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11 de mai. de 2013

Despedida do Saia pelo Mundo: muito obrigada pelo feedback!

Ontem eu publiquei lá no Viaje Aqui meu post de despedida do Saia pelo Mundo, depois de mais de quatro anos e meio viajando por aquelas páginas. E, vejam só como são as coisas, o que poderia ser um momento tristinho (porque despedidas, por mais bem resolvidas que sejam, são sempre esquisitinhas, não é mesmo?), virou um dia lindo.
Como eu falei no twitter, de repente, foi como fazer aniversário duas vezes no mesmo ano:  ao longo do dia de ontem (e hoje continua!) recebi uma enxurrada LINDA de DMs, mensagens via Facebook e email (e até uns tímidos comentários no próprio post :P), todas tão cheias de carinho e palavras fofas, que eu me senti verdadeiramente presenteada. Vocês fizeram, sério mesmo, meu dia muito mais feliz. Obrigada, obrigada, obrigada.
E, para quem ficou chateado com a despedida do SPM e ainda não se ligou que todo final de um ciclo representa o começo de um novo, vale o lembrete: aqui no Pelo Mundo não mudou nadinha! Continua tudo igualzinho, firme e forte, como sempre. E como a maioria dos leitores viajava constantemente entre os dois endereços, a parte boa é que, a partir de agora, ficará tudo concentrado aqui, num mesmo "destino", poupando navegações. E novidades virão por aí ;)
Próximo destino aqui no Pelo Mundo: Canadá. Stay tunned.

8 de mar. de 2013

Mulheres

São muitos, muitos mesmo, felizmente, os leitores masculinos desse blog. Mas, como a maioria do público do Pelo Mundo, desde o princípio, sempre foi composta por mulheres, e falamos vira e mexe nessas páginas sobre mulheres saracoteando por aí sozinhas, nada mais justo que deixar uma mensagenzinha aqui parabenizando todas vocês pelo dia de hoje, dia internacional da mulher.
Que a liberdade e o respeito sejam garantias essenciais em toda parte para podermos também continuar viajando por aí, felizes e contentes, com ou sem companhia. 
Feliz dia para todas vcs, chicas. 

P.s.1: a foto que ilustra esse post foi tirada hoje mesmo na Grand Bassin, no lago sagrado de Maurício, durante o maior festival religioso que acontece por aqui; uma experiência bacaníssima que vivi há poucas horas, como mulher, como ser humano, como viajante. 

P.s.2: para aquelas que ainda precisam de um empurrãozinho para se aventurarem solo por aí, aqui vai mais uma "pílula" de incentivo ;)

2 de fev. de 2013

Sobre rótulos e bobagens


Final do ano passado, minha irmã e o namorado conheceram em Punta Cana um cara que estava indo pra lá pela 11ª. vez, sempre no mesmo hotel, e aquela viagem em questão era a quarta para lá no mesmo ano.  A primeira reação, é claro, é pensar “poutz, mas que falta de criatividade, hein, mi amigo?”. Mas, afinal, quem sou eu pra rotular o cara, não é? Volto sempre que posso para lugares como Paris, Florença, Buenos Aires e tantos outros, e voltaria mais vezes se meu dinheiro permitisse. Cada um é livre para ir quantas vezes quiser, para os lugares que quiser, e o que importa é estrar feliz e contente com essa decisão, certo?

A questão é que os rótulos sobre as pessoas estão cada vez mais comuns hoje em dia para tudo. Todo mundo é rotulado o tempo todo, do “amigo gay” à “gordinha do escritório” ou "aquele nerdizinho". No que diz respeito ao turismo é igual: com o aumento considerável de gente viajando no planeta (e aumento também considerável de gente escrevendo sobre o assunto), rotular o outro de acordo com sua preferência de viagem (“muquirana”, “fresco”, “exótico”, “diferentão”, “empacotado”, “cvc”, “coxinha” etc) virou meio que regra.  
No começo da semana a Silvia Matraca contou num post que estava cansada de gente usando o termo turista pejorativamente e o termo viajante como cool, bacanudo, superior. E com razão; embora em inglês os próprios dicionários façam em geral uma ligeira distinção entre os termos tourist e traveller, aqui acabou virando meio que uma convenção social que turista seria o pacotão, maria-vai-com-as-outras, limitado, e que o viajante seria o descoladão, criativo, original. Grande bobagem e puro preconceito: se viajamos pelo mesmo prazer de viajar, a lazer (porque a negócios não dá mesmo para empregar o termo turista, nem mesmo em português), estamos todos no mesmo barco. To-dos.

Se o prazer de viajar para uns está mais associado a compras que museus, ou mais a ônibus de excursão que roteiros independentes, ou mais escapadas para o litoral de São Paulo que grandes viagens internacionais, é tudo uma simples questão de gosto. E gosto você já sabe: não se discute. Ninguém tem nada a ver com como o outro investe seu tempo e seu dinheiro. E as escolhas que fazemos no que se refere às nossas viagens também pode ser uma questão de fase (faixa etária, situação financeira, estado civil, constituição familiar) e tudo bem, tudo muito bem, a gente mudar de fase ao longo da nossa vida e das nossas viagens – até porque todo mundo muda o tempo todo e nada mais natural que nosso estilo de viajar e nossas preferências também dêem uma mudadinha aqui e outra ali conforme o mundo gira. 

Apesar de ter lido (acho) todos os seus livros de viagem, se tem uma coisa que nunca concordei com o Theróux foi aquela história de que viagem boa TEM que ser sofrida, doída, desconfortável.  Afinal, “sair da zona de conforto” significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Democracia em viagem é isso, oras. De novo: é questão de gosto, preferência, perfil, não dá pra julgar. Assim como não consigo achar que quem usa mochila viaja melhor que quem usa mala de rodinhas, ou que quem fica em albergue viaja melhor que quem fica em hotel, ou que quem só come na rua viaja melhor que quem come em restaurante estrelado ou que quem só escolhe destinos insólitos viaja melhor que o cara que quis ir 11 vezes para Punta Cana. Ou vice-versa de tudo isso, you got it.

Cada um com suas escolhas e todo mundo feliz. Porque, para mim, não existe essa de viajar “bem” e viajar “mal” ou viajar “certo” e viajar “errado”. A viagem tem que ser “boa” e “certa” pra você, no seu perfil, do seu jeito, com seus gostos, dentro das suas possibilidades. Desmerecer a viagem do outro porque ela não se parece com a sua seria só uma grande prova de que o sentido mais amplo de viajar - na minha opinião, transformar, abrir nossos olhos, ampliar nossos horizontes – seria uma bobagem homérica. E nisso eu me recuso a acreditar. Mesmo. 

15 de jan. de 2013

Turismo HiLo: barbadas de viagem em passeios e tours


Essa série de barbadas no turismo HiLo começou nesse post aqui. Para ler todos os posts da série, clique AQUI. A gente já discutiu aqui como cacifar bons voos com preços mais em conta e como se hospedar em hotelões com preço promocional. Mas uma viagem ainda conta com restaurantes, transporte local e, é claro, passeios.  É claro que se aventurar no destino por conta própria é uma delícia, mas existem casos em que ter alguém “cuidando” do seu passeio é mais seguro, interessante e até correto – como quem quer visitar vinícolas e degustar os vinhos e, obviamente, não pode dirigir; ou quer evitar ser extorquido por taxistas em destinos excessivamente turísticos; ou quer conseguir juntar várias atrações e lugares num mesmo tour.

Para começar já chutando o balde, que tal um passeio legal e GRÁTIS? Tem, sim, e já falei deles aqui e no Saia pelo Mundo: trata-se dos free walking tours do sempre ótimo grupo Sandeman´s que rola em várias cidades européias.  Gratuitos, pontuais, animados e super bem feitinhos, são promovidos pela empresa com o propósito, na verdade, de vender seus outros tours pela cidade; mas eles só são oferecidos ao final, e muito discretamente (os guias trabalham pelas gorjetas)  - reúnem gente de tudo quanto é idade e nacionalidade, o que é mais legal. São excelentes quando a gente chega numa cidade desconhecida e quer “dar uma situada” ou quando revisita um destino que curte mas não tá numas de refazer todos os lerês pelas atrações turísticas. Nas capitais européias e grandes cidades americanas também é super fácil encontrar walking tours gratuitos de outras empresas; basta usar o bom e velho google.

O Travelzoo (sim, de novo ele) também anda vendendo uns pacotinhos para alguns destinos. Os melhores aparecem nos Top 20 que vem na newsletter e costumam incluir as noites de hospedagem e uns dois passeios no local, vale ver. Os famigerados sites de compras coletivas podem ser bons para isso também: no Brasil já são super frequentes os serviços turísticos vendidos nos maiores (de turismo de aventura a passeio de escuna) e em destinos no exterior, sobretudo nos EUA, dá pra cacifar coisas bem legais, de musicais e teatro a tour por vinícolas.

Outra opção é pesquisar bastante os tours privados oferecidos no destino. Esses tours costumam ser mais caros, claro, porque são personalizados, mas trata-se de do mais caro pode sair barato: como o tour é só seu (e de quem eventualmente te acompanha), e neles o passeio de um dia costuma durar um dia mesmo (e não 6h, como na maioria dos receptivos de grupos), você consegue, em muitos casos, juntar vários lugarzinhos no mesmo passeio – como eu fiz na África do Sul com a WOW Cape Town Tours, por exemplo, dentre outras.

Tem mais dicas desse tópico? Plissss, são super bem-vindas na caixinha de comentários!

12 de jan. de 2013

Turismo HiLo: como encontrar barbadas de viagem em voos

Promo até de primeira classe com milhas? existe, sim! 
Apesar de, como jornalista, eu frequentemente ter acesso às press rates (tarifas para imprensa, com desconto) na hotelaria quando viajo a trabalho, ter entradas reduzidas em algumas atrações turísticas com a carteirinha profissional e até já ter feito algumas viagens a convite (indicadas aqui como tal, é claro) nos últimos anos, ainda pago a maioria das minhas despesas de viagem como um turista comum – como freelancer, não tenho revista nenhuma nem patrocinador bancando minhas contas, não. Tá tudo explicadinho na página  "modo de usar" aqui do blog. Por isso mesmo, como um turista qualquer (e também tentando sempre equilibrar as contas gastos de viagem X ganhos com os frilas), encontrar boas ofertas é essencial para que eu consiga fazer todas as viagens que planejo para o ano, dentro do meu budget e dentro do meu estilo.

Publiquei hoje cedo um post no Saia pelo Mundo justamente falando do crescimento do estilo HiLo no mundo das viagens e turismo, do qual sempre fui adepta convicta – tentar economizar o máximo possível pra poder viajar muito e sempre, claro, mas sem abrir mão de jeito nenhum da qualidade nas minhas escolhas de viagem, dos voos aos hotéis. Afinal, como em qualquer área do consumo, cada um sabe qual é seu fraco e pra onde destina a maior parte da sua verba, certo? ;)

Como logo depois da publicação do post recebi emails, mensagens no FB e DMs no twitter pedindo dicas de onde exatamente encontrar essas “barbadas” estilosas do turismo, começo hoje uma seriezinha express sobre o assunto. No capítulo de hoje dessa novela, como o turista HiLo pode encontrar barbadas em voos.

 Para mim, a chave de tudo continua sendo o Kayak. Melhor consolidador na minha opinião para pesquisar voos de todo jeito, sejam ida e volta, perna única ou multi-city. Ali aparecem todas as opções disponíveis, me permitindo escolher melhores preços/horários/conexões para daí ir direto nos sites das cias aéreas para finalizar a compra – com raríssimas exceções, continuo achando a compra final do site da própria cia a melhor opção. 

Seguir o twitter e curtir as páginas do FB das companhias aéreas que você mais usa também facilita: você fica sabendo rápido de eventuais promoções e saídas especiais – só não vale comprar passagem no impulso, sem ter um roteiro prévio, mesmo que muito mais ou menos, na cabeça. As promoções geralmente são para classe econômica, mas anda aparecendo com cada vez mais frequência promos nas classes comfort e executiva para América do Sul, EUA e Europa, com descontos bem significativos  (a “comfort” é uma classe que muita gente esquece de pesquisar e em algumas companhias, dependendo da época, chega a ter preços iguais aos da econômica).

Outra quase garantia de preços mais em conta são os voos novos; novas rotas das companhias aéreas costumam ter preços promocionais justamente para atrair novos clientes para esses voos (comprei agora Buenos Aires na nova rota da Turkish justamente nessa vibe, e já aproveitei promos desse gênero em novas rotas de LAN – Lima/Ilha de Páscoa - e TAM – Cidade do México – também, entre outras). Ficar ligado nas notícias do setor é o segredo.

Aconselho também ler sempre o ótimo Aquela Passagem, do Rodrigo Purisch – ali ele não fica alardeando ofertas à torto e à direito mas, sim, e mais importante, ensina COMO aproveitar cada uma delas (explicando o tintim por tintim das "letras miúdas") e tirar o melhor proveito dos programas de fidelidade. Tirar passagens-prêmio em executiva (mesmo que seja uma perna na business e outra na econômica, pra "economizar" pontinhos), tirar passagens prêmio com milhas reduzidas (esse tipo de promo está cada vez mais comum) e saber de promos que permitem transferir pontos do seu cartão de crédito em dobro para alguns programas de fidelidade fazem super a diferença.  (aliás, no site do Rodrigo, mencionado acima, tem um post bem legal explicando sobre esses tipos diferentes de tarifas aéreas que o Tony cita abaixo, nos comentários)

Você pode ler todos os posts dessa série aqui. 

Tem outras dicas? Diz aí na caixinha de comentários, plissss :D

9 de jan. de 2013

Creta: um exemplo do bom senso de oportunidade na promoção turística

Uma das cenas do vídeo bem bolado
Ontem, a fofa da Carmen Lanceta, a espanhola mais brasileira (e querida!!!) do planeta, mandou para mim e algumas outras pessoas um video promocional do escritório de turismo de Creta muito bem bolado.

Eu tuitei na hora e hoje, depois que a Pat do Turomaquia postou o mesmo video, voltei a discutir a ideia com alguns amigos e vim editar esse postzinho já agendado para subir desde ontem :D

O vídeo - parte da campanha Creta: see for yourself, feel for yourself, clique aqui ou no link acima para assistir - poderia ser um tiquinho mais curto, poderia ter um som mais claro e poderia até ajustar outros pontinhos do ponto de vista artístico/marketeiro da coisa (vale lembrar que é um vídeo para gringos). Mas é bacana e uma tremenda sacada: mostram como nem sempre tudo que lemos e ouvimos sobre problemas num destino é capaz de atingir o turista. Ou indo mais longe ainda: como muitas vezes o fatos relatados com alarde pela imprensa internacional são acontecimentos isolados e não generalizados numa cidade, região ou nação. Lembra quando milhares de brasileiros cancelaram seus pacotes à Argentina por medo da gripe asiática? Ou quando outros milhares cancelaram seus pacotes ao Chile pós terremoto e pós erupção do vulcão?

Ninguém tá falando aqui pra bancar o louco e se jogar com tudo num país em plena guerra. Ano passado eu queria ter feito a Síria junto com a Jordânia mas não fui, era inviável, a situação era caótica por lá. Estou adiando o Egito pelo mesmo motivo. Mas é uma questão de bom senso, e de se informar muito antes de viajar e não deixar se levar pelo primeiro alarmismo sensacionalista. O vídeo mostra que, apesar de todo o auê em torno da crise financeira e política da Grécia na imprensa internacional, para o turista a coisa continuava linda em Creta.

Adoraria ver a Embratur fazer um video sobre o Rio, por exemplo, nessa linha.

P.S.: Estive em Creta há muito tempo, em 2005, então nem tem posts sobre lá (acho muito nada a ver gente que posta sobre um lugar que visitou há quase 10 anos, quando tudo no mundo muda tanto, o tempo todo). Mas entrem, porfaplissss, no ÓTIMO blog da Carmen para ler e ver as maravilhas que ela descobriu em Creta. Relato caprichado, fotos incríveis, lugarzinhos show. Imperdível.

28 de dez. de 2012

As viagens, os sonhos e a wish-list-viajante para o feliz ano novo

 Quem escreve sobre viagem sabe que lida com o universo dos sonhos. Eu me dei conta muito claramente disso quando, aos 19 anos, ainda na faculdade de jornalismo, passei a ser grande consumidora das publicações de turismo e destinar boa parte do meu salário (hábito que cultivo até hoje :D ) para viagens, tentando tornar reais alguns dos muitos sonhos que eu tinha ao folhear aquelas páginas meio mágicas.
 Hoje, como jornalista especializada na área, sempre mantenho isso em mente em cada matéria ou reportagem que publico por aí, desejando que cada uma delas ajude, inspire ou estimule muitos sonhos de viagem a virarem realidade. E aqui no blog, é claro, isso fica ainda mais evidente. Porque, além de contar cada viagem em detalhes aqui para satisfazer um pouquinho os muitos leitores que sonham com aquele destino específico (tendo sinceridade, transparência e credibilidade como requisitos básicos, para dizer o mínimo), eu ainda tenho o GRANDE prazer de contar com a carinhosa companhia (ainda que virtual) e os constantes apoio e estímulo quando eu mesma estou realizando grandes sonhos de viagem – como esse ano aconteceu ao pisar, por exemplo, em Santa Helena e na Antártida. Obrigada mesmo, deep down my heart.
 Mas o melhor de tudo é que os sonhos viajantes nunca, nunca, nunca se esgotam. Por mais que a gente viaje – e, acredite, o ser humano é insatisfeito por natureza e nós nunca viajamos tanto quanto gostaríamos – eis aí uma lista de sonhos que só aumenta, aumenta, aumenta. Como se cada sonho de viagem realizado gerasse uns cinco novos sonhos de viagem, não é? Comigo é assim também.
Na minha wish lista viajante, tenho o mundo inteiro como destino: todos os paises, cidades, parques, ilhas e regiões que ainda não conheço somados a todos os paises, ilhas, parques, regiões e cidades que amo e quero voltar, num círculo deliciosamente vicioso. Em se tratando de prioridades, na minha wish list 2013 a India continua com tudo; assim como Malvinas (Falklands). Mas também quero muito voltar à Asia e Africa e conhecer mais desses dois continentes, quem sabe chegar à Oceania, talvez também ao Canadá -sempre tentando, é claro, encaixar uma passadinha em alguma das cidades mais queridas também nesses deslocamentos, é claro. Que sonhar não custanada :D
Que o ano novo venha não cheio de promessas mas, sim, de grandes sonhos realizados; e que muitas viagens possam, enfim, sair de nossos planos, virar realidade e, depois, grandes memórias. Mas antes da virada, conta aí: na sua wish list viajante 2013, o que é que tem? Para onde seus desejos e sonhos devem te levar no feliz, feliz, feliz ano novo? 

17 de nov. de 2012

Como os iPads estão interferindo na aviação comercial


Que os iPads e demais tablets vieram para ficar já constatamos. E vieram para ficar, sobretudo, na classe viajante: o tempo todo, em diferentes cidades e países, vemos viajantes sacando de suas bolsas e mochilas esses fiéis companheiros cibernéticos, seja no meio da rua para usar um GPS ou procurar uma info num guia ali baixado, nos aeroportos para conectar-se, nos aviões para ler e jogar e até, ui, para fotografar a viagem.
Pois agora os iPads e afins estão mesmo interferindo na aviação comercial.  Empresas como Singapore e Cathay andaram sondando companhias ligadas à aviação para adaptar suas mesinhas de assento (tray tables) para acomodar corretamente os tablets e outros gadgets semelhantes durante o voo, como um suporte (chamado já por muitos de iHolder) – uma ideia bem interessante que, sejamos francos, tomara que vingue, né?
A canadense WestJet já começou a testar o aluguel de tablets android que ficam presos por artefatos como clips bem na parte traseira das mesinhas, quando fechadas, carregando os mesmos com filmes, séries e outros programetes além, é claro, de publicidade.  Outras várias estão introduzindo os chamados IFE – sistema de entretenimento sem fio à bordo - , como a Qantas, que equipou 16 de seus Boings 767 com uso gratuito de iPads durante seus voos.  Passageiros da australiana JetStar podem alugar, em voos de duração superior a 90 minutos, iPads por valores que começam em menos de 10 dólares australianos. E o negócio parece estar indo tão de vento em popa que já até desenharam carrinhos de bordo especialmente para armazenar e distribuir as centenas de iPads que são oferecidos durante o voo através dos corredores do avião. Uma febre.
Bom, eu também adoro o meu mas, confesso, meu companheiro insperável de viagem, e até por questões de trabalhar muito da estrada, é mesmo meu notebook.  Mas já entendi que talvez esteja mesmo na hora de rever meus conceitos.
Well, maybe.

3 de set. de 2012

Sobre malas, maletas, mochilas e malices

Mala é um assunto muito delicado. Para mim, por exemplo, malas sempre despertaram um fascínio tão grande quanto bolsas (e eu gosto de bolsa pra caramba!). Por outro lado, fazer as malas sempre foi para mim, de longe, a pior parte de qualquer viagem - pior até que desfazer as ditas cujas na volta.
E esse assunto vira e mexe volta ao noticiário e blogs de viagem. Já perdi a conta de quantas vezes fui entrevistada sobre "como fazer malas para viajar", ou "o que levar numa mala de viagem inteligente". Porque fazer mala não é mesmo tarefa fácil. A questão não é levar "pouca" ou "muita coisa" - até porque, vira e mexe, defensores ferrenhos de malas de bordo viajam só com mala de bordo mas despacham mil e uma coisas na mala do cônjunge, humpf! - mas levar coisas práticas, úteis, que resolvam nossa vida (ao invés de atrapalhar).
Enquanto eu acho ótimo fazer mala em "rolinhos" e simplesmente não consigo mais empacotar minhas coisas de outro jeito (minhas malas já têm "lugar cativo" para encaixar necessaire, sapatos, roupas etc), tem gente que acha o fiiiiiiiim da picada enrolar as roupas e quer colocar tudo aberto, dobrando as extremidades. Normal. Cada mala, uma sentença. Não tem jeito "certo" ou errado de fazer; tem o jeito que dá certo PRA VOCÊ ;)
O resto você já cansou de ler: roupas que amassem pouco, peças que combinem entre si, acessórios bacanas, peças curinga etc etc etc. Rola ainda a velha questà que divide o mundo entre "pessoas que não desfazem a mala no destino" e "pessoas que desfazem a mala e penduram as peças no cabide", das grandes dicotomias da sociedade moderna.  E, óbvio, sem nem chegar na pedra filosofal daqueles que julgam a "qualidade" e "confiabilidade" dos viajantes pelo fato de levarem mala, mala de bordo ou mochila em suas viagens. AFFE.
Agora, uma coisa que eu sempre quis saber: quando você faz a sua mala? é do time do uma semana antes, que deixa a dita cuja como um altar num canto da sala, prontinha, esperando derreter a vela de sete dias para embarcar? é do time da véspera, com listinha ao lado, para não esquecer de nada? curte fazer a mala na madruga (como eu), quando a casa - e o mundo - estão em silêncio e você se concentra? Ou tá mais na vibe do Calvin, do turbilhão da última hora, jogando tudo na mala às pressas antes de sair correndo pro aeroporto?
Conta aí para eu ir lendo enquanto faço a minha nessa madrugada, vai ;))))

1 de set. de 2012

Os dois portos mais lindos do (meu) mundo

 Ontem eu publiquei no Saia pelo Mundo um postzinho para entrar na brincadeira proposta pela Viagem e Turismo no twitter: citar os cinco lugares que mais me impressionaram pela beleza no mundo. Tarefa duríssima, com tanto lugar lindo de morrer no mundo, mas que eu citei como os cinco primeiros lugares que me vieram à cabeça nesse quesito beleza estonteante. No próprio twitter, um monte de gente mezzo que se "revoltou" com o fato de eu não incluir o Rio de Janeiro nesse meu top five. Bom, todo mundo sabe que eu adoro o Rio e acho a cidade veramente maravilhosa mas... o que seria do vermelho se todo mundo só quisesse o azul, né? ;)
 E, até porque, o Rio de Janeiro entre como campeão em dois rankings meus: de vista mais linda do mundo (a que temos da baía, do alto do Cristo, é difícil de superar, né, não?) e de porto mais lindo do mundo. Nessa última, ele divide a liderança num páreo duríiiiiiissimo: a Cidade do Cabo. Então deixo registrado aqui, na mesma "vibe" dos rankings, que são esses os dois portos mais lindos que já vi. Chegar e/ou sair de navio dessas duas cidades é daquelas coisas que eu acho que todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida. Porque nunca mais sai da nossa retina, viu?
Sério mesmo.

30 de ago. de 2012

A prateleira de sonhos, os guias e as viagens customizadas

Uma instagramada num tequinho da minha prateleira de sonhos
É cada vez mais frequente encontrarmos viajantes que já rodaram boa parte do planeta e estão querendo agora ir para novos lugares menos convencionais (ou mais exóticos, se você preferir) ou revisitar lugares que já conhecem mas sob outra ótica, com outro propósito. Viajantes que, como já comentei várias vezes por aqui, buscam experiências de verdade e não simplesmente ticar destinos de sua wish list turística. 
Hoje, num post do Gabe Britto, comentei que tenho em casa uma "prateleira dos sonhos" na minha estante, onde ficam guardados guias sobre destinos que quero muito conhecer mas para os quais ainda não viajei, que estão ali só esperando oportunidade (ou conjunção perfeita astronômica, de repente :P ) para ganhar estrada.  Guias que fui comprando ao acaso, ao dar de cara com eles em livrarias ou sebos por aí, sobretudo no exterior, para instigar ainda mais essa vontade de viajar e ir sonhando com esses destinos enquanto não chego a eles de fato (como bem diz o Gabe, a maioria dos guias sobre destinos menos convencionais está mesmo em inglês).
E então lembrei que foi inaugurada por esses dias a Escape Travel Design, uma agência que tem exatamente esse foco:  oferecer roteiros mais customizados, pensados em tipos diferentes de viajantes. Recebi release deles, espiei no site e achei a proposta bem legal, sobretudo por incluir destinos diferentões, sobre os quais a gente nem sempre encontra informação suficiente para ir sozinho, de maneira independente,  nuns roteiros menos óbvios. Tem viagens a lugares como Índia, Botsuana, Butão e China (que estão MUITO na minha wish list, btw) além de outros menos "exóticos", como Itália, França, Espanha, EUA, México, Argentina etc, sempre divididos por categorias de viagem (Aventura, Romance, Vinho, Esqui&Snowboard, Sensações e - oh-oh, ops -  Prazeres Glamurosos).  Acho que vale espiar.
Aliás, bora pro Butão ou pra Botsuana? :-)


27 de ago. de 2012

Segurança em viagem: nunca é demais


Ontem à noite, a twittosfera viajante foi surpreendida com a triste notícia de que o Riq Freire tinha sido furtado num ônibus que seguiria de Goiânia para Pirinópolis: aproveitou para usar o notebook na praça de alimentação da rodoviária e acabou sendo seguido por um cara que, mesmo sem passagem, subiu ao ônibus e furtou duas mochilas que estavam armazenadas no compartimento superior de bagagem sem que ele notasse (ele conta o perrengue aqui).
À parte o roubo dos bens materiais – notebook, câmera, iPad, HDs externos etc -, que já seria de chorar para qualquer turista, some-se a isso o agravante de que esse era também todo seu material de trabalho; atrapalhou tanto que ele teve que voltar para São Paulo para dar um jeito de arrumar novo material para seguir viagem de maneira adequada novamente mais para o final de semana (isso porque ele é muito equilibrado e civilizado, é claro; fosse eu, que costumo dizer que meu note e minha câmera – e meu celular – são minha vida, já teria chorado os dois pulmões e estaria arrancando os cabelos até agora :/ ).
O triste e lamentável incidente com o Riq, no mínimo, nos serve de alerta: não importa onde, nem quando, nem com quem, segurança em viagem nunca é demais. Nunca. E, por mais que seja um contrasenso dizer isso para quem está em férias, não dá pra RELAXAR nesse quesito, não, e em momento nenhum – seja no Brasil, na Europa ou wherever.
A bolsa, a mulherada brasileira já aprendeu desde cedo que não dá pra usar sem ser bem segurinha debaixo do braço, certo? Na rua, no trem, no ônibus, no avião, no metrô, o tempo todo. Os meninos precisam lembrar sempre que a carteira tem que estar igualmente segura, de preferência num bolso o mais “inacessível” possível; e, quanto mais “magrinha” ela for, menos bandeira dá dentro do bolso. Na espera nos aeroportos também, olho vivo e volumes sempre com você; são cada vez mais comuns, rápidos e imperceptíveis os furtos de malas nas salas de embarque e lounges. Isso sem falar em deixar bens bem trancadinhos, no cofre ou na mala com cadeado, também no quarto do hotel.
E a mala de mão? Hoje não é mais só quem viaja a trabalho que está cheio de aparatos tecnológicos dentro dela – então olho nela, sempre, sempre, sempre. No avião, se tem objetos de valor dentro, passe o cadeado nela também; no ônibus ou trem, deixe ela com você ou, pelo menos,  à sua vista o tempo todo. No meu caso, por exemplo, no avião ou no ônibus, meu note (ou iPad), câmera e lentes vão na bolsa no chão, debaixo do assento da frente, presa nos meus pés – perco conforto nisso, é claro, mas ganho no sossego, na segurança (ou, pelo menos, na sensação de) de saber que eles estão sempre “comigo”.
Como diria minha vó (e provavelmente a sua também), precaução nunca é demais. Ou: melhor prevenir que remediar, né, não?

25 de ago. de 2012

Fly me to the moon

Armstrong na foto da NASA divulgada hoje em jornais e websites do mundo todo
Só para lembrar que as grandes viagens, por mais distantes, amalucadas, sonhadoras, ambiciosas e inverossímeis que pareçam, nunca são impossíveis. Nunquinha.

24 de ago. de 2012

Pequenos esnobismos das férias

Pic-nic com vista

 Nunca entendi gente perdulária, que não controla gastos nem valoriza seu próprio dinheiro. Muito menos gente perdulária em viagem: aquela coisa de gastar até o último centavo de euro na viagem em idiotices no aeroporto porque “não sabe se volta para a Europa um dia” ou pequenas fortunas por um simples café na vibe “já que estou aqui” nunca me convenceram.  Por outro lado, sempre achei que, se estamos em férias, depois de suados dias trabalhados, merecemos nos mimar pelo menos um pouquinho durante a viagem.
Em quê e como cada um gasta seu dinheiro é algo estritamente pessoal, é óbvio; depende não apenas do valor que damos individualmente a cada coisa como também do nosso próprio orçamento de viagem – que, muitas vezes, muda de uma viagem para outra, não é mesmo?  Mas acho que os nossos “pequenos esnobismos de férias” - ou "luxinhos de viagem" - são bons, a gente gosta, e dão mesmo aquela vibe de “férias”, prazer, felicidade para nossa viagem (já falei pra vocês que, por mais que eu adore o Theroux, não concordo em nadinha com a teoria de que as grandes experiências de viagem só vêem dos perrengues).
Um almoço no badalado Café Boulud, em NY, vale US$29.99
 Podem ser:
- usar um táxi no trajeto aeroporto-hotel-aeroporto. Salvo nos casos em que o transporte público é muito eficiente e não envolve baldeações nem escadarias-não-rolantes, acho esse um pequeno esnobismo altamente justificável, mesmo para os orçamentos mais apertados.
- acordar tarde um dia.  Diz uma amiga minha que não costuma dormir em euros. E eu acho que, se a gente está num lugar legal, principalmente se for a primeira vez, tem mais que aproveitar ao máximo; mas sem exageros. Dormir bem durante a viagem deixa a gente bem disposto para aproveitar BEM os dias fora de casa e voltar feliz da vida para o trabalho depois. Assim, acho um esnobismo bem aceitável se dar ao luxo de acordar tarde ao menos num dos dias para deixar o sono (e o corpo) em ordem.
Vai um chazinho aí?
 - tirar um dia para não fazer nada. Esse esnobismo só vale para quem está no slow travel – quem optou por conhcer 22 cidades em 25 dias, não pode. Quem viaja devagar, curtindo cada lugar, pode até se dar ao luxo de tirar um dia com zero programação: só sair do hotel sem rumo, zanzar aqui, parar ali, xeretear acolá – para mim, o tipo de passeio SUPER delícia, principalmente quando revisitamos um lugar.
- passar uma tarde no parque.  É a versão resumida do tópico acima. Se não dá pra passar um dia inteiro sem “ticar” suas atrações da lista, que seja um período. Uma manhã lendo nas cadeiras do Jardim de Luxemburgo ou uma tarde estirada na grama da Place des Vosges são absolutamente revigorantes, acredite.
- tomar um drink num bar hypadaço. Se você queria muito ficar para jantar num lugar que está além de suas possibilidades financeiras ou se hospedar num cinco estrelas que não cabe no seu budget, tomar um drink no bar desses lugares estrelados pode ser bem interessante – e ainda costuma render um people-watching DAQUELES ;)
Um belo drink num baita lugar para fechar o dia
 - fazer uma horinha de spa. Você não vai querer gastar um dia inteirinho de sua viagem enfiado num spa, certo? Mas, como a gente costuma caminhar horrores nas férias e deixar o corpo sofridinho não só com as andanças mas com os próprios deslocamentos em aviões, jetlag etc, vale cuidar bem dele para garantir seu bem-estar na viagem todinha. Vale massagem no seu próprio hotel, uma massagem bacanuda num hotelaço no qual você sempre ficou de olho ou mesmo algo absolutamente despretensioso e bem local, como o hammam baratinho e curioso do Çemberlitas em Istambul ou a thai massage fartamente oferecida em Bangkok  (e baratíssima mesmo no tradicional Wat Po). Momento #brioches simplesmente delícia.
- um café divino numa tarde qualquer.  Pode ser um high tea em Londres, um cafe au lait e uma éclair em qualquer padaria de Paris ou uma bica com pastel de nata em Portugal, por exemplo. Além da delícia dos sabores, escolher um lugar legal também é importante. E, claro, aproveitar a pausa prazeirosa para mandar ver no people-watching (particularmente, eu paro "para um cafezinho" todo santo dia quando viajo :-D)
- passar a última noite num hotelaço. Mudar de hotel toda noite é mesmo chato pra cacildis e é o tipo que coisa que não recomendo para as férias de ninguém; só faço isso em algumas viagens com propósitos puramente profissionais. Mas quem tem que apertar o orçamento na hora da hospedagem, ter o prazer de passar a última noite como um rei, num hotelaço, cama gigante, lençóis de todos os fios etc,  tem aí uma bela oportunidade de fazer a máxima “fechar a viagem com chave de ouro” valer
Uma tarde na praça, fazendo NIENTE
- fazer ao menos uma refeição estrelada na viagem. Seguindo a mesma máxima anterior: se você não acha que as experiências gastronômicas são tão importantes na sua viagem ou viajou com o dinheiro muito contadinho para essa parte da aventura, reservar pelo menos uma refeição memorável no seu roteiro é mais do que aconselhável. Quer uma dica para economizar mesmo nisso? Aposte no almoço. Mesmo os restaurantes mais estrelados no Michelin costumam ter fórmulas expressas de almoço muito mais baratas – e igualmente gostosas – que seus menus no jantar.
- torrar as milhas num upgrade. Você pode achar que as viagens de executiva e primeira classe jamais farão parte da sua vida a julgar pelos valores abusivos geralmente praticados nessas classes. Mas usar todos seus pontos/milhas por trechos nelas é muito mais simples e factível do que a maioria das pessoas pensa. Um trecho em executiva para os EUA, por exemplo, vale 40 mil pontos na baixa temporada; em primeira classe para a Europa, 60 mil pontos na mesma época. Mesmo quem tem menos pontos, pode fazer ótimo uso deles solicitando um upgrade de classe dependendo do bilhete que você comprou.

E você? Que pequenos esnobismos das férias costuma colocar em prática?

21 de ago. de 2012

Sete pecados capitais na reserva de um quarto de hotel


Boa cama, bom banheiro, bom serviço: a tríade fundamental
Entressafra de viagens da blogueira é assim mesmo: esses postzitos-reflexão aqui no blog pipocando de vez em sempre :-D  Ainda mais quando o lado jornalista dessa que vos bloga se vê obrigado a montar base e ficar hooooooras diárias, por dias a fio, sentado em frente ao computador em materitas e um sem fim de (aff!) textos de serviço (o inferno de todo jornalista de viagem) para custear as viagens que virão pela frente. C´est la vie.
Então o que temos para hoje é o capítulo 3 da micro-série pecadora: afinal, quem nunca se arrependeu de uma reservita de hotel em sua vida viajante que atire a primeira pedra, não é mesmo?
Gula. Não vá com muita sede ao pote nas ofertas em números gigantes nos sites de ofertas hoteleiras. Fique atento às letrinhas miúdas que contam sobre serviços inclusas, taxas de serviço e/ou governamentais e diversos outros extras que podem pegar o turista mais desavisado desprevenido. De que adianta reservar aquela “ofertaça” em Buenos Aires se os 21% de taxa obrigatória na cidade não estão incluídos no valor final?
Avareza. Já falei disso antes: mesmo que o seu orçamento seja muuuuuito apertado, não vale escolher um hotel, albergue ou whatever só por ele ser o mais barato. As noções de barato e caro, não importa o orçamento em questão, devem ser uma equação favorável entre custo e benefício. Escolher um hotelzinho lá na PQP pode sair mais caro, em termos de grana com deslocamento e, sobretudo, tempo, que um hotel “mais caro” mas bem localizado.
Ira. Cama boa e banheiro bom são meus itens fundamentais num hotel (wifi grátis também, de preferência). Mas poucas coisas conseguem me trazer mais arrependimento (e despertar minha ira) numa reserva equivocada que o serviço ruim.  A diferença entre escolher alugar um apartamento ou reservar um quarto de hotel, para mim, é justamente essa: o serviço; ter alguém “cuidando” das minhas necessidades durante a hospedagem. E, mesmo que você se defina como alguém que só usa hotel "para tomar banho e dormir", quer ser atendido, e bem, quando precisar, não? Qualidade de serviço muuuuito dificilmente muda num hotel de uma hora para outra; então prestar atenção nas resenhas que criticam justamente esse tópico é essencial.
Luxúria. Extremos são sempre perigosos: escolher um hotel só porque o site diz que é “de luxo” ou “cinco estrelas” não faz o menor sentido. Há vários casos na hotelaria, no mundo inteiro, em que o mais caro definitivamente não é o melhor. Salvo big brands que nunca falham (como Four Seasons ou Mandarin Oriental), se você quer garantia de um hotelaço, com todas as letras, pesquise, pesquise, pesquise. Altos investimentos obrigatoriamente devem vir acompanhados de alta satisfação.
Vaidade. Tá relacionado de alguma maneira com o pecadinho acima: ficar num hotelão só pra sair por aí contando vantagem, é algo tãaaaaaao 1999-com-a-duplicação-no-câmbio-real-e-dólar. Faça aqui também a equação do custoXbenefício.
Inveja. Se você pesquisa bem sobre o hotel antes de reservar, pode ficar sabendo que os quartos do andar X são mais barulhentos, que os quartos do andar Y ainda não foram reformados ou que o quarto XYZ é o único com varanda com vista para não sei onde. E, com essa info em mãos, fica mais fácil fazer solicitações específicas já no ato da reserva – para não morrer de inveja de outros hóspedes mais “felizes” com a hospedagem durante a viagem.
Preguiça. Provavelmente o maior de todos eles nesse caso. Não rola reservar “o primeiro que aparecer”. Sei que a gente acaba gastando muito mais tempo do que gostaria nessa fase da pré-viagem, mas um pouquinho de pesquisa, leitura de resenhas e troca de ideias com quem já foi faz toda a diferença na escolha de um bom hotel.

Tem pecadinhos para contar, retirar ou acrescentar? Conta pra gente!
Os “capítulos” anteriores da saga pecadora estão aqui e aqui.

20 de ago. de 2012

Pré-Viagem: que tal fazer dela um hábito?

Uma das trocentas coisas que eu reli antes de atravessar o Atlântico Sul no começo desse ano

Hoje o Gustavo Belli publicou mais um post sobre a TREMENDA viagem que ele fez agora com o irmão pela Transiberiana. Nesse post, ao invés de falar sobre a viagem em si, ele ressalta quão importante é que o viajante se informe oreviamente sobre a história dos destinos envolvidos na rota para entender direito tudo que vai ver e ouvir ao longo do périplo. Devia ser algo básico ler e se informar sobre um destino antes da viagem, certo? Mas não é.
Comentei lá no post como eu ando chocada com essa falta de conhecimento generalizado em viagens - e justo hoje, que temos um acesso tão amplo (ainda que tão superficial em alguns casos) e tão democrático à informação, e acabei resolvendo rascunhar essa ideia aqui também. Porque já faz mesmo algum tempo que reparo como as pessoas simplesmente não lêem mais sobre países, cidades e destinos em geral antes de rumar para o aeroporto. E isso nem é falha grave só dos viajantes comuns não; tenho visto também jornalistas e blogueiros de viagem que embarcam em press-trips sem saber bulhufas sobre o lugar para o qual viajam – o que eu considero ainda pior. Bem pior.
Particularmente, como fã das aulas de História desde criança e de leitura em geral, sempre encontrei um prazer imenso em começar a viajar muito antes de entrar no avião: ler sobre a cultura, a história, os hábitos, a culinária, as curiosidades de uma cidade, região ou país para o qual viajarei; para mim, isso sempre foi parte da viagem tanto quanto reservar passagens e hotéis ou fazer a mala. É a chamada pré-viagem: a gente já começa a “viajar” por aqueles lugares através das letras, sem nem mesmo ter saído do lugar. Ou, como disse o Gabe Britto, parte fundamental da filosofia de "viajar na viagem".
Chegar num lugar sobre o qual a gente já leu é como chegar num local que já vimos num filme: você já tem informação prévia sobre ele, sabe do que se trata, sabe mais ou menos como é, só que nada substitui o prazer e a emoção de ver ao vivo e a cores. Mas você olha para ele de modo diferente. Você o entende. Afinal, de que adianta fotografar a cúpula dos Invalides de Paris de mil e duzentas formas distintas se você nem faz ideia do que aquele prédio já significou em distintos perídos? Ou ficar abobado com a paisagem surreal do deserto do Atacama sem saber que se trata do deserto mais árido do mundo ou do porquê ele é assim?
Ler guias, blogs, revistas, suplementos de jornais, tudo vale a pena. E ler também obras literárias que retratam ou fazem referência a um determinado país, região, cidade ou continente antes de vê-los com seus próprios olhos. Saber da África de Theroux mas também da África de Joseph Conrad antes de embarcar para lá ou entender o que passaram Shackleton, Darwin e tantos outros antes de fazer um cruzeiro no “fim do mundo” com toda a segurança e conforto, por exemplo.
Como eu disse pro Gus, claro que num destino como a Rússia, inclusive com o cirílico e tal, isso se faz ainda mais necessário; mas sou old school e acho mesmo que estudar um destino antes de viajar deveria ser prerrogativa báscia de qualquer viajante. Como diria o Riq Freire, “vai por mim”. Aposto que o hábito da “pré-viagem” vai deixar sua experiência muito mais gostosa – no antes, no durante e no depois.

18 de ago. de 2012

Quiet zones em meios de transporte: será tendência?


A companhia aérea Air Asia anunciou recentemente que, a partir de fevereiro do ano que vem, as sete primeiras fileiras de suas aeronaves serão denominadas “quiet zone” – uma área livre de barulho no avião, nas quais não será permitido fazer barulho, falar alto ou emitir qualquer ruído que perturbe os demais passageiros dessa zona (que, por sinal, cobrará 7 euros de taxa para reserva do assento). E, por isso mesmo, nessas sete fileiras, crianças menores de 12 anos ficam proibidas.
Foi só minha vizinha de blog lá no Viaje Aqui, a querida Dri Setti, publicar sobre a notícia – que, vejam bem, na Europa vem sendo comemorada tanto por quem tem como por quem não tem filhos – que uma chuva de comentários ofensivos invadiu seu post. Nazismo, segregação, preconceito, amargura e até ameaças de processos contra ela apareceram ali, uma loucura. Sem falar de gente que não lê direito e chegou ao cúmulo de entender que a Air Asia iria PROIBIR crianças nos seus voos, uó.
Vale ressaltar que a inciativa não é isolada, não. A Eurostar vai introduzir agora, a partir de setembro próximo, dois vagões por trem batizados de quiet cars nos quais também a regra será o silêncio absoluto – e no próprio site da companhia eles avisam que seus funcionários evitarão reservas de famílias com crianças nesses vagões e deslocarão as mesmas para outros vagões caso aconteça de serem alocadas ali. E a própria Amtrak, nos EUA, também já tem esse esquema dos quiet cars desde o final da década de 90.
Ninguém quer segregar crianças ou famílias com filhos pequenos; muito menos uma questão de ter ou não filhos, de gostar ou não de crianças. A iniciativa, aliás, nem tem nada específico relacionado a criança nela: é em prol do silêncio; do bem estar de quem quer viajar tranquilo, tirar uma sonequinha ou aproveitar as horas em trânsito para trabalhar – o que é cada vez mais comum. É uma medida muito mais contra falações em excesso, rádios, música e, sobretudo, celulares que qualquer outra coisa (quando peguei o BoltBus de Nova York para Boston ano passado, por exemplo, um cara ousou atender seu celular e emplacar uma conversa e, no mesmo ato, uma sequência de “shhhh” invadiu o ônibus e uma menina de uns 15 anos, muito seriamente, apontou pra ele a placa de silêncio no painel do motorista).
Nem todo mundo consegue trabalhar com música; nem todo mundo consegue dormir com a televisão ligada; nem todo mundo consegue ler com falação ao lado, não é? Respeito ao outro é importante. A Ana Oliveira vira e mexe fala justamente sobre essa questão do excesso de ruídos hoje em dia no seu Psiulândia.  Imagina a hora que celular ficar mesmo liberado em todos os voos que trash que pode virar a viagem com tanto bla bla bla? Será que essa coisa das quiet zones vai mesmo virar tendência nos meios de transporte?

16 de ago. de 2012

Os sete pecados capitais do passageiro de avião


 Se por um lado viajar de avião é cada vez mais fácil (porque cada vez mais acessível, com tantas rotas e tantas promoções), por outro é cada vez mais complicado (assentos mais estreitos e apertados, serviço pior, passageiros sem educação). Então, na mesma vibe do postzinho da semana passada sobre os sete pecados capitais do viajante em geral, listo hoje aqui o que eu acho que são os pecadinhos do passageiro de avião hoje em dia:
Gula: não dá nem pra falar em gula propriamente dita pela comida servida à bordo porque, hoje em dia, bem francamente, é difícil uma companhia aérea nos inspirar nesse sentido; principalmente na classe econômica. Ainda assim, vale o lembrete: excessos alimentares à bordo não são nunca recomendados, pelos efeitos a curto e médio prazo que eles podem provacar; e obviamente isso vale também para as bebidas, sobretudo alcóolicas (tomar várias doses “para relaxar e dormir” pode ter efeitos bem desagradáveis)
Avareza: compartilhar, mesmo quando a gente tem muito pouquinho, é importante. Por isso mesmo, com assentos cada vez mais estreitos e apertados, ceder um pouquinho de espaço do apoio de braço naquela guerrinha de cotovelos que sempre rola com o vizinho, por exemplo, é bem-vindo. Já economizar em material de entretenimento à bordo não é nunca boa ideia.
 Ira: é fato que em algum momento do voo (ou em vários) o idiota sentado à frente/atrás/ ao lado vai socar o encosto da cadeira dele na sua cara, prensar você contra sua mesinha, puxar seu cabelo enquanto se apoia no seu encosto para levantar, chutar seu encosto ou te dar uma cotovelada.  O importante é, ao primeiro sinal de falta de educação do vizinho se manifestar com educação, do gênero “oi, será que você poderia não fazer mais isso? Está me incomodando muito”. Nada de ficar engolindo a má educação alheia e depois ficar sujeito à uma explosão de ira lá pela metade do voo.  Keep calm and carry on.
Luxúria: O nosso prazer à bordo é importante sempre (e obviamente eu não vou nem mencionar aqui essa tara universal com o sexo no banheiro dos aviões). Estar confortável, ser bem atendido, ficar seguro o voo todo é tudo direito seu. Assim como o uso que faz da sua poltrona também. Mas tem que lembrar daquela regrinha básica que sua mãe ensinou quando você era pequenininho: a sua liberdade termina onde começa a do outro.  O seu super conforto na sua poltrona não pode, de jeito nenhum, implicar em desconforto para o vizinho (e isso vale do cotovelo frenético no encosto de braço ao chulé do tênis que você tirou).
 Inveja: não adianta cobiçar os assentões da executiva quando entra por ela se vai ficar nos assentinhos da econômicas outras classes. A vida é assim mesmo, a sociedade judaico-cristã-ocidental cobra os olhos da cara pelas coisas boas e tal. Concentre-se nas milhas/pontos que você está juntando nesse trecho voado e em como fazê-los renderem um belo upgrade na próxima. E, para não ficar invejando também o pézão do seu vizinho no corredor nem as pernas esticadonas de quem pegou os assentos da primeira fileira, torne um hábito reservar seu assento logo que comprar a passagem – ou, pelo menos, ao fazer o check in online 48h antes do voo.
 Preguiça: a preguiça é a mãe de todos os vícios, já dizia sua avó. Por isso, por mais que você esteja acostumado a tomar substâncias que te deixam dopadão no voo, levantar, esticar as pernas, fazer os exercícios com os pés, ir ao banheiro e tomar bastante água são fundamentais nos voos longos. Pode ser chatinho de fazer na hora, mas o seu corpo suuuper agradecerá nos dias seguintes – e você pode até ter o prazer de se deparar com picolés Haagen Dazs e outros mimos lá na "turma do fundão" dos aviões ;)
Vaidade: plmdds, vou falar de novo: conforto à bordo é muito, mas MUITO mais importante que estar “bUnito” para viajar. Embarcar com botas de cano longo justas, calças apertadas ou qualquer outra peça que não deixem você se ajeitar à bordo está totalmente FORA DE MODA, hein?  E coisas como essas botonas super justas ainda podem acarretar problemas de saúde seríssimos, como a famigerada “síndrome da classe econômica”. Muito mais importante é lembrar de escovar os dentes, passar hidratante pelo menos no rosto e manter o corpo hidratado full time – isso é a vaidade que conta.  
E aí? Você listaria diferente? Quer mudar essa listinha ou acrescentar novos “pecadinhos”? A caixa de comentários é serventia da casa ;)

(e pronto. Prometo que parei com essas listinhas - por enquanto :D)

9 de ago. de 2012

Os sete pecados capitais do viajante

Todo viajante faz seus errinhos e seus acertos; e não adianta sair por aí dizendo que descobriu “o jeito certo de viajar” porque, darling, já dizia sua avó (ou pelo menos a bisa): cada cabeça, uma sentença. Só que existem uns errinhos pecaminosos, daquele tipo que todo mundo já cometeu pelo menos um na sua vida viajante, que, historicamente, podem, sim, dar uma bela estragada naquilo que tinha tudo para ser uma viagem lindona de morrer – por nossa própria culpa, nossa tão grande culpa.
Claro que cada um interpreta os sete pecados capitais como bem entende. Na minha leiturinha pessoal, nossos maiores pecados on the road seriam:
Gula. Não, não estou falando aqui da parte da alimentação da viagem, por mais importante (e gostosa) que ela seja. A gula do viajante está, geralmente, associada àquele desejo próprio do ser humano de ter “tudo ao mesmo tempo agora”. Não dá; querer conhecer 20 capitais européias em 30 dias  é, no mínimo, uma insanidade – para não dizer um baita desperdício de dinheiro, já que você vai só ticar atrações (sem verdadeiramente conhecê-las) e gastar um belo dindim com deslocamentos. Planejamento em viagem é vida.  Pesquisar possibilidades e preços, informar-se sobre o clima e as condições econômicas do destino, trocar ideias com quem já esteve lá é simplesmente fundamental para encaixar o roteiro perfeito para você na quantidade de dias e no orçamento que você tem disponível para suas férias.
Avareza. Economizar é bom e todo mundo gosta; poucas coisas nos seduzem mais no universo viajante que saber que um hotel ou uma passagem aérea estão com X por cento de desconto nas promos de final de semana – quanto mais a gente economiza, mais a gente consegue viajar ao longo do ano, não é? Mas economizar em viagem deve ser sempre algo racional. De que adianta economizar uma noite de hotel em troca de uma noite nos bancos duros de um aeroporto se no dia seguinte você está tão moído que nem consegue passear no seu destino? Ou escolher um hotel super afastado só porque custa uns euritos a menos? Tem muito barato em viagem que, no final das contas, sai caro – você gera outros gastos (como deslocamentos, por exemplo) e compromete sua saúde (o bem mais valioso das suas férias). Pecadaço.
Luxúria. Tudo em excesso é complicado. Sabemos que o nosso relacionamento com o mundinho virtual é bom, muito bom e nos quebra vários galhos ao longo de uma viagem, da comunicação com os queridos à providencial ajudinha online de horários, reservas e mapas. Mas isso tem limites; essa paixão toda pelo cibernético não pode consumir o precioso tempo da sua viagem, das suas sonhadas férias. E excesso de transmissões cibernéticas tiram, sim, tempo útil do seu passeio ao longo do dia. E veja bem que quem diz isso é uma fãzona de twitter, facebook, instagram e outros deliciosos vícios do gênero, que está sempre dando um alôzinho cibernético ao longo do dia de viagem. Porque  na dose certa, tudo cai bem.  A gente aproveita a full nosso dia on the road e todos nossos amigos curtem nossas fotos e updates de status, mesmo que seja tudo de uma vez no final do dia ;)
Ira. É quase uma utopia uma viagem 100% redondinha e perfeita; e não existe simplesmente nada de errado nisso, é a vida. São muitas as intempéries e pepinos às quais estamos sujeitos mesmo quando fizemos direitinho todo o dever de casa antes de sair em viagem: do avião que atrasa à rodinha da mala que quebra logo na primeira conexão, tudo pode acontecer – sem falar nos pepinões do tipo (toc, toc, toc) ser assaltado ou ficar doente na estrada. A gente já pode ser acometido por síncopes de ira na própria tentativa de emitir o bilhete aéreo usando pontos/milhas ou tentando comprar aquela oferta anunciada no FB, que dirá in loco. Quanto mais preparados (planejados, pesquisados) estivermos, melhor.  Porque perrengues acontecem com todo viajante, desde muito antes de Júlio Verne; manter a calma e o bom humor mesmo nas horas de crise nos ajuda a encontrar soluções mais rapidamente e nos prepara para curtir bem o restante da viagem e contar essas histórias por meses para os amigos na volta.
Inveja. A grama do vizinho é sempre mais verdinha desde o Jardim do Éden (afinal, Adão e Eva não pularam a cerquinha só pelas apetitosas maçãs da serpente?). Mas, já dizia Lulu Santos, tudo muda o tempo todo no mundo. Ao longo dos anos, mudam o cenário econômico, a conjuntura política, o preço das coisas, a burocracia, as mãos das ruas, o número dos ônibus, a linha do metrô, os bairros mais cool; mudam, sejamos bem francos, até suas próprias preferências e prioridades. Então não adianta você querer fazer exatamente o mesmo roteiro que seu amigo AMOU se isso já faz algum tempo ou mesmo se o budget dele é muito diferente do seu.  Nem praguejar porque SÓ você não consegue encontrar aquela ofertaça divina que todo mundo retuitou.  Porque cada viajante tem um perfil, um gosto, um estilo. E até as ilhas gregas, por exemplo, podem não ser tão divertidas e inesquecíveis no gélido inverno quanto são no verão; mas a viagem bem planejadinha pode ser tão boa quanto.
Preguiça. Esse pecadão não pode ser cometido nem antes, nem no durante de uma viagem; só no depois. Daí toda a preguiça do mundo te será permitida. Mas uma viagem bacana de verdade não cai do céu no seu colinho, não;  envolve gastar umas boas horinhas (ou dias, ou semanas, ou até meses, dependendo do viajante) pesquisando e planejando as melhores opções de passagens, hotéis, restaurantes, passeios – e, convenhamos, com o advento da internet essa tarefa fica cada vez mais fácil para todos nós.  Não que a máxima “dormir eu durmo na volta” deva ser levada a ferro e fogo mas, uma vez no destino, xô preguiça também: dê tempo para o corpo se ajeitar com os jet lags da vida, é claro, mas aproveite seus dias de viagem para caminhar, explorar, visitar, experimentar.
Vaidade. Toda vez que eu recomendo nas entrevistas, posts e matérias que se leve só um ou dois casacos e apenas 3 pares de sapatos no total para qualquer duração de viagem, metade da torcida do Flamengo acha que eu pirei na batatinha e viajei na maionese. Não importa se você vai estar com mesmo casaco em todas as fotos ou se vai sair quase todo dia com o mesmo calçado (obviamente a roupa de baixo e as meias você vai trocar todo dia, certo?). A palavra de ordem ao montar uma mala de viagem é conforto e a filosofia de vida do viajante frequente nesse quesito é “menos é mais”, sempre.  O excesso de bagagem não só vira um transtorno no dia-a-dia da viagem (uma mala pesadona é chata de puxar até no aeroporto) como, geralmente, acaba representando também gastos extras, já que quase todas as companhias limitam muito os volumes despachados (sobretudo nos voos internos na Europa, Ásia e América do Norte). Você pode dar vazão à sua vaidade caprichando nos acessórios, por exemplo; mas sem comprometer sua facilidade de deslocamentos e saúde do seu bolso.

E você? Faz uma leiturinha diferente dos sete pecados? Conta aí ;)

2 de ago. de 2012

Amigos de viagem

Vocês sabem que eu gosto mesmo de viajar sozinha e vivo estimulando (ou encorajando, sei lá) quem ainda tem receios de sair desacompanhado por aí - devo falar tanto sobre isso que tem muita gente que me associa muito mais com essa coisa do solo travel que com o mundo das viagens e turismo em geral ;-)
Mas, por mais que eu realmente goste e me sinta confortável rodando o mundo sem companhia várias vezes ao ano, eu também gosto, e muito, de viajar bem acompanhada de vez em quando. Bem acompanhada a gente vai a qualquer lugar, pela própria companhia, não é?
Afinal, viajar sozinho, eu sempre defendi, não tem nada a ver (ao menos não necessariamente) com virar ermitão e fazer um isolamento espiritual por aí. Acho que o mundo só é um lugar incrível porque tem GENTE nele. Por isso mesmo, dentre as coisas mais bacanas e importantes das minhas viagens, esteja eu sozinha ou acompanhada, estão os amigos que eu fiz na estrada - dos amigos que conheci ao acaso por aí às amizades que se estreitaram de fato ao dividir a jornada com alguém. Não tem uma célebre frase que diz "se quiser conhecer alguém de verdade, viaje com ele"?  Pois então.

Há algum tempo, fiz um post exatamente sobre isso lá no Saia pelo Mundo. Falei lá como sou sortuda em voltar de quase toda viagem com um bom amigo na mala - uns mais amigos, outros menos, é claro, mas é raríssimo eu voltar de um destino sem um novo. E isso não quer dizer só colocar um contatinho a mais no meu Facebook, não! É ter um laço com alguém, cultivar o contato frequente, bater papo, trocar ideias, planejar outras viagens, visitar se moram em outra cidade/país.
Aliás, até das viagens a trabalho eu volto com novos amigos; amigos jornalistas, em geral, que deliciosamente eu acabo reencontrando em eventos da área ou, com muita sorte, em outras viagens. Essa última, a Santiago, por exemplo, éramos quatro jornalistas que só nos conhecíamos de nome. E foi praticamente amor à primeira vista o que rolou entre nós todos - na verdade, amor à primeira taça de Malbec na longa conexão que tivemos em Buenos Aires na ida. Já chegamos a Santiago como BFFs (é que foram várias taças de vinho, porque a conexão era MUITO longa mesmo, gentche :P  ), rimos como velhos conhecidos do colégio em todos os cinco dias que passamos juntos (com óbvia menção honrosa para um membro específico do quarteto nesse quesito :D ), descobrimos mil afinidades (e outras mil diferenças entre nós, é claro) e trouxemos a amizade para o dia-a-dia em São Paulo mesmo (desculpaê, mas somos tão afinados que já estamos conhecidos por aí como FabFour)
Se estamos abertos para o novo, a gente pode fazer um novo amigo de viagem no lounge do hotel/hostel, na paradinha para o café, na fila do museu, na espera no aeroporto, no assento ao lado no avião. Tem gente que encontra até o amor da sua vida em viagem, não é mesmo? Porque, sim, as melhores coisas de se viajar são as pessoas que conhecemos pelo caminho, as histórias que ouvimos, as experiências que vivemos e os amigos que trazemos.
Então, se você é daquele tipo que vive receoso em sair por aí desacompanhado com medo de se sentir sozinho, esse post é pra você: pode ir sem medo que a vida on the road é sempre cheia de pessoas incríveis. "Ficar sozinho" a gente só fica numa viagem (e antes e depois dela também) como, quando, onde e SE a gente quiser.