Como os leitores desse blog são puro HiLo (como bem provou a última pesquisa), essa notinha sobre a mais famosa companhia aérea low cost é válida: a Ryanair anunciou nessa semana novas regrinhas para compras de seus bilhetes. A partir de outubro, passageiros voando pela companhia terão que usar o Ryanair Cash Passaport, um cartão pré-pago da Mastercard recém lançado pela própria companhia para evitar taxas.
Hoje em dia, a Ryanair já cobra taxas de seis libras para passageiros que paguem pelos voos com cartão de crédito ou débito por cada trecho voado; será exatamente essa a quantia poupada pelos portadores do novo cartão.
Particularmente, eu acho um tremendo abuso taxar compras feitas com cartões de crédito em pleno 2011, quando a gente quase nem usa mais dinheiro de papel. Mas detalhes pró e contra a nova medida podem ser lidos nesse bom texto do Guardian.
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15 de set. de 2011
16 de ago. de 2011
O tal aeroporto de Bergamo, na Itália: é furada?
Falando em transfers... Que eu voei de Ryanair pela primeira vez esse ano, todo mundo que lê o blog e me segue no twitter já sabe. E, desde que eu encarei um voo com a companhia para Milão na Itália, tenho recebido muitos mails e tuites de gente me perguntando se voar para o aeroporto de Bergamo é furada ou não. Sim, porque os voos da Ryanair não chegam em nenhum dos dois aeroportos de Milão propriamente, Malpensa e Linate: chegam numa cidade vizinha, Bergamo, num aeroporto que tem 90% de supremacia da própria Ryanair.
Eu, na verdade, não estava nem cogitando voar de Ryanair pra lá, justamente por essa história do aeroporto em outra cidade; estava careca de ver o povo reclamando horrores de Beauvais, que é o aeroporto de “Paris” da companhia. Foi meu irmão, que tinha voado de e para lá no ano passado, que me tranquilizou, dizendo que o transporte pra Milão era muito fácil e confiável, apesar da distância. E, com a imensa diferença tarifária da Ryanair pras outras companhias nesse trecho, eu resolvi encarar. E, quer saber? Recomendo.
O aeroporto é uma piada. Feio, desorganizado, confuso visto da entrada, parece mais uma rodoviária. Mas funciona. Dentro é ajeitadinho, tem free shop, praça de alimentação (um McDonald´s que vive LOTADO) e até duas salas vip filiadas ao Diners Club. Mas não tem finger nenhum: todo mundo desce na pista mesmo (thanks God a chuva só começou DEPOIS que eu cheguei, porque ia encharcar mesmo).
Mas o que todo mundo mais me pergunta é sobre o tal trajeto entre o aeroporto e Milão. Olha, achei dos males o menor. Não, não tomei táxi porque cobram uma fortuna; tomei um dos muitos shuttle que fazem a linha, como a Autostradale. Você pode comprar seu ticket antes, pelo site, na hora H, ali na bilheteria ou até na porta do bus, ou, o que eu achei mais legal, em pleno voo (já que a Ryanair vende mesmo Deus e a mãe à bordo :-D).
O trajeto durou 45 minutos, os ônibus eram super confortável e só há uma parada, na Stazione Centrale, de onde todo mundo segue pro seu hotel em táxi ou metrô, super fácil. No fundo, esse é exatamente a mesma duração do trajeto do shuttle que vem de Malpensa e de Linate; ninguém “perde” tempo da viagem por embarcar ou desembarcar em Bergamo. E os ônibus saem das 4h30 até meia-noite a cada 20 minutos, bom pra todo mundo.
Esse é o tipo de economia que não me parece perrengue, não. Tudo correto, direitinho, funcional. E se viajar de Ryanair e descer em Bergamo significa uma economia de dindim grande o suficiente pra eu curtir mais minha estadia em Milão (ficando num hotel bacana, por exemplo), eu acho super “topável” : - )))))))))))
Eu, na verdade, não estava nem cogitando voar de Ryanair pra lá, justamente por essa história do aeroporto em outra cidade; estava careca de ver o povo reclamando horrores de Beauvais, que é o aeroporto de “Paris” da companhia. Foi meu irmão, que tinha voado de e para lá no ano passado, que me tranquilizou, dizendo que o transporte pra Milão era muito fácil e confiável, apesar da distância. E, com a imensa diferença tarifária da Ryanair pras outras companhias nesse trecho, eu resolvi encarar. E, quer saber? Recomendo.
O aeroporto é uma piada. Feio, desorganizado, confuso visto da entrada, parece mais uma rodoviária. Mas funciona. Dentro é ajeitadinho, tem free shop, praça de alimentação (um McDonald´s que vive LOTADO) e até duas salas vip filiadas ao Diners Club. Mas não tem finger nenhum: todo mundo desce na pista mesmo (thanks God a chuva só começou DEPOIS que eu cheguei, porque ia encharcar mesmo).
Mas o que todo mundo mais me pergunta é sobre o tal trajeto entre o aeroporto e Milão. Olha, achei dos males o menor. Não, não tomei táxi porque cobram uma fortuna; tomei um dos muitos shuttle que fazem a linha, como a Autostradale. Você pode comprar seu ticket antes, pelo site, na hora H, ali na bilheteria ou até na porta do bus, ou, o que eu achei mais legal, em pleno voo (já que a Ryanair vende mesmo Deus e a mãe à bordo :-D).
O trajeto durou 45 minutos, os ônibus eram super confortável e só há uma parada, na Stazione Centrale, de onde todo mundo segue pro seu hotel em táxi ou metrô, super fácil. No fundo, esse é exatamente a mesma duração do trajeto do shuttle que vem de Malpensa e de Linate; ninguém “perde” tempo da viagem por embarcar ou desembarcar em Bergamo. E os ônibus saem das 4h30 até meia-noite a cada 20 minutos, bom pra todo mundo.
Esse é o tipo de economia que não me parece perrengue, não. Tudo correto, direitinho, funcional. E se viajar de Ryanair e descer em Bergamo significa uma economia de dindim grande o suficiente pra eu curtir mais minha estadia em Milão (ficando num hotel bacana, por exemplo), eu acho super “topável” : - )))))))))))
3 de ago. de 2011
Ryanair: como foi minha experiência
Apesar de há muito tempo falar e escrever sobre low costs aqui e ali, eu nunca-nunquinha tinha voado na mítica Ryanair que, convenhamos, revolucionou mesmo o mercado de low fares na Europa.
Aproveitei a estada na Espanha nesse verão para dar umas escapadinhas a Dublin e a Milão, e os preços da Ryanair eram mesmo muito mais baratos que das demais companhias.
Não, eu não peguei nenhuma daquelas pechinchas de passagens a 10, 5 ou até 1 mísero euro, não – afinal, estamos em plena temporada e as tarifas não são tão amigáveis assim. Mas meu irmão e alguns amigos já pagaram 5 libras para voar para alguns cantos do continente, sim.
O site é muito, muito bem explicado: não tem como você comer bola nem na compra nem nos procedimentos posteriores, como o web check in, porque tá tudo ali, bem destacado, e eles ainda te enviam lembretes por email, por garantia. Claro que tudo custa extra. A gente paga a passagem, taxas de embarque e taxa para usar cartão de crédito. Despachar uma mala custa desde 25 euros se for pago no ato da reserva ou 40 euros se pago no embarque – mas a mala de mão pode ter até 10 quilos, o que é bem razoável. Como eu ia ficar só uma semana fora, nem despachei. O web check in é obrigatório – do contrário, são mais 40 euros pra fazer o check in na hora H. Não existem assentos marcados, mas quem quer embarcar antes pra escolher onde sentar paga 3 euros a mais e voilá.
Comerciais demais? Sim. Ruins? Na minha opinião, não. Os assentos, sejamos francos, não são mais apertados que os da maioria das companhias aéreas atualmente, não. Não há serviço de bordo incluído, mas a gama de produtos à venda é bem razoável. Fiz três voos com eles e correu tudo certinho: à exceção do voo Milão-Madri, que teve duas horas de atraso por conta do tráfego aéreo em Madri, foram super pontuais, embarque e desembarque rapidíssimos, organizados (mantinham as filas de embarque super certinhas, apesar de eu não ter ficado em nenhuma delas e ter embarcado sempre no finzinho, quando já tá tudo tranquilo dentro do avião) e a tripulação bem simpática e solícita. Malas grandes foram pesadas no ato do embarque e, claro, teve gente aqui e ali tirando itens da mala e vestindo em pleno saguão pra mala de mão entrar no limite dos 10kg.
Em Barajas e no aeroporto de Dublin, que são os principais das cidades, foi tudo absolutamente identico ao de qualquer outra companhia aérea (com a baita vantagem de, sem bagagem despachada, poder chegar ao aeroporto meia horinha antes do horário do voo); só em Milão (Bergamo, na verdade), cujo aeroporto é praticamente deles, que a coisa foi um pouco mais zoneada. Mas nem tomar o shuttle Bergamo-Milão (para na Estação Central e custa 15 euros ida e volta) eu achei ruim: levei exatos 45 minutos na viagem, o mesmo tempo que levei na vez anterior de Malpensa ao centro da cidade.
É claro que eu ainda prefiro a LAN ou a Lufthansa, por exemplo, por vários motivos, do conforto e bom serviço de bordo aos programas de fidelidade; mas se custam muito mais caro por um mesmo trajeto, e trajeto curto, simplesmente não compensa. Low cost por low cost, eu ainda prefiro a Vueling. Mas se a economia valeu? Em voos tão curtinhos (2h30 de duração), valeu, sim; ainda mais que, pagando pouco na passagem, dá pra cacifar hotéis e restaurantes bem bacanudos ;-)
Aproveitei a estada na Espanha nesse verão para dar umas escapadinhas a Dublin e a Milão, e os preços da Ryanair eram mesmo muito mais baratos que das demais companhias.
Não, eu não peguei nenhuma daquelas pechinchas de passagens a 10, 5 ou até 1 mísero euro, não – afinal, estamos em plena temporada e as tarifas não são tão amigáveis assim. Mas meu irmão e alguns amigos já pagaram 5 libras para voar para alguns cantos do continente, sim.
O site é muito, muito bem explicado: não tem como você comer bola nem na compra nem nos procedimentos posteriores, como o web check in, porque tá tudo ali, bem destacado, e eles ainda te enviam lembretes por email, por garantia. Claro que tudo custa extra. A gente paga a passagem, taxas de embarque e taxa para usar cartão de crédito. Despachar uma mala custa desde 25 euros se for pago no ato da reserva ou 40 euros se pago no embarque – mas a mala de mão pode ter até 10 quilos, o que é bem razoável. Como eu ia ficar só uma semana fora, nem despachei. O web check in é obrigatório – do contrário, são mais 40 euros pra fazer o check in na hora H. Não existem assentos marcados, mas quem quer embarcar antes pra escolher onde sentar paga 3 euros a mais e voilá.
Comerciais demais? Sim. Ruins? Na minha opinião, não. Os assentos, sejamos francos, não são mais apertados que os da maioria das companhias aéreas atualmente, não. Não há serviço de bordo incluído, mas a gama de produtos à venda é bem razoável. Fiz três voos com eles e correu tudo certinho: à exceção do voo Milão-Madri, que teve duas horas de atraso por conta do tráfego aéreo em Madri, foram super pontuais, embarque e desembarque rapidíssimos, organizados (mantinham as filas de embarque super certinhas, apesar de eu não ter ficado em nenhuma delas e ter embarcado sempre no finzinho, quando já tá tudo tranquilo dentro do avião) e a tripulação bem simpática e solícita. Malas grandes foram pesadas no ato do embarque e, claro, teve gente aqui e ali tirando itens da mala e vestindo em pleno saguão pra mala de mão entrar no limite dos 10kg.
Em Barajas e no aeroporto de Dublin, que são os principais das cidades, foi tudo absolutamente identico ao de qualquer outra companhia aérea (com a baita vantagem de, sem bagagem despachada, poder chegar ao aeroporto meia horinha antes do horário do voo); só em Milão (Bergamo, na verdade), cujo aeroporto é praticamente deles, que a coisa foi um pouco mais zoneada. Mas nem tomar o shuttle Bergamo-Milão (para na Estação Central e custa 15 euros ida e volta) eu achei ruim: levei exatos 45 minutos na viagem, o mesmo tempo que levei na vez anterior de Malpensa ao centro da cidade.
É claro que eu ainda prefiro a LAN ou a Lufthansa, por exemplo, por vários motivos, do conforto e bom serviço de bordo aos programas de fidelidade; mas se custam muito mais caro por um mesmo trajeto, e trajeto curto, simplesmente não compensa. Low cost por low cost, eu ainda prefiro a Vueling. Mas se a economia valeu? Em voos tão curtinhos (2h30 de duração), valeu, sim; ainda mais que, pagando pouco na passagem, dá pra cacifar hotéis e restaurantes bem bacanudos ;-)
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