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20 de mai. de 2011

Le Champagne: Relais&Chateaux em alto mar

 Se existe uma grande garantia ao comprar um cruzeiro da Silversea é que você comerá MUITO bem à bordo. Principalmente se o navio em questão tiver um signature restaurante Relais & Chateaux em alto mar.
Eu já tinha experimentado esse maravilhoso restaurante na minha primeira viagem com a companhia, lá no finalzinho de 2007.  No Silver Wind, era La Saletta; no Silver Spirit, Le Champagne; restaurantes que, por serem pequenos e exclusivos, com grife Relais & Chateaux e menu degustação que muda diariamente, cobram US$30 de reserva dos passageiros que quiserem jantar lá, ao contrário dos demais restaurantes do navios
Pois nessa viagem de agora encontrei amigos queridos única e exclusivamente na minha primeira noite à bordo: eu embarcava no navio e eles, justamente, desembarcavam na manhã seguinte (o navio ficou uma noite ancorado em Barcelona).  Então achamos mais que propício celebrar o encontro, meu embarque e a última noite deles à bordo com um jantar especial
 Foi um jantar e tanto. O tema da nossa noite era "Aspargo" e, com exceção da sobremesa, ele esteve, de fato, presente em TODOS os pratos (o tema muda toda noite; pode ser um ingrediente específico, como esse, ou pode ser genérico, como "sabor da Espanha")
 BAITA experiência gastronômica, absolutamente irretocável.
 E aspargo pra dar e vender :-)))))
 Ali os vinhos são cobrados à parte, por pacote de harmonização ou por garrafa - ficamos só com uma garrafita mesmo, maxi cortesia do meu amigo Silvio para a mesa.


Um dos 30 dólares mais bem investidos dos últimos tempos ;-)

19 de mai. de 2011

Stars: meu favorito no Silver Spirit

 Vcs andaram lendo/vendo que eu realmente comi muito bem nesses dias de cruzeiro com o Silver Spirit. Muito bem mesmo. Isso sem falar em todas as atividades gastronômicas (cursos, workshops, bate-papos etc) que definitivamente foram o ponto alto da viagem e ganharão posts em breve, se Deus quiser.
 Mas foi justamente o restaurante menos procurado pelos passageiros do navio que foi meu predileto. De longe. Trata-se do Stars, um restaurante que opera sob reserva (mas 100% incluído no valor do cruzeiro) num esquema boa música+bom vinho+tapas. Em uma palavra: arraso!
O ambiente é lindo, à meia luz, pequeno, aconchegante. E esse table set?????
 Daí que o menu é fixo e só muda a cada sete dias. E é sempre composto de cinco passos, cada passo com cinco tapitas. Juro: uma melhor que a outra!


 Claro que o último dos cinco passos são tapitas dulces:
Tudo isso harmonizado com ótimos vinhos, também todos incluídos.

E tudo isso com direito a jazz ao vivo, de primerissíma qualidade - muito, mas MUITO melhor que a qualidade dessa foto :-)))))

Guernsey

 A última escala do cruzeiro no Silver Spirit aconteceu na mítica ilhota de Guernsey, nas Channel Islands. Eu tava muito a fim de visita-la desde que estive na Normandia pela primeira vez, em julho do ano passado, e via todo dia os turistas saindo de Carteret de ferry com destino à ilha, famosa por sua suposta soberania e isenção fiscal.
 Na verdade, a minha curiosidade sobre a ilha ficou mesmo aguçada depois de ler The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society - se ainda não leu, leia, interessantíssimo. E curti muito chegar nessa ilhota de língua e mão inglesas, arquitetura francesa (muito similar à da Normandia), libra própria (mas a esterlina é aceita everywhere) e curiosas cabines telefônicas de amarelo gritante (reza a lenda que já foram também azul royal).
 A ilha tem o tour mais barato EVAH: com uma mera libra, você toma, ali pertinho do porto, o ônibus 7 ou 7A - ambos fazem a volta completa da ilha (um no sentido horário, outro no anti-horário), durante 1h30 e meia, num passeio interessantíssimo - ainda mais se você chegar lá num dia de chuva como o meu.
 Chegar em Guernsey, aliás, foi meio mítico mesmo. Havia tanta, mas TANTA fog, que o navio demorou para chegar e eu tinha a nítida sensação de estar entrando em Avalon. A chuvinha o dia todo foi chata, mas não atrapalhou o passeio, não.
 Agora... o lance das ótimas compras que todo mundo fala por lá... well, não achei nada, não. Alguns produtos, como bebidas, não são taxados de impostos, então custam um pouquinho mais barato. Os eletrônicos só eram baratos mesmo nas lojas de indianos, igualzinho em Londres. E o resto achei bem normal.
 Os barcos estão espalhados pela ilha inteira, entre casinhas fofas, marés super flutuantes e bunkers da 2a. guerra.
 Os fortes também são interessantíssimos e as igrejas muito bonitas. Se o dia estivesse claro, teria sido uma BAITA escala.
E reza a lenda que no verãozão (que é verãozão tipo Normandia mesmo, com a máxima batendo nos 20 graus centígrados) essas areias ficam lotadinhas.