Pois é, eu bobeei feio nas duas visitas anteriores ao México. Com tanta coisa que eu queria ver, acabei deixando Xochimilco sempre pra depois. E foi só agora que tive o grande prazer de conhecer, enfim, esse distrito muitíssimo peculiar da Cidade do México.
Xochimilco (diga Sôtchimilllco) fica afastado e a gente demora em torno de uma hora pra chegar lá em função do trânsito - sabem como é, né? A Cidade do México é São Paulo cuspida e escarrada, inclusive no trânsito. Dá pra chegar lá em ônibus, em trem suburbano (mais demorado) ou comprando uma excursão - eu comprei da agência local Mexitours (US$38).
Recomendo porque o passeio dura 5 horas (o meu durou 6, em função do trânsito...) e inclui não só ida e volta a Xochimilco, mas também o obrigatório passeio de trajinera (o barquinho típico local) e um tour que passa pelo estádio Olímpico, Universidade e um rolê por Coyoacan, com pick up e devolução dos passageiros em seus respectivos hotéis.
Mas vamos a Xochimilco, que é o que interessa. Trata-se do 3o. maior distrito da Cidade do México, com mais de 120km de área, e ficou mesmo conhecida por sua imensa rede de canais, que se originaram do que restou do lago de mesmo nome. Suas margens e as trajineras sobre suas águas estão sempre, sempre cheias, numa profusão de gente e cores.
De sexta à tarde à domingo é quando as famílias e grupos de amigos mexicanos alugam os barquinhos (desde 280 pesos por hora, e o valor aumenta conforme o número de pessoas incluídas) para comer, beber, cantar, dançar e festejar. Vários dos barcos estavam cheios de adolescentes e universitários promovendo autênticas fiestas, regadas a mucho alcohol, por ali.
Você faz um passeio lindo, de pelo menos 1 hora, navegando pelos canais entre dezenas e dezenas e dezenas de outros barcos iguais - todos com nomes de mulheres (uma profusão de Lupitas impressionante :-D). A música é gostosa o percurso inteiro e vai mudando, claro, conforme você se aproxima de um barco e se distancia de outro.
Enquanto você navega, outros barquinhos com petiscos, bebidas, artesanato e até mariacchis se aproximam para oferecer seus serviços.
Os moradores locais também param nos muitos viveiros e estufas às margens dos canais para comprar mudas e produtos para seus jardins, entre uma música e uma dose de mezcal ou uma fajita.
A verdade é que o tempo todo você acha que está DENTRO de um filme mexicano, tão colorido, mas tão colorido, que a gente entende direitinho onde Frida Kahlo sempre se inspirou.
Simplesmente imperdível. Sérião.
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12 de nov. de 2011
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