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1 de jul. de 2013

Vancouver express


Chegando em Vancouver de navio, ao amanhecer
 O cruzeiro pelo Alasca no Silver Shadow, que tinha começado láaaaa em Anchorage (e sobre o qual você pode ler aqui) terminou já em terras canadenses, na linda cidade de Vancouver.
A nova zona portuária, a torre Lookout e o estádio olímpico lá no fundo, à esquerda
 Foi minha primeira vez ali e eu já mezzo que caí de amores por Vancouver quando o navio começou a entrar em sua baía, bem cedinho, com os primeiros raios de sol se deixando refletir nos edifícios da cidade. Aproveitei para ficar dois dias ali antes de voltar para casa - e teria ficado mais, não fossem os voos lotados para o Brasil nos 3 dias subsequentes à minha partida.
Em Gastown
 Vancouver é mesmo encantadora. O novo porto é lindo, com direito à promenade, mirantes e até um shopping ali mesmo; a cidade é uma graça e muito fácil de explorar à pé; e ela ainda tem muito, muuuuito verde em toda parte e é super bike-friendly.
Ui!
Fiquei hospedada no ótimo Le Soleil, um hotel boutique mais ou menos novo em downtown tão pertinho do porto (4 quadras!) que eu fui à pé do desembarque até lá (a maioria dos hóspedes do cruzeiro ficou hospedada no lindo Four Seasons Vancouver e no clássico Fairmont, também ambos praticamente ao lado do porto). Hotel bom, quartos super espaçosos (todos têm saleta separada), serviço super simpático, wifi grátis e localização excelente, que me deixou fazer quase tudo à pé, uma maravilha. Anexo ao hotel fica um bom restaurante (o Cooper Chimney, barato e lotado, sobretudo na happy hour) e é ali que eles servem o café da manhã à la carte, incluído na diária (a gente recebe voucher no check in).
Ahá! Flagrei o Silver Shadow ainda ancorado no porto, no canto esquerdo da foto ;)
 O centro é muito fácil de explorar. Os moradores costumam brincar que ali da Hornby St (que era justamente onde ficava meu hotel) basta andar meia hora num raio para qualquer lado que você termina de explorar a ilhota central. E não é exagero: dá pra caminhar (ou pedalar, e são vários os pontos pra aluguel de bikes) para qualquer canto, numa boa.
Stanley Park: imperdível...
... e também tem totens aos montes! ;)
 Do meu hotel, eu caminhei por toda a região chamada de Robson atrás dos (agora) famosos food trucks da cidade, bisbilhotei o comércio (o Pacific Centre Mall e o Royal Centre Mall ficam bem por ali, e há outras inúmeras outras lojas em Yaletown), fui à bela (e enorme) Vancouver Art Gallery, a Vancouver Public Library, percorri a Water St em GasTown até o antigo relógio a vapor (nas ruas de Gastown há muito artesanato à venda também), zanzei pelo West End e dei até um pulo rápidão em Chinatown.  E aproveitei para me deliciar com os chás e quitutes da fofa, fofa, fofa The Urban Tea Merchant, representante oficial da adorável TWG no Canadá (curti tanto que vou fazer um outro postzinho só pra ela).
 Fiz um passeio bem legal com a Tour by Locals numa tarde para conseguir me deslocar para os cantos mais afastados ganhando tempo. Gostei mesmo. Pontuais, super solícitos, cheios de informação, educadíssimos.  E me contaram sobre várias coisas que nem estavam no programa, como o curioso (e bastante controverso) sistema de apoio aos viciados em drogas da cidade.
Basta pegar um ferry (4 dólares) para chegar a North Vancouver
 Com eles eu fui ao belíssimo (e enorme!) Stanley Park: o parque é tão bacana que dá pra curtir à pé, em bicicleta ou de carro e há espaço pra todo mundo, de esportistas à famílias com bebês. O dia estava lindo e um monte de gente se refastelava ao sol, deitados sobre a grama verdinha, verdinha; e, além do lugar ser lindo por si só,  a vista de Vancouver dali é sensacional.
Um pedacinho da imensa ciclovia que está por toda a cidade
Árvores que são pura história (e resistiram - assim, assim - a uma tempestade terrível há alguns anos)
 Depois atravessamos até Sunset Beach para tomar um dos False Creek boats para ir a Granville Island. Fiquei a-pai-xo-na-da por Granville. Um outro mundo. A gente já desce do diminuto barquinho (a jornada é carinha, ida e volta por cerca de 6 dólares, numa travessia que dura minutinhos) com música ao vivo tocando (curiosidade: somente músicos cadastrados e aprovados podem tocar nas ruas de Granville!).
Sunset Beach
Um dos barquinhos que fazem a travessia a Granville Island
 Depois, a ilha é dividida em zonas, compondo um grande mercado para quem quer fazer feira, comer ou levar comida pronta para casa (há diversos restaurantes das mais diversas etnias por ali), comprar decoração para casa, itens para crianças e mais uma série de mercadorias - tem até a Broom Co, uma loja que só vende... vassouras! Tudo muito limpo e organizado, com muito espaço para convívio ao ar livre: mesas de piquenique, bancos de praça, gazebos etc. Tem até hotel, universidade e casa de tarô :D E False Creek é queridinha também de quem curte caiaques.


Vai uma vassourinha aí? :P
 O transporte público em geral funciona super bem (inclusive o SkyTrain, para ir ao aeroporto) e as heranças olímpicas estão por toda parte, inclusive no belo estádio que se vê de muitos pontos da cidade. Há também ônibus escolares antigos convertidos em ônibus que fazem rotas distintas de city tour pela cidade.

 Para o jantar, duas recomendações: o hypado Yew Seafood and Bar (dentro do Four Seasons Vancouver, que vale no mínimo pelos drinks excelentes do mixologista Justin Taylor e pelo pé direito altíssimo); e o super relax Forage Restaurant , no West End, para provar as delícias do chef Chris Whittaker (o flat bread é ma-ra-vi-lho-so) acompanhadas dos vinhos locais (sim!) e cervejas artesanais servidos ali.
O meu quarto no gracinha Le Soleil
 Para ver a cidade do alto e num alcance panorâmico, o negócio é subir no Vancouver Lookout (16 dólares) que fica bem pertinho do porto, no Harbour Center.  Para fazer como um morador local, vale pegar o SeaBus na Waterfront Station e cruzar no ferry até North Vancouver, 15 minutos distante - do lado de lá fica o Lonsdale Quay Market.  Para quem for durante o inverno, dizem que a boa é escapar a Grouse Mountain.
O antigo relógio à vapor (que hoje funciona motorizado mesmo)

A bela Vancouver Art Gallery
O famoso (e controverso) Japadog
No mais, fiquei surpresa em encontrar uma cidade tão eco-friendly (os lembretes de consciência ecológica estão por toda parte, espalhados na cidade, assim como as lixeiras; e a qualidade e a extensão da ciclovias são mesmo louváveis) e de gente tão amigável, numa mistura étnico-cultural impressionante, com enormes comunidades de imigrantes, que me lembrou uma das coisas que mais gostei em Toronto.  Pena que foi tão rápido; quero muito voltar. 

25 de jul. de 2012

O fascínio pelos supermercados no exterior


Sorry, eu não tinha nenhuma foto melhor para ilustrar esse post :(

Na minha cidade, eu fico enrolando até os 45 minutos do segundo tempo para ir ao supermercado fazer compras para casa.  É preciso mesmo acabar o café (meu ítem de maior necessidade na vida doméstica) para eu me arrastar ao supermercado mais próximo, cheia de má vontade, para comprar o que está em falta na despensa – e obviamente esqueço no mínimo um par de coisas.  Já no exterior, em viagem, uma das primeiras coisas que eu faço ao chegar num destino novo é entrar num supermercado. Tenho um verdadeiro fascínio por eles lá fora. 
No sé lo que pasa. Uma coisa de maluco mesmo o prazer imenso que eu sinto em olhar prateleira por prateleira, espiar no carrinho e cestinha alheios o que os locais compram, pegar uma embalagem aqui, revirar outra acolá.  Se pelas vitrines de lojas eu sou capaz de passar batido muitas vezes, eu não resisto a uma portinha de supermercado quando viajo. É ali que a gente fica sabendo quando um povo toma muito café ou pouco leite (como na Grécia), que papel o pão tem na sua dieta (muito, muuuito amor pela Itália sempre <3 ), se adoçante e produtos diet são mais coisa de gente doente (como em boa parte da França) e outras coisinhas do gênero.
Pra mim, uma das melhores coisas de alugar um apartamento numa cidade ou ficar num apart hotel com cozinhinha própria é a felicidade suprema de poder ir ao supermercado mais próximo e comprar como os moradores compram (ou, ao menos, como na minha vã ignorância eu acho que eles compram...) e cozinhar essas coisinhas todas. Mas mesmo ficando em hotel eu sempre passo por VÁRIOS mercados ao longo de uma viagem; é mais forte que eu, #aloka. Se bobear, faço até picnic com as compras no quarto :/
É muito grave, dotô?

17 de jul. de 2012

Santiago do Chile - de novo!

Semana passada - e até o último finde - fui parar de novo em Santiago do Chile numa viagem de trabalho (press trip) num grupo (bacanérrimo!) de jornalistas. Não bastasse o Chile ser um dos meus países preferidos no mundo (e SCL o aeroporto onde mais fiz pousos, decolagens e conexões depois de GRU :P), cada vez acho Santiago ainda mais civilizada, atraente e interessante.
Dessa vez, fomos levados pela CTS Turismo para revisitar o basicão e queridinho do turista brasileiro em Santiago: city tour, um dia de neve, um tour de vinícola, Viña del Mar e Valparaíso, em cinco dias lindões - demos uma sorte com o tempo impressionante - frio delicioso e céuzão azul, azul.
Mas também deu tempo, é claro, de fuçar um monte de novidades na cidade para quem, como eu, adora arrumar um pretexto para voltar pra lá - de novidades bacanudas da hotelaria (como o novo Mercure Ciudad Empresarial, lindo, lindo!) ao mundo da gastronomia, dos vinhos, das compritchas e da nightlife (e ainda fui de novo no Museo de la Moda que eu adoro tanto! <3)
Guentaê, então, que, a partir de hoje, a novela francesa das últimas 3 semanas dá lugar a uma mini-série bem chilena ;)

11 de jul. de 2012

Cour Saint-Émilion: o lado mais gostoso de Bercy

 Nessa última visita a Paris, agora no finzinho de junho, fiquei hospedada pela primeira vez no bairro de Bercy. Uma região que, confesso, eu conhecia muito pouco antes disso e pela qual voltei cheia de carinho.
Um dos lugares mais legais do bairro, que eu acho que vale muito a "viagem" até lá, é o fofíssimo Cour Saint-Émilion.
 O local era, muito antigamente, o local das adegas do vinho que (sim!) era produzido na cidade. Os trilhos do trem que passava bem ali transportando uvas e galões ainda estão lá, bem no meio da rua - e, no lindo jardim ao lado, ainda dá pra ver as últimas parreiras mantidas no local. 
 O bacana do Cour Saint-Émillion (para visitar, é só descer na estação de metrô de mesmo nome, linha 14, que desemboca literalmente ali) é que ele foi recentemente convertido num "point", com os antigos armazéns e adegas convertidos no charmoso Bercy Village - com direito a vários restaurantes e cafés e até lojinhas (de coisinhas pra casa, lindas), lojonas (como Sephora e Fnac) e um supermercado (Monoprix).
 Ali, dentre os destaques "gastronômicos", tem uma das unidades do ótimo Boco (o restaurante "dos potinhos", sobre o qual falei aqui no Saia Pelo Mundo) e do também ótimo Chai 33 (um dos melhores jantares da viagem). 
 A maioria dos restaurantes, além do espaço interno, deixam fofas mesinhas ao ar livre também, para aproveitar agora essa época de tempo quente. Entre idas e vindas, estive ali 4 vezes, 2 durante o dia e 2 à noite, e estava sempre seguro e bem bem bem movimentado.

 Quem for de dia, pode aproveitar o bom tempo e passear pelo lindo, lindo, lindo (e imenso) jardim que começa logo ao lado e vai terminar só na (igualmente imperdível) Cinématheque. 


Programaço. 

28 de jun. de 2012

Londres e a moda: para shopaholics


Londres e a moda vivem um caso de amor

Mais Londres nessa vibe pré-Olímpica aqui no blog - e também lá no Saia pelo mundo, vocês viram? Afinal Londres, com libra forte e tudo, ainda é um baita de um destino de compras. Não bastasse ter setores constantemente em liquidação, a cidade ainda reúne as flagship stores de seus estilistas mais famosos, virando um paraíso para os shopaholics. Nem que seja para ver vitrines (thanks, Visit Britain!), vale xeretar:

Alexander McQueen–foi a estilista Sarah Burton quem criou para a grife o vestido de noiva de Kate Middleton. 4-5 Old Bond Street

Aquascutum– A matriz abriga a butique genuinamente britânica desde 1920. Vale entrar nem que seja pelo prédio: seu interior é espetacular quanto as roupas. 100 Regent St

Burberry-  O ícône londrino com sua estampa xadrez (o “xadrez Burberry”) ganhou fama internacional mesmo com seus trench coats que há mais de 50 anos são usados no mundo inteiro. 165 Regent St

Temperley– Os vestidos dessa marca bem britânica são usados com frequência pelas irmãs Middleton e a curiosa fachada da loja ostenta uma pintura da bandeira nacional do Reino Unido. 2-10 Colville Mews

Victoria Beckham – vamos dar a mão à palmatória: a senhora Beckham até que cria peças bem legaizinhas, a preços bem acessíveis. Suas peças estão disponíveis na Selfridges e na Harrods.

Vivienne Westwood– Ídala, divina, maravilhosa. Sou fãzaça, principalmente dos seus vestidos. Sempre representou um lado mais excêntrico e subversivo da Grã-Bretanha, mas sem abrir mão da elegância nem se deixar contaminar pelas modernidades periguetes. 44 Conduit St.

Paul Smith– ele adora usar as bandeiras do Reino Unido em campanhas publicitárias e suas listras coloridas viraram marca registrada – lembra da louça com que é servido o Prêt-a-Portea?  A loja de Covent Garden tem objetos de arte intercalados com itens de vestuário. 40-44 Floral Street

Timothy Everest– um dos alfaiates britânicos mais destacados, treinado na mítica Savile Row (onde estão várias das lojas que há décadas servem a família real), tem loja no animado e movimentado Spitalfields. 32 Elder St, Liverpool St tube

Reiss – a marca britânica queridinha de Kate Middleton também tem preços mais acessíveis e virou febre entre as fashionistas inglesas. 172 Regent St

Simon Carter – craque em acessórios, tem também coleção masculina bacanuda de vestuário. A loja em Bloomsbury fica pertinho do Museu Britânico.

31 de mai. de 2012

(mais) Compras na Cidade do México

Lenços lindos na Piñeda Covalin
 Quando eu visitei a Cidade do México no final de 2011, fiz um postzinho atendendo a pedidos sobre os lugares mais legais para comprar na capital mexicana. Mas como todo mundo seeeeeempre pede dicas de compras em praticamente todos os lugares, e como a Cidade do México está no programa de férias de julho (yeay!) de vários dos leitores assíduos aqui do blog, resolvi dar mais uma atualizada.
Achadinhos sempre divertidos na Museum
 Afinal, me toquei que, por exemplo, no post do ano passado faltava uma lojinha di-vi-na para a mulherada: a Piñeda Covalin. Lenços, bolsas, túnicas, vestidos, bijoux... uma peça mais divina que a outra. Produzidas pelos dois estilistas que dão nome à loja, as peças mantêm aquele quê de peça única e, com apelo ultra mexicano, levantam o astral de qualquer visual - mas sem perder a elegância, é claro. Tem unidades nos shoppings e também uma na Campos Eliseos, em Polanco, incrível.
No geral, para quem procura top luxury brands, o endereço é a avenida Masaryk - ali estão enfileiradas Ferragamo, Vuitton, Hermès e várias outras. A Masaryk é bem democrática, aliás: ao lado das big brands, estão também as fast fashion, como a Zara, e lojas de consumo em geral, como Apple Store (na verdade, ali, uma MacStore).
A Sephora do Antara Polanco, inaugurada no ano passado
Para lojinhas de rua, Polanco é o canal: a Pasaje Masaryk tem de tudo um pouco, com destaque para lojinhas de bijoux e objetos de decor. Vale também passar na Museum, para babar nos livros e nas coisinhas de decor (tem umas peças de colecionadores maravilhosas à venda).
Shopping maníacos devem rumar direto para o Antara Polanco (tem todas as marcas que brasileiros curtem, como Nikes e Lacostes da vida, e uma Sephora bacanuda) e para o novo Santa Fé Mall, que fica distante da cidade mas na área vipona dos condomínios de luxo.
Artesanato? Continuo achando que não há lugar mais bacana que a feirinha (agora em galpão coberto bonitinho) de Coyocán - de bonequinhas mexicanas a camisetas com frases de gosto duvidoso, tem literalmente de tudo ali, e com ótimos preços.

22 de mai. de 2012

Compras em Cancun


Mesmo com a recente alta do dólar, o peso mexicano está cada vez mais baratinho (1 dólar compra entre 12 e 14 pesos) e os brasileiros compram como nunca em Cancun. Os lugares mais procurados pelos brazucas na hora de encher as malas para a volta para a casa são:
-La Isla Shopping Mall: 160 lojas ao ar livre, de Zara a Diesel
-Plaza Caracol: o mais antigo, bom para  souvenirs e artesanato mexicano.
- Kukulcan Plaza: o maior e com a  “Luxury Avenue”, reverenciada pelos brasileiros. Vale prestar atenção redobrada à bela cúpula de vidro de inspiração maia.
-Avenida Tulum: no centrão, boa para souvenirs e artesanato, sobretudo no Mercado El Kihuic

Para as meninas: atenção redobrada às lojas de Pineda Covalin. Túnicas, bolsas, lenços e bijoux divinos, de inspiração e confecção 100% mexicana.

8 de jan. de 2012

Dispensa da declaração de bagagem acompanhada: como funciona?

A nova medida deve diminuir, ao menos, a ocorrência dessas filas gigantescas para deixar o terminal após desembarque

Desde o último dia 1° de janeiro, turistas brasileiros que retornam de viagens ao exterior e sem bens a declarar estarão dispensados de entregar a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA). Aquele papelzinho que a gente preenchia e entregava a um fiscal da receita depois de recolher a bagagem da esteira, antes de sair do terminal, lembram? 
Essa nova regra vale para todo turista que realizou compras no exterior até o valor máximo de US$ 500 por pessoa e teria por objetivo principal desafogar o fluxo de passageiros nos aeroportos, já que, em teoria, 90% dos viajantes trazem bens dentro da cota de US$ 500 (quem chega de voo internacional de manhã cedinho em Guarulhos sabem bem como "desafogar o fluxo de passageiros" é cada vez mais essencial). 
Vale lembrar que a dispensa de preenchimento e apresentação da fichinha de Declaração de Bagagem não impede que os passageiros sejam direcionados para a avaliação física da bagagem e raio-X ao recolherem suas malas na esteira.

17 de dez. de 2011

Os brasileiros e o free shop

Toda viagem, eu tento entender o fascínio que o “free shop” – ou as lojas do Duty Free – exerce sobre os brasileiros. Viajantes em geral passam pelo free shop para comprar um presente de última hora ou algo que vá necessitar no voo ou na viagem. Mas os brasileiros em geral esperam ansiosamente pela passagem pelo free shop. Fazem planos para o free shop. Falam essas duas palavrinhas aparentemente mágicas – free shop – antes, durante e depois da viagem.
Eu achava que era só eu a implicante. Mas vários amigos começaram a comentar a mesma coisa. E a ficha só caiu mesmo quando um funcionário do aeroporto de Miami disse com todas as letras que os horários pré voos diretos pro Brasil eram os mais puxados para eles: “uma loucura, vendemos como nunca”.
Conheço gente que quer chegar cedo no aeroporto “pra ter um tempinho legal pra curtir o freeshop”. A loja do desembarque em Guarulhos, que tem alguns dos preços mais elevados do planeta se comparada com outras lojas do gênero em outros lugares e países, aumentou o número de caixas e  continua com filas de consumidores, não importa o horário. Outro dia, na fila do supermercado, ouvi uma senhorinha falar pra outra, que tinha elogiado seu relógio, toda vaidosa: “ah, esse aqui é coisa chique mesmo, minha filha trouxe do free shop” - como se a expressão “free shop” fosse sinônimo de uma grife secular. Uma amiga em Nova York estava louca pra comprar umas maquiagens mas desistiu no caixa: “ai, mas maquiagem é tão mais legal comprar no freeshop”. E num voo da Pluna que ia a Viracopos, desviado a Guarulhos no outro final de semana, um homem do grupo de passageiros que iam ser levados em van ao aeroporto de Campinas, atrasou a saída de todo mundo: “guentaê dez minutinhos que aqui tem free shop!”.
É claro que a gente pode aproveitar a passagem pelo free shop para pegar uma garrafa de bebida, por exemplo, que você não queria ficar carregando durante a viagem. Ou um perfume pra presente, na loja de desembarque, pra não correr o risco de a embalagem quebrar durante seu passeio. Mas vejo gente que chega de Miami, Nova York ou Cingapura, onde tudo custa muito mais barato que na loja teoricamente livre de impostos brasileira, com lista de compras.
Cada um é cada um, eu sei. E o que seria do roxo se todos gostassem do amarelo. E eu não tenho mesmo nada a ver com o que os outros compram ou deixam de comprar. Mas eu só queria entender de onde vem esse fascínio. Se alguém souber, me explica?

11 de dez. de 2011

As melhores lojas do mundo

Manhattan: endereço de 3 das lojas da lista

Tem lista pra tudo nessa vida, né, gente? Bom, talvez o título do post seja exagerado, mas é isso mesmo que promete uma publicação do The Guardian ao listar as "melhores lojas do mundo" – lojas nas quais, segundo eles, a experiência de consumo é levada além do fato de simplesmente adquirir um produto e pagar por ele. Lojas que valeriam só pelo passeio.
Bom, sendo assim, até que é boa ideia dar uma passadinha por elas se os destinos em questão estiverem no seu mapa de viagens de 2012, não? Tem discos, coisas pra casa, roupas, objetos de design, artesanato, tudo.  A listinha do Guardian:

Kiki de Montparnasse, Nova York
C O Bigelow, também em Nova York
Saturday Surf NYC, também na Big Apple
Normann, em Copenhague
Kinari Bazaar, em Nova Deli
Bonton, em Paris  (essa eu pessoalmente adoro!)
Criminal Records, Atlanta (de discos, e nada do gênero C.S.I :-P)
RanKing ranQueen, Tóquio  (curti o nome)
Gerry´s Wines and Spirits, Londres
Late Night Chameleon Café, Londres
Pave, Barcelona
The Essential Ingredient, Sidney (essa eu quero visitar com a família Luz, a Lu Betenson, a Constance Escobar e a Lena Gasparetto :-D)
Townhouse, Zurique
Malmstenbutiken, Estocolmo
Record City and Thirsty Moon, San Diego
Africa Nova, Cidade do Cabo  (divina!!!)
Fox&Obel, Chicago

Bom, lista pra viajante nenhum poder defeito. Para os shopaholics, a lista completa está aqui, com descritivo de todas as lojas e sugestões de compras em cada uma delas.

30 de ago. de 2011

Compras em Santiago

Lojas de lápis-lázuli: não dá pra comprar em qualquer uma
 Vira e mexe alguém me escreve perguntando sobre onde fazer boas compras em Santiago. Bom, tudo depende. Vocês sabem que eu não curto a ideia de gastar tempo precioso da minha viagem enfurnada num grande shopping; curto as comprinhas que aparecem aqui e ali ao longo da viagem e, sim, sempre compro vinhos pra trazer pra casa. Nesse quesito, Las Condes e Vitacura são os melhores bairros de Santiago para fazê-lo, de papelarias lindas de morrer a móveis de design.
Uma caminhada por Las Condes e Vitacura é certeza de topar com lojas bacanas
 Basta saracotear um pouquinho por esses dois bairros para encontrar tudo e mais um pouco, não interessa o que você andava procurando. Só não espere pechinchas por lá.
Vitrines, vitrines e mais vitrines
A sugestão de compra mais importante que tenho em Santiago é a El Mundo del Vino, que conta com várias filiais na cidade. Não apenas chilenos, mas vinhos e espumantes bacanas do mundo inteiro são vendidos lá, e a preços bem interessantes - algumas botellarias da cidade podem até ter preços um pouquinho menores, mas as condições de armazenamento são sempre discutíveis; pessoalmente, acho muito mais garantido na loja, principalmente se você valoriza um bom vinho.
As papelarias são incríveis, coloridíssimas, deliciosas
 Para coisinhas pra casa e acessórios (cachecóis, mantas, ponchos etc) bem artesanais e autênticos eu sempre sugiro a ONA, sobre a qual acabei de postar no Saia pelo Mundo. Não são pechincha, mas duram super e são lindos.
 Para acessórios gourmet, chás, temperos e outras maravilhas para os amantes da cozinha, não há endereço melhor que a Coquinaria. Além de linda, com direito a restaurante e café dividindo ambiente com a loja, tem tudo o que vc pode procurar - inclusive uma área inteirinha com produtos da Fauchon, de morrer.
Para design e moda bem autênticos, procure pelas estilistas Patricia Barrera e Sarika Rodrik, ótimas.  A livraria Milaires também é deliciosa, dá pra passar uma tarde ali.
Um dos balcões maxi tentadores da Coquinaria
Bom, mas se o seu negócio é shopping, shopping center MESMO, vá direto ao gigante Parque Arauco, um dos maiores da América Latina (e o maior de todo o Chile), que trocentas grifes chilenas e internacionais, incluindo as fast-fashion e lojas de departamentos (tipo Ripley, Falabella e Paris) que os brasileiros adoram.