio um carrinho - outro! - com digestivos, mentinhas e coisas assim, mas daí eu já achei que era abuso e saquei um "danka" muito do fajuto. Tap, Air France, British Airways e até a TAM ainda estão bem também no meu ranking "flight food".
Ramblas na capital uruguaia
A capital uruguaia lembra, e muito, o visual central da capital argentina. A Ciudad Vieja, que delimita o centro da cidade, traz os principais museus da cidade, além de ótimos cafés e restaurantes. Segura, com policiamento ostensivo, Montevidéu convida sempre a agradáveis caminhadas, mesmo de madrugada, quando as ruas estão cheias de gente voltando para casa depois dos agitos noturnos.
Para quem pensa em alugar um carro, compensa para conhecer os locais mais distantes da cidade e para ir a Punta Del Este, que é pertinho. O trânsito flui sempre bem, os carros sempre param nas faixas para os pedestres atravessarem e ninguém buzina.
Mas como as principais atrações estão bem no centrinho da cidade, é possível mesmo fazer tudo a pé. Durante o dia, o passeio pode começar pela Plaza Independencia, que ostenta o imponente Palácio Sálvio de um lado e a Puerta della Ciudadela do outro, com uma enorme estátua do General Artigas (o herói uruguaio) bem no meio. Entrando pela Puerta, você sairá na peatonal Sarandí, a principal rua do centro, só para pedestres, que guarda adoráveis travessas recheadas de livrarias e ótimos cafés, bares e restaurantes. As mais animadas casas noturnas (chamadas por lá de discos) ficam também por ali. Na Sarandí também ficam expostas permanentemente várias esculturas e obras de artes plásticas modernosas, sem falar nos vendedores de artesanato típico que também estão lá todos os dias. Nos sábados, eles lotam não só essa rua como a praça seguinte, a Plaza Constitución, onde fica a belíssima Igreja Matriz, com inúmeras barraquinhas de malhas em lã, artesanato regional e antiguidades. Nesta mesma praça, bem na esquina com a Sarandí, fica o Cabildo (Museu e Arquivo Histórico Municipal), antiga sede do poder, com museu (gratuito) expondo mobiliário antigo da casa governamental e exposições de arte contemporânea itinerantes.
Chegando no Porto – onde o rio da Plata e o oceano Atlântico se encontram – é imprescindível entrar no mercado. Restaurantes parilleros estão por toda parte, fazendo, o dia todo, o prato mais famoso do país, a parillada. Porções generosíssimas, exageradas, serão servidas se você pedir o prato mais famoso, chamado pelos locais de brasero.
Para ter uma boa vista da orla uruguaia, o melhor local é a Rambla Artigas, no lado esquerdo do porto. A cidade é todinha rodeada por belas praias, que, embora cheias no verão, não são em geral adequadas para banho devido à grande quantidade de pedras que possuem. Mas a vista vale a pena. No final da tarde, a Rambla fica cheia de gente correndo, caminhando ou simplesmente sentada nos inúmeros banquinhos espalhados na orla, observando o vai-e-vem das ondas.
Para levar para os amigos, os alfajores Punta Ballena (produzidos em Punta Del Este) são ótima opção na última hora e podem ser encontrados inclusive no aeroporto. E darão um gostinho de quero mais quando você saboreá-los, cheios de doce de leite, já em sua casa...
Para quem pensa em alugar um carro, compensa para conhecer os locais mais distantes da cidade e para ir a Punta Del Este, que é pertinho. O trânsito flui sempre bem, os carros sempre param nas faixas para os pedestres atravessarem e ninguém buzina.
Mas como as principais atrações estão bem no centrinho da cidade, é possível mesmo fazer tudo a pé. Durante o dia, o passeio pode começar pela Plaza Independencia, que ostenta o imponente Palácio Sálvio de um lado e a Puerta della Ciudadela do outro, com uma enorme estátua do General Artigas (o herói uruguaio) bem no meio. Entrando pela Puerta, você sairá na peatonal Sarandí, a principal rua do centro, só para pedestres, que guarda adoráveis travessas recheadas de livrarias e ótimos cafés, bares e restaurantes. As mais animadas casas noturnas (chamadas por lá de discos) ficam também por ali. Na Sarandí também ficam expostas permanentemente várias esculturas e obras de artes plásticas modernosas, sem falar nos vendedores de artesanato típico que também estão lá todos os dias. Nos sábados, eles lotam não só essa rua como a praça seguinte, a Plaza Constitución, onde fica a belíssima Igreja Matriz, com inúmeras barraquinhas de malhas em lã, artesanato regional e antiguidades. Nesta mesma praça, bem na esquina com a Sarandí, fica o Cabildo (Museu e Arquivo Histórico Municipal), antiga sede do poder, com museu (gratuito) expondo mobiliário antigo da casa governamental e exposições de arte contemporânea itinerantes.
Chegando no Porto – onde o rio da Plata e o oceano Atlântico se encontram – é imprescindível entrar no mercado. Restaurantes parilleros estão por toda parte, fazendo, o dia todo, o prato mais famoso do país, a parillada. Porções generosíssimas, exageradas, serão servidas se você pedir o prato mais famoso, chamado pelos locais de brasero.
Para ter uma boa vista da orla uruguaia, o melhor local é a Rambla Artigas, no lado esquerdo do porto. A cidade é todinha rodeada por belas praias, que, embora cheias no verão, não são em geral adequadas para banho devido à grande quantidade de pedras que possuem. Mas a vista vale a pena. No final da tarde, a Rambla fica cheia de gente correndo, caminhando ou simplesmente sentada nos inúmeros banquinhos espalhados na orla, observando o vai-e-vem das ondas.
Para levar para os amigos, os alfajores Punta Ballena (produzidos em Punta Del Este) são ótima opção na última hora e podem ser encontrados inclusive no aeroporto. E darão um gostinho de quero mais quando você saboreá-los, cheios de doce de leite, já em sua casa...
A capital olímpica

Para explorar Atenas, o melhor jeito é a pé. O metrô é extremamente eficiente, mas você deve se preparar para andar muito se estiver a fim de desvendar os maiores segredos da capital mundial olímpica. Não se preocupe com a língua difícil: arranhando um inglês razoável, você se vira bem em qualquer lugar, mesmo.
Claro que todo mundo quer ver a Acrópole, mais especificamente o Parthenon. Como quem chega a Paris, que quer logo ver a torre Eiffel. A boa notícia é que a Acrópole, num morro elevado em plena metrópole plana, pode ser avistada de praticamente todos os cantos da cidade. E esse já é um dos grandes trunfos de Atenas.
Para visitar a Acrópole, é bom reservar um dia todo. É muita coisa para ver junto: seu ticket de 12 euros dará acesso não só aos templos da Acrópole, como também ao Templo de Zeus e à Ágora Antiga, na parte baixa. Muita gente sobe apenas à Acrópole e dispensa os demais monumentos: ledo engano.
O melhor é começar a visita pelo Templo de Zeus , na parte baixa da cidade, com vista privilegiada que se tem da Acrópole a partir daquele ponto. Já na Acrópole, gaste um pouco do seu tempo no museu para ver a magnitude das construções da época. Há relíquias de partes destruídas do Partenon, ao lado de réplicas completas das figuras humanas, que chegavam a metros e mais metros de comprimento.
Na Ágora, além do museu simpático (com mais simpáticos bebedouros de água gelada), há ruínas impressionantes, nas quais ainda é possível identificar cômodos das residências. Sem contar a atmosfera verde agradável que circunda todo o local.
E, para encerrar – eu sei que você já estará se sentindo acabado após tantas andanças – contorne a Acrópole e a Ágora por fora e dê uma olhadinha no Teatro de Dyoniso. Embora não tão bem preservado, ainda conserva alguns assentos originais.
A essa altura, você já estará morrendo de fome e o melhor lugar para encontrar o que você procura está ali, ao lado dos pés da Acrópole: o simpático bairro de Plaka, repleto de lojinhas coloridas (onde se encontra, inclusive, inúmeras opções de havaianas, disputadas a tapas pelos europeus) e deliciosos cafés e restaurantes. Em sua mesinha ao ar livre, com aquela paisagem deslumbrante, peça um autêntico mussaká, um dos mais conhecidos pratos gregos, à base de berinjela.
O Museu Arqueológico também é visita obrigatória. Múmias, relíquias, réplicas: está tudo lá, numa magnífica aula de história ao vivo e a cores. Pegue o folhetinho explicativo, gratuito, na entrada e perca-se nos corredores da grande construção. Se você cansar, tem um agradável café no subsolo, com comidinhas apetitosas e preços bem razoáveis.
Claro que todo mundo quer ver a Acrópole, mais especificamente o Parthenon. Como quem chega a Paris, que quer logo ver a torre Eiffel. A boa notícia é que a Acrópole, num morro elevado em plena metrópole plana, pode ser avistada de praticamente todos os cantos da cidade. E esse já é um dos grandes trunfos de Atenas.
Para visitar a Acrópole, é bom reservar um dia todo. É muita coisa para ver junto: seu ticket de 12 euros dará acesso não só aos templos da Acrópole, como também ao Templo de Zeus e à Ágora Antiga, na parte baixa. Muita gente sobe apenas à Acrópole e dispensa os demais monumentos: ledo engano.
O melhor é começar a visita pelo Templo de Zeus , na parte baixa da cidade, com vista privilegiada que se tem da Acrópole a partir daquele ponto. Já na Acrópole, gaste um pouco do seu tempo no museu para ver a magnitude das construções da época. Há relíquias de partes destruídas do Partenon, ao lado de réplicas completas das figuras humanas, que chegavam a metros e mais metros de comprimento.
Na Ágora, além do museu simpático (com mais simpáticos bebedouros de água gelada), há ruínas impressionantes, nas quais ainda é possível identificar cômodos das residências. Sem contar a atmosfera verde agradável que circunda todo o local.
E, para encerrar – eu sei que você já estará se sentindo acabado após tantas andanças – contorne a Acrópole e a Ágora por fora e dê uma olhadinha no Teatro de Dyoniso. Embora não tão bem preservado, ainda conserva alguns assentos originais.
A essa altura, você já estará morrendo de fome e o melhor lugar para encontrar o que você procura está ali, ao lado dos pés da Acrópole: o simpático bairro de Plaka, repleto de lojinhas coloridas (onde se encontra, inclusive, inúmeras opções de havaianas, disputadas a tapas pelos europeus) e deliciosos cafés e restaurantes. Em sua mesinha ao ar livre, com aquela paisagem deslumbrante, peça um autêntico mussaká, um dos mais conhecidos pratos gregos, à base de berinjela.
O Museu Arqueológico também é visita obrigatória. Múmias, relíquias, réplicas: está tudo lá, numa magnífica aula de história ao vivo e a cores. Pegue o folhetinho explicativo, gratuito, na entrada e perca-se nos corredores da grande construção. Se você cansar, tem um agradável café no subsolo, com comidinhas apetitosas e preços bem razoáveis.
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