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14 de abr. de 2013

Franschhoek e Stellenbosch: pelas winelands sul-africanas

 Adoro enoturismo, vcs sabem. Sou maxi cosmopolita e amo as grandes cidades - na vibe "the bigger the better" mesmo :D - mas tenho paixão pelos roteiros que incluem hospedagem relax em cidades pequenas, rodeadas por vinhedos, cuja programação oficial seja visitar vinícolas e se fartar em wine tastings e almoços longuíssimos.  De Mendoza à Toscana, fui sempre muito feliz nos roteiros do gênero que fiz.
 Já contei aqui, nas visitas anteriores ao país, que acho a África do Sul um destino incrível também para amantes do vinho. É fácil, descomplicado, e bom tanto para grandes entendedores quanto para quem está começando a curtir esse universo.
 Bem pertinho da Cidade do Cabo, fica já Constantia Valley, que é uma belíssima introdução a esse mundinho tão gostoso e particular, e tão grudadinho. Você nem precisa, se não estiver a fim, se preocupar em alugar carro ou contratar tours para chegar a algumas das vinícolas de Constantia: os próprios citysightseeing buses da cidade têm um dos roteiros que leva até elas rapidinho, para quem só quer disfrutar um pouquinho dessa vibe.
 Mas continuo achando que as fofas Franschhoek e Stellenbosch valem muito mais que um day tour - recomendo muito a escapada de um ou dois dias para quem tem tempo em seu roteiro sul africano. A bem da verdade, eu seria capaz de passar uma semana todinha entre elas :D

 Ali, a oferta de hotelaria é imensa (das charmosas guest houses aos hotelaços de luxo de todo tipo), o clima é pacato e gostoso dia e noite (seja para caminhar pelas ruas principais ou para andar de bike pelos vinhedos), é lugar queridinho para compras (da ótima feirinha de artesanato de Stellenbosch às boutiques bacanudas em ambas cidades) e ainda tem uma gastronomia espetacular (o badalado Le Quartier Français é apenas um dos muitos ótimo restaurantes dali). E ambas cidades ainda são cheias de pracinhas, cafés e enotecas, além das inúmeras vinícols que as rodeiam.




 Uma tem carinha mais francesa, outra carinha mais holandesa; escolher uma predileta é questão de gosto mesmo, bem pessoal. Eu fico com Franschhoek, que acho (ainda) menos turística, mais gracinha. Mas o melhor de tudo é que elas estão grudadinhas, uma do lado da outra, tanto que muitos turistas que nem querem dormir por ali fazem day tours pelas duas juntas num mesmo dia, saindo cedo e voltando de noitinha para a Cidade do Cabo.




Pode colocar no seu roteiro sul-africano; aposto que você gostará um monte das duas ;)

4 de abr. de 2013

Cidade do Cabo express: o que fazer em poucas horas

Se seus planos são ficar vários dias na Cidade do Cabo (o que eu, particularmente, aconselho MUITO!), é só usar o menu à direita aqui do blog (ou aqui) para encontrar várias sugestões de passeios para explorar bem essa cidade, que eu considero uma das mais lindas do mundo. Fiquei uma semana da primeira vez, quatro dias da segunda e não consigo me cansar dela, da Table Mountain onipresente aos museus.
Mas nessa última viagem agora em março, à trabalho, fizemos praticamente uma conexão na cidade. Nosso voo chegou quase meia-noite e às sete da manhã já deixavamos o hotel para explorar a cidade rapidamente antes de rumar para Hermanus, que era nosso destino de fato.
Então, se você terá apenas poucas horas ali antes de rumar para outro destino, vou deixar aqui um itinerário básico e eficiente para você aproveitar seu tempo por lá, seja pela primeira, segunda ou enésima vez, para ver a cidade num roteirinho rapidex:


- Table Mountain. Vá. Nem pense em não ir. Tudo bem que de quase todo canto da cidade a gente vê seu formato quadradão onipresente, geralmente contrastando com um céu azul de doer. Mas, ao contrário de outras atrações famosas - tipo a Torre Eiffel, em Paris - a Table Mountain não é linda só de longe, não. A vista lá de cima é linda tipo ver o Rio do alto do Corcovado, com a Baía de Guanabara escandalosamente linda lá embaixo, sabe? Estive três vezes na cidade, subi as 3 vezes ali e subiria de novo numa próxima visita. Mas, se você tem pressa, compre antes o ticket pela internet - assim você poupa a gigante fila para compra de ingresso e pega só a outra fila - chatinha e grande também - para entrar no teleférico giratório que leva ao topo.

- Waterfront. Além da beleza óbvia do lugar - oceano de um lado, Table Mountain do outro - é animado, cheio de vida, dia e noite. Tem sempre uma musiquinha ao vivo rolando em algum canto, montes de lojinhas, garotada mostrando seus talentos no skate, ambiente delicioso. Ainda tem ali o Victoria Albert Mall, um big shopping que os brasileiros costumam adorar (dentro tem feirinha de artesanato). Para as crianças, tem o aquário logo ali. Do Waterfront também saem os barcos para Robben Island e os ônibus turísticos. E tem vários restaurantes e cafés para uma pausinha.

- Green Market Square. Para mim, o melhor lugar da cidade para comprar bugigangas a preços bacanas. Miniaturas, bijoux, roupas, acessórios, objetos de decor, ali tem de tudo. A maioria das bancas é de namibianos super boa gente que adoram bater papo com brasileiros - mas tem que pechinchar tudinho. Os preços finais costumam ser incríveis.

- Bo Kaap. Adoro o bairro malaio da Cidade do Cabo, tão cativante, colorido, e tão pertinho de tudo. Gosto tanto que ano passado me hospedei ali mesmo. Autêntico pra caramba, tem restaurantes que valem a tentativa e um museu homônimo ao bairro interessantíssimo.

De Bo Kaap, vale uma bela caminhada pelo  centrinho todo. A famosa Long Street fica a 3 quadras e logo depois o Green Market Square e as demais atrações mais famosas do bairro. Se tiver mais tempo, sugiro muito passar pelo District Six Museum, um dos museus mais emocionantes que já visitei. Fãs de museu também devem gostar do museu do Ouro, bem próximo ao Bo Kaap. Fanáticos por futebol ainda podem, ao menos, passar em frente ao belo Green Point Stadium, que recebe visitas diárias (e fica bonitão mesmo visto lá do alto da Table Mountain).

Agora, se você tiver mesmo apenas o tempo de uma conexão por ali - umas cinco horas, por exemplo - acho mais viável (e menos arriscado, já que tem que computar ida e volta para o aeroporto a tempo do seu voo seguinte), sugiro pegar o City Sightseeing Bus que tem dois roteiros bem legais na Cidade do Cabo, incluindo as praias, a Table Mountain, atrações turísticas (da Table Mountain ao District Six) e até as vinícolas de Constantia. E o tour completo da linha mais longa dura aproximadamente duas horas. É só um tira-gosto; mas um tira-gosto eficiente e bem pontual para quem tem muita-muita pressa ficar ma-lu-co planejando uma volta com bastante tempo para poder curtir tudo o que a cidade tem.

1 de abr. de 2013

O que vem de África do Sul por aqui

 Pisei pela primeira vez na África do Sul em 2010, no começo do ano. É claro que eu queria muito conhecer o país desde menina, mas tinha decidido ir nessa época específica para ver se vendia bem os frilas com a Copa do Mundo logo ali. Fiz o roteiro clássico dos brasileiros: Joanesburgo, Kruger Park, Cidade do Cabo, em 10 dias simplesmente sensacionais. Viajar por ali pode ser barato, mas gastei uma grana considerável no saldo final da coisa - só no táxi aéreo para o Kruger foram mais de 500 euros.
Voltei de viagem e não vendi praticamente nada, uma furada. Mas o que tinha ficado, mais forte que o prejú, é que eu tinha me apaixonado perdidamente pelo país. Refiz as contas e encarei como uma bela viagem de férias e ponto final, paciência. Até porque, desde então, a África do Sul nunca mais saiu da minha cabeça - pelos cenários, pela história, pelos safáris inesquecíveis, pelo povo sensacional. E desde então planejei voltar, e voltar, e voltar.
Ano passado vocês me acompanharam voltar ao país ao final de uma travessia linda do Atlântico; cheguei da viagem na Cidade do Cabo, que considero, sem a menor sombra de dúvida, uma das cinco cidades mais lindas e incríveis do (meu) mundo. Passei outros dias maravilhosos ali.
Nesse mês de março, numa viagem a trabalho, voando a convite da SAA, tive o gigante prazer de voltar novamente a esse país sem igual. Quem me acompanha via twitter, Facebook (aqui e aqui) e, sobretudo, Instagram, pôde ver ao vivo as coisas lindas que vivi dessa vez. Agora, num roteirinho um tiquinho diferente do usual: um diazinho em Joburg, uma passadinha express na Cidade do Cabo, estadia e mergulho com tubarões em Hermanus, hospedagem em Franschhoek (ao invés de Stellenbosch) para curtir as vinícolas sul-africanas e safáris fora do Kruger Park, na área hoje denominada Great Kruger.
Então se liga aí. Eu tô batendo asas para outras bandas, mas a viagem sul-africana começa hoje aqui no blog ;)

1 de set. de 2012

Os dois portos mais lindos do (meu) mundo

 Ontem eu publiquei no Saia pelo Mundo um postzinho para entrar na brincadeira proposta pela Viagem e Turismo no twitter: citar os cinco lugares que mais me impressionaram pela beleza no mundo. Tarefa duríssima, com tanto lugar lindo de morrer no mundo, mas que eu citei como os cinco primeiros lugares que me vieram à cabeça nesse quesito beleza estonteante. No próprio twitter, um monte de gente mezzo que se "revoltou" com o fato de eu não incluir o Rio de Janeiro nesse meu top five. Bom, todo mundo sabe que eu adoro o Rio e acho a cidade veramente maravilhosa mas... o que seria do vermelho se todo mundo só quisesse o azul, né? ;)
 E, até porque, o Rio de Janeiro entre como campeão em dois rankings meus: de vista mais linda do mundo (a que temos da baía, do alto do Cristo, é difícil de superar, né, não?) e de porto mais lindo do mundo. Nessa última, ele divide a liderança num páreo duríiiiiiissimo: a Cidade do Cabo. Então deixo registrado aqui, na mesma "vibe" dos rankings, que são esses os dois portos mais lindos que já vi. Chegar e/ou sair de navio dessas duas cidades é daquelas coisas que eu acho que todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida. Porque nunca mais sai da nossa retina, viu?
Sério mesmo.

15 de fev. de 2012

Cidade do Cabo: para quando você for

 Essa segunda visita à Cidade do Cabo, quando desembarquei da travessia Brasil-Africa, foi bem mais curtinha que a primeira. Mas deu tempo de rever os lugares que eu mais tinha gostado na cidade e conhecer mais dos arredores, sobretudo as vinícolas que tanto me encantam.
Se você quiser ler tudo que foi publicado aqui no Pelo Mundo sobre Cape Town, é só clicar aqui.

No mais, umas dicas rapidinhas, caso você esteja com viagem marcada para lá:

Chegando e saindo: 
O aeroporto da Cidade do Cabo é bem modernoso e estruturado. A maioria dos brasileiros chega e sai bem rapidinho, porque viaja via Joanesburgo, que é onde são feitos os processos imigratórios; mas o aerporto é também internacional. Para ir ou vir do seu hotel, você pode pegar um dos táxis locais ou contratar um transfer. No caso dos táxis, combine certinho o preço antes, pro caso dos muitos táxis sem taxímetro, ou cheque direitinho se o taxímetro está funcionando, para não ter surpresas. Pra quem perfere transfers, recomendo a Springbok Atlas, que eu utilizei tanto em 2010 quanto agora e gostei muito do serviço - foram bem prestativos tanto no serviço de van quanto no transfer privativo. No quesito espera, o Diners tem lounges ótimos tanto no terminal doméstico quanto no internacional, para quem é portador do cartão.

Trocando dinheiro:
O que não falta na cidade são casas de câmbio. Claro que no aeroporto a cotação é um pouquinho pior, mas não chega a ser nada gritante. O lugar com a maior facilidade de câmbio é o V&A Waterfront, que reúne várias delas, inclusive uma loja Amex. Mas a grande sacada - sorry pelo trocadilho :-D - continua sendo retirar dinheiro em caixa eletrônico mesmo, com seu cartão do banco ou seu cartão pré-pago de viagem, tanto faz. Mais uma vez, o melhor lugar para isso é o V&A Waterfront, que tem vários terminais ATM.

Segurança:
A Cidade do Cabo é bastante segura durante o dia e razoavelmente segura à noite nas zonas turísticas, inclusive para quem viaja sozinho. Estive sozinha nas duas visitas à cidade e em nenhum momento me senti ameaçada ou algo do gênero. Valem os mesmos conselhos que um brasileiro cansou de ouvir a vida inteira, é claro, como não caminhar sozinho por zonas muito desertas ou muito escuras, segurar a bolsa, não andar com carteira dando sopa no bolso detrás etc. A zona do Waterfront, em especial, conta com bastante policiamento e é muito tranquila - todo mundo anda com câmera na mão, por exemplo, sem stress.  À noite, na região da Long Street, o reduto mochileiro da cidade, vale tomar mais cuidado.
 Preços:
A cidade é bem, bem acessível. Apesar do grande fluxo de turistas o ano todo - principalmente agora, no verão - os preços são bem decentes para comer, passear e comprar (mochileiros costumam pirar com as refeições completas a 3 euros na Long Street :-D). A moeda sul-africana é o Rand, cujas lindas notas e moedas vêm todas estampadas com os animais nacionais. Pra quem viaja bastante pra Europa e tá acostumado com o euro, a conta é facílima: como 1 euro compra hoje 10 Rands, é só tirar uma casa do valor que tá beleza.

Transporte:
O centro da Cidade da Cabo tá perfeito para ser feito todo a pé. Os mais andarilhos podem caminhar inclusive do Waterfront pra lá, se o sol não estiver de rachar mamona.  O transporte público é bastante ruim, mas os táxis são fartos e muito baratos - só vêm com o inconveniente de ter que negociar corrida toda vez, já que a maioria não opera com taxímetro. Uma alternativa que eu adoro, e ótima pra quem viaja sozinho, é chamar um Rikki, os táxis compartilhados da cidade: você pode ligar pra eles de qualquer lugar e eles mandam o carro (sempre black cabs ingleses, pintados geralmetne de amarelo) que estiver mais próximo do seu endereço te buscar. Como a corrida é compartilhada com até mais 3 passageiros - cada um indo pra um lugar diferente, é claro - o preço fica baratíssimo, dificilmente passando dos 2 euros. Ou você já pode embarcar, é claro, num Citysightseeing Bus para conhecer as principais atrações turísticas - são 24 euros por dois dias de passeio.

Compras: 
Com os preços camaradas, Cape Town é também destino de compras queridinho dos brasileiros. Das muitas lojas internacionais dos grandes malls e do V&A Waterfront às deliciosas barraquinhas de artesanato da Green Market Square, você se depara todo o tempo com mil tentações - eu sempre vou à loucura com as máscaras e as bijoux.

Passeios pelos arredores:
Os aluguéis de veículo são bem em conta na África do Sul e as estradas, em geral, são boas e bem sinalizadas pelos arredores da Cidade do Cabo. Mas vêm com o senão da mão inglesa e, se visitar vinícolas e degustar vinhos estiver nos planos, melhor optar por um tour. Testei e aprovei a Springbokatlas (para tours em grupo) e a Wow Cape Town Tours (para tours privativos).


Onde ficar
A escolha da localização do hotel vai muito do tipo de turista. Para quem viaja com crianças, fica num hotel no V&A Waterfront é imbatível e tranquilo para passear dia e noite - e com todo tipo de opção na hora de comer. Quem quer ter independência para ir pra qualquer canto da cidade com facilidade, as imediações do centro comercial são a melhor opção (fiquei nessas redondezas nas duas visitas e gostei muito). Quem quer pegar praia e curtir a cidade num clima mais relax, Camps Bay e Sea Point são bons locais, mas demandam uso de transporte obrigatoriamente para ir a qualquer canto.

Quando ir:
A Cidade do Cabo é boa de visitar o ano todo mas, como na maioria dos destinos, primavera e outono trazem melhores preços e temperaturas mais amigáveis. O inverno na cidade pode ser bastante frio e os verões estão cada vez mais sufocantes: peguei temperaturas de 40 e 41 graus todos os dias dessa vez. No verão fica tudo lotado também e os preços bem mais inflacionados.

Quanto tempo:
Para conhecer bem Cape Town (museus, atrações e até pegar praia ou fazer um township tour) e dar pelo menos um giro de um dia pelas vinícolas dos arredores, eu recomendo cinco dias inteiros.

14 de fev. de 2012

Vrede en lust: delícia de vinícola para visitar

 Eu tinha acabado de sair da visita à KWV, que é um dos maiores conglomerados produtores de vinho da África do Sul. E eu não tinha curtido muito, não. Primeiro, porque o grupo de visitantes era muito grande, com mais de 20 pessoas; segundo, porque a visita tinha sido longa (mais de uma hora e meia), com aqueles filmes intermináveis no começo; terceiro, porque a visita tinha sido bem pasteurizadona, tipo Concha y Toro, aquela visita pra quem nunca visitou vinícola antes; e quarto porque os vinhos servidos na degustação do final (5 no total) tinham sido bem fraquinhos, enquanto eu sabia que o conglomerado produzia alguns bem decentes.
 O meu motorista guia da Wow Cape Town Tours (contei nesse post aqui sobre esse tour privado), vendo minha frustração pós-visita, foi quem me disse: "você já visitou a Vrede en Lust na sua vinda anterior? porque a vinícola é linda, os vinhos são ótimos e a visita é bem direcionada". Não, eu não tinha visitado a vinícola em 2010, não, e os argumentos dele me convenceram rapidérrimo. Então lá fomos nós. E ele estava COBERTO de razão.

Pra começar, a vinícola é linda, ocupando uma propriedade do século XIX gigantona. Ao chegar, você é recebido individualmente por uma das hostess - elas todas são jovens, ultra simpáticas e vestem vestidos vermelhos, bem lady in the red - e encaminhado para dentro da casa principal. Ali acontecem as degustações bem dirigidas, para cada cliente ou casal ou família ou grupo isoladamente - e você pode escolher, dentre opções pré-determinadas, quais os 6 vinhos que você deseja degustar durante sua visita.



Você escolhe onde quer sentar - mesa, sofás, varanda - e a hostess responsável por você fica, durante mais de meia hora, vindo falar exclusivamente com você. Cada vez que ela vem, conta um pouco da história da vinícola (dá pra ler tudo no site deles, e a história é toooooda romântica :-D) e um pouco do vinho que você vai degustar na sequência.


 Enquanto eu estava lá, uma dupla de amigos, dois casais e uma família também estavam visitando e degustando. Mas ficamos cada um numa parte, sendo atendidos individualmente, cada um de acordo com suas preferências. Uma gracinha.
 Como eles já estavam em plena vindimia, não deu pra visitar muita coisa, não; mas a hostess mostrou o celar e um pouco da propriedade.
Ah! Como a maioria das vinícolas de Paarl (e Stellenbosch, Frankschoek e adjacências) a visita custa meros 25 rands, o equivalente a 2,5 euros apenas.

Hotel review: The Dutch Manor

A fachada ultra discretinha entre as maxi colors de Bo Kaap
Nessa visita à Cidade do Cabo, eu queria me hospedar em algum lugar diferente. Nada de Waterfront e nada de City Center, como antes; mas também queria estar razoavelmente perto de tudo, é claro. Então eu nem precisei pensar duas vezes quando me recomendaram um hotel boutique no coloridíssimo bairro de Bo Kaap.
 O Dutch Manor é um hotel com apenas dois anos de existência - mas ocupa um casarão com nada menos que 200 anos de história e por isso mesmo foi registrado como o primeiro "antique hotel" da cidade. A casa de esquina, aparentemente despretensiosa, guarda uma louvável coleção de móveis e objetos com mais de um século de história.
Não era uma graça minha cama?
 Com apenas seis quartos - todos charmosíssimos - consegue um atendimento verdadeiramente personalizado, como só as melhores pousadas brasileiras sabem fazer.  O casal de donos e os funcionários são pura gentileza, mas sem frescuras; a ideia é as pessoas se sentirem mesmo em casa. Cada quarto é equipado com móveis coloniais (as camas são um capítulo à parte) e imensos banheiros novinhos em folha, além de ar condicionado, wifi grátis, cafeteira e TVs de LCD.


 A localização é ótima: são 3 quadras até o burburinho da Long Street e 5 minutinhos em táxi até o Waterfront. Os ônibus da Citysightseeing param literalmente em frente ao hotel - e é dali mesmo que começa o walking tour por Bo Kaap.
A sala do café da manhã

 Cada hóspede escolhe individualmente que horas quer tomar café da manhã no dia seguinte, no horário que bem desejar. O desjejum é servido numa graaaande mesa quadrada rodeada de porcelanas de várias partes do mundo. Frutas, cereais e iogurte ficam no balcão ao lado da mesa; o que mais você desejar você pede e é feito na hora - literalmente - de omeletes a pães saídos do forno, além do café fresquinho e do suco de laranja espremido na hora.
 E sabe qual é o forte do hotel? Mais que casais, com toooodo esse charme romântico, solo travelers!
E diárias deliciosas desde 75 euros na baixa e 95 euros na alta.
Um luxo.