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12 de mai. de 2013

Toronto, Canadá

A fachada sensacional do ROM

 No mês passado eu coloquei, enfim, meus pezinhos em terras canadenses. A viagem, a trabalho, foi  (bem) mais curta do que eu gostaria, mas extremamente produtiva: uma semana entre Toronto e Niagara visitando atrações, museus, galerias, hotéis e, é claro, diversas vinícolas ;)
A CN Tower ao longe
 Para começo de conversa, adorei Toronto! Fiquei encantada com os bairros tão diferentes entre si, a beira do lago, as compras, os museus sensacionais. Toronto é daquelas cidades fascinantes que dão vontade da gente fazer as malas e ir morar lá, sabe? Belíssima infra-estrutura de transporte, ótima oferta hoteleira e gastronômica e, o melhor, gente muito, mas MUITO simpática e atenciosa em toda parte.
A Toronto old school ;)
 Para se ter uma ideia como Toronto está na crista da onda, a cidade sedia, em 2015, os Jogos Panamericanos e os preparativos estão em polvorosa!  Diversos hotéis estão abrindo suas portas (o ubber e contemporaníssimo  Four Seasons Toronto mal abriu as portas e já foi parar na Hot List da Condé Nast como um dos melhores do mundo) e a oferta gastronômica também é cada vez maior e melhor (gostei muito do fofo italiano Nota Bene , do sempre bom Café Boulud e do descolado Canoe).
 Para curtir as atrações da cidade, acho uma boa comprar o Toronto City Pass que dá admissão a lugares imperdíveis como CN Tower, o excelente Royal Ontario Museum e a linda Casa Loma, e é mais barato se adquirindo online.  Toronto respira cultura e vale mesmo investir nesse lado da cidade, das adoráveis galerias de arte da Queen Street (ali vale passar também pelos hotéis com status de arte, como o adorável Drake´s) aos incontornáveis  AGO (Art Gallery of Ontario, que amei, amei, amei!) e Bata Shoe Museum (divertidíssimo!).


Toronto vista do alto da CN Tower, sob chuva
 Se você é shopaholic, Toronto também é cidade certa para você: o apelo às compras está em todo canto, das lojas mil da Yonge Street e adjacências ao Toronto Eaton Centre, o shopping queridinho dos brasileiros. Para levar para casa um autêntico Maple Syrup, mostardas e outras delícias tipicamente canadenses, o St Lawrence Market é O lugar. E para compras de todo jeito, de lojas mais populares às top brands do mundinho fashion, o Yorkdale Mall é perfeitinho (e ainda tem uma praça de alimentação para ninguém botar defeito, com mais de 20 nacionalidades envolvidas na oferta gastronômica dali).
A CN Tower em dois momentos aqui...
... e aqui, entre chuva, brumas e reflexos
Deleite para fãs de arte e arquitetura, Toronto ainda tem uma fascinante “cidade subterrânea” para os dias de inverno muito rígido, praças lindonas (Queen´s Park, por exemplo), a sempre divertida Chinatown e região da Spadina e nightlife bacanuda (a região revitalizada de The Distillery é a-do-rá-vel!), incluindo até muitos musicais estilo Broadway sempre em cartaz. Até para ir e voltar do aeroporto é fácil: o Toronto Airport Express é uma alternativa menos cara aos táxis e para em frente (ou muito próximo) de vários hotéis da cidade dia e noite. 
A "cidade subterrânea" no meio da semana...
... e uma das surpresas maravilhosas que a gente encontra logo ao sair dela
A dupla de prédios folhada a ouro: das extravagâncias da cidade

St Lawrence Market: imperdível para os foodies

Para não dizer que minha semana foi perfeita, choveu. Choveu, choveu, choveu MUITO. Não deu pra ver muita coisa do alto da CN Tower e tinha dia que a própria torre sumia no horizonte, encoberta pelas espessas nuvens; só no meu último dia que a chuva deu uma trégua. E, a bem da verdade, peguei um dia de bastante neve em Toronto, em pleno abril. Mas foram dias excelentes.  Já pode voltar? ;) 

29 de ago. de 2012

Boas economias de viagem

Vai de shuttle? ;)

 Depois de falar aqui dos “pequenos esnobismos das férias” (aqueles luxinhos que todos nós merecemos quando saímos por aí nos nossos dias de descanso), vale também fazer um contraponto: economias de viagem que vale a pena, sim, fazer, por mais abastado que seja seu orçamento para o período. Afinal, todo ano a pesquisa entre os leitores aqui do Pelo Mundo mostra que somos, em franca maioria, viajantes HiLo: gostamos de conforto e qualidade mas estamos sempre à caça de ofertas para gastar menos e viajar mais ;)
Volto a dizer: cada um gasta seu dinheiro como e onde quiser, é óbvio, e ninguém tem nada a ver com isso; mas quem curte a vibe “apertar um pouquinho aqui para poder gastar mais ali”, pode achar legal lembrar que:
Shuttles são uma mão na roda. Se você acha que o táxi daquele aerporto até o seu hotel vai sair os olhos da cara e nem sequer cogita tomar um metrô com direito a escadas e baldeações para o trajeto, deve sempre ficar de olho nos shuttle services. Hoje em dia, quase todo aeroporto oferece os seus: em vans ou em ônibus, são serviços de traslado compartilhado, que você toma com outros viajantes, e sai bem mais em conta que um táxi, com conforto bem semelhante. Eu uso muito, em tudo quanto é canto, e sempre recomendo (inclusive no Brasil, e sempre para ir da minha casa ao aeroporto de Guarulhos), sobretudo para quem viaja sozinho, que sempre sai lucrando com essa economia, sem abrir mão do conforto (você só perde um pouco mais de tempo já que a van pode ter que deixar outros hóspedes antes de você). Em Paris, por exemplo, onde o táxi do CDG à cidade costuma sair em torno de 70 euros, os shuttles cobram em média 25 euros por pessoa para levar você do seu terminal à porta do seu hotel – para solo travelers é uma verdadeira bênção e, mesmo em duas pessoas, ainda há uma economia legal. Só vale ficar atento e checar se o shuttle que você está contratando te leva mesmo até a porta do seu hotel – o Roissy Bus, por exemplo, na mesma Paris, te leva somente até um ponto pré-determinado da cidade e de lá você tem que seguir em táxi até o hotel (o que eu não acho nada legal).
Café cada dia num lugar diferente é gostoso
- Almoço executivo é pechincha boa. Você quer muito provar a comida daquele restaurante ou chef que toooodo mundo fala mas acha o jantar ali uma fortuna. Pois a maioria dos restaurantes mais hypadinhos oferece tentadores almoços executivos, bem mais econômicos que o jantar.  A maioria faz um menuzinho completo com entrada, prato e sobremesa ou, pelo menos, uma combinação de quaisquer duas dessas etapas, pelo menos de segunda à sexta-feora. E na maioria dos lugares para o almoço não é necessária reserva ou espera num filona. Se um jantar no Café Boulud de Nova York acaba saindo perto dos 100 dólares por pessoa, o almoço executivo custa só 29 – e é gostoso igual.
- Passes podem ser interessantes. A gente gosta de ter liberdade de entrar onde quer, a hora que quer, do jeito que quer; mas os passes turísticos podem ser uma boa em alguns destinos. Para quem vai à Nova York pela primeira vez, eu sempre recomendo o City Pass: sai mais barato para quem quer fazer todos os “lerês” da cidade e, em várias delas, você ainda pega uma fila exclusiva e bem mais rápido. Passes de transporte também: se você vai usar várias vezes o transporte público na sua viagem, é sempre recomendável investirnum – como o sempre genial Oyster Card, para quem visita Londres, que poupa muito tempo e incríveis libras.
- Pré-reserva salva vidas. Você acha que não compensa amargar 3h de fila só para entrar no Louvre no dia da visita gratuita (pessoalmente, eu também acho que esse tipo de economia não compensa, não). Mas fazer pré-reserva, agendamento e compra pela internet dos ingressos pode poupar várias horas de fila das suas férias – como para quem visita a Uffizzi, em Florença, por exemplo. Isso sem falar em lugares nos quais só se entra com reserva, como a Santa Ceia, em Milão. Considere sempre essa possibilidade; até porque, vira e mexe, a compra do ingresso online sai mais barata.
- O café da esquina é uma delícia. Você conseguiu uma super oferta num hotelão mas não incluía o café da manhã; daí você se choca com os 30 dólares cobrados por pessoa para essa refeição.  Ou fez uma reserva em hotel budget, como um Ibis, que sempre cobra o café da manhã separado. Pois ninguém é obrigado a tomar café no hotel, certo? E ir até o café da esquina para isso é bem mais barato e sempre uma delícia  – inclusive pelo people watching gostoso que fazemos com os moradores locais. Melhor ainda: você pode cada dia tomar o desjejum num café diferente, testando novos lugares, provando novos sabores. Eu adoro.
-  Não despachar. Você comprou uma passagem suuuuper barata de uma low cost europeia e não se conforma em pagar mais do que o valor gasto pelo voo para despachar sua bagagem? Pois não despache! Aproveite a ocasião para viajar com a mala bem levinha e se sentir o próprio Ryan Birham em Up in the Air ganhando tempo e praticidade nos aeroportos. Ou, então, se você faz mesmo questão que viajar com mais peso,  pague um pouquinho mais caro por um voo de companhia convencional que não cobre por esse serviço.
- Arriscar.  Sou suuuuper contra correr riscos em geral nas viagens; mas nisso me refiro a arriscar chegar muito tarde ao aeroporto e perder o voo ou reservar um hotel que TODAS as resenhas dizem que é péssimo só porque você teve um palpite que pode ser legal. Mas arriscar a "sorte" num site como o Priceline, por exemplo, na hora de reservar um hotel, pode ser uma boa economia.  Além dos sempre ótimos SniqueAway e Jetsetter, que sempre colocam tarifas MUITO sedutoras para hotelaços, os sites de "leilão" de diárias de hotel permitem que você escolha que categoria de hotel deseja, em que localização, com quais facilidades/amenidades e quanto quer pagar por ele, o que me parece sempre muito justo - e o Priceline é o mais famoso deles, oferecendo, por exemplo, hotéis do naipe de Hyatts e Hiltons por diárias de 120 dólares.

Que outras economias bacanas de viagem você sugere? Diz aí ;)