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10 de fev. de 2013

Como viaja a geração Y


Tudo bem que esse papo de geração X e geração Y já cansou e que quem está na casa dos trinta  cada hora é colocado numa geração diferente. Mas essa semana vários jornais publicaram os resultados de uma pesquisa da consultoria Mapie que pode ser do interesse, sim, dos leitores aqui do blog: como a geração Y encara a hotelaria hoje. A consultoria entrevistou brasileiros nascidos nas décadas de 80 e 90 (cerca de mil pessoas das classes A, B e C, sendo 68% com idade entre 24 e 32 anos) com perguntas sobre o que levam em consideração na hora de escolher um hotel, independente do destino.

Apesar do mix curioso de classes sociais, formação, cargos e idade, no saldo final o hotel ideal para essa turma deve ter design contemporâneo, wifi (preferencialmente rápido e grátis) e muitas tomadas (yes!). Amenities de boas marcas e opções de refeições/alimentação saudável também aparecem na listinha como aspectos muito importantes. Já spa, piscina, fitness room, canais da  TV aparecem como irrelevante/pouco importante para os entrevistados. Check in/out e a reserva em si foram catalogados como a parte mais chata de uma hospedagem.

Que hoje somos todos mais exigentes quanto à tecnologia e viajamos cada vez mais carregados de gadgets é fato. Internet boa (e gratuita, de preferência) faz tempo que deixou de ser exigência do viajante de negócios para ser necessidade da maioria dos turistas. Mas é surpresa (boa) ver que, embora eles viajem cada vez mais buscando integração com o destino (o que pressupõe obrigatoriamente passar mais tempo na rua durante a viagem), essa geração quer mesmo é um hotel cheio de estilo – e funcionalidade, é claro.

Bom mesmo que a hotelaria brasileira se ligue nisso, e rápido: se nessa faixa etária, enquanto constituem cerca de 10% da ocupação das redes hoteleiras por aqui, já têm essa visão sobre a experiência em hotelaria, em dez anos, quando representarem 60% da ocupação hoteleira brasileira, as exigências a esse respeito serão ainda mais intensas. 

1 de ago. de 2012

As novas tribos de viajantes


O Future Traveller Tribes 2020, um estudo elaborado pela Amadeus e pelo Henley Centre HeadlightVision, divulgado no começo do mês, prevê novas tribos de viajantes vindo por aí. Segundo o relatório, o envelhecimento geral da população e o crescimento da migração mundial, dentre diversos outros itens, devem se intensificar ainda mais nos próximos anos e  interferir diretamente nos desejos e expectativas dos viajantes.
O estudo apresenta agora quatro novas tribos de viajantes que, segundo eles, serão segmentos importantes do turismo daqui pra frente. Eis aqui o relatório resumidinho:
1. Idosos Ativos - Com a população mundial envelhecendo cada vez mais (e melhor), é natural que esse segmento esteja entre os mais-mais do turismo daqui pra frente. Acredita-se que os nascidos entre 1945 e 1970 terão cada vez mais renda disponível para viajar e cada vez mais saúde para aproveitar suas viagens. Com mais tempo para pesquisar sobre as viagens, acredita-se também que cada vez mais recorrerão à Internet para planejar suas viagens – seja com bastante antecedência ou de última hora.  Segundo o estudo, haverá também um crescente número de roteiros para solteiros para essa “tribo” também, por decorrência do número cada vez maior de divórcios.
2. Clãs Globais - Essa é forte, acredite. Eis aí um setor, sobretudo no turismo de luxo, que cresce loucamente: famílias espalhadas por várias cidades, países e continentes, que se encontram temporariamente em países estrangeiros para celebrar uma data especial – do Natal ao aniversário da bisa.  Tem família literalmente FECHANDO pousada, andar de hotel e deck de cruzeiro vira e mexe. Em geral, essas viagens devem ser marcadas com bastante antecedência. Para os provedores, fica o desafio: agradar o netinho, o papai e o vovô ao mesmo tempo.
3. Viajantes Cosmopolitas - O relatório aponta como principal público desse grupo executivos, consultores freelancers ou funcionários com contratos flexíveis de trabalho – o que, sabemos, será cada vez mais comum daqui pra frente. Pessoas que  aproveitam o custo relativamente baixo das viagens para morar e trabalhar em lugares diferentes ao longo dos anos – misturando viagens de férias com cursos e trabalhos temporários.  Para eles (e para todos nós, viajantes,  é claro!), o acesso à tecnologia, tanto durante a viagem quanto nas salas de espera, será absolutamente vital .
4. Executivos Globais - Bom, esses não mudam muito em relação ao público que existe hoje e já é presença forte no mercado há anos. Mas acredita-se que serão cada vez mais numerosos, impulsionando também o mercado de primeira classe ou classe executiva nas companhias aéreas tradicionais, além de táxi aéreo e jatos executivos. O relatório crê que o número de viajantes a negócios tende a aumentar e que esses executivos procurarão combinar a viagem de negócios com lazer, sem se preocupar com preço.
Tamos aí, né? ;)

11 de jul. de 2011

Me ajuda na enquete Pelo Mundo? Só até 4a!

 Pipols, há uma semana eu vim aqui num post pedir procêis me daram um help numa enquetezinha pra conhecer melhor os leitores do Pelo Mundo.
Antes de mais nada, quero agradecer, muitão, todo mundo que já respondeu as DUAS partes da enquete. Obrigada mesmo!
Se você ainda não respondeu e topo me ajudar nessa, vai lá: a enquete em duas partes está dividida aqui  E aqui . Pra fazer sentido, tem que responder as duas partes mesmo, porque são complementares, tá? A pesquisa rola até essa quarta, dia 13 - depois os resultados serão compilados e ela sai do ar.
Passa lá, vai ;-)))))

4 de jul. de 2011

Vai uma enquetezinha aí?

Las Ventanas al Paraiso, crédito divulgação
Eu sei, eu sei. É tanta pesquisa online que a gente responde hoje em dia que tem gente que já tá até achando chato. Mas não tem jeito: blogueiro tem que fazer pesquisa, e já estava mesmo da hora de uma nova pesquisita pro Pelo Mundo - uptodate é a regra mínima em se tratando de internet. Mas não, infelizmente não tem como prêmio uma estadia num hotelaço como o da foto. Ainda não :-)
Como qualquer veículo de comunicação, a gente tem que saber o mais especificamente possível pra quem a gente escreve, com quem a gente fala, quem viaja com a gente todo dia.  E só a pesquisa pra dar uma panorama mais preciso.
Tô com a pesquisa pronta há um tempinho, mas me faltava uma ferramenta fácil, prática, bacaninha pra colocar em prática. Mas agora vai!
Então mãos à obra: a pesquisa está divida em duas partes, e é importante que você responda as duas partes para fazer sentido. Mas, juntando tudo, tudo, tudo, você não vai gastar mais que 3 minutos no total com isso, prometo. É bem rapidinho mesmo.
Topas? Então, plisss, clique aqui e aqui também e ajude a gente a deixar o Pelo Mundo o mais a sua cara possível ;-)
Brigadú!

13 de abr. de 2010

"Experiências" trazem mais satisfação que bens. Yes!


Eu sempre defendi, aqui no blog e nos papos com amigos e leitores, que acho que viagens são a melhor coisa que o dinheiro pode comprar. Nunca vi sentido em gastar meu dinheiro numa calça da moda ou no carro do ano, mas gasto fácil numa viagem à Europa. Se eu somar tudo que já gastei com viagens até hoje, poderia listar uma infinidade de bens que eu poderia ter comprado com esse mesmo montante; mas também poderia listar uma infinidade de experiências, sensações, emoções, cheiros, sons etc que eu não teria experimentado. Não faço a troca de jeito nenhum.

E ontem foi divulgada uma pesquisa que vai justamente por esse caminho. Pesquisadores da Cornell University, nos EUA, concluíram que gastar dinheiro em "experiências" (sejam viagens, festas, passeios de helicóptero, jantares incríveis, tanto faz) traz mais felicidade do que a compra de bens materiais. Exatamente o que eu penso.

Claro que ninguém deve sair por aí torrando o que tem e o que não tem - aquela mania da classe média brasileira de viver sempre acima do seu padrão de vida possível, cheia de dívidas. Não! É preciso ter o pé no chão, nunca gastar mais do que se ganha e sempre poupar, religiosamente, um pouquinho por mês, para os imprevistos da vida. Mas o artigo publicado no Journal of Personality and Social Psychology confirma que experiências na bagagem valem mais que qualquer posse para a maioria dos seres humanos. Até porque, segundo os pesquisadores, em se tratando de bens, o ser humano tende a comparar o que tem com o que o outro tem, sempre; já no caso das experiências a satisfação é maior, já que cada experiência é pessoal, intransferível e, por isso mesmo, incomparável.

O estudo também concluiu que a decisão de gastar dinheiro com uma "experiência" é mais fácil de ser tomada do que a de um bem material. A gente já sabia, né? E muitas empresas também, já que no ano passado virou febre na Europa e nos EUA dar "experiências" de presente no aniversário, valentine´s, Natal ou outras datas importantes - voo de asa delta, tarde num spa, jantar estrelado, passeio de barco pelo Sena... e N outras opções.

Bora "experimentar" mais, gente? :-))))))))


Em tempo: enquanto eu estava escrevendo esse post, o @gabebritto colocou no twitter um link pro post dele exatamente sobre esse assunto. Vale ler.