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13 de jan. de 2013

Turismo HiLo: como encontrar barbadas de viagem em hotelaços

Dormir numa tremenda cama com serviço irrepreensível pode ter preço de promoção sim, senhor 

Essa série beabá sobre como encontrar barbadas no turismo HiLo começou nesse post aqui. Para ler todos os posts da série, clique aqui.  No capítulo de hoje da novelinha, como encontrar promos e barbadas em hotelaços no Brasil e no mundo.

Apesar de usar também muito o booking.com, que é muitíssimo eficiente para boas ofertas em hotéis quatro estrelas e, eventualmente, até cinco estrelas (especialmente bom para hotéis quatro estrelas nas Américas, na minha opinão), meus sites prediletos para cacifar ofertas em hotelaços são o Sniqueaway.com, o jetsetter.com e, acredite, o Travelzoo, sobretudo na versão inglesa (travelzoo.co.uk). 

Você pode usá-los para pesquisar aleatoriamente, é claro, mas inscrevendo-se em suas newsletters você recebe semanalmente as ofertas em destaque, que costumam ser bacanérrimas. O Sniqueaway às vezes ainda promove leilões e tem umas ofertas incríveis que duram só 24h, então tem que ficar de olho. O Travelzoo anda sendo uma ferramenta divina para pegar ofertaças em hotéis que andam na wish list faz tempo - há duas semanas, por exemplo, uma amiga cacifou o lindão Four Seasons de Toquio no Travelzoo por 130 libras por noite no quarto duplo; e eles andam divulgando várias ofertas assim, sobretudo no continente asiático, big deals mesmo.

Outro site que traz boas ofertas em hotéis de luxo, mas em propriedades mais no estilo boutique, é o Tablet, que também tem versão brasileira .com.br . Seguir esses sites todos pelo twitter também funciona como um ótimo lembrete de promoções eventuais.

É importante também lembrar que hotéis novos costumam ter tarifas espetaculares enquanto estão em regime de soft opening – quando acabam de abrir mas têm preços bem interessantes porque ainda não estão 100% prontos (às vezes falta a piscina, às vezes falta o spa, às vezes falta algo que você nem usa num hotel :D) - que costumam fazer a alegria dos turistas mais atentos e pesquisadores. Assim como acontece nos voos novos de companhias aéreas (falei disso no post anterior), hotéis novinhos em folha costumam ter tarifas super tentadoras justamente para conquistar seus novos clientes.

Inscrever-se nos programas de fidelidade de redes hoteleiras – Accor, Marriott e Hyatt têm programas bem legais – também costuma dar acesso em primeira mão a ofertas, e tem ofertas que são específicas para “sócios”. Sem falar que nos programas desse tipo você acumula pontos conforme usa os hotéis, sejam eles de qualquer categoria, para trocar por noites free em destinos que te interessam.  Sei que, assim como no caso das companhias aéreas, é chato ficar gerenciando vários programas diferentes, mas para quem viaja com alguma frequência esses programinhas são mesmo bem úteis: os descontos são frequentes e tudo que a gente gasta no hotel (diária, restaurante, bar, frigobar, spa etc) é em geral convertido em pontos automaticamente. Tenho amigo que põe até o táxi de volta ao aeroporto na conta do hotel para juntar pontos mais rápido :D Alguns programas de fidelidade da hotelaria também podem ser associados a programas de fidelidade de companhias aéreas e/ou programas de recompensas de cartões de crédito, permitindo que você junte pontinhos mais rápido e fácil, para usar mais rápida e facilmente também. 

O mais eficiente mesmo é ficar de olho, sempre – via twitter, facebook, newsletters  - para conseguir aproveitar as promoções que interessam especificamente a VOCÊ.

12 de set. de 2011

Reservar hotéis: a tarefa não é tão fácil quanto parece

É raro um quarto ser ao vivo tão lindo quanto no site do hotel
Hoje não faltam recursos (e dos bons!) para pesquisarmos com facilidade hotéis, sejam eles B&Bs, boutiques ou grandes redes, espalhados pelo mundo inteiro.  A gente pode simplesmente postar no twitter “alguém já ficou no hotel X?” ou “que hotel vocês recomendam na cidade Y”, que vão chover ideias referenciadas. Ou digitar no Google "hotel em X" que trocentas opções serão listadas em sequência.
Mas, se por um lado temos farta informação sobre os mesmos, na hora da tomada de decisão esse próprio “excesso de dados” pode ser um tiro pela culatra. Não bastassem os muitos mecanismos de pesquisa disponíveis, as próprias opções hoteleiras aumentaram muito! Hoje temos 817163542949287654 opções de hotéis a escolher a cada destino, uma loucura. São hotéis e mais hotéis, dos pequeninos de charme aos top luxury, que não param de abrir do mundo inteiro. Por mais que tenhamos nossas redes favoritas e também queiramos aproveitar ofertas de sites consolidadores(expedia, booking etc),  fica sempre a dúvida.
Um quarto sem atrativos e com poucas mobílias não é igual a um "decor minimalista"
Nos últimos quatro anos, proliferaram também os blogs de viagem, com informações mil sobre hotéis sendo cada vez mais comuns na maior parte deles. E com razão: nada como ler os detalhes da estadia de alguém, acompanhado de fotos (não só do quarto, mas do banheiro, do closet, da vista etc - todo mundo quer conferir bem fotos, pontos altos e pontos baixos, antes de “fechar negócio”), pra ajudar a decidir por esse ou por aquele hotel - a própria seção Hotel Review é campeã de acessos aqui no blog. O quarto é grande e a cama confortável? É silencioso à noite? O banheiro tá novinho? O serviço é eficiente? A localização é jóia? Porque nada pior do que apaixonar-se por um quarto fofo no site do próprio hotel e descobrir in loco, ao chegar, que trata-se de um belo efeito de photoshop, não é mesmo? Ou reservar um hotel simplesmente perfeito mas descobrir que a rua é super barulhenta e não conseguir dormir direito à noite.  Ou que a “localização super central” não é uma vantagem na cidade em questão (ficar no centro histórico na Cidade do México, por exemplo, é furada). Até porque um quarto sem quase nada de móveis não é, por si só, um "decor minimalista"; nem um quarto minúsculo pode ser descrito como "aconchegante". 
Um site fraquinho pode não revelar um quarto muito fofo e confortável
Ponto-chave pra mim é boa localização; tô sempre conferindo onde estão os hotéis que cogito reservar no próprio Google, seja por uma simples busca no googlemaps ou em seu hotel finder (aliás, conheci essa semana o hipmunk.com e também já adotei o dito cujo, ótimo!). É raro um viajante que hoje, antes de decidir-se 100% por um hotel, não cheque a avaliação do mesmo no Trip Advisor. Mas, mesmo checando as informações lá, sempre ficamos com uma pontinha de dúvida sobre quão confiáveis são aquelas resenhas todas. E eu acho as fotinhos muito, muito pequenas. Então eu comecei a checar também o checkyourroom.com, que traz fotos maiores – mas, por outro lado, contempla muito menos hotéis, uma pena. Essa semana descobri também, numa coluna da Practical Traveller do NYT, o Room77, e já adicionei aos meus favoritos – falha nas imagens mas tem muito mais hotéis e simula a vista dos quartos, o que é uma mão na roda na hora de você pedir um quarto com vista mais legal (todo mundo curte room with a view ;-D)

Dormir na cama perfeita depois de um dia de andanças = recompensa perfeita
A parte boa é que, dada a crise internacional iniciada lá em 2008 e essa big demanda de quartos, ganhamos nós: os melhores hotéis estão cada vez mais acessíveis, sobretudo com a valorização do real. Os programas de fidelidade de algumas redes hoteleiras também são extremamente benéficos, premiando com noites grátis (e outros benefícios, de champagne de boas vindas a café da manhã ou jantar incluídos) quem se hospeda neles com frequência. Os brasileiros, aliás, estão ganhando tanto terreno no turismo internacional que há hotéis fazendo promoções específicas para nós, brazucas. Afinal, nessa loteria de sites, buscadores, referências, blogs e afins, que bela recompensa é deitar a cabeça numa cama macia e confortável, num quarto quietinho e aconchegante, depois de um dia inteiro de andanças e passeios, não é mesmo?