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1 de jul. de 2013

The Urban Tea Merchant: as delícias da TWG em Vancouver

O slogan ("cada gole é uma viagem") já não é uma graça?
Logo no dia da minha chegada a Vancouver, troquei um almoço comme il faut por uma visitinha à The Urban Tea Merchant, uma loja de chás que anda atraindo todos os holofotes na cidade. A bem da verdade, não se pode chamar a Urban Tea de "loja de chá", que ela é muito mais do que isso; é praticamente dar um mergulho de cabeça nesse mundo perfumado das infusões.
O atendimento, divino, é absolutamente personalizado, até você descobrir que tipo de chá prefere e qual quer provar ou comprar naquele dia
Eles são os revendedores autorizados da luxuosa (e deliciosa) TWG Tea, a mais reconhecida produtora e exportadora de chás do planeta. Baseada em Cingapura e considerada uma verdadeira instituição por amantes da bebida, surgiu como uma espécie de referência ao grande papel da ilha no comércio e produção de chás e especiarias e suas três letrinhas seriam as iniciais de The Wellness Group. A verdade é que todo mundo que prova um chá da TWG, mesmo que não seja um grande fã da bebida, acaba guardando essas três letrinhas de tão perfumados e saborosos que seus produtos costumam ser.
A estética da loja é incrível: cheia de luz natural que entra pelas imensas paredes de vidro e com uma disposição de cores, embalagens e itens de decoração que remetem à Ásia por todo canto, distribuídos em elegantes móveis de madeira escura.
As embalagens dos chás da TWG são um capítulo à parte: sejam em caixinhas ou latinhas multicoloridas, impossível não se deixar seduzir por tamanho apelo visual.
O que eu não conhecia ainda da marca e fiquei conhecendo ali (e até trouxe duas delas para casa!) foi a coleção Weekend Collection, que criou chás especiais, de diferentes aromas, inspirados em diversos destinos do planeta, de Saint Tropez a Shangai. Absolutamente inspirador :D
O negócio do chá é levado tão a sério que na Urban Tea tem um "sommelier de chás" permanentemente para ajudar os clientes mais indecisos (tipo eu :D) a decidirem o que querem provar ou levar.  A escolha do chá começa com um funcionário te abrindo as grandes latas de chá que você escolher para sentir os aromas até você definir seu top 3. Então Reza, o sommelier, preparou três micro porções dos chás cujo aroma eu tinha gostado mais para eu provar rapidamente e fazer minha escolha final.
O simpático sommelier de chás Reza me entregando as 3 micro porções de cha para eu degustar
São mais de 800 tipos de chás da TWG diferentes à sua escolha. Vai dizer que não é uma mão na roda ter um sommelier de chás ali? :D
Até porque, por mais que a gente tenha um tipo de chá favorito, acho que num lugar como esse o grande barato é abrir-se para o novo e provar algo diferente. Embora tenham me contado ali na loja que estão super acostumados a atender brasileiros por ali, tem um Tea Book que ajuda bastante se você quiser ler sobre a composição dos chás antes de dizer de quais quer sentir o perfume.
Além da loja linda no andar térreo, a Urban Tea tem um providencialíssimo mezanino onde você pode provar não apenas os deliciosos chás que eles vendem como também degustar as delícias exclusivas que eles mesmos produzem ali, com direito a chef e tudo. Você pode pedir simplesente um high tea tradicional ou apostar numa das criações da casa, que literalmente valem por uma refeição. E com ambiente super informal, relax, descontraido, zero frescuras.
Eu pedi o meu chá em duas versões (uma gelada e uma quente, tradicional) e fui na combinação West Coast de comidinhas, que contava com muitos frutos do mar e uma carinha meio havaiana na apresentação ;) Tudo delicioso.
Além dos chás de mil e um jeitos - as latinhas prontas, a compra a granel, os saquinhos tradicionais - a Urban Tea também vende utensílios para amantes desse mundinho, de xícaras modernosas a chaleiras super tradicionais (tem até folheada a ouro! o.O)
Vontade de comprar tudim
Um dos funcionários levou 3 tipos de chá diferentes para clientes que queriam provar outro chá durante o high tea fazerem sua escolha final
Macarrons divinos acompanhavam meu chá
Close da Weekend collection
Objetos mil à venda para amantes de chazinhos e afins
Achei até uma chaleira MARI por lá :D  (mas não comprei por razões... well... econômicas)
E sabem o que eu mais gostei da minha visita? Ficar sabendo que a loja é uma propriedade familiar (a família toda está envolvida ali no dia-a-dia) e que a decisão de abri-la veio justamente durante uma viagem. Sim, a família proprietária também é travel maniac e eles se decidiram por abrir uma loja de chás, e com a chancela TWG, durante um giro de cinco meses (!) que fizeram pelo planeta. Gracinha. 

10 de fev. de 2013

Como viaja a geração Y


Tudo bem que esse papo de geração X e geração Y já cansou e que quem está na casa dos trinta  cada hora é colocado numa geração diferente. Mas essa semana vários jornais publicaram os resultados de uma pesquisa da consultoria Mapie que pode ser do interesse, sim, dos leitores aqui do blog: como a geração Y encara a hotelaria hoje. A consultoria entrevistou brasileiros nascidos nas décadas de 80 e 90 (cerca de mil pessoas das classes A, B e C, sendo 68% com idade entre 24 e 32 anos) com perguntas sobre o que levam em consideração na hora de escolher um hotel, independente do destino.

Apesar do mix curioso de classes sociais, formação, cargos e idade, no saldo final o hotel ideal para essa turma deve ter design contemporâneo, wifi (preferencialmente rápido e grátis) e muitas tomadas (yes!). Amenities de boas marcas e opções de refeições/alimentação saudável também aparecem na listinha como aspectos muito importantes. Já spa, piscina, fitness room, canais da  TV aparecem como irrelevante/pouco importante para os entrevistados. Check in/out e a reserva em si foram catalogados como a parte mais chata de uma hospedagem.

Que hoje somos todos mais exigentes quanto à tecnologia e viajamos cada vez mais carregados de gadgets é fato. Internet boa (e gratuita, de preferência) faz tempo que deixou de ser exigência do viajante de negócios para ser necessidade da maioria dos turistas. Mas é surpresa (boa) ver que, embora eles viajem cada vez mais buscando integração com o destino (o que pressupõe obrigatoriamente passar mais tempo na rua durante a viagem), essa geração quer mesmo é um hotel cheio de estilo – e funcionalidade, é claro.

Bom mesmo que a hotelaria brasileira se ligue nisso, e rápido: se nessa faixa etária, enquanto constituem cerca de 10% da ocupação das redes hoteleiras por aqui, já têm essa visão sobre a experiência em hotelaria, em dez anos, quando representarem 60% da ocupação hoteleira brasileira, as exigências a esse respeito serão ainda mais intensas. 

5 de fev. de 2013

Felicidad em Buenos Aires

Sorry pelo trocadilho no título do post, mas foi irresistível :-)
Eu já tinha lido sobre esse restô/ café porteño em alguns blogs de viajantes, inclusive brasileiros; mas é tanto lugar legal que vai aparecendo quando pesquisamos novidades em Buenos Aires que acabou ficando sempre pra depois. Foi a querida Mari Pereira, do fofo Hotel Querido, quem sugeriu que nos encontrássemos lá para nosso bate-papo na minha última visita à cidade.
O Felicidad já tinha uma unidade em Las Cañitas - que, dizem, é menorzinha e mais gostosa mesmo - mas tinha acabado de abrir esta nova em Palermo, bem na esquina da Gurruchaga com a Salvador. Maior, tem um mezzanino que, honestamente, eu não curti. Mas o térreo, com mesas na calçada e salãozinho interno de frente para o balcão, é uma graça.
 Cheguei antes e fui pedindo o suco de abacaxi com menta e gengibre da casa (achei carinho, 18 pesos, mas suco ótimo, mega refrescante pro calorão que fazia naquela tarde).
 O cardápio tem de tudo: desde sucos a cafés a opções para almoço e jantar mais rapidinhas, além de menus prontinhos de café da manhã e merienda.
Enquanto nosso papo rolou solto por - literalmente - horas, pedi o combinadinho Vanilla scons, que traz dois scons de baunilha com cream cheese e geleia, acompanhado de café com leite e um (micro) suco de laranja.

Tava bem bom. Comidinha e ambiente, todo cool, meio retrô. Só podiam deixar o ar condicionado dentro mais fortinho, porque fazia muito calor mesmo. E falta simpatia nos funcionários em geral, também.
Mas paradinha perfeita para quem planeja bater pernocas em Palermo ;)

7 de nov. de 2012

Hotel review: Tigerlily, Edimburgo

 O Tigerlily apareceu em muitas das it lists de publicações de viagem E publicações de moda no mundo esse ano. E merece: o hotel é uma fofura, feminino até dizer chega. Fica na região que eu mais curti me hospedar em Edimburgo: o coraçãozão de New Town, bem na George Street, a passos de restaurantes e bares muito, muito, muito legais e a 3 quadras de todo o auê comercial da Prince Street.
 Como é um hotel bem mulherzinha, e há "lily" até no nome, tanto a cor rosa quanto as flores estão bem presentes na decoração; mas em detalhes. As cores mais frequentes no decor dos 33 quartos do hotel são cores mais fortes/sexy, como bordô. E a vibe, no geral, é muito mais "jetsetter" do que "girlie": tem até um globo de discoteca no teto da escadaria que liga o térreo aos 3 andares de quartos (há elevador também, é claro).
 O hotel ocupa um predinho georgiano e cada quarto tem decoração exclusiva, do papel de parede aos móveis e roupa de cama, o que, por si só, já é uma ideia bem legal. Alguns contam com saleta, outros com salinha conjugada, outros só quarto, outros são suítes. Banheira e lareirinha fake (eletrônica) também aparecem. Falta mesmo só a vista.
 Na mesa de trabalho, uma doca para iPod com um já carregado com sucessos pop/rock das últimas 3 décadas, numa seleção bem democrática - além de outras playlist com música clássica, relax, new age etc.
 O staff é muito jovem e impressionantemente sorridente; a menina loirinha que fez meu check in parecia a finada boneca Gui-Gui de tanto que sorria e movia a cabeça de um lado para o outro enquanto me registrava :)))))  Todos muito simpáticos e atenciosos mesmo, e cheios de informações bem pontuais e insider sobre compras e nightlife.

 O restaurante é excelente e, à noite, fica lotado, com um clima muito gostoso - luzes indiretas, decor com leva inspiração asiática, mini velas nas mesas e ótima trilha sonora internacional. O serviço é muito bom também (depois do 21212, foi o melhor serviço de restaurante que encontrei na Escócia) e a comida ótima tem preço bem decente no à la carte e fica melhor ainda no almoço - o menu fica por 15 libras por pessoa.


 Acha que a noite é uma criança mas tá com preguiça de sair por Edimburgo afora? Sem problemas: o bar logo à entrada do hotel é super concorrido e um dos clubs mais comentadinhos ultimamente na cidade é justamente o Lulu, que fica no subsolo do hotel, com entrada privilegiada para os hóspedes.
Cool, cool. cool.

24 de ago. de 2012

Pequenos esnobismos das férias

Pic-nic com vista

 Nunca entendi gente perdulária, que não controla gastos nem valoriza seu próprio dinheiro. Muito menos gente perdulária em viagem: aquela coisa de gastar até o último centavo de euro na viagem em idiotices no aeroporto porque “não sabe se volta para a Europa um dia” ou pequenas fortunas por um simples café na vibe “já que estou aqui” nunca me convenceram.  Por outro lado, sempre achei que, se estamos em férias, depois de suados dias trabalhados, merecemos nos mimar pelo menos um pouquinho durante a viagem.
Em quê e como cada um gasta seu dinheiro é algo estritamente pessoal, é óbvio; depende não apenas do valor que damos individualmente a cada coisa como também do nosso próprio orçamento de viagem – que, muitas vezes, muda de uma viagem para outra, não é mesmo?  Mas acho que os nossos “pequenos esnobismos de férias” - ou "luxinhos de viagem" - são bons, a gente gosta, e dão mesmo aquela vibe de “férias”, prazer, felicidade para nossa viagem (já falei pra vocês que, por mais que eu adore o Theroux, não concordo em nadinha com a teoria de que as grandes experiências de viagem só vêem dos perrengues).
Um almoço no badalado Café Boulud, em NY, vale US$29.99
 Podem ser:
- usar um táxi no trajeto aeroporto-hotel-aeroporto. Salvo nos casos em que o transporte público é muito eficiente e não envolve baldeações nem escadarias-não-rolantes, acho esse um pequeno esnobismo altamente justificável, mesmo para os orçamentos mais apertados.
- acordar tarde um dia.  Diz uma amiga minha que não costuma dormir em euros. E eu acho que, se a gente está num lugar legal, principalmente se for a primeira vez, tem mais que aproveitar ao máximo; mas sem exageros. Dormir bem durante a viagem deixa a gente bem disposto para aproveitar BEM os dias fora de casa e voltar feliz da vida para o trabalho depois. Assim, acho um esnobismo bem aceitável se dar ao luxo de acordar tarde ao menos num dos dias para deixar o sono (e o corpo) em ordem.
Vai um chazinho aí?
 - tirar um dia para não fazer nada. Esse esnobismo só vale para quem está no slow travel – quem optou por conhcer 22 cidades em 25 dias, não pode. Quem viaja devagar, curtindo cada lugar, pode até se dar ao luxo de tirar um dia com zero programação: só sair do hotel sem rumo, zanzar aqui, parar ali, xeretear acolá – para mim, o tipo de passeio SUPER delícia, principalmente quando revisitamos um lugar.
- passar uma tarde no parque.  É a versão resumida do tópico acima. Se não dá pra passar um dia inteiro sem “ticar” suas atrações da lista, que seja um período. Uma manhã lendo nas cadeiras do Jardim de Luxemburgo ou uma tarde estirada na grama da Place des Vosges são absolutamente revigorantes, acredite.
- tomar um drink num bar hypadaço. Se você queria muito ficar para jantar num lugar que está além de suas possibilidades financeiras ou se hospedar num cinco estrelas que não cabe no seu budget, tomar um drink no bar desses lugares estrelados pode ser bem interessante – e ainda costuma render um people-watching DAQUELES ;)
Um belo drink num baita lugar para fechar o dia
 - fazer uma horinha de spa. Você não vai querer gastar um dia inteirinho de sua viagem enfiado num spa, certo? Mas, como a gente costuma caminhar horrores nas férias e deixar o corpo sofridinho não só com as andanças mas com os próprios deslocamentos em aviões, jetlag etc, vale cuidar bem dele para garantir seu bem-estar na viagem todinha. Vale massagem no seu próprio hotel, uma massagem bacanuda num hotelaço no qual você sempre ficou de olho ou mesmo algo absolutamente despretensioso e bem local, como o hammam baratinho e curioso do Çemberlitas em Istambul ou a thai massage fartamente oferecida em Bangkok  (e baratíssima mesmo no tradicional Wat Po). Momento #brioches simplesmente delícia.
- um café divino numa tarde qualquer.  Pode ser um high tea em Londres, um cafe au lait e uma éclair em qualquer padaria de Paris ou uma bica com pastel de nata em Portugal, por exemplo. Além da delícia dos sabores, escolher um lugar legal também é importante. E, claro, aproveitar a pausa prazeirosa para mandar ver no people-watching (particularmente, eu paro "para um cafezinho" todo santo dia quando viajo :-D)
- passar a última noite num hotelaço. Mudar de hotel toda noite é mesmo chato pra cacildis e é o tipo que coisa que não recomendo para as férias de ninguém; só faço isso em algumas viagens com propósitos puramente profissionais. Mas quem tem que apertar o orçamento na hora da hospedagem, ter o prazer de passar a última noite como um rei, num hotelaço, cama gigante, lençóis de todos os fios etc,  tem aí uma bela oportunidade de fazer a máxima “fechar a viagem com chave de ouro” valer
Uma tarde na praça, fazendo NIENTE
- fazer ao menos uma refeição estrelada na viagem. Seguindo a mesma máxima anterior: se você não acha que as experiências gastronômicas são tão importantes na sua viagem ou viajou com o dinheiro muito contadinho para essa parte da aventura, reservar pelo menos uma refeição memorável no seu roteiro é mais do que aconselhável. Quer uma dica para economizar mesmo nisso? Aposte no almoço. Mesmo os restaurantes mais estrelados no Michelin costumam ter fórmulas expressas de almoço muito mais baratas – e igualmente gostosas – que seus menus no jantar.
- torrar as milhas num upgrade. Você pode achar que as viagens de executiva e primeira classe jamais farão parte da sua vida a julgar pelos valores abusivos geralmente praticados nessas classes. Mas usar todos seus pontos/milhas por trechos nelas é muito mais simples e factível do que a maioria das pessoas pensa. Um trecho em executiva para os EUA, por exemplo, vale 40 mil pontos na baixa temporada; em primeira classe para a Europa, 60 mil pontos na mesma época. Mesmo quem tem menos pontos, pode fazer ótimo uso deles solicitando um upgrade de classe dependendo do bilhete que você comprou.

E você? Que pequenos esnobismos das férias costuma colocar em prática?

12 de ago. de 2012

Food is the new fashion: Marc Jacobs faz parceria com o Mandarin Oriental

Alguns dos quitutes do chá em fotinho divulgação
Atenção viajantes fashionistas (ou fãs de uma boa frescurinha em viagem :D ): Marc Jacobs e sua grife própria acabam de fechar uma parceria com o The Landmark Mandarin Oriental, Hong Kong,  que também terá seu "pret-a-portea" - agora inspirado na coleção 2012 "Lindy bag" de Jacobs.
Seguindo fielmente a filosofia do "food is the new fashion", o novo afternoon tea vai rolar exclusivamente durante o mês de setembro e todos os itens servidos, de finger food aos pratinhos quentes, foram inspirados no formato, nas cores, estampa e texturas da Lindy, que tem toda uma inspiração oitentinha.  Dentre as várias delícias servidas, prato salgados como ravioli de beterraba e quiche de espinafre e peru defumado, mini Marc Jacobs mocktails, biscoitinhos de pistache, panna cota e, claro, scones.
Será servido por cerca de US$25 por pessoa de 2a. a Sábado e por US$30 aos domingos, quando inclui também um buffet extra de docinhos - e com direito a presentinho Marc Jacobs.  Peninha que Hong Kong não está nos meus planos por agora. Mas cute até, né? ;)

24 de abr. de 2012

Programa #brioches: uma tarde no spa do George V

A decoração vai mudando...
 No twitter, uma das tags mais divertidas é justamente a #brioches, que a gente usa pra designar esses mimos e cuidados que a gente adora ter com a gente mesma, de cosméticos a spa (quem lançou a moda foi a Flávia Penido, aka @ladyrasta). É por isso mesmo que #brioches aparece aqui no título desse post; e também porque brioches lembram França, França lembra Paris, Paris lembra delícias e assim por diante. Então nada mais apropriado, estando eu solita em Paris, que tirar um tempinho da última visita à cidade-luz para cuidar de mim mesma comme il fault: com uma bela tarde de massagem no spa do George V.
... dos vestiários...
 O spa é lindo, lindo, lindo. Mulherzinha até. Inspirado em Maria Antonieta, tem o toque das flores, frufrus e cores pastéis geralmente associados a ela nos móveis, nos papéis de parede e até na pintura que reproduz o Petit Trianon na área da piscina.
...aos corredores
A minha sala prontinha pra me receber para o meu tratamento
 O menu de tratamentos é bem legal e completo e tem desde tratamentos expressos, de meia horinha, até tardes inteiras de mimos ou day use. Banheiros super bem organizados, massagista delicada e paciente e copeiras gente finíssima - num silêncio adorável, com as músicas que Maria Antonieta ouvia servindo de levíssimo pano de fundo.
O relax pós-tratamento acontece assim, como num salão de chá, com o bufezinho de petiscos à esquerda
Pra mim, chazinho de gengibre e macarrons
Na saída do tratamento, você tem à sua disposição água, chás, sucos, frutas frescas e secas. E, dependendo do tratamento, deliciosos macarrons pra fechar sua tarde de mimos com chave de ouro. <3 <3 <3

(em tempo: tem uma série de tratamentos também para homens, tá, meninos?)

19 de abr. de 2012

Compras em Londres: nossa amada Boots

Black Cab e Boots: dois grandes ícones londrinos na mente da mulherada :-))))
Há alguns anos eu defendo que, salvo o genial período das rebajas espanholas (no começo e na metade do ano), Londres é o melhor endereço de compras de toda a Europa. É impressionante como a cidade está sempre em liquidação e todas as boas lojas mantêm um genial cantinho de SALE o ano todo. Na semana da Páscoa, a Oxford Circus estava em festa, com todas as lojas anunciando até 70% no que tinha restado da coleção antiga.
Mas, em se tratando de Londres, existe uma loja na qual eu SEMPRE bato cartão. Normalmente em várias unidades :-))))) A Boots, a melhor farmacinha para comprar cosméticos do mundo, na minha opinião (eu adoro Duane Reader, CVS, Farmacity, Douglas e afins, mas acho que a Boots é infalível, imbatível).
Nas prateleiras tem de tudo, tudo mesmo. Mas as mais disputadas são as de produtos para pele e cabelo, é claro, e os stands de make up. Maquiagem eu não compro lá, não; deixo para comprar quando vou pros EUA, sobretudo. Mas produtos La Roche-Posay, Vichy e Nivea, por exemplo, são uma pechincha lá. E os produtos para unhas e cabelos, então... tem tudo quanto é marca que você imagine, dos produtinhos mais antigos aos últimos lançamentos. E até as marcas próprias da Boots - como a N7 - são bem decentes para basiquinhos do dia-a-dia, como lencinhos para tirar maquiagem, por exemplo. E os preços, é claro, são ótEmos, tanto que você não vê ninguém saindo sem sacolinha :-)
(E, pra quem ainda anda me perguntando sobre o cartão pré-pago da American Express sobre o qual falei aqui, já aviso: usei o dito cujo em 3 Boots diferentes (#shameonme), sempre com sucesso. Como em vários outros lugares de Londres, passava bem rapidinho, como acontece com os cartões nos EUA, e não me pediam senha, não; só que assinasse o comprovante emitido pelo caixa. Normalíssimo).
Só na Oxford St (um dos endereços prediletos dos brasileiros na cidade) são umas quatro unidades bem grandes - e as amadas Boots estão literalmente espalhadas por Londres, em tamanhos pequenos, médios, grandes e gigantes (tem uma imensa na própria Oxford St com, além dos produtinhos normalmente vendidos, quiosques de todas as big brands de cosméticos - Lancôme, Clinique, Chanel etc).
Meninos, sorry por um post tão #brioches assim. Mas já adianto que mesmo pra vocês tá cheio de coisas legais - tem duas prateleiras "men only" que são excelentes. Sem contar a prateleira DIVINA de miniaturas dos produtos para viagem, de água termal a dry shampoo.
Boots, I <3 you.

18 de abr. de 2012

Pret-à-Portea: o chá mais mulherzinha ever

A capa do cardápio já avisa o fru-fru que vem pela frente ;-)
 A gente curte um bom chá da tarde. Na verdade, nem precisa ser o chá com toda pompa e circunstância, mas aquela paradinha providencial para consumir uma reconfortante bebidinha quente e uns petiscos cheios de açúcar, certo?
A mesa posta, me "esperando" - atente para as porcelanas divinas de Paul Smith
 Mas, em se tratando da terra da rainha, entrar de cabeça em pelo menos um autêntico english afternoon tea durante a viagem, é meio que mandatório. Só que eu, dessa vez, depois de provar alguns afternoon teas bem cheios de pompa real na cidade, tava mais era procurando um chá diferente, mais modernex, mais cool. Foi então que a lindona Consuelo Blocker me fez lembrar do fofíssimo Pret-à-Portea oferecido pelo hypado The Berkeley.
O menu todo explicadinho
 Não bastasse o chá ser todo fashionista (como ele mesmo se define) e feminino até a alma, a "nova coleção primavera-verão" (!!!) tinha acabado de ser lançada, com os quitutes servidos no chá todos inspirados nas coleções que Gucci, Fendi, Louboutin, Miu Miu, Valentino e outras top brands tinham mostrado recentemente nas passarelas.
É claro que o The Caramel Room, o salão de chá do Berkeley, estava tomado 95% por mulheres. Sozinhas, em duplas, em trios, em família. Uma de olho na mesa da outra, risinhos, risadas, papo aqui, papo ali, um sem fim de fotografias com câmeras e celulares (os garçons trabalham duro na maratona fotográfica ali também :-D). Não demorou muito para estarmos todas praticamente tomando chá juntas, cada uma em sua respectiva mesa :-))))
Os sanduichinhos são os primeiros a chegar
 Pra começar, a gente recebe um pratinho charmoso com sanduichinhos tradicionais dos afternoon teas, como de pepino, de salmão defumado etc. Mas é quando desfilam pelo salão os suportes de chá com três andares de lindezas comestíveis que tudo para - mesmo que você já tenha o seu bem diante do seu nariz, todo mundo olha o que está chegando numa nova mesa ;-P
A mesa posta, incluindo o "menu" que explica em que peça, de qual estilista, o docinho foi inspirado
 O garçom mostra que docinho remete à qual peça da coleção primavera-verão e explica os ingredientes de um por um e deixa o mostruário bem do seu ladinho pra você saber exatamente que peça está comendo. Gostei muito, muito de praticamente tudo: meu docinho preferido foi  a tortinha inspirada no look safari de Michael Kors e o que menos curti foi justamente a linda bolsinha D&G que todo mundo acaba deixando para o final (dá dó comer essas miniaturas tão perfeitinhas!)
Andar de baixo...
... e andar de cima - não é genial a mousse-vestido???
Minhas vizinhas de mesa eram ótimas de papo e tiraram, acredite, muito mais fotos do chá que eu :-)
 Tanto os sanduichinhos quanto docinhos e bebidas quentes são repostos quantas vezes você quiser (a maioria das pessoas faz reserva para 14h, e substitui o almoço pelo chá :-D) - recomendo muito a infusão signature da casa, a Caramel Indulgence, deliciosa, com a borda da xícara meio salgadinha.
A torre de delícias acoampanhada do chá de caramelo
Fazer reserva é mandatório: o salão ficou lotadinho durante todo o tempo que estive lá. O chá vale 39 libras por pessoa (ou 49 se você quiser "abrir os trabalhos" com uma bela taça de champagne Laurent-Perrier) e é servido todos os dias das 13h às 18h.
Garantia de uma tarde deliciosa e divertidíssima.