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28 de dez. de 2012

As viagens, os sonhos e a wish-list-viajante para o feliz ano novo

 Quem escreve sobre viagem sabe que lida com o universo dos sonhos. Eu me dei conta muito claramente disso quando, aos 19 anos, ainda na faculdade de jornalismo, passei a ser grande consumidora das publicações de turismo e destinar boa parte do meu salário (hábito que cultivo até hoje :D ) para viagens, tentando tornar reais alguns dos muitos sonhos que eu tinha ao folhear aquelas páginas meio mágicas.
 Hoje, como jornalista especializada na área, sempre mantenho isso em mente em cada matéria ou reportagem que publico por aí, desejando que cada uma delas ajude, inspire ou estimule muitos sonhos de viagem a virarem realidade. E aqui no blog, é claro, isso fica ainda mais evidente. Porque, além de contar cada viagem em detalhes aqui para satisfazer um pouquinho os muitos leitores que sonham com aquele destino específico (tendo sinceridade, transparência e credibilidade como requisitos básicos, para dizer o mínimo), eu ainda tenho o GRANDE prazer de contar com a carinhosa companhia (ainda que virtual) e os constantes apoio e estímulo quando eu mesma estou realizando grandes sonhos de viagem – como esse ano aconteceu ao pisar, por exemplo, em Santa Helena e na Antártida. Obrigada mesmo, deep down my heart.
 Mas o melhor de tudo é que os sonhos viajantes nunca, nunca, nunca se esgotam. Por mais que a gente viaje – e, acredite, o ser humano é insatisfeito por natureza e nós nunca viajamos tanto quanto gostaríamos – eis aí uma lista de sonhos que só aumenta, aumenta, aumenta. Como se cada sonho de viagem realizado gerasse uns cinco novos sonhos de viagem, não é? Comigo é assim também.
Na minha wish lista viajante, tenho o mundo inteiro como destino: todos os paises, cidades, parques, ilhas e regiões que ainda não conheço somados a todos os paises, ilhas, parques, regiões e cidades que amo e quero voltar, num círculo deliciosamente vicioso. Em se tratando de prioridades, na minha wish list 2013 a India continua com tudo; assim como Malvinas (Falklands). Mas também quero muito voltar à Asia e Africa e conhecer mais desses dois continentes, quem sabe chegar à Oceania, talvez também ao Canadá -sempre tentando, é claro, encaixar uma passadinha em alguma das cidades mais queridas também nesses deslocamentos, é claro. Que sonhar não custanada :D
Que o ano novo venha não cheio de promessas mas, sim, de grandes sonhos realizados; e que muitas viagens possam, enfim, sair de nossos planos, virar realidade e, depois, grandes memórias. Mas antes da virada, conta aí: na sua wish list viajante 2013, o que é que tem? Para onde seus desejos e sonhos devem te levar no feliz, feliz, feliz ano novo? 

27 de dez. de 2012

Pelo Mundo retrô: o que entrou de novo no mapa do blog em 2012

Wadi Rum, Jordânia: um dos novos destinos que entrarm "em cartaz" aqui no Pelo Mundo esse ano
Vocês que (pacientemente) me lêem sempre sabem melhor que ninguém que eu simplesmente AMO voltar para lugares que já conheço e adoro: poder explorá-los sem pressões, sem “obrigações”, sem “must GOs” e simplesmente curti-los, saborea-los. Um prazer genuíno e despreocupado é o que me toma quando REvisito um lugar.
Mas a excitação e o fascínio de chegar em lugares novos, sobretudo os mais sonhados, é mesmo insuperável. E, nesse 2012 prestes a terminar, tive o grande prazer de pisar pela primeira vez em lugares com os quais sonhava muito, há MUITO tempo.
De todos os destinos que visitei esse ano – e que, vocês sabem, foram muitos – deixo aqui listadinhos, para facilitar buscar e, ojalá!, inspirar futuras viagens de vários de vocês, os destinos que entraram esse ano para o mapa mundi do Pelo Mundo (e pro meu, é claro :D):

Santa Helena, a icônica, histórica e fascinante ilha isolada no Atlântico

Namíbia, um BAITA destino africano

Jordânia: da vibrante Amã aos inesquecíveis Petra e Wadi Rum, um dos países mais fascinantes que já conheci

Sudoeste da França: as lindas Carcassone e Bordeaux

Riviera Francesa: Nice, Cannes, Eze e várias outras belezas do sul do país

Lorena: a região da França entrou no mapa especificamente pelo Pompidou de Metz. E valeu a pena.

Punta Mita: a pontinha mexicana no Pacífico que me ganhou

Mais Toscana: vocês já viram de monte esse destino aqui no blog, mas esse ano conheci cidades lindas da minha região tão querida, que não figuram no mapa da maioria dos brasileiros que viajam para lá

Colômbia: a capital Bogotá é ainda mais legal do que eu esperava

Escócia: de Edimburgo às Highlands, uma das melhores viagens do ano

Equador: me surpreendi com Quito, conheci os bosques nublados e realizei o sonho de me aventurar por Galápagos

Úmbria: depois da minha amada toscana, descobri minha segunda região italiana favorita (com atraso, os posts sobre a região entrarão no ar a partir dessa semana)

Antártida: meu grande sonho viajante traduzido numa linda viagem

Além disso,ainda rolaram vários "retornos"; ou seja, viagens a vários lugares do Chile, da Espanha, da França, da Itália, da Argentina, da Inglaterra, da África do Sul, do Brasil e tantos outros. É só usar o menu de destinos na parte inferior do menu à DIREITA que, certeza, você acha o que procura ;)

Boas viagens pra vcs ;)))))

30 de ago. de 2012

A prateleira de sonhos, os guias e as viagens customizadas

Uma instagramada num tequinho da minha prateleira de sonhos
É cada vez mais frequente encontrarmos viajantes que já rodaram boa parte do planeta e estão querendo agora ir para novos lugares menos convencionais (ou mais exóticos, se você preferir) ou revisitar lugares que já conhecem mas sob outra ótica, com outro propósito. Viajantes que, como já comentei várias vezes por aqui, buscam experiências de verdade e não simplesmente ticar destinos de sua wish list turística. 
Hoje, num post do Gabe Britto, comentei que tenho em casa uma "prateleira dos sonhos" na minha estante, onde ficam guardados guias sobre destinos que quero muito conhecer mas para os quais ainda não viajei, que estão ali só esperando oportunidade (ou conjunção perfeita astronômica, de repente :P ) para ganhar estrada.  Guias que fui comprando ao acaso, ao dar de cara com eles em livrarias ou sebos por aí, sobretudo no exterior, para instigar ainda mais essa vontade de viajar e ir sonhando com esses destinos enquanto não chego a eles de fato (como bem diz o Gabe, a maioria dos guias sobre destinos menos convencionais está mesmo em inglês).
E então lembrei que foi inaugurada por esses dias a Escape Travel Design, uma agência que tem exatamente esse foco:  oferecer roteiros mais customizados, pensados em tipos diferentes de viajantes. Recebi release deles, espiei no site e achei a proposta bem legal, sobretudo por incluir destinos diferentões, sobre os quais a gente nem sempre encontra informação suficiente para ir sozinho, de maneira independente,  nuns roteiros menos óbvios. Tem viagens a lugares como Índia, Botsuana, Butão e China (que estão MUITO na minha wish list, btw) além de outros menos "exóticos", como Itália, França, Espanha, EUA, México, Argentina etc, sempre divididos por categorias de viagem (Aventura, Romance, Vinho, Esqui&Snowboard, Sensações e - oh-oh, ops -  Prazeres Glamurosos).  Acho que vale espiar.
Aliás, bora pro Butão ou pra Botsuana? :-)


28 de dez. de 2011

Retrospectiva 2011: meu novo mapa mundi

Ilha de Páscoa: sonho realizado em janeiro desse ano

Quem acompanhou o Pelo Mundo - aqui no blog, no twitter ou no Facebook - o ano inteiro me viu zanzando por aí como nunca. Entre tantos embarques e desembarques, e apesar dessa minha mania incorrigível de ficar voltando aos lugares que amo, marquei novos pontinhos no meu mapa-mundi (e revisitei destinos que me são queridos, preciosos, também, claro).
Para aproveitar esse climão de fim de ano, resolvi fazer a #retrospectiva2011 do blog diferentona, publicada em distintos posts. Nesse aqui, um revival sobre os destinos visitados pela primeira vez nesse ano de 2011, pra facilitar a vida de quem estiver buscando informações sobre os mesmos:

Ilha de Páscoa: enfim, a tão sonhada viagem ao umbigo do mundo saiu do papel nas minhas férias de janeiro. Foram cinco dias divinos naquele que era o destino mais mítico da minha vida. E foi tão, mas tão legal, que acabou virando trabalho e rendendo matérias ;-)

Peru: conheci o basicão – Lima, Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado. E taí outra viagem que eu queria fazer desde a infância. Babei por Machu Picchu, me surpreendi com o Vale Sagrado (a parte mais legal da viagem!), curti Cusco (mas, honestamente, menos do que eu imaginava) e pirei em Lima (sobretudo com a gastronomia fenomenal).

País de Gales: com foco na fofa Anglesey, que virou co-residência dos príncipes William&Kate, me encantei por esse pedaço da Grã-Bretanha tão cheio de pompa e tradições. E foi baita surpresa, porque eu nunca tinha me empolgado muito pra visita-lo.

Vail, EUA: esquiar nas pistas do hemisfério Norte é oooooutra coisa; estrutura simplesmente perfeita. E o bacana de Vail é que, além da vibe super cool, é rodeada por outras estações de ski que viram perfeitas para bate-e-volta. E, aproveitando o tema ski, desbravei também as pistas de Portillo e Valle Nevado, no Chile, first time.

Bilbao, Espanha: enfim, conheci essa fenomenal cidade basca. O Guggenheim impressiona, é claro, mas a cidade vai MUITO além dele. Quero voltar e voltar e voltar. Ali pertinho, fui também para Guernika, encantadora.

Astúrias, Espanha: também no roll de novidades espanholas, me encantei pelas Astúrias, enquanto fazia um roteiro de trem com o Transcantábrico. Da fofa Gijón à beleza arrebatadora da Playa de Catedrales, uma Espanha absolutamente imperdível.

Granada, Espanha: as novidades espanholas também incluíram, enfim, Granada e a Alhambra, o monumento mais visitado do país – para ir com babador, divino.

Guernsey: a mais famosa das Channel Islands, que não quer aceitar a supremacia britânica e tem suas próprias libras, é passeio bem legal tanto pra quem está na Inglaterra quanto pra quem está na França (e, principalmente, pra quem leu  “The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society” :-D)

Dublin, Irlanda: finalmente coloquei meus pezinhos na terra dos leprechauns :-D  E me arrependi de ter ido por apenas 3 dias; que Dublin merece muito mais. E a costa irlandesa é um desbunde.

Milão, Itália: tá, eu não fui pra Milão pela primeira vez esse ano. Mas é que, dessa vez, eu encontrei uma cidade TOTALMENTE diferente da que vi na primeira vez, e pra melhor. Foi como descobri-la first time ;-)

Almeida, Portugal: que fofura essa mini cidade portuguesa, pertinho da fronteira com a Espanha.

Toscana, Itália: tá, vocês estão carecas de saber que eu já fui pra Toscana outras vezes e AMO esse canto do planeta. Mas foi a primeira vez que percorri a Chiantigiana, num dos melhores roteiros que fiz ever – e cheguei a cantinhos e vilarejos que não conhecia. E quero voltar urgentemente.

Baita ano ;-)

P.S.: Curiosidade: entre idas e vindas, trabalho e lazer, novos e velhos lugares, o Chile foi de novo o campeão do meu ano: cinco viagens pra lá. Se contar as conexões em SCL na ida e volta pra Espanha, seis ;-)

13 de jul. de 2010

Cascais: fofa como sempre

Visitei Cascais uma única vez, no auge do inverno de 2001. E já tinha adorado - gosto muito, mas muito mais de Cascais que de sua vizinha Estoril, por exemplo.
Foi bem diferente voltar agora, no alto verão, e tantos anos depois. O coração da cidade continua o mesmo, mas está lotaaaaaado e surgiram muitas novidades na hotelaria e, sobretudo, nas compras (inúmeros shoppings e muitas, muitas lojas em toda parte).
Enquanto praia, acho que Cascais não traz novidade nenhuma pra brasileiros - nossas praias são muito melhores. Mas tem um jeitinho de vila adorável, bom de caminhar dia e noite, entre cafés e restaurantes de peixe aqui e ali (e a meia horinha de Lisboa de carro; um pouquinho mais de trem regional até o Cais do Sodré).
Museus, muitos museus, e vários deles gratuitos - como o ótimo do Parque Marechal Carmona, aí na foto acima.
Resumindo: a cidade continua fofa como sempre. E, convenhamos, até eu que AMO viajar no inverno, sou obrigada a concordar: ganha mesmo outros ares no verão.

18 de fev. de 2010

O estrangeiro e o caseiro


Hoje saiu um texto ultra polêmico no Times. O título já chamava a atenção por si só: turistas britânicos evitam a Espanha porque o país "já não é mais estrangeiro o suficiente".

Segundo o texto, a proliferação de pubs e restaurantes com estilo britânico nos resorts e destinos do litoral espanhol - como Benidorm e Torremolinos - estão afastando os turistas britânicos do país porque os mesmos não consideram mais o país "exótico" como antes.

Há inúmeros bares espanhóis com nomes como Billy´s ou Harry´s com atmosfera puramente "pubista" (sorry, não resisti rs) que querem cativar os turistas para pints e mais pints, sobretudo em dias de jogo, com grandes telas para exibir as partidas.

Segundo a agência virtual sunshine.co.uk, os britânicos estariam mais interessados, atualmente, a visitar lugares que se parecessem muito pouco com sua própria casa. E o escritório de turismo espanhol realmente confirmou que o número de turistas britânicos no ano passado no país caíram 15% em relação a 2008.

Acho a queixa dos britânicos exagerada - não morei na Espanha por muito tempo mas conheço bem o país para poder afirmar que, na minha opinião,o país continua pra lá de autêntico. Mas esse é um tema que me intriga: se os britânicos, por um lado, estariam, teoricamente, "fugindo" dos fish&chips e pubs espanhóis, porque os brasileiros ainda curtem TANTO frequentar bares e restaurantes de apelo brazuca mundo afora ao inves de buscar outras opções, digamos, mais autênticas dos lugares visitados?

Juro que nunca entendi.


Today's Travel Quote: Do not follow where the path may lead. Go instead where there is no path and leave a trail – Ralph Waldo Emerson