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15 de mai. de 2013

Toronto: walking tour por Kensington Market, Chinatown e arredores

 Falei no post de ontem (sobre compras em Toronto) da fofa área de Kensignton Market. Quer dizer, "fofo" vírgula; acho que o pessoal de lá acha que o bairro pode ser tudo (descolado, alternativo,cool, whatever) menos fofo :D

China no Canadá ;)
 Kensington Market é um emaranhao de ruelas e vielas, várias delas pontuadas por casas vitorianas coloridíssimas. Os grafites, ali, também estão por toda parte.  Peguei ali um dia chatinho, chuvoso e muito frio; mas me contaram que nos dias bonitos a região fica viva e lotadinha de gente das mais diferentes raízes étnicas e culturais - até porque Toronto é bem assim: uma grande mistura de nacionalidades todas reunidas no mesmo pote.


 Ali, entre uma padaria e um café, você também acha de temperos e pães a docinhos de todo tipo - até brigadeiro! Lojas das mais diferentes, de garagens na vibe tudo-por-1.99 a camisetarias cheias de mensagens político-sociais estampadas nas peças e brechós vintage bem acabadinhos são comuns por aquelas bandas.

 A caminhada pode continuar pelas grandes avenidas também; muita gente diz, por exemplo, que o cruzamento entre as avenidas Spadina e Dundas poderia estar no meio de Hong Kong, por exemplo - aliás, o pórtico de Chinatown fica exatamente na Spadina. Os letreiros luminosos em chinês são puro deleite para quem adora um bom bairro chinês - há inúmeros restaurantes enfileirados entre frutarias cujos vendedores parecem cantar (em chinês, obviamente) enquanto tentam atrair os transeuntes para suas barracas de frutas expostas na calçada.

 Fiquei para almoçar no descoladinho Strada 241 (acima). A pizza é apenas ok; o bacana mesmo é o ambiente. Então acho que vale mais a pena ficar só na parte da frente do restaurante, que funciona como um café e tem um entra e sai de gente bacana para quem curte people watching.


Depois do café, se a disposição estiver boa, o walking tour pode continuar pela verdadeira ONU de Toronto, explorando Greektown (no bairro grego em Danforth vive a maior comunidade grega do mundo fora da própria Grécia), bairro árabe, bairro judeu, bairro latino e, dentre muitas outras nacionalidades, é claro, tem até Little Brazil ;)

1 de jan. de 2013

24 horas em Roma

Parte das ruínas do gigante Fóro Romano, vistas do lado de fora
 Nessa viagem com amigos à Itália durante o feriadão de novembro último, como eu resolvi escapar com outra amiga para Úmbria bem no meio da nossa estadia Romana e como também tinhamos planejado passar um dia todinho em Pompéia, tive 3 noites na cidade (mais um final de tarde na chegada e uma manhã na partida), mas só um dia inteirinho em Roma.
Aproveitamos o dia inteirinho que estavamos os cinco juntos na cidade para rever/revisitar o que mais gostamos de Roma. Como já tinhamos estado ali outras vezes, naquele dia não fizemos visitas; ou seja, não ENTRAMOS de verdade em nenhuma atração tipo museu ou Coliseu. Mas o roteirinho que fizemos é uma bela alternativa para quem tem um dia só na cidade por questões de conexão e voos e quer um delicioso tira-gostos das belezas de Roma. Já tinha feito em 2009 quando fiz esse teaser de Roma para minha irmã e funcionou bem das duas vezes. É assim:
Turistas e gladiadores estão por toda parte ;)
 - Coliseu:
estava do ladinho do nosso hotel em Monti, então foi fácil. Logo de manhã (sair às 10h é bom; se for inverno, como escurece cedinho, sair às 9 é melhor), caminhar cinco minutinhos até lá, tirar foto e coisa e tal. Para quem está mais longe, tem uma estação de metrô (Colosseo) literalmente em frente ao monumento, impossível se perder. Entrar ali vale a pena, e muito; mas, como a fila costuma ser longa e demorada (exceto para quem usa o RomaPass que, como bem lembrou a Lena nos comentários, vale só por tirar o povo da fila gigante do Coliseu - mas, na minha opinião, só pra quem fica 3 dias consecutivos na cidade), só recomendo para quem tem mais dias para curtir a cidade.

- Fóro Romano:
fica praticamente ao lado do Coliseu, logo depois do Arco de Constantino. É minha "atração" favorita de Roma, emocionante; mas é imenso e, para visita-lo, a gente precisa de, no mínimo, meio dia. Quem tem pressa pode caminhar pela avenida do Coliseu até o Monumento Vittorio Emanuele (Via dei Fori Imperiali) que, do lado de fora mesmo, e grátis, já dá pra ver uma parte das preciosidades que o sitio arqueológico guarda.
Atente para o guarda de trânsito i-gual-zi-nho ao do "Para Roma com amor" no canto direito da foto
 - Vittorio Emanuele: o monumento romano mais odiado pelos próprios romanos até que rende umas fotinhos boas, seja dia ou noite. E já que está mesmo no caminho... ;)

 - Fontana di Trevi: pela Via del Corso, que praticamente "sai" de frente para o Vittorio Emanuele, fizemos um desvio à direita para ver a icônica (e, na minha opinião, scusame por ser tão óbvia, sempre imperdível) e mais famosa fonte da cidade. Jogar a moedinha é essencial para garantir a volta (tem dado certo comigo desde 2001 :D).
Ei, siga aquele gladiador! :P
 - Pantheon: se atravessarmos para o lado esquerdo da Via del Corso, em cinco minutinhos depois dela estamos cara a cara com o Pantheon, impressionante. Ali vale a pena entrar: é gratuito e ver seu interior, mesmo que não seja pela primeira vez, é sempre extasiante.
 - Piazza Navona: seguindo as plaquinhas (são várias), a gente chega àquela que é para mim, a praça mais linda da cidade (e olha que eu amo praticamente todas as praças de Roma, da Barberini a del Popolo). Mas a Navona é boa para gastar um bom tempo: caminhar por entre os incontáveis caricaturistas e retratistas, depois sentar junto às fontes para observar romanos e turistas, olhar os lindos prédios ao redor (e não apenas a Embaixada Brasileira) etc.

 - Castelo di Sant´Angelo: da Piazza Navona, é só seguir em direção ao rio. São poucos minutos de uma agradabilissima caminhada, por entre igrejas e ruelas tipicamente romanas e, voilà!, já estamos em plena Ponte di Sant´Angelo que, além de linda, tem uma vista linda de morrer para o castelo - se vc ainda não almoçou, ali é um belo lugar para um picnic :)))))


 - Vaticano: do Castelo à Piazza San Pietro, já no Vaticano, é um pulo - primeiro, caminhando às margens do Tèvere, depois pela própria Via di Conciliazione. Se a fila estiver curtinha, eis outro lugar onde vale a pena entrar também, e também é gratuito. No final da tarde, é ainda mais bonito.


 O que não fizemos em novembro (porque gastamos mais tempo fofocando que qualquer coisa :P ) mas fiz com minha irmã em 2009 e dá super tempo nesse roteirinho 24h:
- Piazza di Spagna: bom para ir de manhã também, depois da Fontana di Trevi. Um rolê pela praça, subir a escadaria e, de quebra, tomar um belo capuccino também no balcão do icônico e adorável Caffè Grecco.

- Trastevere: se der para escapar na hora do almoço, simplesmente perfeito, já que é o bairro gastronômico romano por excelência. Dá para almoçar e fazer a digestão caminhando por entre as ruas e igrejas do bairro - ver noivas ali é uma constante, acredite. Se não, a caminhada no finalzinho da tarde, com as luzes se acendendo pelo bairro, também é deliciosa.
Como terminar o dia? Volte (nós voltamos a pé, mas se você estiver muito cansado tome o metrô) até o bairro onde esse tour começou, Monti, e faça um jantar barato e extremamente italiano numa das mais autênticas cantinas em que já comi: a adorável La Vacca ´mbriaca (Via Urbana). Comida de primeira, preços baixissimos, lugar super acolhedor e serviço maxi simpático que eu amei - a flor de abobrinha frita é simplesmente imperdível, para dizer o mínimo (grazie mille pela indicação, Bruno Agostini!)

Quem tiver menos tempo ainda (!), pode entrar no walking tour gratuito que sai todos os dias da Piazza di Spagna às 17h30 e percorre numa caminhada guiada de duas horas (!!!!) alguns dos principais pontos turísticos da cidade.
É claro que Roma é maravilhosa e merece ser explorada com calma, no melhor estilo slow travel, ao longo de dias, visitando todas as praças e entrando em todas as atrações e (excelentes) museus, saboreando cada minuto nessa cidade literalmente divina. Mas, para casos extremos, soluções extremas, não é mesmo? :)  Quando a gente não tem tempo, é roteirinho bom para matar as saudades (se a gente não foi) ou para fazer a gente colocar a cidade num plano de viagem futuro como se deve (quando ainda não conhece).

Se o dia estiver bonito, dá pra fazer tudinho caminhando, tomando metrô ou táxi só para chegar ao Coliseu de manhã cedo e para voltar para o hotel à noite, parando para um café, um almoço express e um sorvete ao longo do dia :)

Fala sério: eterna é pouco para descrever essa cidade, não?



Como ir do aeroporto ao centro de Roma baratinho você encontra aqui.

24 de jul. de 2012

Fotolog: walking tour em Santiago

 Que Santiago é boa pra caminhar nós já estamos (alguns mais, outros menos) carecas de saber. Tem gente que prefere os dias de semana, com a muvuca cada vez mais acentuada em algumas zonas; tem gente que prefere os domingos (ou fomingos, como dizem os santiaguinos), quando a cidade fica praticamente deserta. 

 Eu gosto mesmo é dos finais de tarde, mas não é isso que importa. O que importa é mesmo tirar sempre um tempinho para dar umas voltinhas, fazer um walking tour pela cidade; e se for pelos bairros de Bellavista, Lastarria e Providência, melhor ainda. 


Já parou pra prestar atenção nos mosaicos das calçadas da Bellavista?
 Ter um mapa à mão é bom se você tiver algum lugar específico para visitar ou horário mais rígido para voltar. Mas não ter mapa nenhum também é bom demais, andando a esmo, passando sem nem perceber de um bairro a outro (ainda mais no caso de Lastarria, minúsculo que só ele). 




Lembra do Primo da Família Addams? :-)))))
Tem até balcõeszinhos cuzco-style
Programaço. 

15 de abr. de 2012

Walking city tour em Bordeaux

 Vocês sabem que eu não gosto nada, nada daquele city tour convencional, de busão, não importa qual seja o destino. Eu gosto mesmo é de fazer o meu city tour, andando por onde eu quero e parando onde eu tenho vontade. Mas de uns tempos pra cá ando curtindo muito aquele modelinho de walking tours europeu em cidades que visito pela primeira vez e achei bem legal quando soube que o meu pacotinho no Hotel Burdigala dava direito, veja só, a um walking city tour pela cidade gratuitamente.


 O guia era um figuraça, literamente um personagem. Apressado como só ele, levava o grupo de um canto pra outro como se estivéssemos a ponto de tirar o pai da forca; mas tinha, há que se convir, um baita conhecimento sobre a cidade - desde seu surgimento até hoje, nos contou um pouquinho de todas as transformações pelas quais Bordeaux passou ao longo dos séculos.

As bikes estão por toda parte
Olha o treeeeem
 Era um sábado de manhã, plena primavera, e a temperatura batia nos vinte e poucos graus; caminhamos pelo centro antigo, pela zona de comércio e pela linda, linda, linda "orla" de Bordeaux, onde um novo calçadão acompanha o rio para alegria de turistas e moradores. Vimos também o antigo mercado, a igreja principal (a Catedral ele não mostrou; tive que voltar depois pra ver, e acho que vale a pena, assim como a Torre do Relógio), o Teatro e as principais praças, cheias de história.







Os cafés estão dia e noite lotadinhos, em plena baixa temporada
O tour foi apressado, com as duas horas de duração de praxe. Mas foi válido mesmo assim, que a cidade é encantadora; e bom pra pontuar os lugares mais legais, pra eu conseguir me localizar na cidade; depois, foi só voltar mais tarde aos locais que eu tinha curtido mais para ver melhor.
A principal rua do comércio começando a muvucar às dez da matina

Que graça de cidade! Fiquei simplesmente encantada com Bordeaux. Limpa, organizada, vibrante, cheia de história e cosmopolita ao mesmo tempo; e com ótimo sistema de transporte público. Repito: boa para viajar sozinho, boa para viagens românticas, boa para viajar em turma e baita opção para quem anda planejando estudar francês in loco.