Mostrando postagens com marcador patagônia com neve. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador patagônia com neve. Mostrar todas as postagens

11 de jun. de 2012

Patagônia: o fim da viagem em Punta Arenas

 Eu sempre recomendo a quem vai à Patagônia chilena que fique uma noite em Punta Arenas na ida ou na volta. A cidade em si não tem lá tanta graça, mas tem dois museus legais, uma zona franca para compras que os brasileiros curtem e, o melhor de tudo, os passeios diários à Isla Madalena, conhecida popularmente como "pinguinera" justamente por ficar TOMADA de pinguins no verão sul-americano. Já fiquei na cidade duas vezes (em 2008 e 2010, ambas no verão) e curti.
Nessa viagem especificamente, não estava nos nossos planos passar uma noite em Punta Arenas, não; mesmo com o nosso voo para Santiago saindo bem cedinho. Mas, coisas da vida, a nevasca em Puerto Natales ficou tão feia que fomos avisados que a estrada a Puerto Natales seria interditada à noite por perigo de acidentes e carros presos. Então saímos literalmente fugidos de Natales, às pressas, para conseguir chegar a Punta Arenas (distante 3h de Puerto Natales) antes do fechamento da estrada (bem tipo #patagoniacomemoção :-D)
Até as placas congelaram ;-)
 Encontramos uma Punta Arenas quase deserta e totalmente congelada - ruas, carros, árvores, tudo cobertinho de gelo. E quase nenhuma viv´alma na cidade com o frio polar que fazia.
Puro gelo nas ruas
Direção maxi tensa tanto na cidade...
... quanto em todo o caminho da ida até Punta Arenas - não dava pra ver quase nada naquela imensidão branca
Como a hospedagem foi às pressas, o que conseguimos foi o hotel Rey Don Felipe. A localização é boa, bem no centrinho, mas do hotel eu não gostei não: o pessoal da recepção foi muuuuito antipático o tempo todo. E eu também fiquei muito pouco para poder fazer review dele em outro post separadinho, por isso conto aqui mesmo.
A verdade é que achei ele no site muito mais legal que ao vivo. O quarto é ok, o banheiro também (embora pequeno) e a internet wifi, gratuita. Mas o serviço achei de lascar e a propriedade em geral descuidadinha, com paredes descascando e talz.
Sorry, mas eu tava tão acabada com o stress dessa saída aqui-agora-já e o povo dizendo que os voos iam sair, não iam sair, iam sair etc, que só tirei essas fotinhos.


Foi mal.

9 de jun. de 2012

Patagônia: um almoço na estância Pingo Salvaje

Tão inóspito por fora ...
 O programa normal de quem vai à estância Pingo Salvaje é a cavalgada seguida de almoço (a cavalgada custa US$66 euros por meio dia e o almoço US$24). Mas com toda a chuva, neve e frio que caía sobre a cidade no dia programado para ir lá, não nos sobrou outra alternativa além de... comer :-)
... e tão aconchegante por dentro
 O almoço, em meio à geladeirinha polar que se abatia sobre a região de Puerto Natales com a nevasca que começava (e depois o negócio ficou tão feio que fechou estradas e tudo), foi mais que bem-vindo: a casa todinha aquecida com a lareira acesa e a brasa que preparava carne e salmão caiu como uma luva para nós.
 O almoço teve menu ultra apropriado para aquela vibe campestre do lugar - queijos e embutidos, sopinha de abóbora, carne e salmão grelhados e bolo com calda de murta.
Decor patagônico até a alma :P
A vista da sala de almoço
 Vale dizer que a estância também tem 3 quartinhos ali para quem quer fazer o típico "pernoite no campo" (coisa que os europeus, por exemplo, curtem horrores).

E depois da comilança a gente já nem lembrava mais da frustração de ficar sem a típica cavalgada patagônica, que é uma das experiências locais mais procuradas pelos turistas.
Gracinha de lugar.

8 de jun. de 2012

A navegação aos glaciares Balmaceda e Serrano

A lancha rápida toda bacanuda do hotel
 Um dos passeios mais legais oferecidos pelo The Singular é a lindíssima navegação que leva aos glaciares Balmaceda e Serrano, na província de Última Esperança. Esse passeio é super comum para quem visita Puerto Natales e a região de Torres del Paine e também para quem visita a patagônia norte, chamada de Patagônia Aysén.
Na viagem de ida, o guia vai mostrando no mapa tintim por tintim onde estão as atrações da região...
...e exatamente para onde estamos indo naquele pedaço geograficamente tão recortadinho do Chile
A grande diferença, no caso do passeio-convite do The Singular, é que como operam o passeio com suas lanchas rápidas (estilo flying cat gregas), a travessia é beeeem menos cansativa: enquanto os barcos comuns de excursão levam cerca de 3h em cada perna da viagem aquática, as lanchinhas levam menos de 1h30. Ou seja, em meio dia, dá tempo de ir e voltar para se dedicar também a outras atividades; ou, fazendo o passeio de dia inteiro, dá pra ficar muito mais tempo diante deles, se quiser.
No píer à entrada do parque, todo mundo desembarca se vestindo - que fazia um friozaço
 O passeio de barco em si já é legal, porque a gente entra numa zona de fiordes, que muita gente acaba vendo ali pela primeira vez. Os picos "saídos" da água, os cumes nevados. E olha que o dia estava feio pra dedéu, completamente cinza e enfumaçado.
 O barquinho aporta no píer de entrada do parque nacional Bernardo O´Higgins (entrada a +- US$6 por pessoa) e a gente faz uma trilha bem fácil (com subidas e descidas, mas bem tranquila mesmo - e olha só quem está falando isso :-D) observando as espécies autóctonas e endêmicas da região, dos fungos malignos ao saboroso calafate.
 A trilha dura uns vinte minutinhos, até que...
O primeiro flagra do Balmaceda deixa todo mundo petrificado (inclusive de frio :-D)
 ....oh! uh! ah! uau! é tudo o que se ouve por lá.
 A visão do Balmaceda é tão impactante que todo mundo acaba ficando muito tempo por lá, entre uma foto e outra, embasbacado. E quando se rompe um mísero pedacinho do glaciar, o barulho é como o de um avião passando bem pertinho, lindo.
Como se fosse chantilly <3 <3 <3 
A alegria da turista argentina brincando com um "pedaço" do glaciar
Glaciar, reflexo na água, brumas, nuvens baixinhas... cartão postal prontinho
 Quando já estávamos todos há uns 15 minutos embasbacados, o guia avisa que no final da trilha tem um mirante muito mais próximo. Opa, s´mbora então!
A gente vira um pedacinho de nada diante dele (santas cores fluorescentes para mostrarem!)
 A última descida é a mais chatinha para os sedentários (leia-se eu), mas a visão dali é...
 ... uau. Muito uau.

Na volta, todo mundo falando desembestado, encantado com o que tinha acabado de ver, os hóspedes ainda recebem uísque ou pisco sour e comidinhas mil para afastar a friaca.
 E o barco ainda dá uma passadinha bem pertinho do Serrano (cujo acesso a pé é bem mais complicado e o tamanho, menor) só pra gente poder dar aquela última olhadinha, todo mundo espremido na portinha do barco.
 Que frio que nada. Tinha sido uma manhã simplesmente inesquecível. Para mim, que nunca tinha chegado tão perto do Balmaceda em outras viagens devido a intempéries climáticas, foi o melhor passeio de toda a viagem.
 (O passeio é aberto também para não hóspedes do hotel mediante reserva prévia e disponibilidade)

7 de jun. de 2012

Puerto Natales: gracinha de cidade

O muelle de los pescadores no fim de tarde
 Puerto Natales é a base de hospedagem para a maioria das pessoas que visitam a Patagônia Chilena. É claro que existem as hospedagens dentro do parque - de hostais aos ótimos Patagonia Camp e Tierra Patagonia, sobre os quais já contei aqui no blog - mas Natales acaba sendo o grande coração de mãe que recebe os viajantes do mundo inteiro que se aventuram pela região.
 Natales é uma gracinha. Não pode ser chamado de pueblo porque sua população flutuante é impressionante, sobretudo nos meses de verão. Mas também não chega a ser uma cidaaaaade. E tá aí o grande barato.
A arquitetura é a típica arquitetura colonial do sul do Chile, com casas construídas em madeira ou, mais comum ainda, com chapas de ferro; afinal, sempre foi um porto de pescadores.
 A maior fofura de Puerto Natales são suas cores: as casas - das paredes aos telhados - são sempre muito coloridas, e geralmente em cores bem fortes e vivas.
 A coisa teria começado a muitos anos, como uma forma não só de distinguir as casas parecidinhas e construídas com os mesmos materiais, mas também para "aquecer" um pouco as paredes para enfrentar o frio rigoroso que faz por ali.
 Para nós, turistas, que hoje contamos com eficientíssima calefação em qualquer hotel dali, ficou o colírio para os olhos: esse show de cores capaz de alegrar até um dia cinzento assim, debaixo de chuvinha congelada.
 A cidade é pequena e ali dá pra fazer tudo a pé, facinho, mesmo com tantas subidas e descidas - as ruas são todas sinalizadas e as quadras super bem demarcadas.
 Segura que só ela, deixa a gente à vontade para passear mesmo de noite. O comércio fecha as portas bem cedinho, em torno das 18h (no verão as lojas costumam ficar abertas até mais tarde); mas logo depois desse horário são os bares e restaurantes que dão vida ao local, sobretudo nas proximidades da pracinha central, da Igreja Matriz.
O Milodón está não apenas em todas as placas de ruas, mas também assim, gigantão, em frente a algumas lojas
A igrejinha matriz
Um footing básico no comecinho da noite
 Como os hotéis de Natalaes não têm nada de vida noturna - depois do jantar, até os bares dos mesmos costumam fechar - quem faz questão de umas saidinhas noturnas tem mesmo que se aventurar pelo centro, dos barzinhos à tradicional cervejaria artesanal local.
 Além das casas multicoloridas, o centro tem uns murais incríveis, em geral contando a história dos povos indígenas que deram origem a Natales, como abaixo.
 Quem quer fazer comprinhas, de lãs e souvenirs, o centrinho é o canal; lojinhas (algumas até bem grandes e variadas), barracas e feirinha de artesanato, está tudo lá.
 E ainda tem um povo quietinho mas simpático pra caramba. Mesmo os mais pequerruchos :)
Fofura.