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25 de mai. de 2013

Milão: arte, moda, compras e hotéis boutique para ninguém botar defeito

Os quartos modernosos do gra-ci-nha UpTown Palace
 Já contei aqui como meu caso de amor com Milão aconteceu só na segunda visita. Se na primeira vez na cidade eu fiquei meio decepcionada, comparando-a o tempo todo com Roma, na segunda vez eu finalmente entendi a cidade (não tem como comparar; é tipo ficar comparando São Paulo com Rio, Madri com Barcelona – são muito diferentes) e me apaixonei por ela. E, vocês sabem, quando eu caio de amores por um destino, dou sempre um jeitinho de voltar pra ele.
O título de "melhor risoto milanês da Itália" pertence ao restaurante do hotel Villa Torretta
 Pois estive agora em abril passado mais uma vez na queridinha Milão e fui – além de comer um belíssimo risoto à milanesa! – checar o que há de novo na cidade em termos de moda, hotelaria, gastronomia, compras. Claro que fiz meu passeio pelo Duomo (passei por aquela construção estonteante, aliás, todos os dias), atravessei a Vittorio Emmanuele até o Scala, bati perna na Montenapoleone. Mas também pela primeira vez à ENCANTADORA Pinacoteca (recomendo muito!), visitei hotéis novos e até me rendi ao consumo.
Ah, o Duomo!
 Da hotelaria, me chamaram a atenção as novas aquisições da bandeira MGallery, o braço de hotéis boutique cheios de bossa da Accor: o adorável e modernoso UpTown Palace e o Grand Visconti Palace, recém-reinaugurado e remodelado.  No Gran Visconti, os quartos que ainda não foram reformados são grandes mas a decoração está bem caidinha; os novos ficaram bem legais, elegantes, com cores sóbrias mas decór bem contemporâneo. Ocupando um antigo palácio (que já foi até moinho em outras épocas!), quer criar uma proposta de mix entre o clássico e o contemporâneo; acho que faltam ainda alguns ajustes, mas tem tudo para dar certo (ainda conta com restaurante bacanudo no último andar, academia, piscina e uns jardins gracinha bem no centro de Milão).
Visita privativa a um ateliê de moda em Milão: para deixar qualquer fashionista maluca
 Já o UpTown Palace virou meu queridinho. Bem ao lado da Corso di Porta Romana (ótima e bem mais tranquila para quem gosta de comprinhas, e  a menos de 10 minutos de caminhada até o Duomo), é a perfeita tradução de um hotel boutique contemporâneo, cheio de bossa e design nos ambientes, ocupando um altíssimo edifício que já foi um banco – e vários dos quartos têm vista para o Duomo. Só falta ali um restaurante legal.  E, seguindo a proposta de “momento memorável”, como é regra em todos os hotéis MGallery, sua experiência única disponível exclusivamente a seus hóspedes é uma visita privativa ao ateliê de um jovem estilista italiano para acompanhar seu processo de produção – puro deleite para fashionistas (e experiência interessante até para quem nem curte esse mundinho).
A genial Pinacoteca: quase sem turistas e imperdível
 Também fui às compras, é claro. Além dos endereços tradicionais de shopping à milanesa (da ubber Montenapoleone à popular Corso Vittorio Emanuele), fiz também um programete pela primeira vez em Milão: me aventurei por um de seus famosos outlets. Escolhi de cara o maior e mais interessante deles, o  Serravalle Design Outlet.
Versace e Prada: dois dos outlets mais disputados no Serravalle
O Serravalle não fica em Milão – fica já na metade do caminho à Gênova, a 50 minutos do centro da cidade; mas a parte boa é que você pode chegar lá tanto em carro alugado como, super convenientemente, nos ônibus (servizio navetta) que fazem diariamente o trajeto do Foro Bonaparte, em Milão, às portas do shopping.  Para quem curte compras, a escapada vale: são 300 lojas outlet, das mais diferentes marcas, que prometem descontos de até 70% (a loja da Prada é simplesmente sensacional e, com peças desde 20 euros, conquista até quem nunca comprou nadica da marca).  Térreo, todinho ao ar livre, como se fosse mesmo uma vila, o shopping é uma graça, gostoso de andar – e com fartas opções para a pausa para lanchinho ou almoço, de Burger King a restaurantes à la carte.
Surpresas e novidades nessa cidade nunca faltam.



CONEXÃO EM MILÃO

Desde que a TAM começou a operar esse voo direto de São Paulo a Milão, muitos brasileiros começaram a usar a cidade como ponto de conexão para outros destinos; e, nem sempre, a conexão que queremos - depende mesmo do destino - consegue ser imediata e às vezes um pernoite é necessário. Ou a conexão é longa demais e o viajante quer tomar um banho e descansar um pouco antes do novo voo. Tem ainda quem vai de Milão a outros destinos e não incluiu o destino final no mesmo ticket aéreo saindo do Brasil; e daí precisa mesmo contar com um pernoite na cidade, por garantia (e esse era o meu caso dessa vez).
Então resolvi testar também um dos hotéis do aeroporto de Malpensa, do mesmo jeito que já testei vários dos que ficam em Barajas, em Madri. E foi mesmo uma maravilha, em pleno pós feira do design, com praticamente todos os hotéis lotados ou hiper inflacionados, encontrar o Ibis Malpensa a 52 euros no booking.com.
Como em qualquer Ibis, a oferta (o preço do booking.com era o mesmo do site do hotel) não incluía nadica além de quarto e internet wifi. Café da manhã, jantar e lanches rápidos eram vendidos a preços bem razoáveis (e, vale dizer, funcionários pouco simpáticos ou prestativos). Mas incluía também os providencialíssimos transfers de e para o aeroporto a cada meia hora - pude usa-los mais de uma vez (ou seja, não apenas para ir e voltar do aeroporto para voar como também, durante a conexão, para ir e voltar até Malpensa e pegar um transporte ao centro, dar um volta, jantar etc - vale saber que os ônibus tipo fretadinho de Malpensa à Stazione Centrale demoram no mínimo 45 minutos no trajeto e custam desde 6 euros cada trecho).
No mais, quartos bons e ambiente bastante gostoso (embora a internet pegasse bem no quarto também, o lounge era o lugar onde ao longo do dia muitíssima gente descia com seus notebooks, tablets e celulares para usar internet enquanto batia papo com outros viajantes e tomava alguma coisinha do bar), a dez minutos do aeroporto. Para uma noitezinha de conexão, bem legal. 

16 de ago. de 2011

O tal aeroporto de Bergamo, na Itália: é furada?

Falando em transfers... Que eu voei de Ryanair pela primeira vez esse ano, todo mundo que lê o blog e me segue no twitter já sabe. E, desde que eu encarei um voo com a companhia para Milão na Itália, tenho recebido muitos mails e tuites de gente me perguntando se voar para o aeroporto de Bergamo é furada ou não. Sim, porque os voos da Ryanair não chegam em nenhum dos dois aeroportos de Milão propriamente, Malpensa e Linate: chegam numa cidade vizinha, Bergamo, num aeroporto que tem 90% de supremacia da própria Ryanair.
Eu, na verdade, não estava nem cogitando voar de Ryanair pra lá, justamente por essa história do aeroporto em outra cidade; estava careca de ver o povo reclamando horrores de Beauvais, que é o aeroporto de “Paris” da companhia. Foi meu irmão, que tinha voado de e para lá no ano passado, que me tranquilizou, dizendo que o transporte pra Milão era muito fácil e confiável, apesar da distância. E, com a imensa diferença tarifária da Ryanair pras outras companhias nesse trecho, eu resolvi encarar. E, quer saber? Recomendo.
O aeroporto é uma piada. Feio, desorganizado, confuso visto da entrada, parece mais uma rodoviária. Mas funciona. Dentro é ajeitadinho, tem free shop, praça de alimentação (um McDonald´s que vive LOTADO) e até duas salas vip filiadas ao Diners Club. Mas não tem finger nenhum: todo mundo desce na pista mesmo (thanks God a chuva só começou DEPOIS que eu cheguei, porque ia encharcar mesmo).

Mas o que todo mundo mais me pergunta é sobre o tal trajeto entre o aeroporto e Milão. Olha, achei dos males o menor. Não, não tomei táxi porque cobram uma fortuna; tomei um dos muitos shuttle que fazem a linha, como a Autostradale. Você pode comprar seu ticket antes, pelo site, na hora H, ali na bilheteria ou até na porta do bus, ou, o que eu achei mais legal, em pleno voo (já que a Ryanair vende mesmo Deus e a mãe à bordo :-D).
O trajeto durou 45 minutos, os ônibus eram super confortável e só há uma parada, na Stazione Centrale, de onde todo mundo segue pro seu hotel em táxi ou metrô, super fácil. No fundo, esse é exatamente a mesma duração do trajeto do shuttle que vem de Malpensa e de Linate; ninguém “perde” tempo da viagem por embarcar ou desembarcar em Bergamo. E os ônibus saem das 4h30 até meia-noite a cada 20 minutos, bom pra todo mundo.
Esse é o tipo de economia que não me parece perrengue, não. Tudo correto, direitinho, funcional. E se viajar de Ryanair e descer em Bergamo significa uma economia de dindim grande o suficiente pra eu curtir mais minha estadia em Milão (ficando num hotel bacana, por exemplo), eu acho super “topável” : - )))))))))))

2 de ago. de 2011

Hotel Review: Four Seasons Milano

 O Four Seasons Milano ganhou agora posto de queridinho pra mim - achei o melhor Four Seasons no qual já me hospedei até hoje (ok, confesso que também tenho um carinho mais que especial pelo de Lisboa...). O prédio, na Via Gesù, a literalmente passos da luxuosa Monte Napoleone, era originalmente um convento renascentista e várias de suas paredes ainda estão cobertas de afrescos (e aparecem umas colunas maravilhosas aqui e ali). A localização não poderia ser melhor: dá pra ir a pé a qualquer cantinho interessante de Milão - são cinco minutinhos caminhando até o Duomo, por exemplo.
 Os quartos são muito, muito grandes, espaçosos, iluminados e elegantíssimos, como se esperaria mesmo de um hotel desse porte em uma cidade como Milão. Todas as unidades dão vista ou para o belo átrio interno ou para as ruas do centrinho, com grandes janelas.
 O banheiro é excelente, com as irretocáveis amenities da La Prairie e a banheira mais eficiente que já vi - são exatos 90 segundos para enche-la, uma maravilha. Walking closet gigante, com espaço para malas, compras e afins.
 Mas, não bastasse a arquitetura e decór, que me cativaram assim que entrei no edifício, o atendimento é muito, muito cálido, com aquele jeitinho da acolhida italiana calorosa de antigamente.
 Como em Dublin, a internet é paga (wifi ou cabo, 12 euros cada 24 horas) mas é totalmente gratuita no excelente business center do térreo.

 Tem um belo fitness center, mas definitivamente faz falta ali um spa ou ao menos uma jacuzzi e sauna - dizem que na primavera de 2012 as obras do subsolo estarão concluídas e que será o maior spa de Milão.
 O restaurante é uma fofura, com atendimento muito simpático mesmo. Café da manhã (não incluído) à la carte, assim como almoço e jantar (fica aberto direto, o que é uma mão na roda). E à noite tem piano bar ao vivo. Não cheguei a ver, mas me disseram que ali rola o mais concorrido brunch dominical da cidade.
O que eu sei é que ali tomei o melhor capuccino de toda a viagem ;-)
Hotelaço.

1 de ago. de 2011

Milão: un´altra volta

Lembra do papo das cidades de uma vez só de meados de julho? Pois volto a bater na mesma tecla: acho que nenhuma cidade pode se dar por encerrada para um viajante. Ou, melhor: na minha modesta opinião, toda cidade merece ao menos uma segunda chance.
Estive em Milão pela primeira vez em 2005. Eu já conhecia – e amava – várias outras cidades italianas, visitadas em outras viagens, e ficamos uns dias na cidade na volta de uma deliciosa viagem pela Grécia. Era julho, fazia muito calor. E eu fiquei comparando Milão o tempo todo com minha amada Florença, ou Roma, ou Nápoles, ou Veneza, ou...wherever. Não é que eu não tenha gostado de estar ali; mas os dias à milanesa foram bastante decepcionantes, então.
E daí voltei eu a Milão, pruma viagem-rapidinha, exatos seis anos depois. E então eu tinha mudado muito, muito mais que a cidade nesse período. Estava morrendo de saudades da minha amada Itália e foi só desembarcar no aeroporto, debaixo de chuva e tudo, pra ficar feliz.  Cheguei tarde da noite, fiz check in num hotel maravilhoso e, ainda assim, saí para dar uma voltinha. Extasiada como se fosse a primeira vez.
Porque, afinal, nessa última visita eu não fiquei comparando Milão com outras cidades italianas que me são tão queridas. Milão é Milão, oras! E Milão é, a seu jeito, incrível. É como querer comparar São Paulo com o Rio ou com Salvador ou com Ouro Preto. NÃO DÁ. Cada uma é linda e fascinante do seu jeito, e pra cada pessoa por um motivo diferente. Eu parei de procurar coisas das outras cidades em Milão e me dispus a simplesmente ENTENDER a beleza de Milão. E que beleza eu achei.
Não tô falando do Duomo, que, particularmente, eu sempre achei mais bonito, muito mais que o de Florença, por exemplo. Nem do desbunde do Scala, um dos teatros mais maravilhosos no mundo, na minha opinião. Tô falando do prazer de andar pelas suas ruas e ouvir muito mais milaneses (uia!) que turistas. Das pessoas lindas e elegantes o tempo todo, das socialaites aos mendigos. Do italiano gostoso e cantadíssimo que todo mundo fala. Da baita oferta musical e cultural em geral. Das lojas-desbunde da Montenapoleone e adjacências. Da Puorta de Venezia no meio da avenida. Das ruelas super sossegadas, sempre com uma lambreta aqui e ali, no meio do vuco-vuco do centro, como se estivessem num universo paralelo. Dos restaurantes estrelados. Dos drinks mais caros mas mais caprichados em todo canto. Do autêntico risotto a milanesa, amarelinho, amarelinho. Das vinotecas estupendas. Do ritmo de vida que parece parar no gramado da Villa Comunale. Do trânsito mais intenso mas mais civilizado do que eu já vi em qualquer outra cidade italiana.
 Bom, mas essa sou eu. E essa é a MINHA nova Milão.
O que eu quero dizer é: não risque uma cidade do seu mapinha, não. Se ela te conquistou de cara, volte sempre. Se os santos não bateram, dê, ao menos, uma segunda chance à pobrezinha. Você pode se apaixonar também ;-)

14 de jul. de 2011

Sozinha em Dublin e Milão: tem dicas?

Pois é, às vezes eu invento de inverter os papéis e apareço aqui pedindo dicas a vocês ao invés de da-las :-)))))  Este post trata-se de mais um desses casos desaforados ;-)
Como vocês sabem, julho é meu mês de fugir um tico para a Espanha, sob o pretexto de visitar minha irmã. Mas, como ela mesma diz, o que eu acabo fazendo menos é visita-la, usando seu apê como hub, porque acabo programando várias escapadinhas.
Enfim: entre os dias espanhóis desse ano, já estão programadas duas escapadas off Spain – a Dublin e a Milão. Dublin eu ainda não conheço (#shameonme) e estou empolgadérrima com os dias irlandeses. Milão eu já conheço de outros carnavais, e na Itália eu sempre me sinto muito em casa, mas será a primeira vez sozinha na cidade.
Portanto, se você tiver dicas legais do que ver e fazer em geral em Dublin (já que será a primeira vez evah por lá) e do que fazer sozinha em Milão (já que eu conheço a cidade razoavelmente bem, todos os lerês ticados e tal, mas nunca zanzei sem companhia), agradeço muito, muito, muito. Prometo, em retribuição, trazer dicas fresquinhas testadas e experimentadas por lá, em posts diferentes sobre essas duas cidadaças, quando eu voltar ;-)