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3 de dez. de 2012

Hotel review: Chic&Basic Colors, Madri

 Nossa ideia para os dias madrileños era dividir a hospedagem entre dois tipos de hotéis: um mais low cost, mas descoladinho, e um bem bacanudo. Para o low cost descoladinho, a rede Chic and Basic parecia servir muito bem aos propósitos - diárias a duplas, com café incluído, por ótEmos 55 euros, na unidade Colors.
O Chic and Basic Colors faz mais a linha hostal mas tinha a localização perfeita para o festival de tapeo que pretendiamos fazer: fica em plena calle de las huertas, numa das regiões mais bacaninhas para sair de tapas na capital espanhola. E dali é uma caminhada bem agradável para as principais atrações da cidade, do Parque del Retiro e museus à zona comercial e às delícias de Chueca (e o metrô Antón Martin é pertinho).
 Chegar ali é fácil, mesmo de metrô, mas a única coisa que sinaliza que vc chegou ao seu hotel é um sinal pequeno junto ao interfone. A pegadinha 1 é que a recepção não funciona 24h - só funciona até 22h durante a semana e 17h aos domingos - quem chega depois desse horário tem que avisar com atencedência e buscar as chaves em outro endereço.
O hotel fica no segundo andar e não há elevador, só escadas. São poucos quartos, cada um com o nome de uma cor, e uma saletinha que faz às vezes de convívio e de local para o café da manhã - e era só lá que a internet pegava nos dias que eu e minha irmã nos hospedamos ali. O café da manhã era em estilo self-service MESMO: croissants, pão de forma e cereais ficam guardados numa gaveta e leite e sucos num frigobar - você levanta e prepara seu café a hora que bem entender, numa vibe meio albergue. O bom da saletinha era a máquina de Nespresso free of charge 24h por dia.
 O quarto tinha a pegadinha 2: reservamos um quarto duplo M e pedimos por duas camas - mas eles so colocam duas camas nos quartos duplos L, porque os M são mesmo beeem apertadinhos - cama de casal pequena num canto, ducha no outro e vaso sanitário no outro, pia para fora, uma porta de armário com 3 gavetas e um criado mudo só. Nosso quarto não tinha varanda, mas vimos um enquanto a camareira limpava que tinha um balcãozinho pra rua.
Recebemos nossas chaves no check in, entrávamos e saíamos a hora que queríamos, tomávamos café da manhã no horário que bem entendíamos e a internet, ainda que fraca, era grátis. O que decepcionou foi o fato de o hotel não cumprir a promessa de design ou de lugar cool que vemos no site; e acho mesmo complicado não ter um funcionário 24h ali.
Sabido isso, ótimo custoXbenefício.

8 de nov. de 2012

Hotel review: Rocpool Reserve, Highlands, Escócia

 De todos os hotéis de Inverness - e, acredite, são muuuuitos - o que mais aparece nas buscas no Google e nas publicações especializadas em turismo também é o Rocpool Reserve. E o hotel é mesmo muito bom, charmoso, elegante.
No centro de Inverness, a cinco minutos de caminhada do castelo e a dez do centrinho comercial e boêmio, tem localização ótima tanto para quem entra e sai da cidade de carro para passear pelos arredores (o acesso às estradas dali é rapidinho e tem estacionamento free) como para quem quer explorar a cidade fazendo o bom e velho footing.
 O hotel é bem feminino na decoração, mas sem nada de exageros: muito elegante, com uns marrons e vermelho-bordô predominantes no bar e na sala de espera/lounge. No fundo, mais parece uma casa que um hotel, com a disposição curiosa dos cômodos - o ótimo restaurante Chez Roux (comandado por Albert Roux e seu filho), por exemplo, é o primeiro deles, logo à entrada da casa, e o bar é o último deles, na última sala do andar principal.
 Os quartos são muito charmosos e também com decoração diferente em cada um deles, distribuídos em dois pisos e um mezanino - com a arquitetura curiosa da casa, alguns têm também uma espécie de mezanino com a cama propriamente ou o hall de entrada e o banheiro num nível mais baixo que o quarto em si.
Cama enorme, excelente, abertura das camas com chocolatinhos, água e Nespresso cortesia, banheiro bem espaçoso, wifi grátis. E o café pode ser tomado tanto no restaurante quanto pedido no quarto, sem taxa extra.

 Vale ressaltar, entretanto, que o hotel não dispõe nem de concierge, nem elevador e nem doormen/maleteiros; não existe, na verdade, nem recepção - o que, no fundo, é bem simpático: a gente já assina as coisas do check in no próprio quarto, assim que chega. Tampouco há fitness center ou qualquer item de lazer, como jacuzzi, por ali.
O curioso? Tirando os dois chefs, só mulheres trabalham no hotel.

7 de nov. de 2012

Hotel review: Tigerlily, Edimburgo

 O Tigerlily apareceu em muitas das it lists de publicações de viagem E publicações de moda no mundo esse ano. E merece: o hotel é uma fofura, feminino até dizer chega. Fica na região que eu mais curti me hospedar em Edimburgo: o coraçãozão de New Town, bem na George Street, a passos de restaurantes e bares muito, muito, muito legais e a 3 quadras de todo o auê comercial da Prince Street.
 Como é um hotel bem mulherzinha, e há "lily" até no nome, tanto a cor rosa quanto as flores estão bem presentes na decoração; mas em detalhes. As cores mais frequentes no decor dos 33 quartos do hotel são cores mais fortes/sexy, como bordô. E a vibe, no geral, é muito mais "jetsetter" do que "girlie": tem até um globo de discoteca no teto da escadaria que liga o térreo aos 3 andares de quartos (há elevador também, é claro).
 O hotel ocupa um predinho georgiano e cada quarto tem decoração exclusiva, do papel de parede aos móveis e roupa de cama, o que, por si só, já é uma ideia bem legal. Alguns contam com saleta, outros com salinha conjugada, outros só quarto, outros são suítes. Banheira e lareirinha fake (eletrônica) também aparecem. Falta mesmo só a vista.
 Na mesa de trabalho, uma doca para iPod com um já carregado com sucessos pop/rock das últimas 3 décadas, numa seleção bem democrática - além de outras playlist com música clássica, relax, new age etc.
 O staff é muito jovem e impressionantemente sorridente; a menina loirinha que fez meu check in parecia a finada boneca Gui-Gui de tanto que sorria e movia a cabeça de um lado para o outro enquanto me registrava :)))))  Todos muito simpáticos e atenciosos mesmo, e cheios de informações bem pontuais e insider sobre compras e nightlife.

 O restaurante é excelente e, à noite, fica lotado, com um clima muito gostoso - luzes indiretas, decor com leva inspiração asiática, mini velas nas mesas e ótima trilha sonora internacional. O serviço é muito bom também (depois do 21212, foi o melhor serviço de restaurante que encontrei na Escócia) e a comida ótima tem preço bem decente no à la carte e fica melhor ainda no almoço - o menu fica por 15 libras por pessoa.


 Acha que a noite é uma criança mas tá com preguiça de sair por Edimburgo afora? Sem problemas: o bar logo à entrada do hotel é super concorrido e um dos clubs mais comentadinhos ultimamente na cidade é justamente o Lulu, que fica no subsolo do hotel, com entrada privilegiada para os hóspedes.
Cool, cool. cool.

Hotel review: Apex City Hotel, Edimburgo

 Como fui e voltei de Edimburgo às Highlands, por questões logísticas de voos e tal, acabei aproveitando para ficar em hotéis diferentes na capital escocesa. Já contei aqui sobre o hypadérrimo Missoni e agora é hora de falar do prático e funcional Apex City.
 Essa unidade (o hotel faz parte de uma rede grandinha, com vários hotéis na cidade) fica super bem localizada em Old Town: em Grassmarket, que é a rua dos barzinhos e agitos noturnos de Old Town, a meia quadra dos bistros e lojinhas da Victoria Street e a duas quadras da Royal Mile, já bem pertinho do castelo. Quem curte os Citysightseeing Buses também se dá bem ali: um dos pontos de hop on/hop off fica praticamente em frente ao hotel.
 O Apex tem quartos com um design contemporâneo mas bem sóbrio, tanto nas cores quanto nas linhas retas. Os quartos não são grandes mas têm espaço suficiente, inclusive para guardar a mala; e alguns deles têm vista para o castelo, mesmo na categoria mais simples, como o meu. Os banheiros são bem legais, com bastante espaço e luminosidade, e as amenities são da Elemis.
 O meu quarto tinha vista para a rua e, como cheguei em plena sexta-feira, a noite do auê por excelência em Grassmarket, encontrei providenciais protetores auriculares na minha cabeceira logo que entrei no quarto.
 Eu já estava feliz da vida com a vista; mas achei de uma baita delicadeza deixarem isso já de antemão, antes que o hóspede tenha que pedir.
  O toque fun da hospedagem foi o patinho de borracha deixado na banheira - uma mania que está virando febre mesmo em algumas redes ;)
 O café da manhã pode estar incluído na diária ou não; depende do deal da reserva; mas tem um buffet bem elegante e ainda opções de pratos quentes, de omelete a full scottish breakfast, à escolha do freguês.
full scottish breakfast: só para os (muito) fortes
O wifi é gratuito e funciona razoavelmente bem, inclusive nos quartos, e há um computador com impressora no segundo andar à disposição dos hóspedes para uso rápido, como fazer web check in e imprimir seu cartão de embarque.
A vista dos quartos com a janela volatada para Grassmarket = <3 td="td">
Não há serviço de abertura das camas nem nada do gênero; tampouco há concierge e a recepção também deixa bastante a desejar em termos de informações sobre a cidade. Mas o serviço nos quartos e no café da manhã é simpático e eficiente e as ofertas de quartos desde 73 libras são mesmo um ótimo custoXbenefício.

17 de nov. de 2011

Hotel review: Habita Polanco, México

 O finzinho da minha expedição chilanga foi passado num hotel que andou aparecendo muito, muito, muito na imprensa internacional - tanto nas publicações de viagem quanto nas de decor e design. Claro que eu queria checar, ainda mais que fica também em Polanco, meu bairro predileto na Cidade do México.
 Trata-se do Habita Polanco, da rede Habita de hotéis, dos mesmos proprietários do fofo Condesa DF, que, direta ou indiretamente, acabou provocando todo o boom de hotéis boutique na cidade nos últimos anos.
 O Habita fica em plena av. Masaryk, a principal artéria do bairro, movimentada dia e noite, e endereço das lojas mais high end da cidade e de vários restaurantes e bairros legais. E o metrô Polanco fica a literalmente duas quadras do hotel. A localização, na minha opinião, é excelente.
 O hotel é super discreto na arquitetura e nas cores - muuuito branco -, inclusive do lado de fora. E, a meu ver, ultra masculino - porque o design é clean, mas clean mesmo. Os quartos são bem espaçosos mas com pouquíssimos móveis e objetos, e tudo muito claro e sóbrio. Música estilo lounge (muitíssima música brasileira, btw!) toca no quarto e no banheiro o tempo todo. Amenities simpáticas da Malin+Goetz.

 O serviço em geral é fraquinho, mas é funcional - não falta nada, afinal - e tem wifi grátis de excelente qualidade no prédio todo. No lobby, fica o restaurante, pequeno e aberto para a rua, que funciona das 7h até de noite - ali é serviço um café da manhã simples, estilo buffet, incluído na maioria das diárias (o café é continental; falta ali algum toquinho mexicano).
No quinto andar fica a piscina (pequeninha), a academia e o bar, com uma bela vista panorâmica do bairro - no final da tarde do sábado, aliás, o bairro estava concorridíssimo, com meninas ultra arrumadas.