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19 de jan. de 2013

Turismo HiLo: como encontrar barbadas em cruzeiros

Meu sonho de chegar à britânica Santa Helena, na costa africana: só de navio foi possível ;)

Essa série de barbadas no turismo HiLo começou nesse post aqui. Para ler todos os posts da série, clique AQUI. No capítulo de hoje da novelinha, como encontrar promos e barbadas em cruzeiros bacanudos no Brasil e no mundo.

Todo mundo sabe aqui que eu sou fã de cruzeiros (apesar de pessoalmente não curtir o estilo dos cruzeiros feitos aqui na costa brasileira) e para comprar viagens desse tipo, das companhias tradicionais às de luxo, em roteiros por várias partes do planeta, também há caminhos mais fáceis para encontrar tarifas mais tentadoras. 

Como fã dos cruzeiros, eu assino as newsletters das companhias que mais gosto, assim fico sempre sabendo das promoções especiais e de última hora, novos itinerários, promos 2x1, single supplemente waves etc. E também sigo os perfis das armadoras no twitter pelo mesmo motivo – assim a gente fica sempre sabendo das novidadades rapidinho.

Vira e mexe aparecem promoções ótimas, com os descontos para solo travelers da Silversea, as cabines 2x1 das travessias atlânticas da Costa e umas last minute para Caribe da Royal Caribbean que são impressionantes (coisa de US$159 por uma semana, sabe?). Para quem tem flexibilidade nas férias, essas ofertas são excelentes – dá pra fazer cruzeiros bem bons, de companhias legais, por literalmente menos da metade do preço (lembrando, é claro, que em se tratando de cruzeiros, em geral, ainda há q somar as salgadas taxas portuárias; os cruzeiros de luxo costumam já incluir as taxas nos valores finais divulgados).

Para quem não tem flexibilidade e precisa planejar com antecedência, pesquisa continua sendo, como sempre, o melhor negócio. Gastar um tempo em sites consolidadores de ofertas como cruisecritic.com, cruisedirect.com, crucerosnet.com etc faz toda a diferença. Uso muito também o Kayak, que não é bom só pra voos, não; assim aparecem armadoras que às vezes a gente nem conhecia, porque não fazem publicidade para o mercado brasileiro mas operam nos destinos em que estamos interessados.

Para quem já viajou em cruzeiro e gostou da experiência, assim como no caso da hotelaria e das companhias aéreas, investir nos programas de fidelidade das armadoras também é muito importante. Eu tenho só dois, das armadoras com as quais mais viajei – igualzinho para voos e hotéis, não adianta eu fazer de todas se pretendo concentrar minhas viagens só em uma parte. Esses programas vira e mexe concedem mimos (champagne de boas-vindas, upgrade de categoria de cabine, lavanderia for free etc) como também concedem benefícios econômicos automáticos (como os 5% de desconto automáticos do Costa Club da Costa e do Venetian Society da Silversea, que são os dois programas que uso).

Sazonalidade também é importante na hora de buscar promoções: cruzeiros à destinos extremamente sazonais (como Antártida, Ártico, Terra do Fogo, Alaska e outros do gênero) costumam ter as primeiras e as últimas saídas de cada temporada com preços consideravelmente mais baixos que as demais.

Para quem quer fazer cruzeirões estilosos aproveitando promos bacanudas, ficar de olho no mercado, sempre, é a regrinha básica.

25 de dez. de 2012

Antártida: para quando você for

- QUANDO IR: as viagens de turismo ao continente antártico acontecem entre novembro e março, anualmente.

- COMO COMPRAR: o ideal é pesquisar bastante online (ou com um agente de viagem que seja especializado nesse tipo de viagem) para encontrar o cruzeiro que mais se encaixa nos seus gostos e no seu orçamento. Os cruzeiros mais concorridos podem ter lista de espera de até dois anos (sobretudo no caso de navios menores, que costumam lotar mais rápido) mas, para fazer tudo com calma e planejamento, o ideal é comprar a viagem com seis meses de antecedência (lembrando que nem sempre a armadora permite parcelamento). Outra opção é entrar na loteria do last minute: em Ushuaia, na av. San Martin (a principal do centro), existem duas agências especializadas em vender cruzeiros para a Antártida de última hora, durante a temporada. Eles vendem lugares, em geral, que vagaram por desistências de passageiros; ou, eventualmente, um leito ocioso, que a companhia não conseguiu vender antes do embarque. As vendas, via de regra, são para saídas no dia seguinte, com pagamento à vista no cartão de crédito. Mas, como eu disse, é loteria: conheci três irmãos lá que embarcaram de última hora no navio que saiu junto com o meu do porto, depois de sete dias na cidade, tentando. E também conheço gente que foi até Ushuaia, tentou por 10 dias e não conseguiu.

- OS TIPOS DE CRUZEIROS: a maioria dos cruzeiros que opera roteiros à Antártida são cruzeiros de expedição - bom pouco entretenimento à bordo, poucos passageiros e zero formalidades. Mas há navios grandes, como alguns da Holland America ou da Royal, que incluem ilhas antárticas nos roteiros patagônicos, como os que vão de BsAs a Valparaíso (ou vice-e-versa) - nesses o clima é o normal dos cruzeiros, com muitos passageiros, bastante entretenimento, noite de gala etc. Mais importante que isso: é preciso lembrar que os roteiros de viagem à Antártida, ainda que bem similares, são diferentes - diferentes itinerários, distintas paradas; confira antes.

- A VIDA À BORDO: depende do navio, é claro. Mas, considerando-se os cruzeiros de expedição (que são a maioria para lá), a vida à bordo consiste em palestras e (eventualmente) uma ou outra atividade recreativa. A maior parte do tempo a gente passa mesmo entre observação de fauna/flora/paisagem nos decks ponte de comando, palestras, desembarques e refeições. A falha do meu no Polar Pioneer, na minha opinião, foi ter tido zero recreação; tinhamos palestras e tal, mas acho que fez falta, em algum momento, ter algo mais recreativo, nem que fossem cooking classes ou trivias.

- O ANTES: em geral, as companhias que operam cruzeiros para a Antártida LOTAM os passageiros com informação sobre o destino. Amigos que já tinham ido pra lá me alertaram e, mesmo a minha viagem tendo sido meio de última hora, recebi mesmo montes de arquivos em PDF explicando como limpar as roupas que seriam utilizadas lá (para não levar nenhuma espécie "estranha" à região), o que levar, etc. Não importa a companhia, autorização de viagem assinada pelo seu médico (atestando que sua saúde está ok) + seguro viagem (com remoção incluída) são obrigatórios.

- A MALA: falo da mala de viagem clássica à Antártida AQUI. Quem for pra lá num cruzeiro regular, incluindo outros destinos, daí talvez precise de uma mala um pouco mais cheinha, com algum traje social.

- COMO SÃO OS DESEMBARQUES: como não existem "portos", os desembarques são invariavelmente feitos em zodiacs, aqueles botes motorizados. Podem acontecer uma, duas (o mais comum) ou três vezes ao dia, dependendo da companhia, do navio e do roteiro em questão.  Com os zodiacs, é possível ter só um zodiac cruise (quando você nem sai do bote e só faz um cruzeirinho pela região) ou um desembarque (descendo nas ilhas ou no continente antártico, com caminhadas no local). O que você vai ver quase que invariavelmente? Pinguins, focas e pássaros mil, além de uma infinidade de icebergs. Baleias também são comumente avistadas dos navios.

- QUEM VAI: todo tipo de gente. Existem companhias que não são kids-friendly mas, em geral, hoje em dia crianças são bem aceitas também nos roteiros antárticos (dentre os passageiros que chegavam para fazer o roteiro inverso ao meu, no dia que desembarquei, havia 8 delas, com idades entre 8 e 12 anos). A maioria também não estabelece limite de idade, já que o aval do médico é obrigatório para todo passageiro (no meu cruzeiro, a passageira mais jovem tinha 21 anos e a mais idosa, 83 anos). O perfil dos passageiros mudou muito, me contaram lá, deixando de ser um roteiro "para terceira idade" e tendo roteiros com passageiros cada vez mais novos. No meu cruzeiro, por exemplo, um terço dos passageiros estava na faixa dos 30 anos.  Ali, tinha gente que foi por ser apaixonada pelas navegações e pelo continente em si (como eu), gente que foi por causa dos animais, gente que foi porque queria "pisar em todos os continentes do planeta", gente em lua-de-mel (acredite), gente que foi sem nem saber porquê (incluindo dois que "se cansaram de tanto ver iceberg" e não desembarcaram em quase nenhuma das escalas) e até (caso da passageira mais nova) que foi por uma aposta com os amigos o.O

Você pode ler todos os posts que publiquei sobre minha viagem à Antártida, sobre o antes, o durante e o depois da viagem, clicando AQUI.

Publiquei também posts sobre a viagem no Saia Pelo Mundo, que você pode ler aqui e tem um vídeo legal sobre a viagem feito por dois passageiros (pai e filho) do navio aqui.

23 de dez. de 2012

Antártida: ilha King George e o voo de volta

 Chegamos à ilha King George ainda de madrugada e ali dormimos, com o navio ancorado. O tempo tinha ficado mais cinza ainda e o navio passou a noite envolto numa névoa no melhor estilo Avalon ;)
De manhã as névoas já tinham desaparecido, mas o tempo curioso e instável teve reflexos mais diretos na nossa viagem: nosso voo fretado de King George a Punta Arenas, no Chile, que traria passageiros pra Antártida logo cedo e estava previsto para nos levar de volta ao continente às 10h da manhã, foi remarcado para 15h justamente pelas questões meteorológicas.
 Então, ao contrário do que esperávamos - ter que desembarcar cedinho - passamos a manhã no navio e pudemos visitar, em grupos pequenos, a sala de máquinas - velhinha, do começo dos anos 80, mas muito interessante em vários aspectos.




Oi?

ahá! flagramos o hot spot da casa de máquinas utilizado pela tripulação para secar suas roupas e galochas :)
Lá pelo meio dia e meia, nos foi servido um almoço light - salada, pão e frios - e então ficamos sabendo que o avião charter ainda não tinha saído de Punta Arenas com destino à Antártida (como tudo em King George é manual, sem nada de torre de controle ou aparelhos sofisticados, o tempo tem que estar muito bom para voar - e isso, não posso reclamar, me foi informado VÁRIAS vezes ao longo do processo de reserva do cruzeiro e emissão do ticket).
Lá pelas duas e meia, nosso voo foi confirmado para 17h - e então desembarcamos, nós e nossas malas, com destino à ilha e sua pista de pouso.
Cada um com sua bagagem de mão, prontinhos para embarcar nos zodiacs
Desembarcando dos zodiacs já na prainha de King George Island
Pinguins fofuchos foram até lá para dizer adeus :))))))
Vimos as malas serem desembarcadas dos zodiacs...
... embarcadas nos veículos transportadores de bagagens...
.... e esperamos, cada um de um jeito
Ficamos uma hora na prainha de King George esperando autorização para irmos em direção à pista de voo porque necas de pitibiribas do nosso avião chegar - mas o tempo parecia cada vez melhor e mais estável.  Até que nos avisaram que, yes!, podíamos seguir para o local de embarque.

Olha a prainha onde desembarcamos dos zodiac láaaa no fundo

Well, e depois a gente reclama quando tem que rodar o aeroporto até o portão correto, né? :))))))
As galochas emprestadas pelo Polar Pioneer enfileiradinhas para devolução no lounge
 Ficamos esperando num lounge - beeeeeem básico, sem cafezinho, água nem nada - até o nosso avião chegar.
 Só aí que fomos autorizados a nos dirigirmos, de fato, à pista de pouso e decolagem.
As nossas malas esperando para serem embarcadas...
... no charter que nos levaria ao extremo sul do Chile, de volta às Américas
 Ainda tivemos que esperar o avião ser reabastecido antes de podermos embarcar.
Sistema suuuuuper avançado de abastecimento. Só que não o.O
Passageiros trazidos ao avião, já que - apesar de termos caminhado UMA VIDA da prainha ao lounge - não tinhamos autorização para circularmos à pé nas proximidades da pista
 No final, por atrasos e burocracias da própria ilha e da companhia fretada - a chilena DAS - acabamos decolando já mais de oito da noite. O avião era grande, o voo foi suave e tranquilo, sem grandes agitos - e até do avião aquela terra incrível nos deixava belas lembranças.
Levantando voo de King George...
... com direito a uma sombra-estilo-arco-íris nos acompanhando por quase uma hora!
Tá vendo o aviãozinho-sombra bem no meio do arco-íris?
Tchau, Antártida. Foi lindo demais. E quero muito muito muito muito muito voltar.

Antártida: uns videozinhos toscos, pra variar

Enquanto não dá tempo de editar os videozinhos amadores e montar alguma coisa minimamente legal, mas levando em consideração que algumas pessoas curtiram o videozinho do zodiac que eu postei antes, deixo outros aqui, só assim, por enquanto, tá?

Zodiac Ride Clássica:

Iceberg Zodiac Ride II:

O "tchibum" dos pinguins:

Frente à natureza antártica, silence is gold:

Prometo arrumar um tempinho pra fazer algo descente com os vários outros que fiz na viagem.

Antártida: as focas gigantes de Elephant Point

 Não importa o quanto você tenha lido sobre o tamanho das focas-elefante: você só se dá conta da proporção gigantesca da espécie ao ver que seus filhotinhos de menos de 6 semanas de vida, são quase do tamanho de focas de outras espécies. Oh, wait: na verdade, você se dá conta de como elas são grande ao ver adultos machos amontoados em Elephant Point. Ou, mais especificamente como no meu caso, você pode se dar conta disso ao ver um deles sacolejando em sua direção o.O
Filhotinhos cuti-cuti
 Depois do café da manhã tardio (tinhamos levantado 4h30 e desembarcado em Decption Island às 5 da matina, lembram? só depois disso comemos), desembarcamos na porção batizada de Elephant Point, na ilha Livingstone (não confundir com o Wild Point de Elephant Island, onde a tripulação de Shackleton passou alguns meses, como euzinha fiz ao ler o roteiro da viagem no ato da reserva, humpf). Ali vive uma colônia imeeeensa de focas-elefante, espalhadas por toda a praia.
 Os bebês eram pura fofura: nos olhavam com aquele olhar gato-de-botas-do-Shrek, com imensas pupilas muito negras, e se aproximavam, ainda que cautelosamente, de todos os passageiros - "escalando" alguns, inclusive, e babando muito em todos - eca. Tentamos respeitar a lei dos cinco metros de distância deles, mas era só alguém dar mole sentado à beira da praia que eles vinham se aninhando - e babando, claro.
Foca tutubarão ;)))))




 As fêmeas passam a maior parte do tempo dentro d´agua à caça de alimentos para a família. E os machos... well... eles passam o dia todo esparramdos na areia, saindo ocasionalmente de seus lugares para se molhar um pouquinho na beira-mar ou, mais frequentemente ainda, baterem uns nos outros com peito, cabeça e cauda.
 Cá entre nós, tudo o que os filhotes têm de fofura, os machos adultos têm de feiura: são imensos, de pelos pardos que "descamam", se movem pesadões, cheios de estardalhaço, e têm mesmo praticamente uma "tromba", o que lhes dá o nome de foca-elefante.


Tá bom pra vocês o "tamanhinho" dos bichanos?
Um verdadeiro mar de focas
 A manhã continuava cinzenta pra caramba e a praia tinha o mesmo tipo de areia grossa e grafite de Deception Island. Mas, embora, para mim, descer em Deception Island tenha significado muito mais por todo o contexto histórico e quetais, ali a maioria dos passageiros estava muito mais feliz e realizada com o contato tão próximo com os animais durante as horas que passamos por aquelas bandas.

Aves com jeitão pré-histórico o.O

#medA


Perceba a foca-bebê "escalando" uma turista no canto esquerdo
Escala perfeita para quem adora animais e quer encontros do tipo veeeeeeery close encounters :))))))