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17 de nov. de 2012

Como os iPads estão interferindo na aviação comercial


Que os iPads e demais tablets vieram para ficar já constatamos. E vieram para ficar, sobretudo, na classe viajante: o tempo todo, em diferentes cidades e países, vemos viajantes sacando de suas bolsas e mochilas esses fiéis companheiros cibernéticos, seja no meio da rua para usar um GPS ou procurar uma info num guia ali baixado, nos aeroportos para conectar-se, nos aviões para ler e jogar e até, ui, para fotografar a viagem.
Pois agora os iPads e afins estão mesmo interferindo na aviação comercial.  Empresas como Singapore e Cathay andaram sondando companhias ligadas à aviação para adaptar suas mesinhas de assento (tray tables) para acomodar corretamente os tablets e outros gadgets semelhantes durante o voo, como um suporte (chamado já por muitos de iHolder) – uma ideia bem interessante que, sejamos francos, tomara que vingue, né?
A canadense WestJet já começou a testar o aluguel de tablets android que ficam presos por artefatos como clips bem na parte traseira das mesinhas, quando fechadas, carregando os mesmos com filmes, séries e outros programetes além, é claro, de publicidade.  Outras várias estão introduzindo os chamados IFE – sistema de entretenimento sem fio à bordo - , como a Qantas, que equipou 16 de seus Boings 767 com uso gratuito de iPads durante seus voos.  Passageiros da australiana JetStar podem alugar, em voos de duração superior a 90 minutos, iPads por valores que começam em menos de 10 dólares australianos. E o negócio parece estar indo tão de vento em popa que já até desenharam carrinhos de bordo especialmente para armazenar e distribuir as centenas de iPads que são oferecidos durante o voo através dos corredores do avião. Uma febre.
Bom, eu também adoro o meu mas, confesso, meu companheiro insperável de viagem, e até por questões de trabalhar muito da estrada, é mesmo meu notebook.  Mas já entendi que talvez esteja mesmo na hora de rever meus conceitos.
Well, maybe.

1 de ago. de 2012

As novas tribos de viajantes


O Future Traveller Tribes 2020, um estudo elaborado pela Amadeus e pelo Henley Centre HeadlightVision, divulgado no começo do mês, prevê novas tribos de viajantes vindo por aí. Segundo o relatório, o envelhecimento geral da população e o crescimento da migração mundial, dentre diversos outros itens, devem se intensificar ainda mais nos próximos anos e  interferir diretamente nos desejos e expectativas dos viajantes.
O estudo apresenta agora quatro novas tribos de viajantes que, segundo eles, serão segmentos importantes do turismo daqui pra frente. Eis aqui o relatório resumidinho:
1. Idosos Ativos - Com a população mundial envelhecendo cada vez mais (e melhor), é natural que esse segmento esteja entre os mais-mais do turismo daqui pra frente. Acredita-se que os nascidos entre 1945 e 1970 terão cada vez mais renda disponível para viajar e cada vez mais saúde para aproveitar suas viagens. Com mais tempo para pesquisar sobre as viagens, acredita-se também que cada vez mais recorrerão à Internet para planejar suas viagens – seja com bastante antecedência ou de última hora.  Segundo o estudo, haverá também um crescente número de roteiros para solteiros para essa “tribo” também, por decorrência do número cada vez maior de divórcios.
2. Clãs Globais - Essa é forte, acredite. Eis aí um setor, sobretudo no turismo de luxo, que cresce loucamente: famílias espalhadas por várias cidades, países e continentes, que se encontram temporariamente em países estrangeiros para celebrar uma data especial – do Natal ao aniversário da bisa.  Tem família literalmente FECHANDO pousada, andar de hotel e deck de cruzeiro vira e mexe. Em geral, essas viagens devem ser marcadas com bastante antecedência. Para os provedores, fica o desafio: agradar o netinho, o papai e o vovô ao mesmo tempo.
3. Viajantes Cosmopolitas - O relatório aponta como principal público desse grupo executivos, consultores freelancers ou funcionários com contratos flexíveis de trabalho – o que, sabemos, será cada vez mais comum daqui pra frente. Pessoas que  aproveitam o custo relativamente baixo das viagens para morar e trabalhar em lugares diferentes ao longo dos anos – misturando viagens de férias com cursos e trabalhos temporários.  Para eles (e para todos nós, viajantes,  é claro!), o acesso à tecnologia, tanto durante a viagem quanto nas salas de espera, será absolutamente vital .
4. Executivos Globais - Bom, esses não mudam muito em relação ao público que existe hoje e já é presença forte no mercado há anos. Mas acredita-se que serão cada vez mais numerosos, impulsionando também o mercado de primeira classe ou classe executiva nas companhias aéreas tradicionais, além de táxi aéreo e jatos executivos. O relatório crê que o número de viajantes a negócios tende a aumentar e que esses executivos procurarão combinar a viagem de negócios com lazer, sem se preocupar com preço.
Tamos aí, né? ;)