Mostrando postagens com marcador Montevidéu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Montevidéu. Mostrar todas as postagens

22 de jan. de 2013

Um lugarzinho chamado Carmelo


 Cismei com Carmelo no Uruguai há uns bons anos, desde que li a primeira vez sobre o Four Seasons Carmelo. Depois amigos se hospedaram lá ao longo dos anos e sempre me diziam o quão incrível e romântico era o hotel (que vale uma review separadinha num próximo post, claro) e que valia cada centavo do preço que cobrava. Ficou na wish list, claro. Mas, honestamente, achava que Carmelo era o hotel e ponto final. 
 Foi uma gostosa surpresa ver que Carmelo, apesar de pequenininha e acanhada, pode ser por si um destino. Vizinha à fofa Colonia del Sacramento, a mais ou menos 50 minutos de distância, Carmelo é perfeita para uma escapada romântica ou uns dias naquela vibe do dolce-far-niente-mesmo.
 O centrinho, que gira em torno da plaza central, onde fica a igreja matriz, é sossegadíssimo, seja domingo de manhã ou pleno meio da semana - e não existe hora do rush nem por decreto. Ao redor da praça, num raio de umas cinco qudras, desenvolveram-se lojinhas com carinha bem interiorana, um outro barzinho e esparsos restaurantes. Mas também guarda alguns cafés bem bonitinhos e uma grande loja de vinhos.
 Um pouco mais afastado do centrinho, depois que a região passa a ser tomada por muita mata e vinhedos, ficam os campos de golf, os hotéis e B&B´s, os bairros residenciais e o bucólico Puerto Camacho, antes um importante portinho para a região que hoje funciona como píer/atracadeiro para barcos de veranistas.
 Quem vai a Carmelo em geral quer muito sossego e curtir bons dias de praia de rio - ali o Plata é menos barrento e até entrar na água é gostoso. Alugar caiaques ou comprar tours em lancha pela "orla" também estão entre as atividades mais comuns - não é raro vc estar na "prainha" e ver passar alguém em caiaque na sua frente.
 Programão é emprestar uma bicileta e pedalar pelas ruelas ultra vazias desse entorno, de preferência terminando com um almoço no Basta Pedro, em Puerto Camacho (a comida é simples, o atendimento é sequinho, mas a vista é fofura). O solo não é dos mais fáceis mas o movimento é quase zero, então é uma delícia. 
 O enoturismo é super forte por ali, então todos os hotéis e B&Bs oferecem tours pelas vinícolas; as mais famosas (e maiores) são a Irurtia, a Narbona e a Bernardi. 
 Agora no verão, com o sol se pondo lá pelas 21h, o movimento nos (poucos) restaurantes de Carmelo seguia uma lógica meio Punta: só depois das 22h30 começam a encher e lá pela 1h esvaziam. Vida noturna é praticamente nula e a vida diurna começa mesmo depois das dez.  E TODO MUNDO PARA para ver o por-do-sol, espetacular, todos os dias.
 Para uma escapada de Buenos Aires, no melhor estilo Al Otro lado del Rio, perfeito.
Como eu fui: tomei o Buquebus desde Buenos Aires a Carmelo (1h) e de lá acertei ida ao hotel em Carmelo com um transporte compartilhado (50 min). Dá para ir também de carro desde Montevidéu (3h) ou Punta (4h).

Em tempo 1: se você quiser uma receitinha da felicidade refrescante (o pessoal do hotel que me ensinou, porque pirei no suquinho), anote aí: 1/2 litro de suco de limão, 1/2 litro de almíbar (água com açúcar para conserva), 2 punhados de hortelã fresca e 1 de capim limão, 1 litro de agua, gelo => tá prontinha a limonada carmelita ;)

Em tempo 2: para ler sobre o lindo Four Seasons Carmelo, clique aqui. 

9 de dez. de 2011

Compras em Montevidéu

Shopaholics costumam voltar bem felizes da capital uruguaia. Bom, Montevidéu não é nenhuma meca do consumo, nem tem preços de roupas, tênis e objetos de decor tão camaradas quanto a vizinha Buenos Aires. Mas que tem preços, em geral, bem inferiores aos praticados aqui no Brasil para essas mercadorias, isso também é uma verdade.

* O grande point do consumo de brasileiros por lá é o Punta Carretas Shopping, no bairro de mesmo nome. O shopping é grande, interessante e bom uma bela variedade de lojas, de roupas e  calçados e a brinquedos e utensílios domésticos – mas não espere encontrar lá grandes pechinchas em eletrônicos, por exemplo.  O centro comercial mais antigo, o Montevidéu Shopping, é beeeem caidinho na minha opinião.

*As ruas do centro são boas para comprar livros – e suas lojas de malas e afins também têm preços bem interessantes. Alfajores e vinhos devem, definitivamente, ser comprados em supermercados ou mercados, como o Tienda Inglesa, que têm preços bem inferiores aos do free shop, por exemplo.

*A feirinha de artesanato da calle peatonal que acontece no centro aos sábados e domingos (de umas 10h até o final da tarde) é uma graça e um belíssimo passeio, mesmo para quem não planeja comprar nada. Entre lembrancinhas uruguaias, bijoux, artesanato e antiguidades, ainda rolam pockets musicais e performances bem bacaninhas.

*Para os fanáticos por free shop, seguinte: os preços não são dos mais interessantes, não. Vinhos e alfajores, que são o alvo da maioria, são razoavelmente mais caros que nos supermercados e lojas da cidade. E vale saber que a loja de saída é bem menor e bem mais limitada que a loja de chegada em Montevidéu.

8 de dez. de 2011

Montevidéu: para quando você for

Depois dessa sequência de posts sobre a capital uruguaia depois da última fugidinha por lá, deixo aqui um beabázinho pra quem tem uma viagem pra lá nos planos aproveitá-la ao máximo:

- claro que nenhum lugar é 100% seguro. Mas comparada à varias outras capitais sul-americanas e às grandes cidades brasileiras, Montevidéu é bem relax. Valem os conselhos óbvios, de nunca andar sozinho por zonas desertas nem ficar ostentando bens e posses por aí. Mas eu andei com minha câmera reflex nas mãos quase o tempo todo, sem stress – assim como o faziam vários outros turistas também. Os próprios moradores sempre recomendam não andar pelas ramblas da calle Andes em direção ao porto e, à noite, evitar a área entre a praça da Catedral e o porto – e vale respeitar. Eu fui jantar com um amigo numa sexta à noite em pleno centrão, na peatonal, e fomos e voltamos à pé ao hotel, também no Centro.

- a maior parte das atrações da cidade está concentrada na região central, e ali é fácil percorrer tudinho à pé. Para deslocar-se do centro para bairros como Punta Carretas e Pocinhos, dá pra fazer em ônibus de linha ou em táxi – os táxis são em geral bem decentes e as corridas raramente passam dos 20 reais.

- não troque dinheiro nas casas de câmbio do aeroporto – as cotações são péssimas! As lojas do aeroporto pagavam em média 8 pesos e meio por real, enquanto as do centro pagavam 10. Sacar dinheiro nas ATMs da cidade é bem tranquilo; no aeroporto, as duas estavam “temporariamente fora de serviço” quando eu desembarquei.

- o novo aeroporto de Montevidéu é bonito, limpo e bem funcional. Mas, se puder, reserve o transfer aeroporto-hotel antes de chegar à cidade, via internet. A maior parte dos hotéis providencia esse serviço e várias empresas de receptivo,  como a Transhotel (a que eu usei). No desembarque, não existe nenhum guichê do gênero e a única alternativa é tomar um táxi, e nem todos os que aparecem à saída do portão são regularizados  – e a maioria deles opera o trajeto sem taxímetro.

- as atrações da cidade são bem acessíveis. Para museus e afins, é raríssimo algum lugar cobrar mais de 50 pesos (5 reais) de entrada.  Muitas das atrações oferecem preço especial para turistas do Mercosul.

- a alta temporada da cidade vai de novembro a março e, claro, nessa época os preços de tudo costumam subir. Claro que ela fica mais vibrante e movimentada culturalmente também nessa época, sobretudo no Carnaval, mas posso dizer, por experiência própria (da visita anterior) que a cidade fica linda também no inverno, e muito charmosa.

- quem planeja ir durante o Carnaval, deve fazer suas reservas o mais breve possível: o Carnaval é um big evento por lá. Embora dure por 40 noites, do final de janeiro ao começo de março, e não só nos dias do nosso feriado brazuca, há períodos concorridíssimos na hotelaria.

- como a grande vocação turística da cidade ainda é para o business, são muitos os estabelecimentos – restaurantes, bares, cafés etc – que ainda não oferecem wifi free. Embora haja vários cybercafes, sobretudo no centro, se você é um zumbizinho da internet como eu, certifique-se que o seu hotel ofereça esse serviço.

- há diversos voos diretos todos os dias de várias cidades brasileiras para Montevidéu. A Pluna é quem tem a maior quantidade deles, mas TAM e Gol também fazem a rota (a Pluna é a única que sai também de Viracopos/Campinas, para alegria do interior :-D).  Do Rio e São Paulo, por exemplo, a viagem dura menos de 2h30.

7 de dez. de 2011

A visita ao Teatro Solis

 Sempre recomendei muitíssimo a quem visita Montevidéu pela primeira vez que faça a visita guiada pelo Teatro Solis. E agora, depois da nova incursão uruguaia, continuo recomendando.
 A visita é curtinha, menos de 40 minutos, e bem barata: 20 pesos (2 reais) se for em espanhol, 40 pesos (4 reais) se fizer questão do português. Durante esses minutinhos, estudamos a fachada e visitamos as salas de espera, as salas de exposição, o salão-hall, a sala principal do teatro (clássica e lindíssima) e a sala alternativa de teatro (toda modernosa, com assentos retráteis e arquibancadas inteiras que se movem, uma loucura).
 Ao longo do percurso, a monitora vai explicando sobre a história do Teatro e o funcionamento dele como parte da vida social da cidade há tempo tempo. Enquanto observamos os lustres e detalhes meio rococós do salão-hall, entram dois artistas fazendo uma performance flash.


 A visita termina em frente ao simpático duo café+lojinha do teatro. Pena que pouca gente segue a recomendação da monitora: "recomendo que vcs desçam ao subsolo e vejam nossa mostra temporária". Peníssima! Porque eu ADOREI a mostra "Bicentenario+100", que reúne criações de 16 designers sob o seguinte tema: vestuário para as obras 1810, A Espada Nua, O Leão Cego e Barranca Abajo num fictício futuro do ano 2111 (fica em cartaz das 11 às 20h até Março de 2012).

 E mais interessante ainda é fazer algo que, infelizmente, poucos brasileiros fazem: comprar um ingresso para o espetáculo noturno do teatro. Quase todas as noites tem algum rolando, e os preços são em 90% dos casos bem, mas beeeem populares - pra vocês terem uma ideia, em 2006 eu assisti a ópera O Barbeiro de Sevilha por menos de 10 reais!
Visitas guiadas: 3a. a Domingo, às 11, 12 e 17h. Aos sábados também às 13h.

6 de dez. de 2011

Museo del Carnaval: pequeninho, mas interessante

Pessoalmente, não curto a área onde fica o Museo del Carnaval, ali tão grudadinho no porto. Mas a escolha do lugar é bastante compreensível, já que um graaaande percentual dos turistas que visitam Montevidéu são cruzeiristas. E, no fundo, todo mundo que visita a capital uruguaia pela primeira vez, vai ali dar seus rolês pelo porto e pelo mercado, certo?
O museu, inaugurado no finzinho de 2006, é pequeno. A área é razoável, mas o material exposto é bem limitado - tem um espaço bem grande para os ensaios de Carnaval, um café e outro para teatro e mostras itinerantes.
 Mas, apesar do acervo pequeno, é interessante - sobretudo pra gente entender o candombe e as noches de llamadas, que são tão diferentes do nosso Carnaval.
 Lá você fica sabendo que os festeiros, na verdade, são os uruguaios; afinal, o Carnaval deles adquire area baianos e dura exatas 40 noites, começando ainda no finzinho de janeiro. E conhece os personagens (e seus porquês) do universo do candombe, o sentido das llamadas e, como é interativo, além das roupas e objetos, tem também os ritmos carnavalescos uruguaios pra gente ouvir e entender as diferenças.





Não deixe de ver, no fundo do teatro, uma coleção bacaninha de máscaras de Carnaval do mundo inteiro.
Aos interessados: rolam ensaios de Carnaval lá todo final de semana nessa época.


Serviço:
de 3a. a Domingo, 11 às 17h.


Entrada: 65 pesos uruguaios por pessoa (45 pesos - mais ou menos R$4,50 - para visitantes do Mercosul)

Francis: minha melhor refeição em Montevidéu

 Sejamos francos: nem só de chivitos vive uma viagem ao Uruguai, né? Até porque o país, assim como o Brasil, é famoso também por suas carnes. E a melhor carne que eu comi na viagem foi no Francis, um restaurante em Punta Carretas. Aliás, foi a minha melhor refeição da viagem, e de longe, por isso ganha um postzinho só pra ele :-D
 O Francis, apesar de inaugurado em 2002, ficou famoso mesmo no ano passado, quando foi eleito o melhor restaurante da cidade num site em inglês e passou a figurar em todas as recomendações gastronômicas sobre a cidade mundo afora. E não é só marketing, não; o restaurante é bom de verdade.
 Bem aprazível, fica numa bela esquina do bairro, cheio de mesinhas para fora. No ambiente interno, pequeno, muita luz com o pé direito super alto e um atendimento bem gentil e simpático, apesar dos garçons quase todos bem jovens.
 O cardápio tem de tudo: carnes, massas, peixes, vários frutos do mar e disputados sushis. De entrada, comemos um pouco de tudo, compartilhando as porçõezinhas todas divinas de frutos do mar: anéis de lula, chipirones, bruschettas.
  E uma skin potato ótima.
  Mas de prato principal eu fui no hit da casa: o baby beef. Tenro, suculento, saboroso - e olha que eu nem sou muito carnívora. E as batatinhas doces que acompanhavam também estavam ótimas.
Só derrapei na sobremesa: a cheesecake de frutos vermelhos estava meio insípida - foi mais feliz quem pediu a ubber doce mousse de dulce de leche.

5 de dez. de 2011

Museo Gurvich: deliciosa surpresa em Montevidéu

Um dos murais do artista, introduzindo a imagem dos 3 cegos  (centro), frequente em suas obras
 Na minha visita anterior à Montevidéu, eu tinha visitado os museus tradicionais da cidade. Dessa vez, fui nos museus mais novos e diferentes, como o Museo Gurvich, que resultou numa adorável surpresa.
A minha favorita de todas que vi por lá, da série "Parejas"
 Eu confesso que sabia quase nada sobre o artista e sua obra antes de pisar ali. Gostei tanto que acabei saindo desse museu - que fica em plena Plaza Matriz - direto para o Google para me informar mais sobre o trabalho dele.
Obra sobre os sete pecados capitais
 O museu é pequeno, mas é bem acolhedor e didático, com as obras dispostas em 3 andares diferentes (e conta também com uma micro loja ao lado da recepção/bilheteria).
A sala mais escura guarda as esculturas de Gurvich
 Ali estão expostos desenhos, pinturas, óleos sobre tela, objetos, murais  e esculturas de Jose Gurvich, judeu nascido na Lituânia mas que viveu a maior parte de sua vida no Uruguai (entre viagens à Europa e Israel, onde também viveu num kibutz).
O ateliê do artista, reproduzido no 2o. andar

A sala dos óleos sobre tela
 Vivia na periferia da cidade conhecida como El Cierro, e várias paisagens de Montevidéu estão retratadas ali - embora muitas de suas obras estejam nas mãos de colecionadores privados hoje em dia.
Consegue ver o pastor com as ovelhinhas na parte superior da imagem? Era uma das formas de Gurvich assinar suas obras
 Falta um apoio de informações escritas para os visitantes sobre o artista, como a clara influência do realismo fantástico em suas obras. As obras inacabadas, nas quais Gurvich ainda trabalhava quando morreu precocemente, aos 47 anos, de infarto, também estão expostas, reunidas no 3o. piso.

Info:
Entrada: $50 (pesos uruguaios, aprox R$5)
3as. feiras: grátis

Hotel review: Esplendor Montevideo

Aqui e nas duas fotos a seguir, o quarto em três cliques
 Até então, eu nunca tinha ficado hospedada num hotel em soft opening antes. [pra quem não sabe, soft opening é o período inicial de abertura de um hotel, quando ele já está inagurado e quaaaase 100% , mas ainda avalia os últimos ajustes pra ficar bem ao gosto dos hóspedes]. Experiência interessante.
 O Esplendor Hotel Montevideo é um dos hotéis mais recentes do grupo Fen Hoteles, que possui várias outras propriedades na América Latina (como os hotéis Dazzler, velhos conhecidos dos brasileiros na Argentina, por exemplo), e o primeiro do grupo no Uruguai.
Ocupando o mesmo prédio do tradicional Hotel Cervantes, um marco na história da capital uruguaia onde já se hospedaram Jorge Luis Borges, Julio Cortazar e outros grandes nomes da literatura latina, o novo hotel boutique preservou com cuidado os elementos originais do edifício de estilo fiorentino na grande restauração que promoveu.
 Localizado no Bairro das Artes, na região Central de Montevideo, são 84 quartos bem espaçosos, com TV de LCD e DVD, wifi grátis e camas enormes e confortáveis. Minimalistas, são decorados com poucos móveis e objetos, em linhas mais retas e cores em geral sóbrias (gostei das luminárias). Alguns quartos conservam o piso de madeira original do edifício e o pé direito bem alto.
Banheiro minimalista mas espaçoso
 O sexto e último andar tem um salão de café da manhã (estilo buffet) com uma bela vista da cidade e do rio da Plata. Serviço simpático também - inclusive nas dicas locais, bem bacanas (do tipo onde comer/passear/sair) que o pessoal da recepção fornece.
A entrada do hotel, com direito a parede de vidro separando hall e rua
 Nos próximos meses, serão finalizados e entregues a piscina, o spa e a academia, que ainda não estavam prontos agora na minha viagem pra lá (as fotos no site mostram como deve ficar depois de pronto). Apesar de ainda faltarem detalhezinhos - como suportes para as toalhas nos banheiros, por exemplo, e o término da pintura da escadaria - o hotel já está funcionando bem direitinho.
A recepção modernosa
A grande vantagem de se hospedar num hotel em soft opening? O preço. De agora, e durante toda a alta temporada (leia-se dezembro de 2011 e janeiro de 2012), o hotel está operando com tarifas duplas desde US$100,00 a noite - belo preço para um hotel boutique desse porte.