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17 de mar. de 2013

Vai um papo de viagem aí?


Bater papo sobre viagem é uma delícia, não é mesmo? É o que sempre fizemos aqui, nessas páginas do Pelo Mundo, trocando ideias sobre as minhas e as suas viagens; e é o que todo viajante de carteirinha acaba fazendo nas reuniões familiares, nos encontros com amigos - lembrar "causos" de viagem é uma delícia (e até perrengue fica engraçado quando passa a ser memória, não é mesmo?).
Pois as darlings Jana Calaça e Clarissa Donda, blogueiras MEGA ponta firme dessa conturbada blogosfera brasileira, lançam agora - no dia 22 de abril em São Paulo e no dia 23 de março no Rio de Janeiro -  o livro Papo de Viagem & outras histórias de bar e o selo editorial “Papo de Viagem”, projeto da dupla de autoras.
As duas queridas se conheceram - veja só! - numa viagem e viraram grandes amigas. Para a amizade virar uma sequência de projetos bacanas em conjunto foi um pulinho! Nesse primeiro livro do novo selo editorial elas reuniram alguns de seus “perrengues” e histórias inusitadas que vivenciaram durante anos de estrada em 14 crônicas de viagem. O pulo do gato? As crônicas são acompanhas de mini-guias informativos sobre os destinos abordados em cada um delas em formato “crossmedia” (o conteúdo informativo traz QR Code que direciona leitores ávidos por mais informação turística para os blogs das autoras).
E eu, muito feliz e honrosamente, fui convidada para escrever a orelha do livrito (a primeira orelha de livro a gente não esquece :D) - mas convenhamos que apresentar duas blogueiras éticas e competentes como Jana e Dondinha é tarefa fácil, fácil, né?
Bora passar nos eventos de lançamento para bater um bom papo de viagem com elas? Quem não se segurar até lá, dá pra já comprar um exemplar pra chamar de seu aqui
Parabéns, meninas!

8 de jan. de 2013

Fotografia de viagem: beleza nos olhos de quem vê ;)

 Quem é que resiste a sacar a câmera quando vê uma imagem legal hoje em dia, com a facilidade de fotografar, salvar e armazenar imagens atual, não é mesmo? Não estou falando dessa febre de filmar e fotografar shows ao invés de prestar de fato atenção neles, ou do frenesi para fotografar "famosos", veja bem. Quero dizer que acho que há um wannabe-fotógrafo que aflora dentro de todos nós quando viajamos, não importa para onde. Tem quem é louco por animais, por águas, por montanhas, por detalhes, por gente ou por tudo isso misturado. Tem destino que ajuda, é claro, entregando de bandeja luzes, formas, reflexos até ao viajante mais desatento.


  Mas a verdade é que acredito mesmo que nossos olhos se educam, quando viajamos, a procurar o belo e pitoresco mesmo nos cenários mais improváveis.  Mesmo através dos olhos mais improváveis. Vamos aprendendo a valorizar o diferente, o instigante, o cativante - e mudamos também, creio eu, nossa própria noção de "belo".  Afinal, chavão dos chavões, a beleza está - e está mesmo - nos olhos de quem vê.


  Se ainda existissem aquelas loooongas sessões de (toc, toc, toc) slides pós viagem, aposto que elas seriam ainda mais longas (afinal, hoje tiramos milhares de fotos numa única semana em férias) mas também tenho certeza que seriam muito, mas muito mais interessantes do que eram antigamente.


Hoje é dia do fotógrafo. Tenho a sorte de ter vários (e talentosíssimos, por sinal) amigos fotógrafos que registram maravilhas por onde passam mundo afora. Que continuam enfrentando muitas vezes intempéries climáticas e distintas formas de violência para fazer o seu trabalho, para trazer beleza (mesmo que dura ou triste, em alguns casos) em forma de imagem a nós. Que eles continuem nos inspirando, e inspirando nossas viagens e nosso olhar sobre elas, sempre.

30 de dez. de 2012

Hotel review: JW Marriott Bogotá

 Que os hotéis JW Marriott costumam ser hotéis bacanudos e super eficientes eu já sabia. Mas fiquei surpresa, ao chegar no JW Marriott Bogotá e ver ali não só um hotel business de primeira categoria como também um hotel super procurado (e adequado) para turistas.
Quartos super espaçosos
Amenidade "durma bem", gracinha
 Além dos quartos bem grandes, confortáveis e bem bolados (a amenidade para dormir bem foi um plus adorável!), a localização é perfeita, em plena zona G, a zona dos restaurantes e bares mais legais da cidade. De táxi, fica fácil (e barato) ir à região do centro para passear (La Candelária) e dá pra explorar os shoppings e a gastronomia dos arredores tudo a pé (de dia) ou em literalmente cinco minutinhos de táxi (à noite).
De manhã cedinho, o lounge executivo recebendo os madrugadores como eu para o café da manhã

Peticos e bebidas não alcoólicas à disposição o dia todo
 O concierge estava sempre super concorrido, mas o pessoal da recepção era super simpático e se oferecia para ajudar - me deram dicas ótimas, de compras e comidinhas descoladas que os locais curtem.
Design charmoso
A piscina aquecida
 O bom é buscar na internet as ofertonas (são muitas, e sobretudo nos finais de semana) de diárias que incluem acesso ao lounge executivo (fui em setembro; hj as diárias começam em 195). O lounge, aberto das 6 às 0h, oferece não apenas internet wifi free como café da manhã completo todos os dias, bebidas não alcoólicas e petiscos durante o dia todo e buffet de jantar e bebidas alcoólicas à noite, tudo incluído. Mão na rodíssima, bom pra reunir os amigos para um drink depois de um dia de andanças pela cidade e bom para quem viaja sozinho conhecer gente. E ainda tem uma vista bonitona de Bogotá lá do alto, no 9o. andar do hotel.
O bar do lounge
Tem também academia grandona e piscina aquecida abertos o dia todo.
Beleza de hotel.

27 de dez. de 2012

Pelo Mundo retrô: o que entrou de novo no mapa do blog em 2012

Wadi Rum, Jordânia: um dos novos destinos que entrarm "em cartaz" aqui no Pelo Mundo esse ano
Vocês que (pacientemente) me lêem sempre sabem melhor que ninguém que eu simplesmente AMO voltar para lugares que já conheço e adoro: poder explorá-los sem pressões, sem “obrigações”, sem “must GOs” e simplesmente curti-los, saborea-los. Um prazer genuíno e despreocupado é o que me toma quando REvisito um lugar.
Mas a excitação e o fascínio de chegar em lugares novos, sobretudo os mais sonhados, é mesmo insuperável. E, nesse 2012 prestes a terminar, tive o grande prazer de pisar pela primeira vez em lugares com os quais sonhava muito, há MUITO tempo.
De todos os destinos que visitei esse ano – e que, vocês sabem, foram muitos – deixo aqui listadinhos, para facilitar buscar e, ojalá!, inspirar futuras viagens de vários de vocês, os destinos que entraram esse ano para o mapa mundi do Pelo Mundo (e pro meu, é claro :D):

Santa Helena, a icônica, histórica e fascinante ilha isolada no Atlântico

Namíbia, um BAITA destino africano

Jordânia: da vibrante Amã aos inesquecíveis Petra e Wadi Rum, um dos países mais fascinantes que já conheci

Sudoeste da França: as lindas Carcassone e Bordeaux

Riviera Francesa: Nice, Cannes, Eze e várias outras belezas do sul do país

Lorena: a região da França entrou no mapa especificamente pelo Pompidou de Metz. E valeu a pena.

Punta Mita: a pontinha mexicana no Pacífico que me ganhou

Mais Toscana: vocês já viram de monte esse destino aqui no blog, mas esse ano conheci cidades lindas da minha região tão querida, que não figuram no mapa da maioria dos brasileiros que viajam para lá

Colômbia: a capital Bogotá é ainda mais legal do que eu esperava

Escócia: de Edimburgo às Highlands, uma das melhores viagens do ano

Equador: me surpreendi com Quito, conheci os bosques nublados e realizei o sonho de me aventurar por Galápagos

Úmbria: depois da minha amada toscana, descobri minha segunda região italiana favorita (com atraso, os posts sobre a região entrarão no ar a partir dessa semana)

Antártida: meu grande sonho viajante traduzido numa linda viagem

Além disso,ainda rolaram vários "retornos"; ou seja, viagens a vários lugares do Chile, da Espanha, da França, da Itália, da Argentina, da Inglaterra, da África do Sul, do Brasil e tantos outros. É só usar o menu de destinos na parte inferior do menu à DIREITA que, certeza, você acha o que procura ;)

Boas viagens pra vcs ;)))))

31 de ago. de 2012

Quando as letras inspiram grandes viagens

Eu viajo muito – e tenho mais vontade ainda de viajar – através dos livros. Desde a infância sou assim. E um livro não precisa ser “de viagem” para me despertar coceirinhas de sair por aí. Pode ser uma cidade que simplesmente serve como pano de fundo, seja para uma história policial ou uma história de amor, e eu já estou pensando quando poderei ir lá. Ou obras-primas, como Don Quijote de la Mancha, que me despertou paixão pela Espanha desde a adolescência.  Ou lembrar de algum livro do Jorge Amado em toda viagem a Bahia. Ou, ainda, podem ser livrinhos escritos unicamente com esse puro pretexto de ‘inspirar’ mesmo, como A arte de viajar de Alain de Bottom, On the Road do Kerouac, Planisfério Pessoal do Cadilhe, O grande bazar ferroviário do Theroux ou até o 1001 lugares para conhecer antes de morrer da Patricia Schulz. Para mim, vale tudo.
Foi por isso mesmo que achei super bacana a ideia (surgida num grupo do Facebook) de rolar uma blogagem coletiva hoje sobre livros que nos inspiram a viajar ou inspiraram grandes viagens. Well, eu poderia aqui fazer uma semana de postagens sobre isso que não seria suficiente para citar cada livro do qual eu lembrei muito num destino ou que me inspirou muito a ir para um determinado lugar. Mas, resumidinho, deixo aqui registradinho o seguinte:

1)Livros que inspiraram grandes viagens minhas
* Sob o sol da Toscana, Frances Mayes: estou falando do LIVRO e não daquele filme bobo e meloso homônimo que praticamente nada tem a ver com ele, hein? Pode me chamar de óbvia, mas as páginas das descobertas de Frances e seu marido quando resolveram comprar uma propriedade na Toscana e viver quatro meses ao ano na Itália me acompanham desde a primeira vez que pisei na região. E tiveram sabor especial quando voltei pra lá em 2009, de apartamento alugado, disposta apenas a viver o dolce far niente toscano como eles: passeando descompromissadamente, curtindo ao máximo cada feira e mercado, cozinhando, aprendendo receitas locais etc. E foi unindo trechos do livro aos meus próprios relatos que fiz uma das matérias das quais mais me orgulho até hoje, btw (para a Viagem e Turismo, abril de 2010)

* O safári da estrela negra, de Paul Theroux. Gosto muito dos livros do Theroux; não é meu gênero de viagem, mas admiro todo mundo que tem espírito desbravador por natureza – e que é bom de narrativa também, é claro. Antes de partir para o continente africano, sobretudo a África sub-saariana, acho uma baita leitura: ele conta sobre a genial viagem que fez do Cairo à Cidade do Cabo, atravessando o continente, entre perrengues e descobertas. Teve especial sabor relê-lo antes de minha primeira viagem à África do Sul, em 2010. Aliás, recomendo muito ler também O coração das trevas de Joseph Conrad, que também reli na mesma época.

* O Beagle na Amperica do Sul, Charles Darwin. Quem é fã de navegações como eu certamente já leu esse livrinho minúsculo e adorável. Fiquei aaaaaanos com ele ecoando na minha cabeça até, enfim, em 2008, entrar num cruzeiro da Australis para cruzar o Estreito de Magalhães – com ele na bagagem de mão, é claro. Uma das viagens mais inesquecíveis para mim até hoje.

*Cem dias entre céu e mar, Amyr Klink. Li esse livro quando era pré-adolescente. E reli de novo umas quatro vezes até que, enfim, em janeiro desse ano, realizei parte da ousada travessia do Amyr, mas no sentido contrário, do Brasil à Namíbia, e com uma boa dose de conforto – que viajar num barquito a remo é o tipo de coisa que só é divinamente permitida aos Klink, é claro ;)

2) Viagens que estão na wish list suuuuper inspiradas por alguma obra 
De Um ano na Provence, de Peter Mayle, ao Paratii, do Amyr Klink (que seguramente será relido pela enésima vez quando eu, enfim, embarcar na minha tão sonhada viagem à Antártica), são dezenas e dezenas de livros que poderiam figurar aqui como grandes inspiradores de futuras viagens.  Até O Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie, entra nessa lista: não só instaurou em mim o desejo de fazer esse trajeto nesse super trem quando eu não tinha nem dez anos de idade como também sempre me vem à mente quando visito Istambul.  Sem falar de livros que não são "travel inspiring" por natureza mas despertaram em mim vontade IMENSA de viajar para alguns lugares: como o i-nes-que-cí-vel Meu inimigo sou eu, do jornalista Yoram Binur, que me levou através de suas duras páginas para Israel e a Palestina, ou 101 dias em Bagdá, da também jornalista Asne Seierstad, que, mesmo retratando a crueldade da guerra, colocou a cidade definitivamente no meu mapa de desejos viajantes.

Bom, ambas listas estão resumidíssimas, é claro. Até porque senão esse post ficaria tão gigante quanto meus desejos de viagem :D  É bom também, porque assim também podemos retomar o assunto mais pra frente, em outro post. Com o desejo, é claro, de que meus próprios livritos e matérias também inspirem grandes viagens por aí  ;) 

P.S.: também estão participando dessa blogagem coletiva sobre livros que inspiram grandes viagens outros blogs legais, como o Rosmarino e Outros Temperos, da Lu Betenson; o Mi Blogito, da Helô Righetto; o Viaggiando, da Camila Navarro; o Por onde andei, da Mô Gribel; o Caderno da Tia Helô, da Karina Fontes; e o Direto de Paris, da Renata Inforzato. Passa lá pra ver os livros que marcaram as meninas também ;)

29 de ago. de 2012

Boas economias de viagem

Vai de shuttle? ;)

 Depois de falar aqui dos “pequenos esnobismos das férias” (aqueles luxinhos que todos nós merecemos quando saímos por aí nos nossos dias de descanso), vale também fazer um contraponto: economias de viagem que vale a pena, sim, fazer, por mais abastado que seja seu orçamento para o período. Afinal, todo ano a pesquisa entre os leitores aqui do Pelo Mundo mostra que somos, em franca maioria, viajantes HiLo: gostamos de conforto e qualidade mas estamos sempre à caça de ofertas para gastar menos e viajar mais ;)
Volto a dizer: cada um gasta seu dinheiro como e onde quiser, é óbvio, e ninguém tem nada a ver com isso; mas quem curte a vibe “apertar um pouquinho aqui para poder gastar mais ali”, pode achar legal lembrar que:
Shuttles são uma mão na roda. Se você acha que o táxi daquele aerporto até o seu hotel vai sair os olhos da cara e nem sequer cogita tomar um metrô com direito a escadas e baldeações para o trajeto, deve sempre ficar de olho nos shuttle services. Hoje em dia, quase todo aeroporto oferece os seus: em vans ou em ônibus, são serviços de traslado compartilhado, que você toma com outros viajantes, e sai bem mais em conta que um táxi, com conforto bem semelhante. Eu uso muito, em tudo quanto é canto, e sempre recomendo (inclusive no Brasil, e sempre para ir da minha casa ao aeroporto de Guarulhos), sobretudo para quem viaja sozinho, que sempre sai lucrando com essa economia, sem abrir mão do conforto (você só perde um pouco mais de tempo já que a van pode ter que deixar outros hóspedes antes de você). Em Paris, por exemplo, onde o táxi do CDG à cidade costuma sair em torno de 70 euros, os shuttles cobram em média 25 euros por pessoa para levar você do seu terminal à porta do seu hotel – para solo travelers é uma verdadeira bênção e, mesmo em duas pessoas, ainda há uma economia legal. Só vale ficar atento e checar se o shuttle que você está contratando te leva mesmo até a porta do seu hotel – o Roissy Bus, por exemplo, na mesma Paris, te leva somente até um ponto pré-determinado da cidade e de lá você tem que seguir em táxi até o hotel (o que eu não acho nada legal).
Café cada dia num lugar diferente é gostoso
- Almoço executivo é pechincha boa. Você quer muito provar a comida daquele restaurante ou chef que toooodo mundo fala mas acha o jantar ali uma fortuna. Pois a maioria dos restaurantes mais hypadinhos oferece tentadores almoços executivos, bem mais econômicos que o jantar.  A maioria faz um menuzinho completo com entrada, prato e sobremesa ou, pelo menos, uma combinação de quaisquer duas dessas etapas, pelo menos de segunda à sexta-feora. E na maioria dos lugares para o almoço não é necessária reserva ou espera num filona. Se um jantar no Café Boulud de Nova York acaba saindo perto dos 100 dólares por pessoa, o almoço executivo custa só 29 – e é gostoso igual.
- Passes podem ser interessantes. A gente gosta de ter liberdade de entrar onde quer, a hora que quer, do jeito que quer; mas os passes turísticos podem ser uma boa em alguns destinos. Para quem vai à Nova York pela primeira vez, eu sempre recomendo o City Pass: sai mais barato para quem quer fazer todos os “lerês” da cidade e, em várias delas, você ainda pega uma fila exclusiva e bem mais rápido. Passes de transporte também: se você vai usar várias vezes o transporte público na sua viagem, é sempre recomendável investirnum – como o sempre genial Oyster Card, para quem visita Londres, que poupa muito tempo e incríveis libras.
- Pré-reserva salva vidas. Você acha que não compensa amargar 3h de fila só para entrar no Louvre no dia da visita gratuita (pessoalmente, eu também acho que esse tipo de economia não compensa, não). Mas fazer pré-reserva, agendamento e compra pela internet dos ingressos pode poupar várias horas de fila das suas férias – como para quem visita a Uffizzi, em Florença, por exemplo. Isso sem falar em lugares nos quais só se entra com reserva, como a Santa Ceia, em Milão. Considere sempre essa possibilidade; até porque, vira e mexe, a compra do ingresso online sai mais barata.
- O café da esquina é uma delícia. Você conseguiu uma super oferta num hotelão mas não incluía o café da manhã; daí você se choca com os 30 dólares cobrados por pessoa para essa refeição.  Ou fez uma reserva em hotel budget, como um Ibis, que sempre cobra o café da manhã separado. Pois ninguém é obrigado a tomar café no hotel, certo? E ir até o café da esquina para isso é bem mais barato e sempre uma delícia  – inclusive pelo people watching gostoso que fazemos com os moradores locais. Melhor ainda: você pode cada dia tomar o desjejum num café diferente, testando novos lugares, provando novos sabores. Eu adoro.
-  Não despachar. Você comprou uma passagem suuuuper barata de uma low cost europeia e não se conforma em pagar mais do que o valor gasto pelo voo para despachar sua bagagem? Pois não despache! Aproveite a ocasião para viajar com a mala bem levinha e se sentir o próprio Ryan Birham em Up in the Air ganhando tempo e praticidade nos aeroportos. Ou, então, se você faz mesmo questão que viajar com mais peso,  pague um pouquinho mais caro por um voo de companhia convencional que não cobre por esse serviço.
- Arriscar.  Sou suuuuper contra correr riscos em geral nas viagens; mas nisso me refiro a arriscar chegar muito tarde ao aeroporto e perder o voo ou reservar um hotel que TODAS as resenhas dizem que é péssimo só porque você teve um palpite que pode ser legal. Mas arriscar a "sorte" num site como o Priceline, por exemplo, na hora de reservar um hotel, pode ser uma boa economia.  Além dos sempre ótimos SniqueAway e Jetsetter, que sempre colocam tarifas MUITO sedutoras para hotelaços, os sites de "leilão" de diárias de hotel permitem que você escolha que categoria de hotel deseja, em que localização, com quais facilidades/amenidades e quanto quer pagar por ele, o que me parece sempre muito justo - e o Priceline é o mais famoso deles, oferecendo, por exemplo, hotéis do naipe de Hyatts e Hiltons por diárias de 120 dólares.

Que outras economias bacanas de viagem você sugere? Diz aí ;)

20 de ago. de 2012

Pré-Viagem: que tal fazer dela um hábito?

Uma das trocentas coisas que eu reli antes de atravessar o Atlântico Sul no começo desse ano

Hoje o Gustavo Belli publicou mais um post sobre a TREMENDA viagem que ele fez agora com o irmão pela Transiberiana. Nesse post, ao invés de falar sobre a viagem em si, ele ressalta quão importante é que o viajante se informe oreviamente sobre a história dos destinos envolvidos na rota para entender direito tudo que vai ver e ouvir ao longo do périplo. Devia ser algo básico ler e se informar sobre um destino antes da viagem, certo? Mas não é.
Comentei lá no post como eu ando chocada com essa falta de conhecimento generalizado em viagens - e justo hoje, que temos um acesso tão amplo (ainda que tão superficial em alguns casos) e tão democrático à informação, e acabei resolvendo rascunhar essa ideia aqui também. Porque já faz mesmo algum tempo que reparo como as pessoas simplesmente não lêem mais sobre países, cidades e destinos em geral antes de rumar para o aeroporto. E isso nem é falha grave só dos viajantes comuns não; tenho visto também jornalistas e blogueiros de viagem que embarcam em press-trips sem saber bulhufas sobre o lugar para o qual viajam – o que eu considero ainda pior. Bem pior.
Particularmente, como fã das aulas de História desde criança e de leitura em geral, sempre encontrei um prazer imenso em começar a viajar muito antes de entrar no avião: ler sobre a cultura, a história, os hábitos, a culinária, as curiosidades de uma cidade, região ou país para o qual viajarei; para mim, isso sempre foi parte da viagem tanto quanto reservar passagens e hotéis ou fazer a mala. É a chamada pré-viagem: a gente já começa a “viajar” por aqueles lugares através das letras, sem nem mesmo ter saído do lugar. Ou, como disse o Gabe Britto, parte fundamental da filosofia de "viajar na viagem".
Chegar num lugar sobre o qual a gente já leu é como chegar num local que já vimos num filme: você já tem informação prévia sobre ele, sabe do que se trata, sabe mais ou menos como é, só que nada substitui o prazer e a emoção de ver ao vivo e a cores. Mas você olha para ele de modo diferente. Você o entende. Afinal, de que adianta fotografar a cúpula dos Invalides de Paris de mil e duzentas formas distintas se você nem faz ideia do que aquele prédio já significou em distintos perídos? Ou ficar abobado com a paisagem surreal do deserto do Atacama sem saber que se trata do deserto mais árido do mundo ou do porquê ele é assim?
Ler guias, blogs, revistas, suplementos de jornais, tudo vale a pena. E ler também obras literárias que retratam ou fazem referência a um determinado país, região, cidade ou continente antes de vê-los com seus próprios olhos. Saber da África de Theroux mas também da África de Joseph Conrad antes de embarcar para lá ou entender o que passaram Shackleton, Darwin e tantos outros antes de fazer um cruzeiro no “fim do mundo” com toda a segurança e conforto, por exemplo.
Como eu disse pro Gus, claro que num destino como a Rússia, inclusive com o cirílico e tal, isso se faz ainda mais necessário; mas sou old school e acho mesmo que estudar um destino antes de viajar deveria ser prerrogativa báscia de qualquer viajante. Como diria o Riq Freire, “vai por mim”. Aposto que o hábito da “pré-viagem” vai deixar sua experiência muito mais gostosa – no antes, no durante e no depois.

28 de jul. de 2012

O “sair da zona de conforto” e o “desconforto” nas viagens


Sou a primeira a defender que os perrengues de viagem, por mais estressantes que sejam na hora H, depois viram ótimas histórias pra contar, que nos fazem rir por anos a fio. Acontece com todo viajante, não tem jeito. Mas por mais que tenha lido os livros dele, e goste muito, se tem uma coisa na qual nunca concordei com o Paul Theroux é com aquela ideia de que as grandes viagens só existem no desconforto.  Que o verdadeiro viajante tem que sofrer, no melhor estilo “no pain, no gain”
O Theroux acha que as “epifanias” só nos acometem em viagens com alguma carga de sofrimento, de perigo, de riscos (e o também sempre ótimo Seth Kugel, o Frugal Traveler do NYT, também partilha dessa opinião: “viagem boa é viagem desconfortável {...} O desconforto de sair da rotina de hotel internacional, restaurante estrelado é vital à viagem”, escreveu recentemente em sua, infelizmente, última coluna para o IG).
Então alto lá.  Muita calma nessa hora. Por mais que eu adore e admire os dois, aqui eu me sinto obrigada a discordar deles. Sim, eu acho ESSENCIAL que saiamos de nossa “zona de conforto” quando viajamos:  sair sozinha, falar com gente desconhecida, me arriscar num idioma que não falo, buscar lugares populares e autênticos, experimentar pratos ou sabores que eu nunca tinha pensado em provar. Tudo isso eu faço, e adoro, e recomendo.  E sempre com resultados memoráveis, experiências que guardo para sempre: a história que a vendedora me contou sobre sua família, o café que o jornaleiro me indicou, as pessoas super bacanas que eu conheci na fila do museu, os amigos que eu fiz pelo caminho.  Gosto muito da ideia de “correr riscos” (não estar em perigo, é óbvio): experimentar sabores novos, mudar de ideia na hora H, decidir um passeio num ímpeto,  entrar numa rua diferente na volta pro hotel,  responder a um desconhecido que puxa papo num café. 
Mas nunca fui mochileira, nunca topei quartos e banheiros coletivos, nem quando eu tinha 18 anos. Com o passar dos anos, fui ficando mais chata ainda e a escolha do hotel é sempre o detalhe mais calculado das minhas viagens. Dormir numa cama dura ou dividir banheiro com desconhecidos são duas das coisas que mais podem azedar minha viagem, por exemplo. Para mim, desconforto e estar fora da zona de conforto são duas coisas bem diferentes; com a primeira, por mais experiência de estrada que eu tenha adquirido ao longo dos anos, ainda lido muito, muito, muito mal mesmo; com a segunda, me sinto sempre  - e vejam só o trocadilho inevitável -  muito confortável ;)
Respeito todas as opiniões e sou a primeira a dizer que não existe essa de “jeito certo de viajar”. Cada viajante tem seu gosto, seu estilo, sua filosofia e o importante é a gente sempre viajar. Cada um na sua e sempre com alguma coisa em comum (como diria aquela veeeeelha publicidade do Free), não é mesmo? Mas acho sim, deep down my heart, que dá pra ter sinapses divinas, e na mesma intensidade, tanto saboreando uma refeição estrelada como na simplicidade de ver um lindo por-do-sol na praia . E se eu tiver dormido numa cama maravilhosa na véspera, pra mim funciona sempre ;-)

24 de jun. de 2012

Vai para Nova York? Então passa antes no Abrindo o Bico!

 É isso mesmo. Hoje em dia eu acho UÓ alguém cogitar uma viagem para Nova York sem antes passar no Abrindo o Bico, o blog bacanudo que a minha amiga querida Marcie Pellicano faz sobre a cidade.
A Marcie mora na cidade há vários anos e conhece cada cantinho de Manhattan e adjacências como poucos.  O que começou, como ela mesma conta, como uma brincadeira há 3 anos, hoje ganhou corpo e tornou-se uma das principais ferramentas de consulta para quem tem viagem marcada para lá - ou para quem, como eu, é um big fã das novidades novaiorquinas e esta sempre cogitando/arquitetando novas idas
Entre uma viagem e outra (ou durante as ditas cujas mesmo) - que a Marcie tem mais rodinhas nos pés que não-sei-o-quê e está cada hora num canto diferente do planeta - ela vai atualizando as páginas do blog com as novidades que andam pipocando nas ruas, nas mesas, nos painéis de Nova York.

Claro que algumas infos básicas sobre transporte na cidade, chegar e sair, links para reserva de passes turísticos, hotéis etc, também aparecem por lá. Mas o forte da Marcie é mesmo ir atrás do novo, do diferente, do que faz a tal "capital do mundo" tão querida por nós. Uma nova livraria, um restaurante inusitado, mostras e exposições que entrarão em cartaz, mudancas de perfil, tendências de comportamento e consumo na cidade... tudo isso e mais um pouco a gente fica sabendo primeiro por lá. Você sabia, por exemplo, que dia 15 de julho acontece o Brooklyn Bridge Swim, que permite que você mergulhe no Brooklyn Bridge Park e nade até  a South Street, em plena Manhattan? Pois quem lê o Abrindo o Bico já sabia dessa ;-)
Eu nem tenho viagem (oficialmente ainda nao, mas quero voltar no outono de la esse ano) marcada para Nova York mas vivo sempre anotando o que quero fazer numa próxima visita. Só com os restôs e atividades que eu andei anotando pós-leitura do blog da Marcie, talvez uns dois aninhos por lá sejam suficientes ;-)

30 de mai. de 2012

Nasce a ABBV, a primeira associação de blogueiros da América Latina


Os blogs de viagem começaram no Brasil de maneira tímida, quietinha, "caseira" mesmo. Mas ao longo desses anos, vários blogs evoluíram e, não importa se com veia comercial ou não, a grande maioria passou do típico "travel journal" a sites (e até portais)  cheinhos de informação detalhada sobre viagens e turismo e têm norteado as viagens de muita gente mundo afora através do conhecimento que transmitem.  E, por isso mesmo, esses blogs passaram a ser assediados também por empresas, hotéis, companhias aéreas e órgãos de turismo interessadíssimos em chegar a seus leitores.
Nesse começo de semana, aconteceu algo que tem tudo pra deixar uma big marca na internet brasileira: o lançamento da ABBV - Associação Brasileira de Blogueiros de Viagem-, a primeira entidade oficial de blogueiros de viagem da América Latina. O projeto bacanudo, idealizado por nove big blogs de turismo que juntos somam mais de 2,6 milhões de pageviews por mês (Abrindo o Bico, Conexão Paris, A Janela Laranja, Jeguiando, Matraqueando, Sundaycooks, Uma Malla pelo Mundo, Viajando com Pimpolhos e Viaje na Viagem), visa fortalecer o segmento como fonte de informação para viajantes, estabelecendo princípios de conduta ética e profissional dos blogueiros e construindo, assim, parâmetros para a profissionalização dessa categoria. 
Nas palavras da própria presidente da entidade, a jornalista Sílvia Oliveira, do Matraqueando, a meta é "criar condições para que o desenvolvimento do mercado de blogs de viagem ocorra de maneira ética e transparente entre blogueiros e empresas e entre blogueiros e leitores", tendo a qualidade e a veracidade das informações compartilhadas como princípios básicos da atividade.  A transparência também é fundamental; por isso mesmo o Código de Ética orienta, por exemplo, que blogueiros sempre avisem claramente a seus leitores quando um post foi patrocinado por uma empresa ou entidade ou quando uma notícia publicada tem qualquer vínculo comercial com o local mencionado na mesma e que atuem com total idoneidade ao divulgar seus números para possíveis patrocinadores. Os interessados em associar-se podem fazê-lo através desse link e serão identificados pelo público através de um selo exibido no blog.
Acho o projeto bacanudo para nortear o trabalho de blogueiros - afinal, hoje tem gente que tem no blog também o seu sustento - , zelando pela ética e qualidade dos conteúdos transmitidos, como deve acontecer em qualquer meio de comunicação. Assim, ficam também  orientados os leitores sobre aquilo que eles estão lendo exatamente - se o blogueiro viajou pagando suas despesas, se viajou a convite em fams ou press trips, se a empresa mencionada é "parceira" do blog etc. Para que a relação blogueiro-leitor seja sempre bacana, clara, correta, cheia de respeito. 
Ah! Conectadérrima, é claro que a ABBV já nasce com perfil no twitter e página no Facebook também. Já curti ;-)

15 de jan. de 2012

Viagem e Publicidade: tem videozinho novo no pedaço

O vídeo já começa assim <3

Não é de hoje, é claro; mas recentemente as grandes grifes de moda do mundo estão investindo firme na ideia de aliar ícones ligados ao universo das viagens às suas campanhas publicitárias.  O mais legal é que andam resultando vídeos fofísimos mesmo dessas empreitadas.
Agora a bola da vez é o luxuoso Hotel Splendido, que serviu de cenário para o novo filme-campanha da Christian Dior. Sob a direção criativa da fotógrafa alemã Ellen Von Unwerth, o filme com jeito cinquentinha mostra as paisagens ultra românticas de Portofino, no litoral italiano, com suas águas puro esmeralda, e tem várias cenas rodadas na Suite Presidencial do hotel e sua recente extensão, batizada de Splendido Mare. Fo-fu-ra.
Para os interessados, dá pra ver o vídeo aqui.
Quem curtiu “anúncios-viagem” do gênero, como o lindo do Chanel no.5 com Audrey Tatou no mítico trem da Orient-Express (um sonho pessoal meu, btw), vai adorar ;-)

11 de set. de 2011

Medicina do Viajante: já pensou nisso?

A Carla Portilho, do sempre ótimo Idas e Vindas, fez um post excelente ontem sobre a Medicina do Viajante e todos os cuidados com vacinas e medicamentos que um viajante deve tomar, especialmente quando viaja para vários destinos de uma vez.
Se você não sabe, a Carla fez, do finzinho de 2010 a março desse ano, uma viagem linda de volta ao mundo, com várias escalas diferentes, a maioria delas na Ásia. E, antes de viajar, pesquisando, pesquisando, pesquisando, descobriu que os cuidados com a saúde - e a carteirinha de vacinação - devem ser vários para quem vai embarcar numa viagem de sonho como essa. O melhor de tudo? No post ela deixa o passo a passo, cuidado por cuidado, vacina por vacina, pra ninguém cair em roubada. Grazie mille, Carlota ;-)
Corre lá. Pra favoritar.

10 de set. de 2011

Spotted by Locals: para buscar dicas fresquinhas para sua viagem à Europa

Pipols, subi hoje no Saia pelo Mundo um post sobre o Spotted by Locals, um site que eu conheci de verdade esse ano e no qual já fiquei viciada: tô sempre xereteando as dicas de lá.
Entrevistei essa semana o Bart, o co-fundador do site, bacaníssimo. O post traz as coisas mais bacanas da entrevista e o beabá de como utilizar as dicas do site, todas fornecidas por moradores das 38 cidades européias retratadas ali.
Passa ;-)

6 de set. de 2011

Marriott lança app para viajantes

O instituto eMarketer divulgou uma previsão de que 29 milhões de consumidores planejarão suas viagens por meio da internet móvel em 2012 - 15 milhões deles reservarão hotéis nos seus smartphones no ano que vem. Baita número expressivo esse,  representando um aumento de mais de 50% com relação às estimativas finais de 2011.
Nessa onda, fiquei sabendo que a Marriott lançou um novo aplicativo para smartphones, desenvolvido pela AT&T, focado justamente nessa gama de viajantes. Segundo eles, acabaram percebendo que grande parte das reservas de quartos efetuadas no site da rede era para o mesmo dia ou para o dia seguinte; daí a ideia do aplicativo. A app, gratuita,  está disponível para download para usuários de iphone, Blackberry e Android. Mas o bacana é que quem possui um smartphone com tecnologia diferente desses três não fica de fora, não:  é possível acessar o novo mobile site de qualquer smartphone, via site
O que eu achei legal do Marriott Mobile é que ele não só permite busca de hotéis, reserva de quartos, verificação de reservas etc, como também tem um travel planner e oferece detalhes sobre o destino em questão (são mais de 70 países) – além de reservas de voos e aluguel de carros, o que dá utilidade a ele mesmo que o viajante, no fim, decida-se por não se hospedar num dos hotéis da rede. Daí sim.

5 de set. de 2011

A onda do volunturismo

Crianças numa township que visitei em Cape Town
O volunturismo – o tipo de turismo que concilia uma viagem com atividades de voluntariado – virou onda. No Brasil, é um filão que começa a ser explorado, mas já faz uns bons anos que virou meio “moda” pra americanos e europeus se inscreverem para esse tipo de atividade, conciliando o desejo de conhecer terra e cultura distintas com a ideia de ajudar, de emprestar seu conhecimento ou, mais comumente, sua mão de obra, para uma organização ou causa.
Então várias agências começaram a vender pacotes “volunturísticos”. Eu recebo vez ou outra uns mailings ou spams com esse tipo de oferta e já vinha mesmo achando o negócio esquisito. Conversei com alguns blogueiros norte-americanos e três deles me contaram sobre experiências maravilhosas que tinham tido com o volunturismo em países da África, como tinham voltado transformados e talz. E me contaram também que a experiência tinha custado, sem passagens aéreas, em média dois mil dólares.
Crianças das comunidades ribeirinhas do rio Juma, na Amazônia
Bom, sei lá, cada um é cada um. Eu já fiz várias atividades de voluntariado – dos famosos dias em creche ou de sopão a trabalho de anos com assessoria de imprensa – embora ainda não tenha experimetado isso no turismo. Mas, pra mim, ser voluntário, se pressupõe que você contribua de alguma maneira, não deveria pressupor que você pagasse por isso.
Meninas ribeirinhas do Solimões
Daí li no final de semana um post ótimo no também ótimo Travel Dudes  (“Pay to volunteer? Are you mad?") no qual ele discute basicamente a mesma ideia. Ele conta sobre as vezes em que se voluntariou em várias partes do mundo, trocando seu trabalho por comida e alojamento, sem custos, e que estranha muito como as pessoas estão pagando e pagando e pagando por esse tipo de experiência. E vai mais longe: será que todo esse povo que paga pelo volunturismo tem controle de quanto desse total investido realmente vai parar nas mãos da organização beneficiária em questão? É pra refletir.
No fim, ele ainda dá dicas de onde se inscrever gratuitamente para volunturismo na América do Sul e Haiti (e talvez Japão), entre outros. Se você está interessado no volunturismo, e concordando ou não com a ideia de pagar por isso, vale muito ler sobre as experiências dele.

9 de jul. de 2011

Café pra viagem

Confeitaria Colombo, no Rio: café com história é melhor ainda
Se tem duas coisas que combinam muito pra mim são café e viagem. Primeiro, porque eu adoro as duas separadamente; então por que não iria adora-las juntas, não é mesmo? E depois porque eu não consigo mais separar os cafés das viagens, seja um momento de pausa MARAVILHOSO nas andanças turísticas, seja pelo simples prazer do people watching ou, até, por ser um lugar histórico, em que vários pensadores, poetas, escritores e gênios de outras épocas frequentaram – de repente, aquele sujeitinho sentado na mesinha ao seu lado será um dos gênios da nossa época, lembrado futuramente ;-)))
Sempre curti visitar os cafés-atração ao estar pela primeira vez numa cidade, do Tortoni, em Buenos Aires, ao Caffé Greco, em Roma. Com o Greco desenvolvi um laço afetivo tão grande com o primeiro impacto e toda a história fascinante embutida naquele lugar que fui tomar cafezinho todos os dias lá na primeira visita a Roma. Só não topo os preços exorbitantes de lugares que se converteram em puro turismo, sem mais nada do charme de outrora, como o Café de Flore e o Les Deux Margots, de Paris.
A melhor versão do café à espanhola

Mas amo um bom café. Que delícia o aconchego de um bem quentinho, num dia gelado de inverno, pra gente se sentir melhor. Que delicia o conforto de um bem tirado, num dia de muitas andanças turísticas, pros pensamentos fluirem melhor. Que delícia o devaneio de um, de qualquer tipo, quando a gente quer só a companhia deles para ver a vida passar, pra ver as pessoas passarem, pra não pensar em nada. Que delícia até um copão descartável de um delicioso café com leite pra ir bater papo com os amigos numa praça.  Um dia de viagem sem ao menos uma paradinha para um bom café não é um bom dia de viagem pra mim, sério.


Café é sempre bom; não precisa nem ser tão gordo e tão bem acompanhado como esse ;-)
Se você também é louco por um bom café de viagem, talvez curta ver o ranking dos 10 cafés mais lindos do mundo (olha a nossa Confeitaria Colombo, linda, no honroso 7º. Lugar!!!!) que as viajantes postaram essa semana no twitter. O link tá aqui. Se eu concordo com o ranking? Bom, vocês sabem que eu nunca ponho muita fé em nenhum tipo de ranking, mas nesse caso... puxa, eu não faria melhor. O único senão é que não colocaria o Caffé Greco lá na 10ª. posição e sim mais adiante. Bom, mas daí sou eu e minha relação afetiva com o café ;-))))))

6 de jun. de 2011

Os brasileiros e suas panelinhas

Eu reparo nisso há mais de uma década e esse assunto sempre vem à tona nas rodas de amigos. Mas a ideia de transformar isso num post veio da constatação na minha amiga Lucia Malla no twitter nessa segunda-feira, enquanto participa de um congresso em Boston, EUA: “é muito interessante ver os brasucas em congresso. Com raras exceções,pouco interagem com estrangeiros”. Pois é. E não é só nos congressos, não; vejo isso acontecer com MUITOS brasileiros em viagem, sobretudo quando viajam para fazer intercâmbio.
Juro que não entendo. A ideia principal de fazer intercâmbio não é justamente a imersão para aprender outra língua e se entrosar com outra cultura? Conhecer estudantes do mundo inteiro? Então como é que tanta gente ainda gasta esse dindim todo pra viver num grupinho de brasileiros no destino escolhido?
Vou além: não entendo como é que alguém que vai passar 20 ou 30 dias em férias num outro país quer procurar os restaurantes de comida brasileira, os bares frequentados por brasileiros e tal. Um chofer indiano de um transfer que eu peguei em Londres me perguntou se eu queria saber onde comprava cerveja brasileira e os supermercados que tinham seções brazucas, porque os clientes brasileiros sempre pediam isso a ele.
Que a gente fique homesick quando VIVE fora, é uma coisa. Você tá lá, há milhares de milhas distante de casa, da família, falando outra língua, vivendo outros hábitos, e sente aquele prazer imenso ao ouvir gente falando em português ou quando um amigo vai te visitar e leva, por exemplo, sonho de valsa - ou qualquer outra coisa que você ame muito e que não encontra lá fora. Normal. Mas numa viagem... sei não.
Eu, quando viajo, o que quero mesmo é CONHECER o outro país: me esforçar pra falar um tiquinho da outra língua (ao menos por favor, desculpa, bom dia, boa noite e obrigado eu sempre aprendo antes de embarcar), experimentar os sabores locais (mesmo pra depois eu poder dizer que aquele não é meu tipo de comida), ouvir as músicas locais, me adaptar aos costumes etc. Será que eu sou muito estranha?

12 de jun. de 2010

9 de jun. de 2010

Levando dinheiro em viagem: sobre o Visa Travel Money

Vira e mexe alguém me escreve, tuita ou posta na caixa de comentários dúvidas sobre como levar dinheiro em viagem para o exterior e quanto levar. A minha resposta é quase sempre a mesma: quanto levar é uma decisão MUITO individual/pessoal (afinal, cada um gasta de um jeito e cada um viaja com um orçamento muito particular, certo?), um cartão de crédito internacional é essencial e uma das melhores formas de fazê-lo, sobretudo para quem não tem isenção de tarifa para saques do exterior diretamente de sua conta bancária no Brasil, é apostar num Visa Travel Money - ou VTM, para os íntimos ;-)

Trocando em miúdos, o VTM (olha o anúncio deles no comecinho desse post) é um cartão pré-pago internacional, aceito, segundo a Visa, para compras em quase 30 milhões de estabelecimentos no mundo e para saque em moeda local em mais de 1 milhão de caixas automáticos planeta afora. Ao contrario dos traveller checks, você não precisa procurar lugares sem comissão pra trocar, nem faz volume na carteira/moneybelt já que é um simples cartão de plástico. Funciona assim: você compra um cartão e carrega, depositando em reais/cash, na quantidade de moeda estrangeira que vc quiser - 100 euros, 500 libras, 1000 dólares, 2500 euros... vc é quem decide (pode ser carregado em Dólar, Euro, Libra Esterlina ou Rand - esse último, ótima pedida pra quem vai pra Copa do Mundo na África do Sul!). E daí pode usá-lo para saques em caixas eletrônicos conveniados à rede Visa no mundo inteiro, sacando em moeda local, o que nos poupa das perdas de conversão de moeda pra moeda (cada saque tem um custo fixo de 2,50 euros). Também pode ser utilizado, sem cobrança de taxa nenhuma, para compras débito, como Visa Electron, em vários países (as compras e saques são realizados sempre na moeda do país de destino).

Mesmo para quem usa mais o cartão de crédito na hora das compras, é uma mão na roda como garantia de verba, ainda mais que o VTM não está sujeito à variação cambial e também oferece cartão adicional para usar imediatamente em caso de - toc, toc, toc - perda ou roubo (tem Central de Atendimento 24h em Português gratuita) . Pra mim, a maior vantagem do cartão é que ele pode ser recarregado de qualquer lugar, por qualquer pessoa e a qualquer hora. Ou seja: eu viajo levando meu VTM e, se eu calcular mal meus gastos e ele ficar zerado ou com pouco crédito, eu posso pedir para alguém da família ou dos amigos recarregar pra mim, do Brasil mesmo, e recebo os créditos onde eu estiver, na mesma hora.

E se sobrar dinheiro no cartão depois que voltar de viagem? A escolha é sua. Eu guardo, porque tem sempre uma viagem nova no horizonte :-D (o meu vai com restinho que sobrou da última viagem agora na viagem de julho). Mas, se vc preferir, pode solicitar devolução em reais ou ainda utilizar o cartão nos estabelecimentos afiliados a rede Visa Electron no Brasil mesmo (você pode saber mais sobre o VTM na página deles no Facebook também).

E boas viagens, sempre.

27 de mai. de 2010

Lá vou eu

Eu já estava a ponto de postar aqui "oi, meu nome é Mari Campos e eu estou há 45 dias sem viajar". Sabe cumé a crise de abstinência de viajante, né? Ainda mais de quem trabalha com isso...
Mas como a vida é feita de embarques embora haja tantos desembarques pela vida... lá vou eu de novo! :-))) Hoje cedo embarco para uma viagenzinha nacional, voando Azul pela primeira vez (tô super curiosa!) e com belos hotéis e cenários no roteiro.
Se tudo der certo e a internet funcionar direitinho durante esses dias, vem aí mais uma blogagem ao vivo (eu já tava com saudades). Mas, senão, eu conto tudo do mesmo jeito, nem que seja só na volta, no comecinho da semana que vem.
No mais, acompanhe as novidades up-to-date pelo meu twitter.
E sorria :-D