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10 de mai. de 2013

Salvador ganha novo hotel Sheraton

 Voei de última hora ontem a Salvador, logo ao desembarcar vinda do Panamá ao Brasil, por causa do trabalho: fui cobrir a inauguração oficial do novo Hotel Sheraton da Bahia, cujo evento aconteceu ontem à noite na capital baiana.
No banheiro, curti a área seca (à esquerda na foto) para colocar necessaire e afins
 O novo Sheraton (da GJP Hotels Resorts) ocupa o prédio revitalizado do antigo Hotel da Bahia, com investimentos de R$100 milhões na recuperação geral e construção das novas suítes (e ousadia do empresário Guilherme Paulus na empreitada, diga-se de passagem). Agora são 286 quartos novinhos (que ficaram bem legais, com janelões com vista para a praça e a piscina), mais restaurantes, bar, spa e piscina, além da estrutura para convenções e eventos.
O que eu mais gostei do hotel todinho: os lençóis fan-tás-ti-cos
 O hotel já estava aberto em ritmo de soft opening há um tempinho mas agora, após a inauguração oficial, já está à venda regularmente em consolidadores de hotéis online e em pacotinhos de algumas operadoras nacionais. Acabei ficando para dormir essa noite no hotel e gostei bastante (tem também um postinho da agência/receptivo local Grou no lobby e, importantíssimo, free wifi para todos os hóspedes :D).
Suco de Cupuaçu e tapioca feita na hora no café: duas coisas que adoro
 O foco do novo hotel será o público corporativo (negócios), mas acho a localização bem legal para turismo também, no bairro do Campo Grande (que ficou famoso nacionalmente por ser "o bairro onde mora Ivete Sangalo :P). Para o turista, a primeira impressão é que faz falta ver o mar do hotel, é claro; mas o hotel fica numa região bem central e dali é fácil ir ao Porto, ao Pelourinho, ao Mercado Modelo, praia de Porto da Barra etc. Dá pra ir caminhando a vários cantos durante o dia e tem boa oferta gastronômica e ótimos museus ali nas redondezas.
O farol fica perto, dá até pra ir andando para os mais andarilhos
A novidade do Sheraton é a primeira parte de um projeto que prevê geral cinco mil novos quartos na cidade de Salvador até 2015 (a capital baiana já é a terceira cidade brasileira em turismo de eventos e quer uma fatia ainda maior desse setor e do turismo de lazer com os megaeventos esportivos que vêm por aí).
Vem mais por aí.

5 de jun. de 2010

Fotolog: o que é que Salvador tem?

Tem Farol da Barra...
...Convento do Carmo...
... arquitetura fascinante...
... o Senhor do Bonfim (com direito a pagador de promessas e tudo!)...
...fé de monte...
...o Pelô...
... gente feliz da vida...
... praias bonitas e orla cuidadinha...
... nightlife de cidade grande...
... lindos finais de tarde...
... baianas de monte...
... a Baía de todos, todos, todos os Santos...
... artesanato gostoso como a culinária...
... a minha queridinha Porto da Barra...
...e o agito das hypadinhas barracas do Loro (foto) e Marguerita, no Flamengo, cheias de bossa na decoração e muvucadas em plena 5a. feira off season.

Já falei e repito: não entendo mesmo que não gosta de Salvador. Cada vez que eu volto pra lá, parece que gosto mais ainda. Não acho nada, nadinha mais perigosa ou insegura que qualquer outra grande cidade brasileira. E ainda tem o shuttle mais barato que eu já vi: por apenas 3 reais, você toma o ônibus executivo ("frescão") no aerporto de SSA e vai, do aeroporto ao seu hotel (serve pra qq hotel da orla e chega até a Praça da Sé) margeando as praias, uma por uma. Meu conselho? Deixe o táxi, que é sempre uma facada por lá, para a volta (vai te custar uns R$60); quando chegar, tome o "frescão" pra já ir entrando no clima tão particular de Salvador - praticamente um shuttle-tour :-)))))

4 de jun. de 2010

Em Salvador travêiz: no Vila Galé

Essa viagem teve direito a paradinhas adoráveis em Salvador na ida e na volta da Península do Maraú - sim, eu sou mesmo desse tipo que faz todo stop virar uma estadia, nem que seja de uma única noite (acho um desperdício usar um lugar, ainda mais legal, apenas como ponto de conexão). E, na volta do Kiaroa, eu fiquei no Vila Galé Salvador, na praia de Ondina.
O foco do hotel, apesar de receber, claro, muitos turistas, é mesmo business (isso dá pra perceber rapidinho no check in/out e de manhã cedinho no café da manhã). Quem procura resort, tem que ficar em outra unidade da rede na Bahia, o Vila Galé Marés (que fica a uma horinha do aeroporto de SSA, mais ou menos). Ainda assim, o hotel tem uma piscina adulto e outra infantil, e o bar da piscina, apesar de pequeno, até que é legal (caipirinha por inacreditáveis R$6).
Quem se hospeda ali não fica pé na areia, não; esse trecho de Ondina não é pra banho de mar, porque é cheio de pedras mesmo. Mas dali é bem fácil se locomover por Salvador, inclusive com o transporte público (que passa a 3 quadras do hotel) - dá pra chegar rapidinho na minha prainha favorita, a Porto da Barra; ou no Pelourinho; ou comer um acarajé no Rio Vermelho, ali do lado (dá até pra chegar no hotel com o "frescão", o ônibus executivo (???) que vem do aeroporto e para na avenida Oceânica e custa apenas R$3. (curiosamente, fiquei ali do ladinho, no hoje fechado Salvador Praia, da primeira vez que fui a Salvador, ha 11 anos)

Os quartos são grandes, bonitos, funcionais e bem conservados - mas os com vista pra rua perdem metade da graça (aliás, tem uns ótimos no primeiro andar, com vista pro mar, que levam de brinde uma big varanda). O atendimento deixou a desejar na moça das tapiocas do café da manhã, de cara amarradíssima, e no check in/out, bastante demorado. Mas o saldo geral foi positivo. Ainda mais que saí de Maraú com chuva, num dia beeem feio, e cheguei em Salvador num finzinho de tarde lindo, lindo.
Aliás, a rede Vila Galé (de origem portuguesa) tem crescido bastante no Brasil e hoje já é maior rede de resorts por aqui - tá inaugurando hotel em Cumbuco, CE, por esses dias, e também assumiu e reformou os Blue Trees de Angra e do Cabo de Santo Agostinho, entre outras unidades. Vale ficar de olho no site, que tem promoções interessantes (como as do Dia dos Namorados que estão rolando agora).

HIGH - Os quartos são BEM espaçosos e com decor bonito, em tons pastéis, cama confortabilíssima e poltrona e cadeiras cheias de bossa. Também tem armário grande e um big banheiro, e os preços do restaurante (sem charme mas com comida bem razoável), do room service e dos bares são bem bons também.
LOW - O restaurante não tem charme algum, a internet é cobrada à parte (R$20 por dia), as TVs ainda são das antigas e o cofre do quarto não tem tamanho nem para o netbook, quanto mais para o notebook.

3 de jun. de 2010

A bela Taipu de Fora

De tudo que eu vi, a praia de Taipu de Fora me pareceu, de longe, a parte mais bonita da Península do Maraú (bonita até quando a gente vê lá de cima, do aviãozinho, chegando e saindo, e mais bonita ainda a visão que a gente tem de dentro das piscinas naturais - mas, sorry, não tirei fotos nessa hora).
O lugar, além de ser delicioso pra ficar naquela água gostosa, rodeada de peixininhos, olhando a bela parte de costa que se vê por ali, também é muito procurada para os batismos de mergulho (a piscina natural maior que se forma ali é bem profunda; mas pra quem já mergulha o melhor mesmo e sair de barco para outras bandas)
São várias piscininhas que se formam quando a maré baixa, uma mais legalzinha que a outra, em diferentes tamanhos - e, quando a maré sobe, a praia fica tão cheia, mas tão cheia de ondas fortes que nem parece o mesmo lugar.
Na areia, montes de barzinhos e barracs com serviço de praia, cerveja, caipirinha, sucos e porçõezinhas para quem resolve passar o dia mesmo ali. Pra mim, a mais legal, também de longe, foi essa acima e abaixo, a barraca Bar das Meninas (três amigas que, hoje não tão mais meninas, chegaram ali há muitos anos e nunca mais quiseram voltar pra casa).
Tem estacionamento legal, mesinhas na sombra e no sol, restaurante coberto pra quem preferir e um serviço de praia bem legalzinho. Pra chegar e ficar mesmo.
E em tempo: pra quem pensar em ficar de fato por ali, já li e ouvi ótimas recomendações da Pousada Taipu de Fora, que fica a uma caminhadinha dessa parte que eu curti mais.

1 de jun. de 2010

O adorável Kiaroa

Eu já tinha lido, ouvido e até escrito muita coisa boa sobre o Kiaroa, esse charmoso hotel na Península do Maraú, na Bahia. Mas foi só agora, nesse final de semana, que tive o prazer de conhecer ao vivo e a cores o hotel que atraiu todos os holofotes no final do ano passado ao ser eleito o mais sustentável da América Latina.
Infelizmente, me hospedei lá sozinha - porque o Kiaroa é mesmo romântico até e merece ser aproveitado a dois. Mas eu curti tudo assim mesmo e até encontrei mais lonely travellers por lá.
A gente desce do táxi aéreo já do ladinho da recepção, na pista de pouso do hotel - e é recebido por funcionários bem simpáticos, sucos feitos na hora e Chandon geladinha, pra todo mundo já ir se conhecendo.
Nos quartos, há detalhes fofos, como dossel nas camas, rede na varanda, móveis rústicos (de madeira certificada) e amenities da Natura - que, por sinal, casam totalmente com a proposta de sustentabilidade, qualidade e charme do hotel.
A decoração é sempre caprichada, com uso equilibrado de cores, tecidos e objetos, dentro e fora dos quartos (a maioria dos móveis e artefatos da decoração foram produzidos por artesãos da região mesmo).
Nessa salinha fofa acima, entre a piscina e o mar, era servido todo dia, no final da tarde, café quentinho com bolo sem custos extras.
O restaurante principal é cool e descompromissado, mas o serviço é cuidadoso e os pratos caprichados (buffet no café da manhã e à la carte para almoço e jantar)
No caminho para qualquer lugar, muito verde, muitas flores e muitas, mas muuuitas borboletas mesmo, de todas as cores (e vira e mexe gatinhos, pássaros e saguis também)
O café da manhã é em estilo buffet, mas bem variado e com opções à la carte da cozinha, como ovos, panqueca, tapiocas etc.
O bar da praia fica ao lado do charmoso e disputado deck com vista para a praia. E foi ali que eu tomei a deliciosa caipiroska anti-stress (na foto abaixo, R$15), à base de capim santo e hortelã, e decorada com esse limão puro flower power :-D
A piscina também conta com um bar molhado bacaninha e uma área de hidro bem legal.
Dentro da proposta de sustentabilidade do hotel, há energia solar em parte do complexo, sobretudo para o aquecimento de água; tratamento de água em estação própria; esgotamento sanitário em fossas anaeróbicas; lavagem de toda a roupa de cama em Salvador para poupar os insumos da região de proteção ambiental; cabeamento elétrico subterrâneo para não interferir com fauna e flora locais e o aproveitamento da mão de obra local, devidamente treinada, no staff.
O staff, por sinal, é simpaticíssimo. E, além de organizar excursões para os pontos mais legais da península, o Kiaroa tem também um badalado Centro Náutico em Campinho para passeios de lancha pela região (que eu, infelizmente, não pude conhecer em função do mau tempo que rolou por lá). E é um hotel tão pra casais (é kids free) que muitos dos preços são dados para duas pessoas :-P
Mas meu conselho? Fique num bangalô. Há uma diferença razoável de preço, mas o benefício vale. Eu fiquei num apartamento e, apesar de bonito, não tinha mesmo nada de especial. Mas, claro, fui xeretar os bangalôs e adorei todos eles - muito mais espaço, hidro, mais mimos, amenities diferenciadas, decoração mais caprichada e vários deles com piscinas privativas adoráveis.
HIGH - a recepção com Chandon, com check in totalmente informal; o projeto de sustentabilidade levado a sério nos mínimos detalhes; o staff informal mas muito simpático e solícito, que chama os nomes pelo nome (adoro!); o charme da decoração dentro e fora dos quartos.

LOW - na primeira noite, não fizeram turndown service no meu quarto (e, na noite que fizeram, não tinha nem um bilhetinho ou chocolatinho); não há roupão nem chinelinhos nos apartamentos; o banheiro dos apartamentos é bem apertadinho e só há chuveiro; o spa não tem uma jacuzzi aberta pros hóspedes.

Achei o hotel bem charmoso e mega romântico; mas acho que poderia incluir meia pensão e não somente o café da manhã, já que o centirnho de Barra Grande fica a 6km do hotel. Claro que essa, assim como a TV do quarto (que tem DVD mas apenas 6 canais), não é a preocupação de quem viaja pra lá, mas como blogueira devo dizer que o wifi não funcionou em nenhuma área durante os 3 dias que fiquei por ali.

A praia do hotel, apesar de linda, não é tão legal pra banho por terem muitos corais - mas a lindíssima Taipu de Fora com suas piscinas naturais fica a deliciosos 45 minutos de caminhada pela areia. E, além das excursões, o hotel aluga disputadíssimos quadriciclos e charmosas bicicletas.

No mais, testado e super aprovado. E perfeito para celebrar datas de puro romance, viu?