Um dos grandes programas - na minha opinião, ofcoursemente - de quem visita Carmelo é visitar/degustar as várias vinícolas do seu entorno. De preferência, casando a visita básica com um almoço ou jantar no local.
Foi o que eu fiz na Finca Narbona. Ali, as visitas só acontecem mediante reserva e a melhor pedida na minha opinião é reservar almoço ou jantar ali (o restaurante abre todos os dias) e pedir para dar um rolê básico pela propriedade for free.
Consegui ver onde a adega e a cava de visitação (fui para jantar, então os tours já estavam encerrados; foi um dos garçons que me acompanhou em cinco minutinhos nesse rolê) e ainda espiei a pousadinha (bem gracinha, por sinal!) que eles têm ao lado do restaurante, com apenas 7 quartos.
O restaurante é uma graça tanto por dentro quanto por fora. Simples, sem frescuras, ocupando um casarão antigo da propriedade hoje ocupada pela vinícola, tem um terraço charmoso e super convidativo para refeições ao ar livre (o almoço costuma encher depois das 14h e o jantar depois das 22h).
O chef e a equipe da cozinha são super jovens e dá até pra vê-los em ação através do vidro se você se sentar numa das duas saletas internas. O serviço é simpático, a cozinha é boa e os preços dos pratos são razoáveis; fica fácil fazer sua própria degustação à la carte dos vinhos da casa durante a refeição (as taças, bem generosas, custam desde US$4; gostei do tannat rosé, bem fresquinho).
Vale pedir ao menos umas lasquinhas do (ótimo) parmesão da casa, que é quase mais famoso que os vinhos da Narbona na região - vários hotéis compram o queijo dali para abastecer seus restaurantes e há embalagens à vácuo para quem quiser levar (quem está em turma ou família pode pedir uma das tábuas de frios de entrada, que vêm com o parmesão também).
Curti bem.
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25 de jan. de 2013
2 de jan. de 2013
Enoturismo na Umbria: Locanda Palazzone
| A propriedade com vinhedos a perder de vista |
Mas o que me chamou atenção da Locanda Palazzone é que, não bastasse Orvieto ser uma graça, a Locanda, por si, só, já valeria o deslocamento até ali: além da visita pela linda propriedade para ver como a produção de vinhos bons podem ser pequenina, artesanal e muito bem sucedida, ali também funciona uma das cozinhas mais interessantes da região e também um belíssimo hotel, super romântico, de apenas 7 exclusivíssimos quartos.
Não fiquei hospedada na parte do hotel (só subi para xeretear os quartos lindos, super contemporâneos dentro do casarão antigo, super típico da região), mas passei uma belíssima tarde na propriedade, entre visita aos vinhedos e um almoço supimpa, preparado por um chef pura simpatia.
Ali tudo é mediante reserva: vc discute como quer o tour, que horário, tudo. E é o próprio dono, o gentleman Lodovico (ou sua simpática esposa Patrizia) quem vem atender os visitantes e fazer a visita guiada, falando com extrema paixão sobre seu negócio. A visita é legal, mas o pulo do gato ali é tratar com ele (previamente, é claro) a visita com almoço e degustação durante a refeição: acaba virando um daqueles momentos memoráveis, puro prazer, como eu achava que só a Toscana sabia fazer.
É o jovem - e tímido, e muito simpático - chef Roberto Agostini, natural da Umbria, quem cuida de tudo no almoço, da concepção do cardápio sob medida a levar os pratos à mesa, sempre sorrindo muito. E o que tivemos ali (estava com duas amigas queridas na Úmbria, lembram?) foi um almoço genial, fresquíssimo e cheio de sabor, do primeiro prato à sobremesa - e, acreditem, levíssimo, no final das contas.
| Macarrons com sotaque italianíssimo no zabaione da sobremesa |
| Tímido mas muito simpático, Roberto Agostini é chef pra gourmet nenhum botar defeito |
| A produção da vinícola, bem limitada, fica armazenada ali mesmo |
| O belo casarão-sede, onde fica o hotel e onde são servidos os almoços pré ou pós visita pela vinícola |
13 de abr. de 2012
Um passeio à Pape Clément
Se engana redondamente quem acha que Bordeaux é um destino que "vive" de vinho como Épernay ou Reims (eu também estava enganada antes de ir pra lá, btw). Bordeaux é tão grande e tão cheia de vida cultural que as vinícolas que a rodeiam são apenas um detalhe. Mas, convenhamos, um BELO detalhe que não pode passar despercebido ;-)
Então é claro que os visitantes sempre aproveitam os dias na cidade para agendar uns tourzinhos a vinícolas aqui e ali. E um dos mais procurados é justamente a visita à Pape Clément, de Bernard Magrez, uma das vinícolas mais antigas da região.
A propriedade é linda (fica em Pessac, na verdade, nos arredores de Bordeaux), com mais de 60 hectares tomados de parreirinhas (:-P), em três terroirs distintos, rodeando o belo castelo cujo proprietário mais ilustre foi justamente o Papa que dá nome à vinícola, lá no século XIV. Claro que foi só muitos séculos depois, quando a Igreja se desfez da propriedade, que os vinhos ali produzidos passaram a ser comercializados de fato. Mas até hoje tudo ainda é feito manualmente ali, do plantio à separação das uvas que vão virar vinho mesmo.
No Brasil são os tintos da Pape Clément que ficaram populares, mas são os brancos da casa que sempre ganham pontuação máxima nas Wine Spectators da vida. A visita é bem bacana e passeia não só pelo lado externo da propriedade como também visita a cava do chateau onde são guardadas preciosidades do século XIX. Ao final, somos levados, enfim, à sala de degustação, que é um charmosíssimo bar, por sinal.
Os tours custam desde 10 euros, dependendo do tipo da visita (essa com degustação de 3 vinhos vale 20 euros). As infos detalhadas sobre os tours oferecidos pela vinícola podem ser encontradas aqui.
Então é claro que os visitantes sempre aproveitam os dias na cidade para agendar uns tourzinhos a vinícolas aqui e ali. E um dos mais procurados é justamente a visita à Pape Clément, de Bernard Magrez, uma das vinícolas mais antigas da região.
A propriedade é linda (fica em Pessac, na verdade, nos arredores de Bordeaux), com mais de 60 hectares tomados de parreirinhas (:-P), em três terroirs distintos, rodeando o belo castelo cujo proprietário mais ilustre foi justamente o Papa que dá nome à vinícola, lá no século XIV. Claro que foi só muitos séculos depois, quando a Igreja se desfez da propriedade, que os vinhos ali produzidos passaram a ser comercializados de fato. Mas até hoje tudo ainda é feito manualmente ali, do plantio à separação das uvas que vão virar vinho mesmo.
| Olha o Chateau aí, gente |
| Aqui deu vontade de ficar presa, esquecida ;-) |
| As mesas para separação manual das uvas recém colhidas (25 funcionários por mesa) |
Os tours custam desde 10 euros, dependendo do tipo da visita (essa com degustação de 3 vinhos vale 20 euros). As infos detalhadas sobre os tours oferecidos pela vinícola podem ser encontradas aqui.
14 de fev. de 2012
Vrede en lust: delícia de vinícola para visitar
Eu tinha acabado de sair da visita à KWV, que é um dos maiores conglomerados produtores de vinho da África do Sul. E eu não tinha curtido muito, não. Primeiro, porque o grupo de visitantes era muito grande, com mais de 20 pessoas; segundo, porque a visita tinha sido longa (mais de uma hora e meia), com aqueles filmes intermináveis no começo; terceiro, porque a visita tinha sido bem pasteurizadona, tipo Concha y Toro, aquela visita pra quem nunca visitou vinícola antes; e quarto porque os vinhos servidos na degustação do final (5 no total) tinham sido bem fraquinhos, enquanto eu sabia que o conglomerado produzia alguns bem decentes.
O meu motorista guia da Wow Cape Town Tours (contei nesse post aqui sobre esse tour privado), vendo minha frustração pós-visita, foi quem me disse: "você já visitou a Vrede en Lust na sua vinda anterior? porque a vinícola é linda, os vinhos são ótimos e a visita é bem direcionada". Não, eu não tinha visitado a vinícola em 2010, não, e os argumentos dele me convenceram rapidérrimo. Então lá fomos nós. E ele estava COBERTO de razão.
Pra começar, a vinícola é linda, ocupando uma propriedade do século XIX gigantona. Ao chegar, você é recebido individualmente por uma das hostess - elas todas são jovens, ultra simpáticas e vestem vestidos vermelhos, bem lady in the red - e encaminhado para dentro da casa principal. Ali acontecem as degustações bem dirigidas, para cada cliente ou casal ou família ou grupo isoladamente - e você pode escolher, dentre opções pré-determinadas, quais os 6 vinhos que você deseja degustar durante sua visita.
Você escolhe onde quer sentar - mesa, sofás, varanda - e a hostess responsável por você fica, durante mais de meia hora, vindo falar exclusivamente com você. Cada vez que ela vem, conta um pouco da história da vinícola (dá pra ler tudo no site deles, e a história é toooooda romântica :-D) e um pouco do vinho que você vai degustar na sequência.
Enquanto eu estava lá, uma dupla de amigos, dois casais e uma família também estavam visitando e degustando. Mas ficamos cada um numa parte, sendo atendidos individualmente, cada um de acordo com suas preferências. Uma gracinha.
Como eles já estavam em plena vindimia, não deu pra visitar muita coisa, não; mas a hostess mostrou o celar e um pouco da propriedade.
Ah! Como a maioria das vinícolas de Paarl (e Stellenbosch, Frankschoek e adjacências) a visita custa meros 25 rands, o equivalente a 2,5 euros apenas.
O meu motorista guia da Wow Cape Town Tours (contei nesse post aqui sobre esse tour privado), vendo minha frustração pós-visita, foi quem me disse: "você já visitou a Vrede en Lust na sua vinda anterior? porque a vinícola é linda, os vinhos são ótimos e a visita é bem direcionada". Não, eu não tinha visitado a vinícola em 2010, não, e os argumentos dele me convenceram rapidérrimo. Então lá fomos nós. E ele estava COBERTO de razão.
Pra começar, a vinícola é linda, ocupando uma propriedade do século XIX gigantona. Ao chegar, você é recebido individualmente por uma das hostess - elas todas são jovens, ultra simpáticas e vestem vestidos vermelhos, bem lady in the red - e encaminhado para dentro da casa principal. Ali acontecem as degustações bem dirigidas, para cada cliente ou casal ou família ou grupo isoladamente - e você pode escolher, dentre opções pré-determinadas, quais os 6 vinhos que você deseja degustar durante sua visita.
Você escolhe onde quer sentar - mesa, sofás, varanda - e a hostess responsável por você fica, durante mais de meia hora, vindo falar exclusivamente com você. Cada vez que ela vem, conta um pouco da história da vinícola (dá pra ler tudo no site deles, e a história é toooooda romântica :-D) e um pouco do vinho que você vai degustar na sequência.
Enquanto eu estava lá, uma dupla de amigos, dois casais e uma família também estavam visitando e degustando. Mas ficamos cada um numa parte, sendo atendidos individualmente, cada um de acordo com suas preferências. Uma gracinha.
Como eles já estavam em plena vindimia, não deu pra visitar muita coisa, não; mas a hostess mostrou o celar e um pouco da propriedade.
Ah! Como a maioria das vinícolas de Paarl (e Stellenbosch, Frankschoek e adjacências) a visita custa meros 25 rands, o equivalente a 2,5 euros apenas.
Postado por
Mari Campos - Pelo Mundo
às
8:19 PM
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14 de out. de 2011
Para visitar na Toscana: Palazzo Vecchio
O mais legal da Toscana é que tudo que a gente vê e toca tem muita história. E isso não é diferente no caso dos vinhos, não. Uma baita visita pra se fazer é à discreta propriedade da Palazzo Vecchio que era, lá em idos de 1470, a parte central da Fattoria di Valiano, um antigo feudo da Ospedale degli innocenti di Firenze.
Hoje, a vinícola na zona de Montepulciano é toda administrada pela família do conde Zorzi.
As degustações (5 euros, acompanhadas de pão e azeite) e visitas completas (10 euros) acontecem todos os dias, mas é OBRIGATÓRIO fazer reserva para qualquer um dos casos. Quem estiver num grupo pequeno (família, amigos, whatever), também pode solicitar a degustação acompanhada de antepastos ou pratos típicos toscanos, como o pici.
A Palazzo Vecchio produz o ótimo Terrarossa, além dos Nobile di Montepulciano, Rosso di Montepulciano e Nobile Reserva, entre outros.E os preços são todos muito camaradas.
Mas meu predileto foi, sem dúvidas, o Poggiolo, 100% Sangiovese.
A visita é bem didática. A gente conhece a casa principal do antigo feudo...
... passeia pelos belos vinhedos...
... e tudo contando com uma explicação bem cuidadosa, cheia de detalhes curiosos da história da propriedade aqui e ali ;-)
Em tempo: não deixe de provar o excelente Vin Santo deles. Peça, pelo seu próprio bem, que venha acompanhado, claro, dos cantuccinis.
Hoje, a vinícola na zona de Montepulciano é toda administrada pela família do conde Zorzi.
As degustações (5 euros, acompanhadas de pão e azeite) e visitas completas (10 euros) acontecem todos os dias, mas é OBRIGATÓRIO fazer reserva para qualquer um dos casos. Quem estiver num grupo pequeno (família, amigos, whatever), também pode solicitar a degustação acompanhada de antepastos ou pratos típicos toscanos, como o pici.
A Palazzo Vecchio produz o ótimo Terrarossa, além dos Nobile di Montepulciano, Rosso di Montepulciano e Nobile Reserva, entre outros.E os preços são todos muito camaradas.
Mas meu predileto foi, sem dúvidas, o Poggiolo, 100% Sangiovese.
A visita é bem didática. A gente conhece a casa principal do antigo feudo...
... passeia pelos belos vinhedos...
... e tudo contando com uma explicação bem cuidadosa, cheia de detalhes curiosos da história da propriedade aqui e ali ;-)
Em tempo: não deixe de provar o excelente Vin Santo deles. Peça, pelo seu próprio bem, que venha acompanhado, claro, dos cantuccinis.
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