- QUANDO IR: as viagens de turismo ao continente antártico acontecem entre novembro e março, anualmente.
- COMO COMPRAR: o ideal é pesquisar bastante online (ou com um agente de viagem que seja especializado nesse tipo de viagem) para encontrar o cruzeiro que mais se encaixa nos seus gostos e no seu orçamento. Os cruzeiros mais concorridos podem ter lista de espera de até dois anos (sobretudo no caso de navios menores, que costumam lotar mais rápido) mas, para fazer tudo com calma e planejamento, o ideal é comprar a viagem com seis meses de antecedência (lembrando que nem sempre a armadora permite parcelamento). Outra opção é entrar na loteria do last minute: em Ushuaia, na av. San Martin (a principal do centro), existem duas agências especializadas em vender cruzeiros para a Antártida de última hora, durante a temporada. Eles vendem lugares, em geral, que vagaram por desistências de passageiros; ou, eventualmente, um leito ocioso, que a companhia não conseguiu vender antes do embarque. As vendas, via de regra, são para saídas no dia seguinte, com pagamento à vista no cartão de crédito. Mas, como eu disse, é loteria: conheci três irmãos lá que embarcaram de última hora no navio que saiu junto com o meu do porto, depois de sete dias na cidade, tentando. E também conheço gente que foi até Ushuaia, tentou por 10 dias e não conseguiu.
- OS TIPOS DE CRUZEIROS: a maioria dos cruzeiros que opera roteiros à Antártida são cruzeiros de expedição - bom pouco entretenimento à bordo, poucos passageiros e zero formalidades. Mas há navios grandes, como alguns da Holland America ou da Royal, que incluem ilhas antárticas nos roteiros patagônicos, como os que vão de BsAs a Valparaíso (ou vice-e-versa) - nesses o clima é o normal dos cruzeiros, com muitos passageiros, bastante entretenimento, noite de gala etc. Mais importante que isso: é preciso lembrar que os roteiros de viagem à Antártida, ainda que bem similares, são diferentes - diferentes itinerários, distintas paradas; confira antes.
- A VIDA À BORDO: depende do navio, é claro. Mas, considerando-se os cruzeiros de expedição (que são a maioria para lá), a vida à bordo consiste em palestras e (eventualmente) uma ou outra atividade recreativa. A maior parte do tempo a gente passa mesmo entre observação de fauna/flora/paisagem nos decks ponte de comando, palestras, desembarques e refeições. A falha do meu no Polar Pioneer, na minha opinião, foi ter tido zero recreação; tinhamos palestras e tal, mas acho que fez falta, em algum momento, ter algo mais recreativo, nem que fossem cooking classes ou trivias.
- O ANTES: em geral, as companhias que operam cruzeiros para a Antártida LOTAM os passageiros com informação sobre o destino. Amigos que já tinham ido pra lá me alertaram e, mesmo a minha viagem tendo sido meio de última hora, recebi mesmo montes de arquivos em PDF explicando como limpar as roupas que seriam utilizadas lá (para não levar nenhuma espécie "estranha" à região), o que levar, etc. Não importa a companhia, autorização de viagem assinada pelo seu médico (atestando que sua saúde está ok) + seguro viagem (com remoção incluída) são obrigatórios.
- A MALA: falo da mala de viagem clássica à Antártida AQUI. Quem for pra lá num cruzeiro regular, incluindo outros destinos, daí talvez precise de uma mala um pouco mais cheinha, com algum traje social.
- COMO SÃO OS DESEMBARQUES: como não existem "portos", os desembarques são invariavelmente feitos em zodiacs, aqueles botes motorizados. Podem acontecer uma, duas (o mais comum) ou três vezes ao dia, dependendo da companhia, do navio e do roteiro em questão. Com os zodiacs, é possível ter só um zodiac cruise (quando você nem sai do bote e só faz um cruzeirinho pela região) ou um desembarque (descendo nas ilhas ou no continente antártico, com caminhadas no local). O que você vai ver quase que invariavelmente? Pinguins, focas e pássaros mil, além de uma infinidade de icebergs. Baleias também são comumente avistadas dos navios.
- QUEM VAI: todo tipo de gente. Existem companhias que não são kids-friendly mas, em geral, hoje em dia crianças são bem aceitas também nos roteiros antárticos (dentre os passageiros que chegavam para fazer o roteiro inverso ao meu, no dia que desembarquei, havia 8 delas, com idades entre 8 e 12 anos). A maioria também não estabelece limite de idade, já que o aval do médico é obrigatório para todo passageiro (no meu cruzeiro, a passageira mais jovem tinha 21 anos e a mais idosa, 83 anos). O perfil dos passageiros mudou muito, me contaram lá, deixando de ser um roteiro "para terceira idade" e tendo roteiros com passageiros cada vez mais novos. No meu cruzeiro, por exemplo, um terço dos passageiros estava na faixa dos 30 anos. Ali, tinha gente que foi por ser apaixonada pelas navegações e pelo continente em si (como eu), gente que foi por causa dos animais, gente que foi porque queria "pisar em todos os continentes do planeta", gente em lua-de-mel (acredite), gente que foi sem nem saber porquê (incluindo dois que "se cansaram de tanto ver iceberg" e não desembarcaram em quase nenhuma das escalas) e até (caso da passageira mais nova) que foi por uma aposta com os amigos o.O
Você pode ler todos os posts que publiquei sobre minha viagem à Antártida, sobre o antes, o durante e o depois da viagem, clicando AQUI.
Publiquei também posts sobre a viagem no Saia Pelo Mundo, que você pode ler aqui e tem um vídeo legal sobre a viagem feito por dois passageiros (pai e filho) do navio aqui.
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25 de dez. de 2012
Antártida: para quando você for
Postado por
Mari Campos - Pelo Mundo
às
7:37 PM
5 comentários:
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Antártida: o que levar na mala dessa viagem
| Turistas protegidinhos para poder interagir com o meio ambiente antártico numa boa ;) |
Confesso a vocês que não comprei nada especial para fazer a mala para essa viagem. Ou, bem, minto: comprei um par de bastões de caminhada na neve que nunca usei - nem sequer saíram da minha cabine do navio. Mas isso porque eu já viajei bastante para destinos frios, que adoro.
Ainda assim, a mala para uma viagem à Antártida é muito mais simples do que você poderia imaginar. Basta ter em mente que faz frio - como se você fosse esquiar, por exemplo, mas com a vantagem de não ter calefação exagerada em lugar nenhum. Então vou dividir as sugestões em duas partes:
1) Para circular no navio, que tem temperatura regulada sempre entre 21 e 25 graus (depende do navio), você precisa de conforto.
- no corpo, moleton, legging, calça de yoga, whatever - você vai usar roupas super casuais, esportivas, descomplicadas. As camisetas podem ser de manga curta ou comprida, mas leves - depende mesmo de quão friorento você é.
- nos pés, tênis, papetes, sapatilhas ou qualquer que seja o calçado que te dá conforto e segurança. Chinelos e rasteirinhas sem calcanhar eles implicam, sobretudo nos dias de Drake, por questões de segurança nas escadas e corredores).
2) Para os desembarques, que costumam ter temperatura entre 0 e 9 graus centígrados (mas a sensação térmica pode chegar a menos 15, menos 18), o segredo é vestir-se "em camadas".
- primeira camada: além da underwear (óbvia), uma camisete ou camiseta para ficar em contato com o corpo. É boa pra usar na volta ao navio e facinha de lavar e secar à bordo.
- segunda camada: a camada térmica. Calça e camiseta de manga comprida térmicas, dessas que a gente compra nas lojas esportivas mesmo. Para mim, as peças mais importantes da mala. Acredite: são essas duas peças que vão manter você quentinho de verdade (nos dias quentes, quase todo mundo ficava só com a camiseta térmica na parte de cima nos desembarques).
- terceira camada: a camada protetora. Daí depende do quão friorento você é, mas essa é para os membros superiores: uma jaquetinha de fleece ou qualquer outro material quentinho cai muito bem. Quanto menos volume ela tiver, melhor.
- quarta camada: a camada impermeável. Essa camada é obrigatória em qualquer companhia de cruzeiros,para qualquer desembarque, tanto para membros superiores como para membros inferiores. Jaqueta impermeável e calça impermeável - também à venda em qualquer loja esportiva ou náutica. Algumas companhias de cruzeiro dão aos passageiros a jaqueta leve impermeável - eu usei uma minha velha de guerra, que ainda por cima é forrada e assim dispensa a terceira camada. Mas valem também os produtos water repealent e calças de ski.
| As galochas emprestadas pelo navio são mão na roda |
- nos pés: duas camadas de meias são suficientes. Um par de meias normais e outro de meias térmicas, também à venda nas lojas esportivas - as 700 são infalíveis. Se comprar 200 ou 300, talvez seja melhor colocar um par de meias mais finas a mais. A recomendação de todo cruzeiro é vestir galochas nos desembarques, por ser o calçado mais impermeável e mais rápido para secar de todos - a maioria das companhias empresta as galochas, mas convém checar (pra quem não sabe, galochas são mesmo calçados excelentes para destinos com neve). Eu acabei usando na maioria das vezes minhas snow boots porque estou acostumada com elas, são forradas e mais quentinhas (e também porque eu queria justificar pra mim mesma ter ocupado quase metade da minha mala com elas o.O ). Mas as galochas emprestadas pelo Polar Pioneer deram super conta do recado também.
O que eu recomendo: levar também sacos impermeáveis náuticos, à venda nas lojas esportivas e também em muito supermercados (no Brasil, uns trinta reais o pacotinho com 3). Os sacos estilo ziploc, mas super reforçados e que fecham com velcro, são a garantia de câmeras e apetrechos sequinhos em todos os deslocamentos em zodiac.
Daí é só correr para o abraço antártico ;)
3 de set. de 2012
Sobre malas, maletas, mochilas e malices
Mala é um assunto muito delicado. Para mim, por exemplo, malas sempre despertaram um fascínio tão grande quanto bolsas (e eu gosto de bolsa pra caramba!). Por outro lado, fazer as malas sempre foi para mim, de longe, a pior parte de qualquer viagem - pior até que desfazer as ditas cujas na volta.
E esse assunto vira e mexe volta ao noticiário e blogs de viagem. Já perdi a conta de quantas vezes fui entrevistada sobre "como fazer malas para viajar", ou "o que levar numa mala de viagem inteligente". Porque fazer mala não é mesmo tarefa fácil. A questão não é levar "pouca" ou "muita coisa" - até porque, vira e mexe, defensores ferrenhos de malas de bordo viajam só com mala de bordo mas despacham mil e uma coisas na mala do cônjunge, humpf! - mas levar coisas práticas, úteis, que resolvam nossa vida (ao invés de atrapalhar).
Enquanto eu acho ótimo fazer mala em "rolinhos" e simplesmente não consigo mais empacotar minhas coisas de outro jeito (minhas malas já têm "lugar cativo" para encaixar necessaire, sapatos, roupas etc), tem gente que acha o fiiiiiiiim da picada enrolar as roupas e quer colocar tudo aberto, dobrando as extremidades. Normal. Cada mala, uma sentença. Não tem jeito "certo" ou errado de fazer; tem o jeito que dá certo PRA VOCÊ ;)
O resto você já cansou de ler: roupas que amassem pouco, peças que combinem entre si, acessórios bacanas, peças curinga etc etc etc. Rola ainda a velha questà que divide o mundo entre "pessoas que não desfazem a mala no destino" e "pessoas que desfazem a mala e penduram as peças no cabide", das grandes dicotomias da sociedade moderna. E, óbvio, sem nem chegar na pedra filosofal daqueles que julgam a "qualidade" e "confiabilidade" dos viajantes pelo fato de levarem mala, mala de bordo ou mochila em suas viagens. AFFE.
Agora, uma coisa que eu sempre quis saber: quando você faz a sua mala? é do time do uma semana antes, que deixa a dita cuja como um altar num canto da sala, prontinha, esperando derreter a vela de sete dias para embarcar? é do time da véspera, com listinha ao lado, para não esquecer de nada? curte fazer a mala na madruga (como eu), quando a casa - e o mundo - estão em silêncio e você se concentra? Ou tá mais na vibe do Calvin, do turbilhão da última hora, jogando tudo na mala às pressas antes de sair correndo pro aeroporto?
Conta aí para eu ir lendo enquanto faço a minha nessa madrugada, vai ;))))
E esse assunto vira e mexe volta ao noticiário e blogs de viagem. Já perdi a conta de quantas vezes fui entrevistada sobre "como fazer malas para viajar", ou "o que levar numa mala de viagem inteligente". Porque fazer mala não é mesmo tarefa fácil. A questão não é levar "pouca" ou "muita coisa" - até porque, vira e mexe, defensores ferrenhos de malas de bordo viajam só com mala de bordo mas despacham mil e uma coisas na mala do cônjunge, humpf! - mas levar coisas práticas, úteis, que resolvam nossa vida (ao invés de atrapalhar).
Enquanto eu acho ótimo fazer mala em "rolinhos" e simplesmente não consigo mais empacotar minhas coisas de outro jeito (minhas malas já têm "lugar cativo" para encaixar necessaire, sapatos, roupas etc), tem gente que acha o fiiiiiiiim da picada enrolar as roupas e quer colocar tudo aberto, dobrando as extremidades. Normal. Cada mala, uma sentença. Não tem jeito "certo" ou errado de fazer; tem o jeito que dá certo PRA VOCÊ ;)
O resto você já cansou de ler: roupas que amassem pouco, peças que combinem entre si, acessórios bacanas, peças curinga etc etc etc. Rola ainda a velha questà que divide o mundo entre "pessoas que não desfazem a mala no destino" e "pessoas que desfazem a mala e penduram as peças no cabide", das grandes dicotomias da sociedade moderna. E, óbvio, sem nem chegar na pedra filosofal daqueles que julgam a "qualidade" e "confiabilidade" dos viajantes pelo fato de levarem mala, mala de bordo ou mochila em suas viagens. AFFE.
Agora, uma coisa que eu sempre quis saber: quando você faz a sua mala? é do time do uma semana antes, que deixa a dita cuja como um altar num canto da sala, prontinha, esperando derreter a vela de sete dias para embarcar? é do time da véspera, com listinha ao lado, para não esquecer de nada? curte fazer a mala na madruga (como eu), quando a casa - e o mundo - estão em silêncio e você se concentra? Ou tá mais na vibe do Calvin, do turbilhão da última hora, jogando tudo na mala às pressas antes de sair correndo pro aeroporto?
Conta aí para eu ir lendo enquanto faço a minha nessa madrugada, vai ;))))
29 de ago. de 2012
Boas economias de viagem
| Vai de shuttle? ;) |
Depois de falar aqui dos “pequenos esnobismos das férias” (aqueles luxinhos que todos nós merecemos quando saímos por aí nos nossos dias de descanso), vale também fazer um contraponto: economias de viagem que vale a pena, sim, fazer, por mais abastado que seja seu orçamento para o período. Afinal, todo ano a pesquisa entre os leitores aqui do Pelo Mundo mostra que somos, em franca maioria, viajantes HiLo: gostamos de conforto e qualidade mas estamos sempre à caça de ofertas para gastar menos e viajar mais ;)
Volto a dizer: cada um gasta seu dinheiro como e onde quiser, é óbvio, e ninguém tem nada a ver com isso; mas quem curte a vibe “apertar um pouquinho aqui para poder gastar mais ali”, pode achar legal lembrar que:
- Shuttles são uma mão na roda. Se você acha que o táxi daquele aerporto até o seu hotel vai sair os olhos da cara e nem sequer cogita tomar um metrô com direito a escadas e baldeações para o trajeto, deve sempre ficar de olho nos shuttle services. Hoje em dia, quase todo aeroporto oferece os seus: em vans ou em ônibus, são serviços de traslado compartilhado, que você toma com outros viajantes, e sai bem mais em conta que um táxi, com conforto bem semelhante. Eu uso muito, em tudo quanto é canto, e sempre recomendo (inclusive no Brasil, e sempre para ir da minha casa ao aeroporto de Guarulhos), sobretudo para quem viaja sozinho, que sempre sai lucrando com essa economia, sem abrir mão do conforto (você só perde um pouco mais de tempo já que a van pode ter que deixar outros hóspedes antes de você). Em Paris, por exemplo, onde o táxi do CDG à cidade costuma sair em torno de 70 euros, os shuttles cobram em média 25 euros por pessoa para levar você do seu terminal à porta do seu hotel – para solo travelers é uma verdadeira bênção e, mesmo em duas pessoas, ainda há uma economia legal. Só vale ficar atento e checar se o shuttle que você está contratando te leva mesmo até a porta do seu hotel – o Roissy Bus, por exemplo, na mesma Paris, te leva somente até um ponto pré-determinado da cidade e de lá você tem que seguir em táxi até o hotel (o que eu não acho nada legal).
| Café cada dia num lugar diferente é gostoso |
- Passes podem ser interessantes. A gente gosta de ter liberdade de entrar onde quer, a hora que quer, do jeito que quer; mas os passes turísticos podem ser uma boa em alguns destinos. Para quem vai à Nova York pela primeira vez, eu sempre recomendo o City Pass: sai mais barato para quem quer fazer todos os “lerês” da cidade e, em várias delas, você ainda pega uma fila exclusiva e bem mais rápido. Passes de transporte também: se você vai usar várias vezes o transporte público na sua viagem, é sempre recomendável investirnum – como o sempre genial Oyster Card, para quem visita Londres, que poupa muito tempo e incríveis libras.
- Pré-reserva salva vidas. Você acha que não compensa amargar 3h de fila só para entrar no Louvre no dia da visita gratuita (pessoalmente, eu também acho que esse tipo de economia não compensa, não). Mas fazer pré-reserva, agendamento e compra pela internet dos ingressos pode poupar várias horas de fila das suas férias – como para quem visita a Uffizzi, em Florença, por exemplo. Isso sem falar em lugares nos quais só se entra com reserva, como a Santa Ceia, em Milão. Considere sempre essa possibilidade; até porque, vira e mexe, a compra do ingresso online sai mais barata.
- O café da esquina é uma delícia. Você conseguiu uma super oferta num hotelão mas não incluía o café da manhã; daí você se choca com os 30 dólares cobrados por pessoa para essa refeição. Ou fez uma reserva em hotel budget, como um Ibis, que sempre cobra o café da manhã separado. Pois ninguém é obrigado a tomar café no hotel, certo? E ir até o café da esquina para isso é bem mais barato e sempre uma delícia – inclusive pelo people watching gostoso que fazemos com os moradores locais. Melhor ainda: você pode cada dia tomar o desjejum num café diferente, testando novos lugares, provando novos sabores. Eu adoro.
- Não despachar. Você comprou uma passagem suuuuper barata de uma low cost europeia e não se conforma em pagar mais do que o valor gasto pelo voo para despachar sua bagagem? Pois não despache! Aproveite a ocasião para viajar com a mala bem levinha e se sentir o próprio Ryan Birham em Up in the Air ganhando tempo e praticidade nos aeroportos. Ou, então, se você faz mesmo questão que viajar com mais peso, pague um pouquinho mais caro por um voo de companhia convencional que não cobre por esse serviço.
- Arriscar. Sou suuuuper contra correr riscos em geral nas viagens; mas nisso me refiro a arriscar chegar muito tarde ao aeroporto e perder o voo ou reservar um hotel que TODAS as resenhas dizem que é péssimo só porque você teve um palpite que pode ser legal. Mas arriscar a "sorte" num site como o Priceline, por exemplo, na hora de reservar um hotel, pode ser uma boa economia. Além dos sempre ótimos SniqueAway e Jetsetter, que sempre colocam tarifas MUITO sedutoras para hotelaços, os sites de "leilão" de diárias de hotel permitem que você escolha que categoria de hotel deseja, em que localização, com quais facilidades/amenidades e quanto quer pagar por ele, o que me parece sempre muito justo - e o Priceline é o mais famoso deles, oferecendo, por exemplo, hotéis do naipe de Hyatts e Hiltons por diárias de 120 dólares.
Que outras economias bacanas de viagem você sugere? Diz aí ;)
27 de ago. de 2012
Segurança em viagem: nunca é demais
Ontem à noite, a twittosfera viajante foi surpreendida com a triste notícia de que o Riq Freire tinha sido furtado num ônibus que seguiria de Goiânia para Pirinópolis: aproveitou para usar o notebook na praça de alimentação da rodoviária e acabou sendo seguido por um cara que, mesmo sem passagem, subiu ao ônibus e furtou duas mochilas que estavam armazenadas no compartimento superior de bagagem sem que ele notasse (ele conta o perrengue aqui).
À parte o roubo dos bens materiais – notebook, câmera, iPad, HDs externos etc -, que já seria de chorar para qualquer turista, some-se a isso o agravante de que esse era também todo seu material de trabalho; atrapalhou tanto que ele teve que voltar para São Paulo para dar um jeito de arrumar novo material para seguir viagem de maneira adequada novamente mais para o final de semana (isso porque ele é muito equilibrado e civilizado, é claro; fosse eu, que costumo dizer que meu note e minha câmera – e meu celular – são minha vida, já teria chorado os dois pulmões e estaria arrancando os cabelos até agora :/ ).
O triste e lamentável incidente com o Riq, no mínimo, nos serve de alerta: não importa onde, nem quando, nem com quem, segurança em viagem nunca é demais. Nunca. E, por mais que seja um contrasenso dizer isso para quem está em férias, não dá pra RELAXAR nesse quesito, não, e em momento nenhum – seja no Brasil, na Europa ou wherever.
A bolsa, a mulherada brasileira já aprendeu desde cedo que não dá pra usar sem ser bem segurinha debaixo do braço, certo? Na rua, no trem, no ônibus, no avião, no metrô, o tempo todo. Os meninos precisam lembrar sempre que a carteira tem que estar igualmente segura, de preferência num bolso o mais “inacessível” possível; e, quanto mais “magrinha” ela for, menos bandeira dá dentro do bolso. Na espera nos aeroportos também, olho vivo e volumes sempre com você; são cada vez mais comuns, rápidos e imperceptíveis os furtos de malas nas salas de embarque e lounges. Isso sem falar em deixar bens bem trancadinhos, no cofre ou na mala com cadeado, também no quarto do hotel.
E a mala de mão? Hoje não é mais só quem viaja a trabalho que está cheio de aparatos tecnológicos dentro dela – então olho nela, sempre, sempre, sempre. No avião, se tem objetos de valor dentro, passe o cadeado nela também; no ônibus ou trem, deixe ela com você ou, pelo menos, à sua vista o tempo todo. No meu caso, por exemplo, no avião ou no ônibus, meu note (ou iPad), câmera e lentes vão na bolsa no chão, debaixo do assento da frente, presa nos meus pés – perco conforto nisso, é claro, mas ganho no sossego, na segurança (ou, pelo menos, na sensação de) de saber que eles estão sempre “comigo”.
Como diria minha vó (e provavelmente a sua também), precaução nunca é demais. Ou: melhor prevenir que remediar, né, não?
27 de mar. de 2012
Produtos para usar durante o voo
Pípols, lembram daquela série de posts sobre malas, bagagens e afins do comecinho do ano? Pois hoje publiquei lá no Saia pelo Mundo mais um nesse estilo: os produtinhos que eu acho mais legais de usar DURANTE um voo de longa duração. Aquelas coisinhas que dão um improve no nosso conforto durante as (aparentemente intermináveis) horas no ar e deixam a gente chegar com uma carinha mais descansada no destino. Passa lá ;-)
24 de jan. de 2012
Mala para cruzeiro
No comecinho de janeiro, publiquei uma série de posts sobre malas, malas de mão, roupa de viagem etc. E daí alguns leitores reclamaram que eu tinha falado praticamente nada sobre malas para quem vai fazer um cruzeiro. Verdade.
E foi justamente no final de semana passado, enquanto eu fazia minha mala para esse cruzeirão-travessia no qual estou agora, que eu vi que, sim, o pessoal tinha razão em reclamar. Porque são raros os cruzeiros para os quais fazer a mala é simplesmente a mesmíssima coisa que fazer a mala para uma viagem qualquer. E, quer a gente queira, quer não, na minha opinião, uma mala para cruzeiro sempre fica sensivelmente mais cheia e pesadinha que uma mala para um destino, digamos, em terra :-S
Mas vamos lá:
Cruzeiros de exploração
Se você vai embarcar, por exemplo, num cruzeiro da Cruceros Australis ou da Hurtigruten, daí é, realmente, simplesmente fazer a mala como se você estivesse viajando para um hotel em terra nos fiordes da Noruega ou na Patagônia chilena e argentina. Roupas quentinhas, confortáveis, corta-vento e impermeáveis pelo próprio clima local. E você vai usar exatamente essas mesmas roupas à bordo, porque nesse tipo de cruzeiro - que é como os pra Antártica, chamados de "cruzeiros de expedição" - não tem noite de gala, nem jantar com comandante nem nada de frescura. É todo mundo de "uniforme" o dia todo :-)
Cruzeiros na costa brasileira
É inegável: os cruzeiros sofreram as mais diversas adaptações para se dar bem de verdade no litoral brasileiro. Flexibilidade com horários, entrentenimento noturno até muito mais tarde que no "resto do mundo", flexibilidade com vestuário à bordo, informalidade máxima. Você faz a mala como se estivesse indo para qualquer destino de praia, com muita roupa de praia e relax e algo mais arrumadinho para as noites - igualzinho faria se fosse jantar fora ou curtir um barzinho. Os ambientes à bordo são super relaxados e as escalas são todas no nosso litoralzão quente, em pleno verão - o máximo com o que você tem que se preocupar é em levar um casaquinho ou suéter bem levinho, para uma eventualidade, se for friorento.
Recomenda-se sempre, por causa da tal "noite do comandante", que se leve também um traje social (já não se usa mais o termo "gala" nos cruzeiros no Brasil - paletó para os homens (gravata opcional), roupas caprichadinhas de festa para as mulheres (longo opcional) para essa noite específicamente. Mas isso, é claro, é muuuuuuito opcional - eu sempre digo que é possível fazer verdadeiros estudos antropológicos nessas noites :-)))))0
Cruzeiros de travessia ou fora da América do Sul
Os cruzeiros fora do Brasil são diferentes: há menos flexibilidade com horários e menos informalidade que nos cruzeiros pela nossa costa. É claro que há distintos tipos de cruzeiros no exterior, que dependem não só do destino (cruzeiros pelo Caribe, por exemplo, em geral são menos formais que cruzeiros pela Ásia) mas também, e sobretudo, da armadora (como são chamadas as companhias de cruzeiros). Vale verificar certinho, nas sugestões que normalmente estão explicitadas nos sites das companhias (ou até no seu próprio voucher), quais são as regras para cada caso. Em comum, elas costumam levar mais a sério a pretensa formalidade no jantar (é raríssimo que se permita, por exemplo, camiseta, bermuda e itens do gênero) e as noites formais ou de gala (nas quais exige-se dos homens gravata e paletó). O que a gente tem que ficar atento é com o destino em si (Caribe é diferente de Mediterrâneo, que é diferente de África, que é diferente de Ásia etc), com as escalas programadas e os passeios que se pretende fazer e com o clima/previsão do tempo no local - o Mediterrâneo, por exemplo, não é sinônimo de praia e calor fora dos meses do verão europeu...
Anyway, em todos os casos, acho que o que vale mesmo é o bom senso - e o seu próprio estilo - mais que qualquer outra regra ;-)
E foi justamente no final de semana passado, enquanto eu fazia minha mala para esse cruzeirão-travessia no qual estou agora, que eu vi que, sim, o pessoal tinha razão em reclamar. Porque são raros os cruzeiros para os quais fazer a mala é simplesmente a mesmíssima coisa que fazer a mala para uma viagem qualquer. E, quer a gente queira, quer não, na minha opinião, uma mala para cruzeiro sempre fica sensivelmente mais cheia e pesadinha que uma mala para um destino, digamos, em terra :-S
Mas vamos lá:
Cruzeiros de exploração
Se você vai embarcar, por exemplo, num cruzeiro da Cruceros Australis ou da Hurtigruten, daí é, realmente, simplesmente fazer a mala como se você estivesse viajando para um hotel em terra nos fiordes da Noruega ou na Patagônia chilena e argentina. Roupas quentinhas, confortáveis, corta-vento e impermeáveis pelo próprio clima local. E você vai usar exatamente essas mesmas roupas à bordo, porque nesse tipo de cruzeiro - que é como os pra Antártica, chamados de "cruzeiros de expedição" - não tem noite de gala, nem jantar com comandante nem nada de frescura. É todo mundo de "uniforme" o dia todo :-)
Cruzeiros na costa brasileira
É inegável: os cruzeiros sofreram as mais diversas adaptações para se dar bem de verdade no litoral brasileiro. Flexibilidade com horários, entrentenimento noturno até muito mais tarde que no "resto do mundo", flexibilidade com vestuário à bordo, informalidade máxima. Você faz a mala como se estivesse indo para qualquer destino de praia, com muita roupa de praia e relax e algo mais arrumadinho para as noites - igualzinho faria se fosse jantar fora ou curtir um barzinho. Os ambientes à bordo são super relaxados e as escalas são todas no nosso litoralzão quente, em pleno verão - o máximo com o que você tem que se preocupar é em levar um casaquinho ou suéter bem levinho, para uma eventualidade, se for friorento.
Recomenda-se sempre, por causa da tal "noite do comandante", que se leve também um traje social (já não se usa mais o termo "gala" nos cruzeiros no Brasil - paletó para os homens (gravata opcional), roupas caprichadinhas de festa para as mulheres (longo opcional) para essa noite específicamente. Mas isso, é claro, é muuuuuuito opcional - eu sempre digo que é possível fazer verdadeiros estudos antropológicos nessas noites :-)))))0
Cruzeiros de travessia ou fora da América do Sul
Os cruzeiros fora do Brasil são diferentes: há menos flexibilidade com horários e menos informalidade que nos cruzeiros pela nossa costa. É claro que há distintos tipos de cruzeiros no exterior, que dependem não só do destino (cruzeiros pelo Caribe, por exemplo, em geral são menos formais que cruzeiros pela Ásia) mas também, e sobretudo, da armadora (como são chamadas as companhias de cruzeiros). Vale verificar certinho, nas sugestões que normalmente estão explicitadas nos sites das companhias (ou até no seu próprio voucher), quais são as regras para cada caso. Em comum, elas costumam levar mais a sério a pretensa formalidade no jantar (é raríssimo que se permita, por exemplo, camiseta, bermuda e itens do gênero) e as noites formais ou de gala (nas quais exige-se dos homens gravata e paletó). O que a gente tem que ficar atento é com o destino em si (Caribe é diferente de Mediterrâneo, que é diferente de África, que é diferente de Ásia etc), com as escalas programadas e os passeios que se pretende fazer e com o clima/previsão do tempo no local - o Mediterrâneo, por exemplo, não é sinônimo de praia e calor fora dos meses do verão europeu...
Anyway, em todos os casos, acho que o que vale mesmo é o bom senso - e o seu próprio estilo - mais que qualquer outra regra ;-)
12 de jan. de 2012
O que levar na mala de mão?
Para terminar essa série sobre bagagens aqui no Pelo Mundo, ainda falta falar sobre mala de mão. Na breve twittenquete que eu fiz sobre roupa para viagem (lembram?) achei graça que várias pessoas comentaram que simplesmente odiavam mala de mão e nunca levavam nada.
Bom, gostar de mala de mão eu também não gosto; adoraria viajar simplesmente com os documentos no bolso. Mas não consigo: meus equipamentos (câmeras, lentes, computador,cabos etc) sempre vão comigo, na mão. E junto com outras várias coisitas que quero usar nos voos longos, de mini hidratante a lip balm, ou que posso precisar, como remédios.
O que NÃO se leva na mala de mão, vocês já estão carecas de saber, certo? NÃO PODE nada cortante ou pontiagudo nem líquidos em embalagens com capacidades superiores a 100ml cada.
Mas o que é que se DEVE levar na mala de mão? É claro que ninguém é obrigado a levar bagagem de mão consigo; é absolutamente opcional. Ainda assim, eu aconselho fortemente que você leve sempre consigo, seja avião, ônibus, trem ou whatever, tudo que é importante pra você. Sim, o que é importante para cada pessoa varia mesmo, não há uma regra. Mas tudo que tem grande valor econômico, sentimental ou médico, tem que ir com a gente sim.
Levar consigo o notebook e despachar o cabo? Nunca entendi. Meus cabos e carregadores vão todos comigo, na mão, numa mini necessaire. Despachar o remédio pra alergias? Absolutamente sem sentido. Conheço gente que já se deu bem mal por comer essa bolona. Se a pessoa sofre de alergia (ou qualquer outro problema crônico de saúde, bien compris) tem que levar os medicamentos consigo, óbvio; porque uma alergia ou arritmia podem acontecer a qualquer momento, inclusive durante o deslocamento.
Então, recapitulando: acho que jóias, eletrônicos, remédios e itens de primeira necessidade devem sempre ir como bagagem de mão, bem “à mão” do passageiro a qualquer momento, junto com dinheiro e documentos pessoais. Por mais chato que seja carregar um volume pelo aeroporto e cuidar dele durante o deslocamento, ainda acho que os fins justificam os meios ;-)
E IMPORTANTÍSSIMO (tks, suas lindas leitoras!): uma muda de roupa. Sempre. Nem que seja só uma troca de roupa íntima. Só quem já teve mala extraviada pelo menos uma vez sabe como é ESSENCIAL levar uma troquinha de roupa consigo, para uma emergência. No meu caso, me salvou a vida em vários casos.
E você, leva bagagem de mão? E o que não abre mão de levar nela?
Bom, gostar de mala de mão eu também não gosto; adoraria viajar simplesmente com os documentos no bolso. Mas não consigo: meus equipamentos (câmeras, lentes, computador,cabos etc) sempre vão comigo, na mão. E junto com outras várias coisitas que quero usar nos voos longos, de mini hidratante a lip balm, ou que posso precisar, como remédios.
O que NÃO se leva na mala de mão, vocês já estão carecas de saber, certo? NÃO PODE nada cortante ou pontiagudo nem líquidos em embalagens com capacidades superiores a 100ml cada.
Mas o que é que se DEVE levar na mala de mão? É claro que ninguém é obrigado a levar bagagem de mão consigo; é absolutamente opcional. Ainda assim, eu aconselho fortemente que você leve sempre consigo, seja avião, ônibus, trem ou whatever, tudo que é importante pra você. Sim, o que é importante para cada pessoa varia mesmo, não há uma regra. Mas tudo que tem grande valor econômico, sentimental ou médico, tem que ir com a gente sim.
Levar consigo o notebook e despachar o cabo? Nunca entendi. Meus cabos e carregadores vão todos comigo, na mão, numa mini necessaire. Despachar o remédio pra alergias? Absolutamente sem sentido. Conheço gente que já se deu bem mal por comer essa bolona. Se a pessoa sofre de alergia (ou qualquer outro problema crônico de saúde, bien compris) tem que levar os medicamentos consigo, óbvio; porque uma alergia ou arritmia podem acontecer a qualquer momento, inclusive durante o deslocamento.
Então, recapitulando: acho que jóias, eletrônicos, remédios e itens de primeira necessidade devem sempre ir como bagagem de mão, bem “à mão” do passageiro a qualquer momento, junto com dinheiro e documentos pessoais. Por mais chato que seja carregar um volume pelo aeroporto e cuidar dele durante o deslocamento, ainda acho que os fins justificam os meios ;-)
E IMPORTANTÍSSIMO (tks, suas lindas leitoras!): uma muda de roupa. Sempre. Nem que seja só uma troca de roupa íntima. Só quem já teve mala extraviada pelo menos uma vez sabe como é ESSENCIAL levar uma troquinha de roupa consigo, para uma emergência. No meu caso, me salvou a vida em vários casos.
E você, leva bagagem de mão? E o que não abre mão de levar nela?
8 de jan. de 2012
Dispensa da declaração de bagagem acompanhada: como funciona?
| A nova medida deve diminuir, ao menos, a ocorrência dessas filas gigantescas para deixar o terminal após desembarque |
Desde o último dia 1° de janeiro, turistas brasileiros que retornam de viagens ao exterior e sem bens a declarar estarão dispensados de entregar a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA). Aquele papelzinho que a gente preenchia e entregava a um fiscal da receita depois de recolher a bagagem da esteira, antes de sair do terminal, lembram?
Essa nova regra vale para todo turista que realizou compras no exterior até o valor máximo de US$ 500 por pessoa e teria por objetivo principal desafogar o fluxo de passageiros nos aeroportos, já que, em teoria, 90% dos viajantes trazem bens dentro da cota de US$ 500 (quem chega de voo internacional de manhã cedinho em Guarulhos sabem bem como "desafogar o fluxo de passageiros" é cada vez mais essencial).
Vale lembrar que a dispensa de preenchimento e apresentação da fichinha de Declaração de Bagagem não impede que os passageiros sejam direcionados para a avaliação física da bagagem e raio-X ao recolherem suas malas na esteira.
Essa nova regra vale para todo turista que realizou compras no exterior até o valor máximo de US$ 500 por pessoa e teria por objetivo principal desafogar o fluxo de passageiros nos aeroportos, já que, em teoria, 90% dos viajantes trazem bens dentro da cota de US$ 500 (quem chega de voo internacional de manhã cedinho em Guarulhos sabem bem como "desafogar o fluxo de passageiros" é cada vez mais essencial).
Vale lembrar que a dispensa de preenchimento e apresentação da fichinha de Declaração de Bagagem não impede que os passageiros sejam direcionados para a avaliação física da bagagem e raio-X ao recolherem suas malas na esteira.
17 de ago. de 2011
Mala de bordo
Vai, me fala: só eu acho esquisito um sujeito embarcar com uma mala de bordo DESSE tamanho?
Aquelas dimensões e peso estipulados pelas companhias aéreas são mesmo só figurativos?
(foto tirada agora na volta da viagem à Espanha)
Aquelas dimensões e peso estipulados pelas companhias aéreas são mesmo só figurativos?
(foto tirada agora na volta da viagem à Espanha)
26 de mar. de 2011
Mais uma mala...
Comprei ontem mais uma mala. A mala antiga foi danificada, a companhia aérea levou para os reparos mas o prazo para devolução é de 30 dias - com outras viagens batendo à porta, tive que ir comprar mais umazinha.
Já perdi a conta de quantas tive e foram destruídas pelas companhias aéreas com o passar dos anos. Tudo bem que eu viajo muito, inclusive por causa do meu trabalho, mas essa história de comprar "mala boa" pra mim simplesmente já era.
Eu tenho bolsa boa, mala de mão boa, mas mala simplinha. Cansei de investir em malas que deveriam durar muito mas foram sumariamente destruídas pelo descuido e descaso dos funcionários de aeroportos. Mala pra mim continua sendo de bordo para viagens nacionais de até uma semana e tamanho M para qualquer outro tipo de viagem - mas nada de marca "boa", de mala de 800 pilas. No way. Tem que ter rodinhas 360 graus, carrinho funcional, forro e ziper interno - e já tá bom demais pro tempo que a pobrezinha vai durar na mão do pessoal, certo?
Já perdi a conta de quantas tive e foram destruídas pelas companhias aéreas com o passar dos anos. Tudo bem que eu viajo muito, inclusive por causa do meu trabalho, mas essa história de comprar "mala boa" pra mim simplesmente já era.
Eu tenho bolsa boa, mala de mão boa, mas mala simplinha. Cansei de investir em malas que deveriam durar muito mas foram sumariamente destruídas pelo descuido e descaso dos funcionários de aeroportos. Mala pra mim continua sendo de bordo para viagens nacionais de até uma semana e tamanho M para qualquer outro tipo de viagem - mas nada de marca "boa", de mala de 800 pilas. No way. Tem que ter rodinhas 360 graus, carrinho funcional, forro e ziper interno - e já tá bom demais pro tempo que a pobrezinha vai durar na mão do pessoal, certo?
22 de jun. de 2010
Moda pra viagem 2
Então aqui vai a segunda parte: a mala de outono-inverno. Lá vai:
- sapato fechado e meeeeeega-confortável pra caminhar, always (ideal é tênis ou bota bem fechada pra aguentar o tranco.
- o sapato pra noite pode ser uma sapatilha transada mas bem fechadinha ou até uma bota de salto, dependendo da programação
- mala rígida é mais aconselhável, já que as roupas costumam ser mais pesadas
- óculos de sol também é muito necessário (pela proteção dos olhos e pelo charme, vá)
- plagiando o post anterior, bolsona para o dia, clutch para a noite
- calças, saias e vestidos são bem vindos, mas atenção especial à underwear, caprichando em meias-calças e segunda-pele
- casacos quentinhos e resistentes
- para viajar no outono-inverno brasileiro, leve blusinhas de manga comprida para usar por baixo dos casacos; mas lembre-se que, no frio, ambientes internos em outros países costumam ter calefação fortíssima e levar blusinhas de manga curta é recomendável, sobretudo para sair à noite
- se o destino é notoriamente frio, não esquecer também de providenciais luvas e abrigo para a cabeça, como caps, boinas ou gorros.
- protetor solar e biquini entram na mala de outono-inverno também, sim senhor - o sol não dá trégua só porque as temperaturas baixam e sempre pode pintar um spa, piscina térmica, sauna...
Vale lembrar que sempre há dicas ótimas do que levar na bagagem no blog da Claudinha Pimenta. E fiquem de olho que vem mais post sobre o assunto malas na sequência lá no Saia pelo Mundo.
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