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9 de out. de 2010

Minha experiência na Casa Terrazas

 Pra encerrar a série de posts sobre Mendoza aqui no Pelo Mundo, faltava eu falar da hospedagem. Claro, existem N opções para se hospedar ali, das "hospedajes" mais simplinhas aos hotéis mais hypados (como o Hyatt que fica bem no centrinho, localização superb, assim como o Intercontinental). Mas de uns dois anos pra cá, muitas das bodegas começaram a abrir suas casas para os turistas - casas que antes recebiam apenas convidados e funcionários da própria vinícola e agora recebem também viajantes do mundo inteiro. Sejamos francos: tem maneira mais peculiar de conhecer Mendoza que dormindo e acordando todo dia DENTRO de uma vinícola, cercado por vinhedos? Eu, particularmente, acho que não.
Então eu adorei me hospedar também na Casa Terrazas (798 pesos com café). O legal é fazer isso: se hospedar na casa de uma vinícola que você realmente curta, cujos vinhos você conheça e aprecie, pra coisa toda ter sentido. Deixo aqui umas fotinhos pra vocês verem que graça de hospedagem:
 Deliciosos e demorados banhos de banheira à noite pra ficar sempre revigorada pro jantar
 Os quartos todos têm nomes dos tipos de vinhos produzidos pela vinícola ao invés de números
 Espaços comuns muito bem decorados, e com jeito de casa mesmo e não de hotel



 Internet wifi na casa toda grátis, e uso do computer do corredor gratuito também.
 Se tivesse feito tempo bom, teria aproveitado super esse jardim!

Só assinalo dois inconvenientes: 1) a Casa é longe do centro, então há que se computar nos gastos também as despesas com deslocamento aos restaurantes do centro e demais bodegas, que vão ser mais altinhos mesmo. 2) Como tem clima de "casa" e não de hotel, não possui recepção; apesar da informalidade ser muito bacana e todos os funcionários sejam fofos e eficientes, acho que faz falta ter um funcionário ali, sempre, pra ser a ponte entre hóspedes e casa.
Mas no saldo final? Adorei! O preço é mais altinho, mas a experiência foi verdadeiramente autêntica - uma delícia acordar rodeada de vinhedos e com o ir e vir dos funcionários da bodega logo em frente. Bom pra entrar no clima :-D E café da manhã charmoso, com medialunas quentinhas e alfajores mendocinos, incluído na diária; internet funcionando super bem; funcionários atenciosos e segurança eficientíssima na hora dos hóspedes entrarem e saírem; quarto e áreas comuns aconchegantes e bem cuidados. Pra voltar.

29 de set. de 2010

Terrazas de los Andes - superb!

Já falei pra vcs da sorte que tive em fazer a visita especialíssima à bodega do Terrazas de los Andes guiada justamente pelo mestre Hervé Birnie-Scott no post anterior. A visita é ótima e, enquanto estava passeando pelo interior da bodega, vários outros brasileiros pintaram na área também.
Mas o que muita gente não sabe é que, ainda melhor que a visita em si, é ficar para o almoço: o estupendo chef, o jovenzinho José Cacciavillani, prepara um menu fenomenal de 3 pratos, todos harmonizados com os ótimos vinhos produzidos pela casa, por 145 pesos. Ahã, tente achar um negócio parecido no Brasil!
 A entrada foi nada mais, nada menos, que uma tosta de jacaré FENOMENAL com una sopita de calabazas, acompanhadas do Torrontés Reserva.
Depois, esse belo filet de lhama que vcs vêm acima, irretocável, acompanhado do ótimo Afincado Malbec 2008.
E a sobremesa deliciosa, um crumble de peras e maças com espuma de maracujá, infalivelmente foi acompanhado do Afincado Tardío da casa (maravilhoso, btw).


Quando vc for, please, não faça somente a visita - fique para almoçar e vc vai querer, como eu, voltar outro dia (até agora, foi a melhor refeição da viagem). E talvez fazer uma contra-proposta pro José cozinhar na sua casa ;-))))
Em tempo: eles estão reformulando o menu, que deve subir um pouco, já que passará a ter 5 ou 6 passos.
Imperdível.

Com o mito

Das coisas boas de ser jornalista de viagem e gastronomia: olha só quem apareceu pra fazer minha visita pela Terrazas de los Andes. Ele, o mito, o próprio Hervé Birnie-Scott, o cara que há duas décadas revolucionou a produção de vinhos de Mendoza ao investir no plano do plantio de cada tipo de uva numa altitude diferente. Não preciso dizer que não foi uma visita e sim uma aula, certo?