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4 de jul. de 2013

Voando com a Delta

Belas poltronas reclináveis na executiva da Delta
Já que no último post falei sobre novidade do mundinho da aviação, aproveito para mencionar aqui como foi voar com a Delta pela primeira vez nessa viagem ao Alasca em junho.
Comprei (através da minha agente de viagens, dessa vez) com a Delta porque eles tinham mesmo o melhor preço dentre as opções que apareceram na época (para quem não lembra, me decidi por essa viagem ao Alasca dez dias antes, uma correria, voos lotados etc) e porque, voando Delta, juntaria boas milhas no Flying Blue, que é meu programa de fidelidade aéreo predileto.
Poltronas individuais nas laterais da executiva: bem bolado
 O bilhete (em econômica) envolveu várias conexões diferentes (já que meu cruzeiro chegava e saía de pontos distintos, e sem voos diretos ao Brasil) mas tive também a sorte de conseguir um providencialíssimo upgrade para a classe executiva bem no primeiro voo, saindo do Brasil - o que me permitiu fazer uma avaliação mais completinha do serviço em geral para deixar aqui.
Necessaire Tumi...
... e jogo USB e tomada completinha: só na executiva
 O voo SP-Atlanta em classe executiva foi excelente: bastante espaço, poltronas individuais nas duas fileiras laterais (o que é ótimo para quem viaja sozinho, seja a trabalho ou lazer), assento com bastante reclinação (vira quase uma caminha), entretenimento individual bem completo, belo jogo de cobertor e travesseiro, serviço simpático, boa comida e bons vinhos. E ainda uma necessaire gracinha da Tumi para os passageiros.
Na executiva de ida, SP-Atlanta: jantar...
... e café da manhã
 Depois, fiz outros 3 trechos na América do Norte (dois deles longos e um bem curtinho) e a volta para o Brasil (desde NY) em econômica. Nos voos domésticos, houve serviço de bordo, com bebidas não alcoólicas e petisquinhos gratuitos (ao contrário do que acontece em muita companhia norte-americana), mas sem entretenimento individual.
No voo internacional, cerveja e vinho incluídos na classe econômica, boa comida, entretenimento individual bastante bom; só o café da manhã servido na chegada ao Brasil achei frugal demais. O espaço entre poltronas e a reclinação delas é sem novidades, o mesmo padrão da maioria das aeronaves que faz a rota Brasil-EUA. Mas gostei bastante do serviço de um modo geral, em todos os voos, cortês e eficiente (beeeem diferente da concorrência americana).
Na econômica da volta: jantar...
... e café da manhã
Só tive problemas com o atendimento em terra em Seattle, quando meu voo para Detroit (somente de lá eu seguiria para o Brasil) foi cancelado e a funcionária não conseguia encontrar uma solução alternativa (nem tinha muita vontade para tal). Mas o atendimento no call center (havia telefones para ligar gratuitamente para eles no saguão do aeroporto) foi eficiente e conseguiu me encaixar em outro voo, via NY, e fiz tudinho a tempo.

O bacana da confusão dos voos foi que, ao ser levada ao JFK para tomar meu voo de volta ao Brasil, acabei conhecendo de lambuja o novo Terminal 4, da própria Delta, inaugurado recentemente. Ficou lindão mesmo e bem organizado - só falta ali um free wifi ;)

Com a troca de voos, cheguei em Guarulhos sem minha mala; mas ela chegou inteirinha no final do dia seguinte, thanks God. Prontinha para voar de novo ;)

3 de jul. de 2013

Ethiopian Airlines agora tem Dreamliner no Brasil


O 787 Dreamliner da Ethiopian recém-chegado ao aeroporto do Galeão antes de voar para Guarulhos, São Paulo
 Nessa última segunda-feira, o Brasil recebeu, enfim, o primeiro voo de um Dreamliner (Boeing 787). Para quem curte e/ou acompanha notícias da aviação, sabe que esse foi um grande feito: apesar de recentes controvérsias, o Dreamliner está no dream team (oops, sorry pelo trocadilho :D) da aviação contemporânea, entre os grandes e revolucionários aviões que andam mudando a cara do mercado.
Enquanto ouvíamos promessas de outras companhias que já operam por aqui trazerem seus novíssimos Dreamliners para operar nas rotas envolvendo o Brasil (inclusive a LAN), qual não foi a surpresa geral ao tomarmos conhecimento de que a Ethiopian Airlines, que começa agora a voar para São Paulo e Rio, seria a primeira (enfim!) a trazer a aeronave para cá.
Aceitei o convite da Ethiopian, feito pela AVIAREPS, para participar da primeira coletiva a bordo do Boeing 787 Dreamliner como parte das atividades de divulgação do voo inaugural da Rota Addis Ababa (ou Adis Abeba) para Rio de Janeiro e São Paulo. Infelizmente, não voamos até a Etiópia, mas bem que gostaríamos :D
A coletiva aconteceu no voo inaugural, mas só no trechinho entre Rio de Janeiro (Galeão) e São Paulo (Guarullhos) - o voo vinha de Addis Ababa, Etiópia (com escala técnica em Lomé, no Togo) e seguiria para Addis Ababa novamente.
A classe executiva...
... e a classe econômica da Ethiopian Airlines
 Batizado debaixo de muita chuva ao chegar ao aeroporto do Galeão, o avião já atrai as atenções por fora mesmo, grandão quando comparado às aeronaves que estão ao lado nos outros fingers. Por dentro, ele não parece grande; apenas comprido, longo. E estava novinho, é claro, tinindo. Desenho bonito dos compartimentos de bagagem e composto de materiais que mesclam substâncias como fibra de carbono e plástico na estrutura principal (a Boeing garante, segundo Donna Hrinak, presidente da empresa no Brasil, que ele consome 20% menos combustível que outras aeronaves do mesmo porte e maior umidade do ar a bordo).
Janelinhas com redução gradual de luminiosidade por acionamento eletrônico em todas as classes
Chamam a atenção de cara suas janelinhas (que são as maiores da aviação comercial mundial atualmente) que não se abrem e fecham com os flips de sempre - são acionadas eletronicamente por botões na parte inferior de cada uma delas que escurecem o vidro através da redução gradual de passagem de luz.
Design bonitón para os compartimentos de bagagem
 Durante o voo Rio-São Paulo que fizemos (na classe econômica, bien compris), a decolagem silenciosa e sem trancos foi o que mais chamou minha atenção. O 787 Dreamliner da Ethiopian que fica nessa rota Etiópia-Brasil (a companhia possui cinco aeronaves desse modelo no total) tem 24 assentos na classe executiva e 246 na econômica (na econômica, o espaço entre os assentos é o mesmo da maioria das demais aeronaves que fazem voos intercontinentais). Na executiva as comissárias usam uniforme diferente, inspirado nos trajes típicos etíopes (e comissários brasileiros devem integrar o staff da rota a curto prazo) e os voos de e para o Brasil contarão também com opção de prato típico etíope dentre as opções de menu disponíveis.
A comissária Hilena com o traje especial de serviço da classe executiva
 Os 787 Dreamliner tiveram que permanecer em solo de janeiro a abril por dois incidentes consecutivos com suas baterias de íon-lítio. "Mas nós nunca tivemos quaisquer problemas com essa aeronave e a companhia foi a primeira a estar pronta para voltar a utilizá-lo no final desse período", frisou Tewolde Gebremariam, CEO da Ethiopian que veio no voo inaugural.
 A coletiva da Ethiopian à bordo do Dreamliner
O simpático Gebremariam, aliás, fez questão de cumprimentar os brasileiros pela conquista da Copa das Confederações (disse que viu o jogo no aeroporto etíope, e torceu ;D) e frisou que a nova rota não quer apenas ligar Addis Ababa ao Rio e SP mas sim conectar a África Oriental com a América do Sul como um todo, e mais rapidamente - além de promover o turismo etíope, é claro, e conectar os BRICS.  "É importante destacar também que somos atualmente a única companhia aérea africana rentável", completou.
A lindona cabine do 787...
... e detalhe do sistema de entretenimento da econômica (com entradinha USB)
De Addis Ababa é possível fazer conexão para diversos destinos da África, Oriente Médio e Ásia.  Num ano em que a Etiópia apareceu nas hot lists de destinos a se visitar das mais influentes publicações de turismo do planeta, taí um grande feito. 

8 de fev. de 2013

Delta e Starwood anunciam nova parceria


Atenção doidos por milhas e pontos de fidelidade como eu: a Delta Air Lines e a Starwood Hotels and Resorts  (dos hotéis Sheraton no Brasil, por exemplo)  anunciaram uma parceria que oferece benefícios novos aos membros do SkyMiles Medallion da Delta e aos membros de nível elite do Starwood Preferred Guest® (SPG®). 
O novo programa, batizado de Crossover Rewards, valerá a partir de 1º de Março e permitirá compartilhar os benefícios dos dois programas, acumulando mais milhagem e Starpoints. Alguns benefícios extras também estão disponíveis, como prioridade de check-in, late check-out às 16 horas e acesso gratuito à internet de alta velocidade em qualquer um dos mais de 1.100 hotéis e resorts da Starwood. Também ganharão uma milha por dólar gasto em quartos com tarifas selecionadas, quando se hospedam em um hotel da Starwood, além dos Starpoints que ganhariam normalmente pela estadia; despacho gratuito de uma bagagem; prioridade de check-in e prioridade de embarque voando Delta e um Starpoint por dólar gasto em voos selecionados, em acréscimo às milhas que já ganhariam por seu voo.
O detalhe not so cool: esses benefícios todos, por enquanto, só são válidos para os membros de nível elite nos programas de fidelidade da Delta e da Starwood. Mas me pareceu, no saldo final, muito mais interessante (e palpável) que as recentes associações de programas de milhagem com programas de fidelidade da hotelaria - e vai bem na linha dos benefícios que comentei nos posts sobre o turismo HiLo.
Para ficar de olho.

30 de abr. de 2012

Qual o melhor assento para voar?

Nunca entendi gente que entra no avião sem saber exatamente onde está sentado, que simplesmente aceita o assento que lhe oferecem no check in - talvez seja gente que acredita muito firmemente no destino, no que está escrito nas estrelas, sei lá. Mas sempre que alguém me pede dicas sobre como escolher um bom assento para enfrentar um voo longo, minha resposta padrão é "essa é uma escolha pessoal, mas eu escolho geralmente corredor, o mais na frente possível". Para mim, corredor vale muito numa viagem longa, sobretudo porque não duro e quero ter liberdade para ir e vir quando quiser, sem incomodar o passageiro ao lado; mas conheço muita gnete que não abriria mão de sua janelinha por nada nesse mundo, certo?
Pois o Skyscanner recentemente fez uma pesquisa com seus leitores (pouco mais de mil passageiros de diferentes companhias aéreas) que indicou que, para a maioria, não existe num avião assento melhor para voar que o 6A. Sim. O 6A.
As 6 primeiras filas são as favoritas dos entrevistados, com 45% da preferência. E eu também me incluo nessa turma - pra mim, não existe assento melhor na classe econômica do que a primeirona fila, com aquele espaço extra para pernocas e para entrar e sair do seu lugar (tem especialista que defende que a maioria das pessoas quer assento na frente só para sair mais rápido da aeronave na chegada).
Há coisas esquisitas na pesquisa, como por exemplo, a existência de 1% dos entrevistados que realmente disseram preferir os assentos do meio sobre corredor e janela (como, my God????). Mas o assento mais rejeitado, pelo menos,  faz tooodo o sentido: o 31E, um assento de meio, láaaaaa no final do avião.

28 de abr. de 2012

Voando: como é a econômica premium da Air France

 Fui e voltei pra Paris, dessa vez, usando pela primeira vez a Premium Voyager da Air France. Nos voos do Brasil para a Europa, acho que só ela e a British Airways (que foi a primeirona nesse quesito, btw) oferecem essa mini classe entre a Econômica normal e a Executiva. 
 Lançada em fevereiro de 2010,  a Premium Voyager tem assentos bem mais espaçosos que os da Voyager, a econômica da AF (no site, diz que o espaço é 40% maior), prioridade para check in e recolhimento de bagagens na esteira e junta até 25% mais milhas. O custo varia muito, por isso vale a pena xeretear sempre os preços nas diferentes classes: dependendo das datas, os assentos na Premium podem custar 10% a mais que na econômica regular.
O assento: esse eu curti
 Achei o assento realmente o grande diferencial: com estrutura rígida, a poltrona não reclina, e sim "desliza" para a frente, como normalmetne acontece com os assentos da executiva; assim a gente nunca atrapalha o passageiro de trás nem se sente amassado e apertado pelo da frente. E mais apoios de cabeça, descanso para pernas e pés adaptáveis, bom espaço entre as poltronas, luzinha de leitura ao lado do encosto de cabeça. Tela de 10 polegadas e uma providencialíssima tomada individual também. Fiquei bem confortável durante todo o voo, verdade seja dita. 
O jantar servido na ida
O cobertor é bacaninha, tem travesseiro de plumas, mas a necessárie é bem simples e sem gracinha na apresentação, ainda que melhor que a da executiva: oferece meinhas, máscara e kit dental numa bolsinha com zíper (ao contrário do que diz o site, não tem produtos Clarins como na Executiva/Affaires, não; ao menos nos meus voos, não teve). Já o menu de refeições e bebídas é o mesmíssimo da econômica, sem absolutamente nenhuma surpresa. 
Pela diferença do assento, como a diferença de valores costuma ser pequena, acho que vale, sim. 

26 de mar. de 2012

Promoções de passagens aéreas

Pipols, o povo reclama que eu não posto promoções de passagens aqui no blog e só falo delas no twitter. Mas é que oferta de passagem, seja nacional ou internacional, classe econômica ou executiva, tem que ser rápido, ficar ligadinho; por isso que a "velocidade" do twitter é melhor mesmo para isso.
De qualquer maneira, reforço aqui: estão rolando VÁRIAS promoções de passagens aéreas desde que começou o ano. Promoções bacanas mesmo, de América do Sul por menos de 500 reais e Europa por menos de 1300 reais a  Australia por menos de 2000 REAIS e, uma que eu vi ontem, Tahiti por menos de 3 mil reais. E várias promotions de trechos nacionais desde R$59. O que eu acho mais bacana é seguir os perfis do twitter dessas companhias aéreas para ficar por dentro - tem TAM, Gol, Lufthansa, KLM, Turkish, LAN e várias outras. Elas são as primeiras a divulgar, então a gente fica sabendo rapidinho. E daí vale a pena passar também no blog do Rodrigo Purisch para ver o que ele recomenda de cada caso -as análises dele são divinas.
Aliás, as promoções estão legais para comprar e também para emitir passagens prêmios: tem gente emitindo América do Sul por seis mil reais o trecho.
Fique de olho ;-)

20 de mar. de 2012

Conexão em Dubai – como funciona

O célebre Burj al Arab, com o dia nascendo atrás dele
Comprei minha passagem para a Jordânia com a Emirates, como contei no post anterior. E quando a gente compra uma passagem da companhia com conexão muito longa em Dubai (duração entre 8 e 24h até o voo seguinte), a própria companhia aérea se encarrega de nos acomodar durante esse tempo pesadinho da espera (se você quiser fazer mesmo um stop e ficar mais de 24h no destino, daí as regras são outras; cheque com a companhia). E se encarrega mesmo: visto de trânsito, transfers, acomodação e alimentação, todos providenciados e pagos pela própria companhia.
Tudo muitíssimo bem sinalizado sempre
 Eu já tinha lido sobre isso antes, então assim que eu comprei a passagem, eu já fiz a solicitação para o layover (tem que solicitar mesmo, ou via site ou via agência que emitiu o ticket) por garantia (tive toda essa urgência porque comprei a passagem pouco mais de uma semana antes da data de embarque; mas pode solicitar com mais calma). Daí é tudo muito organizadinho mesmo: chega um email de confirmação, com código, e logo no check in de embarque recebi um voucher para o layover da ida e da volta, tudo separadinho, item por item, bem legal.
Uma das folhinhas do meu voucher
 Chegando em Dubai, logo no desembarque, no piso inferior, e antes de passar pela imigração, tem um guichê grande da Emirates e a sinalização correspondente, pra ninguém se perder. Ali, uma funcionária retira a primeira folhinha do voucher e explica os procedimentos: primeiro trocar a folhinha pelo visto de trânsito (o voucher confirma que é a própria Emirates que está pagando os cerca de US$30 do seu visto), depois entrar na file do eye scanning e, só então, rumar para o guichê da imigração (É tudo muito rápido e organizado. Quando eu cheguei de São Paulo, demorei horrores, mas porque o sistema do eye scanning tinha caído e demorou, acredite, 1h para voltar. Mas na volta, chegando de Amã, não demorou cinco minutos o todo).
O ponto de encontro no aeroporto para tomar a vanzinha ao hotel
 As malas são despachadas direto ao destino final – e isso é informado de antemão ao passageiro, é claro, naquele primeiro email de confirmação. Então a gente sai só com a malinha de mão, com a mudinha de roupa para troca, e ruma lépido e ligeiro para o outro guichê da Emirates, no portão de saída 1.  Ali um outro funcionário da companhia te encaminha para o transfer que sai de lá a cada 15 minutos em direção ao Millennium Hotel, que é o hotel conveniado deles para os layovers (tenho fortes suspeitas de que seja mesmo propriedade da companhia).
Os avisos sobre a responsabilidade do passageiro em partir do hotel na hora certa estão por toda parte
 No hotel, a chegada é bem muvucada: sempre muita gente fazendo check in para só 3 funcionários. Não há simpatia nenhuma, mas a funcionalidade é bem eficiente: no check in, lá se vai outra folhinha do voucher, que é trocada pela chave do seu quarto e cuponzinhos para você se alimentar durante o período (a quantidade de cuponzinhos – tem de almoço, de jantar, de café da manhã e de lanche rápido – depende da duração da sua conexão). No próprio check in eles já confirmam seu horário de check out, com base no horário de saída do seu próximo voo (só não confie no serviço de despertar deles que NUNCA funciona; não funcionou comigo e todos os hóspedes estavam reclamando nas duas vezes que me hospedei ali).
O meu quarto do layover da ida no Millennium
 Os quartos do hotel são simples mas são bem grandes; o frigobar existe, vazio, mas duas garrafinhas d´agua são entregues como cortesia (qualquer outra coisa que você queira, tem que descer na lojinha de conveniência do lobby para comprar). As refeições são todas no restaurante do térreo (o único do hotel), num esquema buffezão, incluindo também as bebidas de máquina (água, suco artificial, refris, chá e café). A lojinha de conveniência vende também lembrancinhas e tem uma mini lanchonete vendendo sanduíches naturais e outras coisas do gênero. Só existe wifi no lobby e 3 computadores no “business center” – e a internet é cobrada, e cara, em qualquer um dos casos (cerca de US$65 a diária).
Os voucherzinhos entregues no hotel, no check in (sorry, o do "dinner" eu já tinha comido :-D)
 A grande sacada do hotel é uma despretensiosa mesinha que vende tours de uma empresa local.  Ali, eles vendem não apenas os tours tradicionais da agência – city tour, 4x4 no deserto, jantar típico, tour de compras etc – como faz também tours customizados e um tal de “city tour express” que, em exatas 2h e ao preço de US$30, mostra o principal da cidade pra quem tem conexão só no pernoite e não tem como passear na cidade – o tour sai várias vezes ao dia, desde às 6h, com o último saindo 00h30.  Achei uma tremenda ideia pra quem pega um layover, por exemplo, da meia-noite às oito e, em teoria, não teria como ver nada da cidade.
O modernoso aerporto de Dubai 
 Na hora do check out, é só entregar a chave do quarto na recepção e tomar o micro-ônibus de volta ao aeroporto, que também sai da porta do hotel a cada 15 minutos.
O Burj al Kalifa, parada obrigatória de todo tour que sai do hotel
E voilá. Dali é só repetir os mesmos procedimentos, tudo igualzinho, quando você parar ali no seu voo de volta.

19 de mar. de 2012

Voando com a Emirates

uma overview da classe econômica
 Pra quem não acompanhou no twitter, comprei uma passagem da Emirates para viajar à Jordânia. Não, não foi barata, não, nem era oferta; comprada menos de dez dias antes da viagem, paguei pouco mais de R$2.600 pelo ticket ida e volta em econômica – era a segunda passagem mais barata que encontrei, perdendo somente para Ibéria. Mas eu curti.
O entretenimento bacanudo na econômica tem o mesmo menu da Executiva
 Apesar do custo, eu estava empolgada de voar Emirates pela primeira vez – afinal, a companhia figura sempre nos rankings das melhores do mundo e, voando com eles, eu ainda teria layover em Dubai na ida e na volta, podendo aproveitar para conhecer o destino (o que fica para outro post, é claro).
Uma das refeições na econômica
 Bom, eu adorei a companhia. O check in rapidíssimo tanto em Guarulhos quanto em Amã, o esquema super bem organizado do layover, o serviço de bordo – o entretenimento, sobretudo, que é mesmo louvável (e absolutamente necessário; afinal, foram 15h de voo de São Paulo a Dubai e mais quase 4 de Dubai a Amã).  E o detalhe #brioches: quando apagam-se as luzes do avião para o relax, o “teto” fica todo cheinho de “estrelas”, uma fofura.
A necessaire distribuída na Econômica...

... e o conteúdo dela: máscara, meinhas, escova e pasta
 Além de tudo, ainda tive um upgrade ultra bem vindo no trecho GRU-DBX, o que me permitiu também ,felizmente, conhecer a incrível classe executiva deles (um parênteses aqui: tem sido cada vez mais comum a Emirates, pouquinhos dias antes do voo, enviar email a passageiros oferecendo upgrade de classe em um trecho específico por valores muito, muuuuuito tentadores; a Majô também conta a experiência dela nesse quesito num voo Rio-Buenos Aires aqui).  Recomendo muitíssimo pelo custoXbenefício - achei a executiva da Emirates bastante superior às outras (poucas, é verdade) nas quais já voei.
Uma overview da Executiva, com direito a muito dourado :P

O sistema de entretenimento ICE

Os assentos executivos contam também com uma tevezinha lateral, para ajustes de poltrona, joguinhos etc

O teto de avião coberto de "estrelas" na hora do relax ;-)

uma das refeições da executiva

A necessaire fofinha distribuída na Executiva...

... vem recheadinha de produtos Bulgari
Da reserva ao desembarque, achei tudo muito organizado mesmo, fácil, desburocratizado, inclusive no layover em Dubai que vem no próximo post. Serviço bem atencioso mesmo, em ambas classes (só achei que eles demoram muito pra dar sinal de vida quando a gente chama comissário com o botãozinho do assento na econômica).
Uma pena que as milhas voadas com eles não contem para outras alianças e sim apenas para o programa Skywards, da própria companhia; como minha tarifa era SAVER, só tive direito a metade das milhas voadas. Ou seja, até poder fazer alguma coisa com elas, vou ter que voar muito de Emirates antes :-)))))

Ah! E, bem tosquinha, deixo um micro video também do acionamento eletrônico para abre-fecha das janelinhas na executiva, com direito a persianas e tudo :-D

16 de ago. de 2011

O tal aeroporto de Bergamo, na Itália: é furada?

Falando em transfers... Que eu voei de Ryanair pela primeira vez esse ano, todo mundo que lê o blog e me segue no twitter já sabe. E, desde que eu encarei um voo com a companhia para Milão na Itália, tenho recebido muitos mails e tuites de gente me perguntando se voar para o aeroporto de Bergamo é furada ou não. Sim, porque os voos da Ryanair não chegam em nenhum dos dois aeroportos de Milão propriamente, Malpensa e Linate: chegam numa cidade vizinha, Bergamo, num aeroporto que tem 90% de supremacia da própria Ryanair.
Eu, na verdade, não estava nem cogitando voar de Ryanair pra lá, justamente por essa história do aeroporto em outra cidade; estava careca de ver o povo reclamando horrores de Beauvais, que é o aeroporto de “Paris” da companhia. Foi meu irmão, que tinha voado de e para lá no ano passado, que me tranquilizou, dizendo que o transporte pra Milão era muito fácil e confiável, apesar da distância. E, com a imensa diferença tarifária da Ryanair pras outras companhias nesse trecho, eu resolvi encarar. E, quer saber? Recomendo.
O aeroporto é uma piada. Feio, desorganizado, confuso visto da entrada, parece mais uma rodoviária. Mas funciona. Dentro é ajeitadinho, tem free shop, praça de alimentação (um McDonald´s que vive LOTADO) e até duas salas vip filiadas ao Diners Club. Mas não tem finger nenhum: todo mundo desce na pista mesmo (thanks God a chuva só começou DEPOIS que eu cheguei, porque ia encharcar mesmo).

Mas o que todo mundo mais me pergunta é sobre o tal trajeto entre o aeroporto e Milão. Olha, achei dos males o menor. Não, não tomei táxi porque cobram uma fortuna; tomei um dos muitos shuttle que fazem a linha, como a Autostradale. Você pode comprar seu ticket antes, pelo site, na hora H, ali na bilheteria ou até na porta do bus, ou, o que eu achei mais legal, em pleno voo (já que a Ryanair vende mesmo Deus e a mãe à bordo :-D).
O trajeto durou 45 minutos, os ônibus eram super confortável e só há uma parada, na Stazione Centrale, de onde todo mundo segue pro seu hotel em táxi ou metrô, super fácil. No fundo, esse é exatamente a mesma duração do trajeto do shuttle que vem de Malpensa e de Linate; ninguém “perde” tempo da viagem por embarcar ou desembarcar em Bergamo. E os ônibus saem das 4h30 até meia-noite a cada 20 minutos, bom pra todo mundo.
Esse é o tipo de economia que não me parece perrengue, não. Tudo correto, direitinho, funcional. E se viajar de Ryanair e descer em Bergamo significa uma economia de dindim grande o suficiente pra eu curtir mais minha estadia em Milão (ficando num hotel bacana, por exemplo), eu acho super “topável” : - )))))))))))