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8 de jul. de 2013

Rapidinhas

Imagem publicada nas redes sociais pelo novo Four Seasons St Petersburg
Notícias curtinhas e pontuais sobre nosso mundinho das viagens nesta segundona preguiçosa (emenda de feriado para muitos leitores de SP) :

- Para quem for a Florença, Itália, nesse verão europeu: o Four Seasons Firenze (falo dele aqui) acaba de lançar, em meio a seus 4.5 hectares de gramados, o Al Fresco, o novo restaurante em estilo pop up (temporário), que ficará aberto somente até setembro próximo. Quem estiver na cidade pode dar sua passadinha por ali para provar, ao ar livre, em pleno verão da Toscana, as delícias típicas da culinária rústica e tradicional das trattorias da região.

- Falando em Four Seasons, a rede acaba de abrir as portas de mais um hotel: o ubber Four Seasons St. Petersburg, na Rússia, inaugurado ontem, já nasce todo celebrado pelas principais publicações de viagem e do mercado de luxo no mundo (e fizeram uma campanha gracinha pre-opening com seu leãozinho mascote nas redes sociais)

- Curte crônicas rapidinhas e o universo da boa gastronomia local e das viagens? O Conexão Paris, que agora virou também editora, acaba de lançar um novo título, o Na Mesa Cabe o Mundo, de Evandro Barreto - publicitário carioca, co-criador do Rock in Rio e um dos “pitaqueiros” mais participativos do Conexão.   Recebi o livrito no final da semana (merci, meninas!) e li em duas horinhas - daquele tipo de livro que deixa viajar sem sair do lugar, com causos e dicas de onde e o quê comer do Rio de Janeiro à Paris. À venda somente pelo site.

- Mulherada que for para a Europa: recebi a dica do Tweety Beauty, um site que vende cosméticos de marcas internacionais (Heliocare, Endocare, Neostrata etc,  com promessa de até 60% de desconto) que diz ter 85% brasileiros em sua clientela.  Alguém já usou? Não usei ainda - que fique bem claro - mas vi que dá pra pedir para entregar direto no hotel no continente europeu, como o pessoal costuma fazer com Amazon, Best Buy e afins nos EUA. Se alguém testou e aprovou, avise aqui, plisss ;)

1 de jul. de 2013

Vancouver express


Chegando em Vancouver de navio, ao amanhecer
 O cruzeiro pelo Alasca no Silver Shadow, que tinha começado láaaaa em Anchorage (e sobre o qual você pode ler aqui) terminou já em terras canadenses, na linda cidade de Vancouver.
A nova zona portuária, a torre Lookout e o estádio olímpico lá no fundo, à esquerda
 Foi minha primeira vez ali e eu já mezzo que caí de amores por Vancouver quando o navio começou a entrar em sua baía, bem cedinho, com os primeiros raios de sol se deixando refletir nos edifícios da cidade. Aproveitei para ficar dois dias ali antes de voltar para casa - e teria ficado mais, não fossem os voos lotados para o Brasil nos 3 dias subsequentes à minha partida.
Em Gastown
 Vancouver é mesmo encantadora. O novo porto é lindo, com direito à promenade, mirantes e até um shopping ali mesmo; a cidade é uma graça e muito fácil de explorar à pé; e ela ainda tem muito, muuuuito verde em toda parte e é super bike-friendly.
Ui!
Fiquei hospedada no ótimo Le Soleil, um hotel boutique mais ou menos novo em downtown tão pertinho do porto (4 quadras!) que eu fui à pé do desembarque até lá (a maioria dos hóspedes do cruzeiro ficou hospedada no lindo Four Seasons Vancouver e no clássico Fairmont, também ambos praticamente ao lado do porto). Hotel bom, quartos super espaçosos (todos têm saleta separada), serviço super simpático, wifi grátis e localização excelente, que me deixou fazer quase tudo à pé, uma maravilha. Anexo ao hotel fica um bom restaurante (o Cooper Chimney, barato e lotado, sobretudo na happy hour) e é ali que eles servem o café da manhã à la carte, incluído na diária (a gente recebe voucher no check in).
Ahá! Flagrei o Silver Shadow ainda ancorado no porto, no canto esquerdo da foto ;)
 O centro é muito fácil de explorar. Os moradores costumam brincar que ali da Hornby St (que era justamente onde ficava meu hotel) basta andar meia hora num raio para qualquer lado que você termina de explorar a ilhota central. E não é exagero: dá pra caminhar (ou pedalar, e são vários os pontos pra aluguel de bikes) para qualquer canto, numa boa.
Stanley Park: imperdível...
... e também tem totens aos montes! ;)
 Do meu hotel, eu caminhei por toda a região chamada de Robson atrás dos (agora) famosos food trucks da cidade, bisbilhotei o comércio (o Pacific Centre Mall e o Royal Centre Mall ficam bem por ali, e há outras inúmeras outras lojas em Yaletown), fui à bela (e enorme) Vancouver Art Gallery, a Vancouver Public Library, percorri a Water St em GasTown até o antigo relógio a vapor (nas ruas de Gastown há muito artesanato à venda também), zanzei pelo West End e dei até um pulo rápidão em Chinatown.  E aproveitei para me deliciar com os chás e quitutes da fofa, fofa, fofa The Urban Tea Merchant, representante oficial da adorável TWG no Canadá (curti tanto que vou fazer um outro postzinho só pra ela).
 Fiz um passeio bem legal com a Tour by Locals numa tarde para conseguir me deslocar para os cantos mais afastados ganhando tempo. Gostei mesmo. Pontuais, super solícitos, cheios de informação, educadíssimos.  E me contaram sobre várias coisas que nem estavam no programa, como o curioso (e bastante controverso) sistema de apoio aos viciados em drogas da cidade.
Basta pegar um ferry (4 dólares) para chegar a North Vancouver
 Com eles eu fui ao belíssimo (e enorme!) Stanley Park: o parque é tão bacana que dá pra curtir à pé, em bicicleta ou de carro e há espaço pra todo mundo, de esportistas à famílias com bebês. O dia estava lindo e um monte de gente se refastelava ao sol, deitados sobre a grama verdinha, verdinha; e, além do lugar ser lindo por si só,  a vista de Vancouver dali é sensacional.
Um pedacinho da imensa ciclovia que está por toda a cidade
Árvores que são pura história (e resistiram - assim, assim - a uma tempestade terrível há alguns anos)
 Depois atravessamos até Sunset Beach para tomar um dos False Creek boats para ir a Granville Island. Fiquei a-pai-xo-na-da por Granville. Um outro mundo. A gente já desce do diminuto barquinho (a jornada é carinha, ida e volta por cerca de 6 dólares, numa travessia que dura minutinhos) com música ao vivo tocando (curiosidade: somente músicos cadastrados e aprovados podem tocar nas ruas de Granville!).
Sunset Beach
Um dos barquinhos que fazem a travessia a Granville Island
 Depois, a ilha é dividida em zonas, compondo um grande mercado para quem quer fazer feira, comer ou levar comida pronta para casa (há diversos restaurantes das mais diversas etnias por ali), comprar decoração para casa, itens para crianças e mais uma série de mercadorias - tem até a Broom Co, uma loja que só vende... vassouras! Tudo muito limpo e organizado, com muito espaço para convívio ao ar livre: mesas de piquenique, bancos de praça, gazebos etc. Tem até hotel, universidade e casa de tarô :D E False Creek é queridinha também de quem curte caiaques.


Vai uma vassourinha aí? :P
 O transporte público em geral funciona super bem (inclusive o SkyTrain, para ir ao aeroporto) e as heranças olímpicas estão por toda parte, inclusive no belo estádio que se vê de muitos pontos da cidade. Há também ônibus escolares antigos convertidos em ônibus que fazem rotas distintas de city tour pela cidade.

 Para o jantar, duas recomendações: o hypado Yew Seafood and Bar (dentro do Four Seasons Vancouver, que vale no mínimo pelos drinks excelentes do mixologista Justin Taylor e pelo pé direito altíssimo); e o super relax Forage Restaurant , no West End, para provar as delícias do chef Chris Whittaker (o flat bread é ma-ra-vi-lho-so) acompanhadas dos vinhos locais (sim!) e cervejas artesanais servidos ali.
O meu quarto no gracinha Le Soleil
 Para ver a cidade do alto e num alcance panorâmico, o negócio é subir no Vancouver Lookout (16 dólares) que fica bem pertinho do porto, no Harbour Center.  Para fazer como um morador local, vale pegar o SeaBus na Waterfront Station e cruzar no ferry até North Vancouver, 15 minutos distante - do lado de lá fica o Lonsdale Quay Market.  Para quem for durante o inverno, dizem que a boa é escapar a Grouse Mountain.
O antigo relógio à vapor (que hoje funciona motorizado mesmo)

A bela Vancouver Art Gallery
O famoso (e controverso) Japadog
No mais, fiquei surpresa em encontrar uma cidade tão eco-friendly (os lembretes de consciência ecológica estão por toda parte, espalhados na cidade, assim como as lixeiras; e a qualidade e a extensão da ciclovias são mesmo louváveis) e de gente tão amigável, numa mistura étnico-cultural impressionante, com enormes comunidades de imigrantes, que me lembrou uma das coisas que mais gostei em Toronto.  Pena que foi tão rápido; quero muito voltar. 

30 de mai. de 2013

Compras em Orlando

Se nos parques em Orlando eu encontrei menos brasileiros do que esperava no comecinho de maio passado, com os malls e outlets aconteceu exatamente o oposto: em lugares como o Mall at Millenia e nos Premium Oulets a  quantidade de brasileiros passeando, comprando e até vendendo era impressionantemente grande.
Fiquei surpresa em ver como os brasileiros compram de forma organizada por lá: todo mundo que eu encontrei tinha lista de produtos, lojas e preços em mãos, e a maioria já chegava aos shoppings sabendo exatamente em que lojas ir e o que comprar. Eu, que não tinha nenhuma compra em mente e fiz só umas compritas eventuais devido a ofertas que encontrei em algumas lojas, me senti praticamente um ET por lá :)
Sou uma figura esquisitinha e não curto muito shopping centers. Gosto de compras ocasionais, daquelas que acontecem quando a gente está passeando, vê uma loja, entra, gosta de algumas coisinhas, compra e tchau. E, em geral, prefiro lojas de rua mesmo. Eu era tão ET em Orlando que fui ao Wallmart ver se havia ofertas de malas - lotaaaaaaaaaaaaaado de brasileiros à noite - e saí do local com um único pacote de Reese´s em mãos, ju-ro. Mesmo assim, visitei alguns dos shoppings mais procurados pelos brasileiros, como Premium Oulets e o The Mall at Millenia com sucesso ;)
O hall central do Mall at Millenia
 No The Mall at Millenia cheguei bem cedinho, com o shopping abrindo, o que foi ótimo: pouquíssima gente, lojas e corredores vazios, uma maravilha. Fiquei muito bem impressionada com o shopping: bonito, super limpo (inclusive nos banheiros, impecáveis), ótimos restaurantes (praça de alimentação com fast food mas também vários à la carte, como o Brio) e com uma variedade de lojas louvável. Tem um corredor do luxo, com as big brands, mas tem também várias lojas populares - eles definem seu target como "from Gap to Gucci" :)  E tem AppleStore também, a loja mais visitada por brasileiros ali.
Para quem tem filhos: a Disney Store dos Premium Outlets é mesmo bem mais em conta que as lojas dos parques
Dos dois Premium Outlets da cidade, o da International Drive é o maior. Em formato horizontal, com os corredores ao ar livre, é agradável para caminhar. A vantagem do shopping (menos bonito e muito mais cheio que o Millenia) é mesmo o fato de ter lojas de outlet, com produtos de coleções passadas a preços bem baixos (a loja da Samsonite foi a única das que entrei que não vi descontos significativos nas peças). Aproveitando as araras e setores de desconto nas lojas (não são raras as araras de roupas "75% off"),  e com paciência de Jó, dá pra achar umas barbadas mesmo (até eu me rendi e fiz uma comprinha histórica na Ralph Lauren - 5 blusinhas + 1 saia rendada de festa por menos de US$25 no total). Ali as lojas mais procuradas pelos brasileiros são Puma, Victoria Secret´s, Nike e Michael Kors (affe).
Corredores ao ar livre no Premium Outlet da International Drive
Para comprar as bobageiras nossas de cada dia - cosméticos básicos, chocolates, chicletes etc - continuo achando os Wallgreen´s da vida os melhores.

Uma dica legal, seja para shopaholics ou compradores eventuais, é imprimir grátis um Orlando Magicard no site do Visit Orlando. O cartão dá desconto em vários hotéis, restaurantes e shoppings - como os Premium Outlets e o The Mall at Millenia, citados aqui (e também no gigante The Florida Mall). É só apresentar o cartãozinho no atendimento ao cliente do shopping para ganhar uma sacolinha com o cupom de descontos e promoções nas lojas indicadas. 

27 de mai. de 2013

Orlando para iniciados: um dia em Winter Park

 Mesmo sendo uma marinheira de primeira viagem em Orlando, acho que o que mais gostei da viagem toda foi justamente o que a maioria dos turistas acaba vendo somente numa segunda ou terceira visita. Um dos grandes highlights da minha semana por ali foi justamente o dia que passei em Winter Park, o bairro nos subúrbios de Orlando que mais parece uma cidadezinha parada no tempo. Ali, as ruas são mais estreitas, as calçadas são largas e cheias de gente de todas as idades caminhando, o trânsito bem mais tranquilo e as faixas de pedestres são abundantes, as quadras são pequenas e repletas de lojinhas, restaurantes e cafés de nomes desconhecidos.
 Winter Park ganhou esse nome porque, originalmente, foi formado por moradores da região norte dos EUA que migraram para lá em busca do clima quente da Flórida, fugindo dos invernos rigorosos em suas cidades natais. Acabou virando a mais antiga comunidade da Flórida central, fundada nos anos 1800.
 Para quem não sabe, além de parques, shoppings e campos de golfe, Orlando tem também inúmeros lagos; e Winter Park fica bem na congruência de vários deles. Nos últimos tempos, o bairro andou ficando famoso também pela gastronomia, com restaurantes locais aparecendo entre os queridinhos de muita gente, inclusive celebrities (como o ótimo Park Plaza Gardens, de boa comida, bom atendimento e ambiente gracinha; e tem menu especial de almoço).

 A Park Avenue (chamada nas publicações americanas comumente de "Orlando´s Ocean Drive) é a grande artéria do bairro. Nela e em todas as perpendiculares a gente encontra motivo de sobra para um belo footing: um monte de galerias de arte contemporânea super descoladas, lojinhas de todo tipo (de roupas de jovens estilistas e marcas próprias de perfumaria a lojinhas de decoração no estilo "mais kitsch impossível"), cafés  fofos, chocolaterias. E as casinhas ainda têm uma arquitetura toda particular, com fachadas de tijolos, uma graça.


 Ali fica também o adorável Charles Hosmer Morse Museum of American Art que tem, entre outras muitas coisas, o maior acervo das obras de Louis Comfort Tiffany em jóias, cerâmicas, pinturas e, claro, vitrais, janelas e até um altar de igreja completinho trasladado até ali - absolutamente impressionante o trabalho que ele conseguia fazer com vidros coloridos, sem pinta-los ou tingi-los, criando figuras, cenas, retratos.


 Outro programa diferentão é entrar num dos tours de barco pelos lagos, oferecidos pela Scenic Boat Tour de hora em hora. Por US$12 por pessoa (US$6 para crianças), a empresa cujo pier está no lago Osceola (a cinco minutinhos da Park Avenue) oferece tours todos os dias atravessando os sete lagos e dois canais do bairro, por entre mansões, palmeiras, ciprestes, flores, a Rollins Arts College e até um crocodilo que dá as pintas por ali ocasionalmente. O passeio guiado é um pouco arrastado e o humor dos americanos, sabemos, pode ser um pouco raro :D  mas as crianças costumam curtir muito.



 Para os maiores de 18 anos, o fecho perfeito para um dia de passeios por Winter Park é o adorável The Wine Room. Quem curtiu a dica do Bocanáriz de Santiago certamente vai adorar essa também. O estilo é bem parecido: ali você pode comprar uma infinidade de rótulos de vinhos,  champagnes e alguns destilados; nos fundos, vendem queijos, frios e um ou outro quitute. Mas a grande vedete da casa são os 150 rótulos de vinho de diferentes uvas e dos cinco continentes disponíveis para degustação em máquinas vinomatic. Tem gente dia e noite se divertindo nessa "árdua tarefa" por ali; e a casa fica literalmente lotada durante a happy hour. Funciona assim: ao entrar, você pede para comprar um cartão para degustação, que pode ser carregado com qualquer valor múltiplo de 5, desde US$5. Você insere seu cartão numa das máquinas, escolhe o vinho que quer beber e é só pressionar o tamanho da dose que deseja (degustação, generosa ou taça cheia).


Há degustações de todo preço porque, é claro, existem vinhos de todo preço, dos chardonnays californianos aos brunellos (taças desde US$1,50). Se acabar seu crédito, pode carregar mais, é claro; se sobrar, pode guardar para usar num outro dia. E quem não bebe vinho pode usar o mesmo sistema para tomar água, cafés, refris etc.
Dia perfeitinho. 

25 de mai. de 2013

Milão: arte, moda, compras e hotéis boutique para ninguém botar defeito

Os quartos modernosos do gra-ci-nha UpTown Palace
 Já contei aqui como meu caso de amor com Milão aconteceu só na segunda visita. Se na primeira vez na cidade eu fiquei meio decepcionada, comparando-a o tempo todo com Roma, na segunda vez eu finalmente entendi a cidade (não tem como comparar; é tipo ficar comparando São Paulo com Rio, Madri com Barcelona – são muito diferentes) e me apaixonei por ela. E, vocês sabem, quando eu caio de amores por um destino, dou sempre um jeitinho de voltar pra ele.
O título de "melhor risoto milanês da Itália" pertence ao restaurante do hotel Villa Torretta
 Pois estive agora em abril passado mais uma vez na queridinha Milão e fui – além de comer um belíssimo risoto à milanesa! – checar o que há de novo na cidade em termos de moda, hotelaria, gastronomia, compras. Claro que fiz meu passeio pelo Duomo (passei por aquela construção estonteante, aliás, todos os dias), atravessei a Vittorio Emmanuele até o Scala, bati perna na Montenapoleone. Mas também pela primeira vez à ENCANTADORA Pinacoteca (recomendo muito!), visitei hotéis novos e até me rendi ao consumo.
Ah, o Duomo!
 Da hotelaria, me chamaram a atenção as novas aquisições da bandeira MGallery, o braço de hotéis boutique cheios de bossa da Accor: o adorável e modernoso UpTown Palace e o Grand Visconti Palace, recém-reinaugurado e remodelado.  No Gran Visconti, os quartos que ainda não foram reformados são grandes mas a decoração está bem caidinha; os novos ficaram bem legais, elegantes, com cores sóbrias mas decór bem contemporâneo. Ocupando um antigo palácio (que já foi até moinho em outras épocas!), quer criar uma proposta de mix entre o clássico e o contemporâneo; acho que faltam ainda alguns ajustes, mas tem tudo para dar certo (ainda conta com restaurante bacanudo no último andar, academia, piscina e uns jardins gracinha bem no centro de Milão).
Visita privativa a um ateliê de moda em Milão: para deixar qualquer fashionista maluca
 Já o UpTown Palace virou meu queridinho. Bem ao lado da Corso di Porta Romana (ótima e bem mais tranquila para quem gosta de comprinhas, e  a menos de 10 minutos de caminhada até o Duomo), é a perfeita tradução de um hotel boutique contemporâneo, cheio de bossa e design nos ambientes, ocupando um altíssimo edifício que já foi um banco – e vários dos quartos têm vista para o Duomo. Só falta ali um restaurante legal.  E, seguindo a proposta de “momento memorável”, como é regra em todos os hotéis MGallery, sua experiência única disponível exclusivamente a seus hóspedes é uma visita privativa ao ateliê de um jovem estilista italiano para acompanhar seu processo de produção – puro deleite para fashionistas (e experiência interessante até para quem nem curte esse mundinho).
A genial Pinacoteca: quase sem turistas e imperdível
 Também fui às compras, é claro. Além dos endereços tradicionais de shopping à milanesa (da ubber Montenapoleone à popular Corso Vittorio Emanuele), fiz também um programete pela primeira vez em Milão: me aventurei por um de seus famosos outlets. Escolhi de cara o maior e mais interessante deles, o  Serravalle Design Outlet.
Versace e Prada: dois dos outlets mais disputados no Serravalle
O Serravalle não fica em Milão – fica já na metade do caminho à Gênova, a 50 minutos do centro da cidade; mas a parte boa é que você pode chegar lá tanto em carro alugado como, super convenientemente, nos ônibus (servizio navetta) que fazem diariamente o trajeto do Foro Bonaparte, em Milão, às portas do shopping.  Para quem curte compras, a escapada vale: são 300 lojas outlet, das mais diferentes marcas, que prometem descontos de até 70% (a loja da Prada é simplesmente sensacional e, com peças desde 20 euros, conquista até quem nunca comprou nadica da marca).  Térreo, todinho ao ar livre, como se fosse mesmo uma vila, o shopping é uma graça, gostoso de andar – e com fartas opções para a pausa para lanchinho ou almoço, de Burger King a restaurantes à la carte.
Surpresas e novidades nessa cidade nunca faltam.



CONEXÃO EM MILÃO

Desde que a TAM começou a operar esse voo direto de São Paulo a Milão, muitos brasileiros começaram a usar a cidade como ponto de conexão para outros destinos; e, nem sempre, a conexão que queremos - depende mesmo do destino - consegue ser imediata e às vezes um pernoite é necessário. Ou a conexão é longa demais e o viajante quer tomar um banho e descansar um pouco antes do novo voo. Tem ainda quem vai de Milão a outros destinos e não incluiu o destino final no mesmo ticket aéreo saindo do Brasil; e daí precisa mesmo contar com um pernoite na cidade, por garantia (e esse era o meu caso dessa vez).
Então resolvi testar também um dos hotéis do aeroporto de Malpensa, do mesmo jeito que já testei vários dos que ficam em Barajas, em Madri. E foi mesmo uma maravilha, em pleno pós feira do design, com praticamente todos os hotéis lotados ou hiper inflacionados, encontrar o Ibis Malpensa a 52 euros no booking.com.
Como em qualquer Ibis, a oferta (o preço do booking.com era o mesmo do site do hotel) não incluía nadica além de quarto e internet wifi. Café da manhã, jantar e lanches rápidos eram vendidos a preços bem razoáveis (e, vale dizer, funcionários pouco simpáticos ou prestativos). Mas incluía também os providencialíssimos transfers de e para o aeroporto a cada meia hora - pude usa-los mais de uma vez (ou seja, não apenas para ir e voltar do aeroporto para voar como também, durante a conexão, para ir e voltar até Malpensa e pegar um transporte ao centro, dar um volta, jantar etc - vale saber que os ônibus tipo fretadinho de Malpensa à Stazione Centrale demoram no mínimo 45 minutos no trajeto e custam desde 6 euros cada trecho).
No mais, quartos bons e ambiente bastante gostoso (embora a internet pegasse bem no quarto também, o lounge era o lugar onde ao longo do dia muitíssima gente descia com seus notebooks, tablets e celulares para usar internet enquanto batia papo com outros viajantes e tomava alguma coisinha do bar), a dez minutos do aeroporto. Para uma noitezinha de conexão, bem legal.