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31 de mai. de 2012

(mais) Compras na Cidade do México

Lenços lindos na Piñeda Covalin
 Quando eu visitei a Cidade do México no final de 2011, fiz um postzinho atendendo a pedidos sobre os lugares mais legais para comprar na capital mexicana. Mas como todo mundo seeeeeempre pede dicas de compras em praticamente todos os lugares, e como a Cidade do México está no programa de férias de julho (yeay!) de vários dos leitores assíduos aqui do blog, resolvi dar mais uma atualizada.
Achadinhos sempre divertidos na Museum
 Afinal, me toquei que, por exemplo, no post do ano passado faltava uma lojinha di-vi-na para a mulherada: a Piñeda Covalin. Lenços, bolsas, túnicas, vestidos, bijoux... uma peça mais divina que a outra. Produzidas pelos dois estilistas que dão nome à loja, as peças mantêm aquele quê de peça única e, com apelo ultra mexicano, levantam o astral de qualquer visual - mas sem perder a elegância, é claro. Tem unidades nos shoppings e também uma na Campos Eliseos, em Polanco, incrível.
No geral, para quem procura top luxury brands, o endereço é a avenida Masaryk - ali estão enfileiradas Ferragamo, Vuitton, Hermès e várias outras. A Masaryk é bem democrática, aliás: ao lado das big brands, estão também as fast fashion, como a Zara, e lojas de consumo em geral, como Apple Store (na verdade, ali, uma MacStore).
A Sephora do Antara Polanco, inaugurada no ano passado
Para lojinhas de rua, Polanco é o canal: a Pasaje Masaryk tem de tudo um pouco, com destaque para lojinhas de bijoux e objetos de decor. Vale também passar na Museum, para babar nos livros e nas coisinhas de decor (tem umas peças de colecionadores maravilhosas à venda).
Shopping maníacos devem rumar direto para o Antara Polanco (tem todas as marcas que brasileiros curtem, como Nikes e Lacostes da vida, e uma Sephora bacanuda) e para o novo Santa Fé Mall, que fica distante da cidade mas na área vipona dos condomínios de luxo.
Artesanato? Continuo achando que não há lugar mais bacana que a feirinha (agora em galpão coberto bonitinho) de Coyocán - de bonequinhas mexicanas a camisetas com frases de gosto duvidoso, tem literalmente de tudo ali, e com ótimos preços.

Hotel review: JW Marriott Mexico City

 Como eu contei no post anterior, eu gosto muito, muito mesmo, de me hospedar em Polanco. O bairro, além de ser super walkable e arborizado, tem sempre tudo pertinho: montes de lojas (das lojinhas locais e fast fashion dos malls às big brands como Vuitton, Hermès etc), galerias, cafés e bons restaurantes espalhados por suas ruas.
 E o JW Marriott da Cidade do México tem uma localização excelente, bem pertinho da divisa de Polanco com os Bosques de Chapultepec (onde ficam não só os bosques propriamente ditos, mas também o castelo e o absolutamente divino Museo de Antropologia). Bem bolado, o predião tem duas saídas: uma para o lado do parque e outra para Polanco propriamente dito, o que facilita bastante não só quando a gente sai caminhando mas também para chegar e sair em táxi.
 O lobby é bem grandão, dividido em 3 ambientes e rodeado por dois restaurantes. Os quartos standard são amplos, decorados com cores claras e móveis mais antigos, LCD, banheiros bem planejados e divididos, aromas miniatura da Aromatherapy.
A vista de um dos lados do Executive Lounge
 A grande sacada dos hotéis JW - como eu já contei para vocês em experiências anteriores - é a gente se hospedar nos Executive Floors. Quem se hospeda neles tem acesso também ao Executive Lounge do hotel e ali pode tomar o café da manhã sempre incluído, acessar internet gratuitamente, e ter petisquinhos, cafés etc o dia inteiro, como num lounge de aeroporto mesmo. No caso do JW Marriott da Cidade do México foi uma grata surpresa: os vinhos também estavam sempre incluídos ao longo do dia, das 19 às 22h era servido prato quente também e o serviço era mesmo notável, com atendimento rápido e cuidadoso, com os hóspedes sendo chamados pelo nome (algo raríssimo nesse tipo de hotel business). Frequentei  - e bastante - nos 3 dias que me hospedei lá, é claro. E, localizado no 19o. andar, ainda tinha uma vista lindona da cidade.
O terraço da piscina
 Tem jeito todo antigão, mas a piscina no 7o. andar, spa e um belo fitness center completam os atrativos.
Uma das alas do lobby
O predião do hotel visto de fora
Café com brownie à tarde: um dos mimos do Executive Lounge
Meu ponto crítico? O serviço de concierge. Misturados com os maleteiros, os concierges (eram vários) estavam sempre apressados, sérios e davam informações muito rápidas e superficiais, uma pena - peguei dicas melhores com as meninas da recepção que lá. 
Diárias a US$149 direto no site do hotel (vale lembrar que os valores variam muito ao longo do ano e, como se trata de um hotel focado em business, a hospedagem de fim de semana costuma ser bem mais em conta).

30 de mai. de 2012

Senses: delícia de deli na Cidade do México

 Fiquei hospedada mais uma vez em Polanco (apesar dos meus amigos mexicanos dizerem que Polanco é um bairro muito "fresa" - leia-se coxinha); dessa vez, bem pertinho dos Bosques de Chapultepec e do Museo de Antropologia.
 O legal de ficar em Polanco, entre várias cositas, é ter muita opção para comer e sair, dia e noite, sempre a passos de qualquer hotel. E, dessa vez, a meras duas quadras de onde eu estava hospedada, segui a indicação da concierge e simplesmente me encantei com a delicatessen Senses.
 O ambiente é super cool, com mesas pequenininhas tipo Starbucks nos cantos mas também duas mesas grandes e um balcão bem tentador. E as paredes são todas forradas com estantes cheinhas de produtos, de compotas mexicanas a vinhos do mundo inteiro.
 Ali, dá pra simplesmente entrar e comprar um vinho, pão e uns frios para levar para o hotel, o apê, um picnic ou whatever, ou pedir o que vc deseja e comer ali mesmo, como em qualquer barzinho ou restaurante. Além dos itens à mostra (o balcão também tem um monte de frios, embutidos e pães), eles também preparam delícias na hora, de quiches a sopas e massas rápidas.
 Trilha sonora fofa, atendimento no frills e wifi grátis completam o pacotinho. Os preços das comidinhas não são os mais baratos, mas os vinhos, esses sim, têm ótimo custoXbenefício - nas garrafas para levar e também nas taças para quem quiser degustar in loco. Aberta dia e noite, mas fecha cedo.
Uma deli mesmo :-)))))

A (adoravelmente caótica) Cidade do México

 Depois dos dias de praia no Caribe e no Pacífico mexicano, fiz questão de ficar 3 dias na capital. Já contei aqui várias vezes como adoro a Cidade do México; e não é só porque tenho amigos queridos lá, não. Acabo sempre me sentindo muito, mas muito em casa mesmo, em meio àquele caos adorável de seus bairros (pra mim, não existe viagem ao México sem um stop na capital).
 Dessa vez, eu me dediquei mesmo a rever os amigos e fazer aquele footing que eu acho simplesmente adorável pelas ojinhas, cafés e restaurantes de Polanco e arredores, descobrindo uma deli aqui, um café colombiano ali, um ateliê acolá.
 Aqui no blog eu já sugeri passeios aos arredores (Xochimilco, Teotihuacan etc) a vários programaços na cidade (do icônico Zócalo aos imperdíveis Museo de Antropologia e Museo Frida Kahlo) nos vários posts sobre a cidade que rolam nessas paginitas desde 2008. É só usar o "menu das tags" aqui na barra da direita que você encontra tudinho, tudinho ;-)
 E repito: tristes os viajantes que passam batido pela Cidade do México, fazendo a capital só de ponto de troca de aeronave quanto viajam para outros destinos mexicanos. Mal sabem o que estão perdendo.
Não se deixe contaminar pela mídia negativa que recebemos por aqui: ali eu ando sozinha pra cima e pra baixo (à noite, só recomendo se for por Polanco, Roma e adjacências), uso transporte público (o metrô é velho e caidão mas é bem eficiente), tomo táxi na rua (de madrugada, só rádio táxi), passeio feliz da vida e não me sinto tolhida em nada. Como no Rio ou em São Paulo, basta tomarmos os cuidadinhos básicos (bolsas seguras, nada de ostentação, não se enfiar em ruas mal iluminadas etc) para curtir o destino.
Vá. Sem medo de ser feliz ;-)

16 de mai. de 2012

Agora em DF

 Deixei Punta Mita com dor no coração. Sério. Sabe quando a gente é muito feliz num lugar? Então. Lá foi assim. Enfim, encontrei ali um hotel à altura do Las Ventanas al Paraiso, que sempre foi meu hotel predileto no mundo; uma experiência em hospedagem impressionante, inesquecível, que vai tomar espaço aqui no blog em breve, é claro.
 Além de tudo, trata-se de um cantinho ultra exclusivo, ainda pouco explorado, do litoral mexicano. Tem ruínas, pueblitos, praias calminhas, praias bravíssimas para surfistas e até a muvuca de Puerto Vallarta ali perto, caso alguém se interesse. E ali eu vi o sol se por diariamente numa cor laranja-avermelhado (ou seria vermelho-alaranjado???) impressionante, tingindo o céu de zilhões de tonalidades rosadas. Uma lindeza.
E agora estou de volta à Cidade do México, minha querida DF, tão caótica e tão acolhedora, fascinante. Fotinhos estão rolando soltas de novo no Instagram, tá?
Besitos procêis.

9 de mai. de 2012

Agora no México!

 Isso aí, pípols. Exatos seis meses depois chego de novo nesse país que tanto adoro.
 Sim, tem DF outra vez, é claro; mas a coisa começa no melhor estilo coast-to-coast, de Cancun a Punta Mita (dedinhos cruzados pelo tempo bom, porfaplisss!).
Então, a partir de hoje, e pelos próximos dias, tuitadas, feicibucadas e instagramadas con acento mexicano ;-)
besitos!

18 de nov. de 2011

Compras na Cidade do México

 Atendendo aos pedidos de alguns shopaholics que lêem esse bloguito :-D, cada destino visitado a partir de agora terá também, na medida do possível, um postzinho dedicado às compras no lugar em questão.
Então, pra fechar a odisséia mexicana aqui no Pelo Mundo,  vamos ao que interessa no quesito compras na Cidade do México:
A charmosa Avenida Masaryk
 - no quesito preços, a Cidade do México continua bem interessante para os brasileiros. Com um real comprando sete pesos, não é fácil se dar bem no consumo por lá. Sem falar que, com os preços abusivos praticados em terras brasileiras nos últimos anos, praticamente tudo lá sai mais barato que aqui. Cosméticos, tênis e roupas grifadinhas custam bem menos que aqui mas um pouco mais que em Miami ou Nova York, por exemplo.  E redes espanholas, que são uma constante por lá, como Mango, Zara etc, são bem mais carinhas que na Espanha - mas igualmente baratas comparando com os preços brasileiros. No campo dos eletrônicos as coisas ficam muito interessantes: os preços são muito, mas muito parecidos com os dos EUA mesmo. O iPad, pra vcs terem uma ideia, somando-se as taxas cobradas na Flórida, custava a mesma coisa na Cidade do México e em Miami .
 - o shopping mais tchans do momento é o Centro Santa Fé. Fica bem afastado, no bairro de mesmo nome, um reduto de condomínios da elite mexicana - daí ser considerado o shopping mais chique da cidade. Ali estão lojas de todo tipo, das mais populares às mais hypadas, de cosméticos a roupas, tem de tudo - e o shopping é bem, bem grande e variado.
A novíssima Sephora de Polanco
 - ainda no quesito shopping center, o queridinho de todo mundo é o também novo Antara Polanco ou Antara Fashion Hall.  Fica em Polanco, a 4 quadras da avenida Masaryk, e é todo descontraído, em estilo open mall, com largos corredores ao ar livre. Ali acaba de ser aberta a primeira Sephora da cidade - uma baita loja por sinal, meninas - e tem várias lojas de roupas e de eletrônicos (a da Sony é excelente).
O belo Antara Polanco preparado pro Natal
 - fãs das Macy´s e Bloomingdale´s da vida vão curtir o El Palacio de Hierro, uma big department store com várias unidades na cidade - a de Polanco é a mais disputada, gigante.

 - o endereço preferido dos abonados para compras é a avenida Masaryk, a artéria principal do bairro de Polanco. Ali estão enfileiradas lojas lindas de Gucci, Hermès, Vuitton, Zegna e várias outras. As compras ali são super gostosas porque a rua é arborizada e cheia de transversais igualmente interessantes, com lojinhas menores - como as gracinhas da Pasaje Polanco. E na própria Masaryk também fica uma belíssima MacStore.
- falando em Polanco, sugiro também fortemente a visita, já pros lados de Chapultepec, da loja Common People, a primeira concept store da Cidade do México. Ali estão reunidos numa loja muito, mas muito cool, vários desginers e grifes, conhecidos e desconhecidos, tudo misturado. Roupas, sapatos, bolsas, bijoux, coisas pra casa, meninos e meninas. Incrível.
Artesanato? Corra pra Coyoacán
- para comprar roupas e objetos de designers menores e locais, vá direto à Colonia Condesa: são inúmeros os ateliês, um mais gracinha que o outro. E o bairro é tão gostoso que entre uma e comprinha e outra você certamente vai parar num dos charmosos cafés cercados de verde. O bairro vizinho, grudadinho, é o Colonia Roma, que também começou a abrigar vários desses talentos nacionais, bem interessante.

- para comprar artesanato, vá direto a Coyoacán, cuja tradicionalíssima feira continua tendo os melhores preços e produtos, mas ganhou um upgrade: agora, ao invés das barraquinhas ficarem espalhadas pelas ruas ao redor da praça às quartas e sábados, os artesãos ficam todos num mesmo pavilhão, o Bazar de Artesanias Mexicanas de Coyocán, e funcionam todos os dias.

17 de nov. de 2011

Hotel review: Habita Polanco, México

 O finzinho da minha expedição chilanga foi passado num hotel que andou aparecendo muito, muito, muito na imprensa internacional - tanto nas publicações de viagem quanto nas de decor e design. Claro que eu queria checar, ainda mais que fica também em Polanco, meu bairro predileto na Cidade do México.
 Trata-se do Habita Polanco, da rede Habita de hotéis, dos mesmos proprietários do fofo Condesa DF, que, direta ou indiretamente, acabou provocando todo o boom de hotéis boutique na cidade nos últimos anos.
 O Habita fica em plena av. Masaryk, a principal artéria do bairro, movimentada dia e noite, e endereço das lojas mais high end da cidade e de vários restaurantes e bairros legais. E o metrô Polanco fica a literalmente duas quadras do hotel. A localização, na minha opinião, é excelente.
 O hotel é super discreto na arquitetura e nas cores - muuuito branco -, inclusive do lado de fora. E, a meu ver, ultra masculino - porque o design é clean, mas clean mesmo. Os quartos são bem espaçosos mas com pouquíssimos móveis e objetos, e tudo muito claro e sóbrio. Música estilo lounge (muitíssima música brasileira, btw!) toca no quarto e no banheiro o tempo todo. Amenities simpáticas da Malin+Goetz.

 O serviço em geral é fraquinho, mas é funcional - não falta nada, afinal - e tem wifi grátis de excelente qualidade no prédio todo. No lobby, fica o restaurante, pequeno e aberto para a rua, que funciona das 7h até de noite - ali é serviço um café da manhã simples, estilo buffet, incluído na maioria das diárias (o café é continental; falta ali algum toquinho mexicano).
No quinto andar fica a piscina (pequeninha), a academia e o bar, com uma bela vista panorâmica do bairro - no final da tarde do sábado, aliás, o bairro estava concorridíssimo, com meninas ultra arrumadas.

Novo voo da TAM pro México

A delegação paraolímpica embarcando no mesmo voo que eu, dia 8 de novembro, em GRU
Pro pessoal que andou perguntando sobre o novo voo pro México (iniciado em 30 de outubro último), pipols, tá tudo lá no site da TAM explicadinho. Não tem mistério nenhum, e tem algumas datas com disponibilidade bem razoável ainda esse ano. O Rodrigo, do Aquela Passagem, já tinha cantado a bola assim que o novo voo direto GRU-MEX foi anunciado, repassando, inclusive,as ofertas pré-lançamento - e ligadinhos da timeline aproveitaram - me included :-D
Pra quem perdeu a oferta inicial e ainda não comprou a passagem, os preços são desde US$747 + taxas por pessoa (e desde 20 mil milhas na baixa para passagens-prêmio) e o voo opera todos os dias, com duração de aproximadamente 9h30 em cada trecho (diurno na ida, noturno na volta).
Meu voo de ida foi bem conturbado e saiu com mais de uma hora de atraso, mas foi por conta de tooooda a delegação paraolímpica embarcar nele, rumo à Guadalajara - claro, o embarque foi demoradíssimo mesmo, ainda mais que o voo tava lotado. E, como eles estavam todos megaexcitados com os jogos, não deu pra pegar o olho a viagem inteira, nem por um instante. Mas o de volta foi bem, beeeem tranquilo mesmo, e, como estava bem mais vazio, ainda dei sorte de não ter ninguém viajando ao meu lado:-)))
A nova necessaire 100% feita de material reciclável: fofinha
Acabei não fotografando nem o avião, nem as refeições (sorry! só rolaram umas fotinhos no Instagram :-D), mas tive café+almoço na ida e jantar+café na volta - e achei a seleção de filmes bem legal. E curti muito também a nova necessaire distribuída pra classe econômica: os itens são os mesmos (meias, pente, protetores auriculares, escova e pasta), mas a apresentação tá bem fofa e ela é toda feita de material reciclado, bem bacana. Até trouxe pra casa e vai virar porta-treco ;-)

16 de nov. de 2011

Conejo Blanco: surpresa fofinha na Cidade do México

 Eu tinha me programado para almoçar em outro lugar nesse dia. Estava em franca exploração do bairro de Condesa, na Cidade do México, entre livrarias, lojinhas e ateliês, quando passei por essa simpática e super despretenciosa casinha branca na calle Amsterdan, uma das mais legais pra caminhar no bairro. Prestei atenção no nome, Conejo Blanco, e lembrei que tinha anotado tal lugar como indicação de livraria.
Pequeninho e muito mexicano, adorei de cara, entre montes de livros e simpaticíssimos libretos em formato cordel espalhados pela casa.
 E foi entre os simpáticos estandes de livros e coisinhas de papelaria que descobri que, ao fundo, funcionava um café. Não, um café, não! Um bistrozinho. Bem, bem simples, com móveis díspares, toalhinha xadrez, absolutamente no frills. Mas eu já estava com fome, tinha comprado leitura :-D e tinha mesmo simpatizado muito com o lugar; então resolvi ficar pra almoçar.
 Baita surpresa: o menu do dia, com entrada, salada, prato e sobremesa, custava menos de 100 pesos, o que não dá nem 15 reais. Pronto, decidido.
 As outras mesinhas - são poucas, umas seis ou sete, só - também lotaram rapidinho. E todo mundo ia nesse menuzinho super simpático, que se revelou uma comida bem gostosinha, no melhor estilo comfort food.
 O atendimento, ultra relax, foi de uma simpatia só - quase todo mundo ali era gringo e os dois meninos-garçons se comunicavam super bem também em inglês (e ainda davam dicas sobre a vizinhança).
 E olha que até a apresentação dos pratos era bem simpática.
De longe, o melhor custoXbenefício gastronômico da cidade. Repetiria fácil, fácil.

15 de nov. de 2011

Hotel review: Four Seasons Mexico

O meu quarto em close
 O Four Seasons Mexico foi o primeiro hotel de luxo a se instalar na capital mexicana, ainda na década de 90, quando a cidade nem era toda essa brastemp aos olhos dos estrangeiros. De lá pra cá, a Cidade do México bombou e os hotéis de luxo, concept ou design não param de abrir suas portas por lá.
Cama divina e espaço de sobra
 Na metade dessa última viagem à capital mexicana, passei duas noites ali. Em pleno Paseo de la Reforma, a literalmetne passos da entrada do Bosque de Chapultepec, a localização é perfeita para explorar o Museu de Antropologia (sempre incrível), a Zona Rosa e as Colonias Condesa e Roma, dos bairros mais legais da cidade - dá pra ir à pé xeretear as lojinhas e ateliês ou também almoçar num dos bons restaurantes dos arredores.
A vista do quarto onde, sim, as janelas abrem!
 O prédio não tem o charme de outras unidades Four Seasons - como Milão e Florença, por exemplo - já que não se trata de um edifício pré-existente; foi construído no começo dos anos 90 exclusivamente para virar o hotel. Por isso mesmo, a recepção está passando por uma reforma/modernização que deve estar concluída até o final de dezembro - conta agora com uma galeria de artes bem legal, btw.
O quarto visto da entrada
 Os quartos são grandes e espaçosos, como sempre acontece nos hotéis da rede - super aconchegantes e funcionais, com banheiros adoráveis e amenities L´Occitane;  mas, sim, poderiam ter um tiquinho mais de charme.
Detalhe do banheiro
 O spa é pequeno e exclusivo para os hóspedes; e tem uma piscina bem bacana, ao ar livre mas numa área reservada, que, com o climão da cidade, é utilizada quase o ano inteiro. O business center é bem grande e ultra equipado, mas cada hóspede só tem gratuidade do mesmo por 30 minutos ao dia.
 São dois restaurantes: o The Bar, movimentadíssimo o dia todo e mais informal, com buffet de manhã e finger food ao longo do dia; e o Reforma 500, mais formal e gourmet, à la carte. Café da manhã excelente, btw, mesclando itens clássicos e a culinária mexicana (infelizmente, acabei esquecendo de fotografar :-(  ).
Detalhe do belíssimo jardim
 A grande vedete do hotel é seu lindo jardim interno no piso térreo, que dá um quezinho de resort a ele - e, mesmo em pleno zumzumzum do Paseo de la Reforma, garante silêncio e privacidade a todo o hotel. Ambos restaurantes têm área externa nele e a grande maioria dos quartos tem vista justamente pra ali, uma delícia.
Sem grandes surpresas, mas com o serviço adorável e impecável de sempre dos hotéis Four Seasons.

14 de nov. de 2011

Para quando você for à Cidade do México

O Bosque de Chapultepec lotadinho num domingo
É sempre muito bacana enquanto estou blogando ao vivo de um lugar - como agora, na Cidade do México - e vários followers do twitter e leitores do blog me escrevem dizendo coisas do tipo "puxa, na hora certa, porque embarco pra lá em X dias". E agora isso aconteceu muito, em grande parte impulsionado pela bela oferta do novo voo direto São Paulo-Cidade do México pela TAM (desde US$739, e quem comprou pré-lançamento pagou menos ainda) - que também foi o que me levou pra lá esses dias. 
Vale dizer que, cada vez que vou à cidade, gosto mais dela: cheia de história e cultura, mas cosmopolita, vibrante, deliciosa. Como essa foi minha terceira visita, eu não refiz vários dos passeios turísticos que toda primeira visita à cidade deveria incluir; mas vou listar tudinho aqui pra que, quando você for à Cidade do México, nada fique de fora. Sugiro cinco dias inteiros na cidade e pelo menos dois para explorar os arredores.

Para não perder na capital:
- Um dia inteiro pelo centro histórico, passando pelo Zócalo, museus do centro (o de Belas Artes é divino), Plaza Garibaldi etc
- Um dia inteiro por Chapultepec, aproveitando para passear pelos deliciosos bosques, visitar o lindíssimo Castelo de mesmo nome e passar horas no impressionante Museo de Antropologia - um dos melhores museus do mundo na minha opinião
- Um dia super relax curtindo com calma a arquitetura, as lojinhas, os bares, os restaurantes e os cafés da tríade Zona Rosa-Condesa-Roma. Há ateliers locais imperdíveis, como os de Carla Fernandez, Carmen Rion, Studio Roca e Chic by Accident
- Pelo menos uma tarde toda em Polanco, entre studios e ateliês incríveis (Macario Jimenez, Pirwi etc), lojas bacanudas (das high brands como Vuitton e Zegna às concept stores como a adorável Common People), big malls (como o Antara Polanco), top restaurantes e bares e belíssimas surpresas culturais, como o excelente Museo Soymaya, com obras de Cezanne, Renoir, Da Vinci e, claro, Diego Rivera.
- Um dia inteiro em Coyacán, entre as casas museus de Frida Kahlo e Diego Rivera e León Trotsky e os cafés, livrarias, praças e big pavilhão de artesanato local desse lindo bairro
Cantinhos fofos nos bairros-estrela, como Condesa
Nos arredores:
- Por nada, nada, nada desse mundo perca Teotihuacán, meu sitio arqueológico preferido em todo México. Impressionante, lindo, inesquecível. Passeio para um dia inteiro, já que fica a mais de uma hora de distância da capital. Se comprar um tour (o que eu recomendo muito, por questões práticas), provavelmente passará, no mesmo passeio, pela Plaza de las 3 Culturas, por área de cultivo de ágave e pela Basilica de Guadalupe, que também valem a viagem.
- Xochimilco, a região dos canais e viveiros mexicanos. Passeio lindo, para uma manhã ou tarde, percorrendo de trajinera os coloridos e musicais canais do antigo lago de mesmo nome.  Dá pra chegar por conta própria (mais demorado) ou em tours vendidos em qualquer hotel ou agência.
- Se tiver tempo, vá também a Puebla, outro passeio de meio dia vendido por qualquer agência da cidade. 
O tempo parando em Xochimilco
Dicas úteis:
- o táxi na Cidade do México é bem barato, ainda mais se compararmos com São Paulo. O único senão é que, como São Paulo, a capital mexicana é craque em congestionamentos o dia inteiro, manhã, tarde e noite; uma corrida de 50 pesos pode se transformar fácil em 200. Os táxis populares, vermelho e dourado, são os mais baratos mas os veículos são sempre velhinhos, de limpeza discutível - e, sobretudo à noite, costumam se recusar a ligar o taxímetro para turistas, dando preços fixos para as corridas dependendo do destino. Os melhores são os rádio-táxis, branco e dourado, que precisam ser chamados pelo telefone; já chegam cobrando 20 pesos (+- 3 reais), mas são super corretos com taxímetros e os carros são novos, limpos e bem cuidados. Se preferir, peça um remis no próprio hotel; são ultra confiáveis mas, obviamente, bem inflacionados.
- o metrô é velho, sujo e complicadinho - as baldeações são sempre suuuuuper demoradas, com longas áreas a serem percorridas, subidas e descidas, pra chegar à sua conexão. Mas custa meros 3 pesos por viagem (menos de R$0,50) e chega a várias áreas da cidade - é uma boa, por exemplo, pra visitar o centro histórico, onde o tempo perdido em congestionamentos costuma ser absolutamente irritante.
- no quesito segurança, não traz surpresa nenhuma pra quem vive numa grande cidade brasileira. Os cuidados mínimos que sempre temos por aqui - não ostentar objetos caros, segurar a bolsa etc - são suficientes para evitar qualquer perrengue. Andei muito a pé, inclusive sozinha e à noite (Polanco à noite, por exemplo, é super tranquila; o centro histórico já é melhor evitar), e me senti segura todo o tempo.

P.S.: Além dos posts que tô publicando agora, dessa última incursão à capital mexicana, vale lembrar que aqui no arquivo do blog tem mais das visitas anteriores; é só buscar.