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4 de jul. de 2013

Voando com a Delta

Belas poltronas reclináveis na executiva da Delta
Já que no último post falei sobre novidade do mundinho da aviação, aproveito para mencionar aqui como foi voar com a Delta pela primeira vez nessa viagem ao Alasca em junho.
Comprei (através da minha agente de viagens, dessa vez) com a Delta porque eles tinham mesmo o melhor preço dentre as opções que apareceram na época (para quem não lembra, me decidi por essa viagem ao Alasca dez dias antes, uma correria, voos lotados etc) e porque, voando Delta, juntaria boas milhas no Flying Blue, que é meu programa de fidelidade aéreo predileto.
Poltronas individuais nas laterais da executiva: bem bolado
 O bilhete (em econômica) envolveu várias conexões diferentes (já que meu cruzeiro chegava e saía de pontos distintos, e sem voos diretos ao Brasil) mas tive também a sorte de conseguir um providencialíssimo upgrade para a classe executiva bem no primeiro voo, saindo do Brasil - o que me permitiu fazer uma avaliação mais completinha do serviço em geral para deixar aqui.
Necessaire Tumi...
... e jogo USB e tomada completinha: só na executiva
 O voo SP-Atlanta em classe executiva foi excelente: bastante espaço, poltronas individuais nas duas fileiras laterais (o que é ótimo para quem viaja sozinho, seja a trabalho ou lazer), assento com bastante reclinação (vira quase uma caminha), entretenimento individual bem completo, belo jogo de cobertor e travesseiro, serviço simpático, boa comida e bons vinhos. E ainda uma necessaire gracinha da Tumi para os passageiros.
Na executiva de ida, SP-Atlanta: jantar...
... e café da manhã
 Depois, fiz outros 3 trechos na América do Norte (dois deles longos e um bem curtinho) e a volta para o Brasil (desde NY) em econômica. Nos voos domésticos, houve serviço de bordo, com bebidas não alcoólicas e petisquinhos gratuitos (ao contrário do que acontece em muita companhia norte-americana), mas sem entretenimento individual.
No voo internacional, cerveja e vinho incluídos na classe econômica, boa comida, entretenimento individual bastante bom; só o café da manhã servido na chegada ao Brasil achei frugal demais. O espaço entre poltronas e a reclinação delas é sem novidades, o mesmo padrão da maioria das aeronaves que faz a rota Brasil-EUA. Mas gostei bastante do serviço de um modo geral, em todos os voos, cortês e eficiente (beeeem diferente da concorrência americana).
Na econômica da volta: jantar...
... e café da manhã
Só tive problemas com o atendimento em terra em Seattle, quando meu voo para Detroit (somente de lá eu seguiria para o Brasil) foi cancelado e a funcionária não conseguia encontrar uma solução alternativa (nem tinha muita vontade para tal). Mas o atendimento no call center (havia telefones para ligar gratuitamente para eles no saguão do aeroporto) foi eficiente e conseguiu me encaixar em outro voo, via NY, e fiz tudinho a tempo.

O bacana da confusão dos voos foi que, ao ser levada ao JFK para tomar meu voo de volta ao Brasil, acabei conhecendo de lambuja o novo Terminal 4, da própria Delta, inaugurado recentemente. Ficou lindão mesmo e bem organizado - só falta ali um free wifi ;)

Com a troca de voos, cheguei em Guarulhos sem minha mala; mas ela chegou inteirinha no final do dia seguinte, thanks God. Prontinha para voar de novo ;)

3 de jul. de 2013

Ethiopian Airlines agora tem Dreamliner no Brasil


O 787 Dreamliner da Ethiopian recém-chegado ao aeroporto do Galeão antes de voar para Guarulhos, São Paulo
 Nessa última segunda-feira, o Brasil recebeu, enfim, o primeiro voo de um Dreamliner (Boeing 787). Para quem curte e/ou acompanha notícias da aviação, sabe que esse foi um grande feito: apesar de recentes controvérsias, o Dreamliner está no dream team (oops, sorry pelo trocadilho :D) da aviação contemporânea, entre os grandes e revolucionários aviões que andam mudando a cara do mercado.
Enquanto ouvíamos promessas de outras companhias que já operam por aqui trazerem seus novíssimos Dreamliners para operar nas rotas envolvendo o Brasil (inclusive a LAN), qual não foi a surpresa geral ao tomarmos conhecimento de que a Ethiopian Airlines, que começa agora a voar para São Paulo e Rio, seria a primeira (enfim!) a trazer a aeronave para cá.
Aceitei o convite da Ethiopian, feito pela AVIAREPS, para participar da primeira coletiva a bordo do Boeing 787 Dreamliner como parte das atividades de divulgação do voo inaugural da Rota Addis Ababa (ou Adis Abeba) para Rio de Janeiro e São Paulo. Infelizmente, não voamos até a Etiópia, mas bem que gostaríamos :D
A coletiva aconteceu no voo inaugural, mas só no trechinho entre Rio de Janeiro (Galeão) e São Paulo (Guarullhos) - o voo vinha de Addis Ababa, Etiópia (com escala técnica em Lomé, no Togo) e seguiria para Addis Ababa novamente.
A classe executiva...
... e a classe econômica da Ethiopian Airlines
 Batizado debaixo de muita chuva ao chegar ao aeroporto do Galeão, o avião já atrai as atenções por fora mesmo, grandão quando comparado às aeronaves que estão ao lado nos outros fingers. Por dentro, ele não parece grande; apenas comprido, longo. E estava novinho, é claro, tinindo. Desenho bonito dos compartimentos de bagagem e composto de materiais que mesclam substâncias como fibra de carbono e plástico na estrutura principal (a Boeing garante, segundo Donna Hrinak, presidente da empresa no Brasil, que ele consome 20% menos combustível que outras aeronaves do mesmo porte e maior umidade do ar a bordo).
Janelinhas com redução gradual de luminiosidade por acionamento eletrônico em todas as classes
Chamam a atenção de cara suas janelinhas (que são as maiores da aviação comercial mundial atualmente) que não se abrem e fecham com os flips de sempre - são acionadas eletronicamente por botões na parte inferior de cada uma delas que escurecem o vidro através da redução gradual de passagem de luz.
Design bonitón para os compartimentos de bagagem
 Durante o voo Rio-São Paulo que fizemos (na classe econômica, bien compris), a decolagem silenciosa e sem trancos foi o que mais chamou minha atenção. O 787 Dreamliner da Ethiopian que fica nessa rota Etiópia-Brasil (a companhia possui cinco aeronaves desse modelo no total) tem 24 assentos na classe executiva e 246 na econômica (na econômica, o espaço entre os assentos é o mesmo da maioria das demais aeronaves que fazem voos intercontinentais). Na executiva as comissárias usam uniforme diferente, inspirado nos trajes típicos etíopes (e comissários brasileiros devem integrar o staff da rota a curto prazo) e os voos de e para o Brasil contarão também com opção de prato típico etíope dentre as opções de menu disponíveis.
A comissária Hilena com o traje especial de serviço da classe executiva
 Os 787 Dreamliner tiveram que permanecer em solo de janeiro a abril por dois incidentes consecutivos com suas baterias de íon-lítio. "Mas nós nunca tivemos quaisquer problemas com essa aeronave e a companhia foi a primeira a estar pronta para voltar a utilizá-lo no final desse período", frisou Tewolde Gebremariam, CEO da Ethiopian que veio no voo inaugural.
 A coletiva da Ethiopian à bordo do Dreamliner
O simpático Gebremariam, aliás, fez questão de cumprimentar os brasileiros pela conquista da Copa das Confederações (disse que viu o jogo no aeroporto etíope, e torceu ;D) e frisou que a nova rota não quer apenas ligar Addis Ababa ao Rio e SP mas sim conectar a África Oriental com a América do Sul como um todo, e mais rapidamente - além de promover o turismo etíope, é claro, e conectar os BRICS.  "É importante destacar também que somos atualmente a única companhia aérea africana rentável", completou.
A lindona cabine do 787...
... e detalhe do sistema de entretenimento da econômica (com entradinha USB)
De Addis Ababa é possível fazer conexão para diversos destinos da África, Oriente Médio e Ásia.  Num ano em que a Etiópia apareceu nas hot lists de destinos a se visitar das mais influentes publicações de turismo do planeta, taí um grande feito. 

27 de jun. de 2013

Cruzeiro no Alasca: o sobrevoo do campo de gelo de Juneau


 Nossa escala em Juneau foi, provavelmente, no dia mais lindo de toda a viagem: um céu de azul intenso e sol muito, muito forte. A temperatura beirava os 20 graus centígrados e tinha gente tão empolgada na cidade que tomava sol em trajes mínimos sobre a grama ;)
 Assim que o navio atracou, desembarquei para o passeio que queria fazer desde muito antes de decidir pela viagem: sobrevoar o campo de gelo de Juneau, que conecta cinco glaciares principais.  Todo mundo que me falava desse passeio dizia que era um "must do". E, óia,  é mesmo ;-)
Os sobrevoos são feitos em diminutos hidroaviões e, como todos os sobrevoos que vi no Alasca, custam uma pequena fortuna ($210) para seus 40 minutos de duração. A vantagem é que todos os assentos são na janelinha :D A companhia que opera os voos por ali tem a sede logo ao lado do porto de Juneau, no mini "waterfront" da cidade.
 Os aviõezinhos (são vários) decolam e pousam o tempo todo, levando até seis passageiros cada. Reservar é aconselhável mas, como a quantidade de voos em dias estáveis é bastante grande, tinha gente chegando e comprando na hora, sem problemas.
 Após um atraso não explicado de mais de meia hora para a decolagem, entramos no aviãozinho (glupt) e levantamos voo. Dali pra frente, foi um festival de lindezas, com todos os seis passageiros com o nariz grudado nas janelinhas durante todos os 40 minutos de sobrevoo.
 Cada um recebeu um fone de ouvido para minimizar o som forte da aeronave e poder ouvir com clareza as explicações (muito boas, por sinal) do piloto sobre cada lugar/área/região que sobrevoávamos.

Sobrevoamos uma boa parte das mais de 1500 milhas quadradas do campo de gelo de Juneau. Ali avistamos glaciares de cerca de 3 mil anos de existência, alguns avançando, outros retrocedendo; incluindo o glaciar Taku, o maior dos glaciares do campo de gelo de Juneau (e, dizem, o mais profundo do mundo).

Entre um solavanco e outro, foi o voo mais lindo que já fiz. Mais lindo até que o sobrevoo do MontBlanc, que tinha batido anteriormente todos os meus recordes. Desci do avião em êxtase depois de tanta beleza. Deixo aqui um breve fotolog para quem curte ver picos nevados e glaciares. Inesquecível.














27 de ago. de 2012

Segurança em viagem: nunca é demais


Ontem à noite, a twittosfera viajante foi surpreendida com a triste notícia de que o Riq Freire tinha sido furtado num ônibus que seguiria de Goiânia para Pirinópolis: aproveitou para usar o notebook na praça de alimentação da rodoviária e acabou sendo seguido por um cara que, mesmo sem passagem, subiu ao ônibus e furtou duas mochilas que estavam armazenadas no compartimento superior de bagagem sem que ele notasse (ele conta o perrengue aqui).
À parte o roubo dos bens materiais – notebook, câmera, iPad, HDs externos etc -, que já seria de chorar para qualquer turista, some-se a isso o agravante de que esse era também todo seu material de trabalho; atrapalhou tanto que ele teve que voltar para São Paulo para dar um jeito de arrumar novo material para seguir viagem de maneira adequada novamente mais para o final de semana (isso porque ele é muito equilibrado e civilizado, é claro; fosse eu, que costumo dizer que meu note e minha câmera – e meu celular – são minha vida, já teria chorado os dois pulmões e estaria arrancando os cabelos até agora :/ ).
O triste e lamentável incidente com o Riq, no mínimo, nos serve de alerta: não importa onde, nem quando, nem com quem, segurança em viagem nunca é demais. Nunca. E, por mais que seja um contrasenso dizer isso para quem está em férias, não dá pra RELAXAR nesse quesito, não, e em momento nenhum – seja no Brasil, na Europa ou wherever.
A bolsa, a mulherada brasileira já aprendeu desde cedo que não dá pra usar sem ser bem segurinha debaixo do braço, certo? Na rua, no trem, no ônibus, no avião, no metrô, o tempo todo. Os meninos precisam lembrar sempre que a carteira tem que estar igualmente segura, de preferência num bolso o mais “inacessível” possível; e, quanto mais “magrinha” ela for, menos bandeira dá dentro do bolso. Na espera nos aeroportos também, olho vivo e volumes sempre com você; são cada vez mais comuns, rápidos e imperceptíveis os furtos de malas nas salas de embarque e lounges. Isso sem falar em deixar bens bem trancadinhos, no cofre ou na mala com cadeado, também no quarto do hotel.
E a mala de mão? Hoje não é mais só quem viaja a trabalho que está cheio de aparatos tecnológicos dentro dela – então olho nela, sempre, sempre, sempre. No avião, se tem objetos de valor dentro, passe o cadeado nela também; no ônibus ou trem, deixe ela com você ou, pelo menos,  à sua vista o tempo todo. No meu caso, por exemplo, no avião ou no ônibus, meu note (ou iPad), câmera e lentes vão na bolsa no chão, debaixo do assento da frente, presa nos meus pés – perco conforto nisso, é claro, mas ganho no sossego, na segurança (ou, pelo menos, na sensação de) de saber que eles estão sempre “comigo”.
Como diria minha vó (e provavelmente a sua também), precaução nunca é demais. Ou: melhor prevenir que remediar, né, não?

18 de ago. de 2012

Quiet zones em meios de transporte: será tendência?


A companhia aérea Air Asia anunciou recentemente que, a partir de fevereiro do ano que vem, as sete primeiras fileiras de suas aeronaves serão denominadas “quiet zone” – uma área livre de barulho no avião, nas quais não será permitido fazer barulho, falar alto ou emitir qualquer ruído que perturbe os demais passageiros dessa zona (que, por sinal, cobrará 7 euros de taxa para reserva do assento). E, por isso mesmo, nessas sete fileiras, crianças menores de 12 anos ficam proibidas.
Foi só minha vizinha de blog lá no Viaje Aqui, a querida Dri Setti, publicar sobre a notícia – que, vejam bem, na Europa vem sendo comemorada tanto por quem tem como por quem não tem filhos – que uma chuva de comentários ofensivos invadiu seu post. Nazismo, segregação, preconceito, amargura e até ameaças de processos contra ela apareceram ali, uma loucura. Sem falar de gente que não lê direito e chegou ao cúmulo de entender que a Air Asia iria PROIBIR crianças nos seus voos, uó.
Vale ressaltar que a inciativa não é isolada, não. A Eurostar vai introduzir agora, a partir de setembro próximo, dois vagões por trem batizados de quiet cars nos quais também a regra será o silêncio absoluto – e no próprio site da companhia eles avisam que seus funcionários evitarão reservas de famílias com crianças nesses vagões e deslocarão as mesmas para outros vagões caso aconteça de serem alocadas ali. E a própria Amtrak, nos EUA, também já tem esse esquema dos quiet cars desde o final da década de 90.
Ninguém quer segregar crianças ou famílias com filhos pequenos; muito menos uma questão de ter ou não filhos, de gostar ou não de crianças. A iniciativa, aliás, nem tem nada específico relacionado a criança nela: é em prol do silêncio; do bem estar de quem quer viajar tranquilo, tirar uma sonequinha ou aproveitar as horas em trânsito para trabalhar – o que é cada vez mais comum. É uma medida muito mais contra falações em excesso, rádios, música e, sobretudo, celulares que qualquer outra coisa (quando peguei o BoltBus de Nova York para Boston ano passado, por exemplo, um cara ousou atender seu celular e emplacar uma conversa e, no mesmo ato, uma sequência de “shhhh” invadiu o ônibus e uma menina de uns 15 anos, muito seriamente, apontou pra ele a placa de silêncio no painel do motorista).
Nem todo mundo consegue trabalhar com música; nem todo mundo consegue dormir com a televisão ligada; nem todo mundo consegue ler com falação ao lado, não é? Respeito ao outro é importante. A Ana Oliveira vira e mexe fala justamente sobre essa questão do excesso de ruídos hoje em dia no seu Psiulândia.  Imagina a hora que celular ficar mesmo liberado em todos os voos que trash que pode virar a viagem com tanto bla bla bla? Será que essa coisa das quiet zones vai mesmo virar tendência nos meios de transporte?

16 de ago. de 2012

Os sete pecados capitais do passageiro de avião


 Se por um lado viajar de avião é cada vez mais fácil (porque cada vez mais acessível, com tantas rotas e tantas promoções), por outro é cada vez mais complicado (assentos mais estreitos e apertados, serviço pior, passageiros sem educação). Então, na mesma vibe do postzinho da semana passada sobre os sete pecados capitais do viajante em geral, listo hoje aqui o que eu acho que são os pecadinhos do passageiro de avião hoje em dia:
Gula: não dá nem pra falar em gula propriamente dita pela comida servida à bordo porque, hoje em dia, bem francamente, é difícil uma companhia aérea nos inspirar nesse sentido; principalmente na classe econômica. Ainda assim, vale o lembrete: excessos alimentares à bordo não são nunca recomendados, pelos efeitos a curto e médio prazo que eles podem provacar; e obviamente isso vale também para as bebidas, sobretudo alcóolicas (tomar várias doses “para relaxar e dormir” pode ter efeitos bem desagradáveis)
Avareza: compartilhar, mesmo quando a gente tem muito pouquinho, é importante. Por isso mesmo, com assentos cada vez mais estreitos e apertados, ceder um pouquinho de espaço do apoio de braço naquela guerrinha de cotovelos que sempre rola com o vizinho, por exemplo, é bem-vindo. Já economizar em material de entretenimento à bordo não é nunca boa ideia.
 Ira: é fato que em algum momento do voo (ou em vários) o idiota sentado à frente/atrás/ ao lado vai socar o encosto da cadeira dele na sua cara, prensar você contra sua mesinha, puxar seu cabelo enquanto se apoia no seu encosto para levantar, chutar seu encosto ou te dar uma cotovelada.  O importante é, ao primeiro sinal de falta de educação do vizinho se manifestar com educação, do gênero “oi, será que você poderia não fazer mais isso? Está me incomodando muito”. Nada de ficar engolindo a má educação alheia e depois ficar sujeito à uma explosão de ira lá pela metade do voo.  Keep calm and carry on.
Luxúria: O nosso prazer à bordo é importante sempre (e obviamente eu não vou nem mencionar aqui essa tara universal com o sexo no banheiro dos aviões). Estar confortável, ser bem atendido, ficar seguro o voo todo é tudo direito seu. Assim como o uso que faz da sua poltrona também. Mas tem que lembrar daquela regrinha básica que sua mãe ensinou quando você era pequenininho: a sua liberdade termina onde começa a do outro.  O seu super conforto na sua poltrona não pode, de jeito nenhum, implicar em desconforto para o vizinho (e isso vale do cotovelo frenético no encosto de braço ao chulé do tênis que você tirou).
 Inveja: não adianta cobiçar os assentões da executiva quando entra por ela se vai ficar nos assentinhos da econômicas outras classes. A vida é assim mesmo, a sociedade judaico-cristã-ocidental cobra os olhos da cara pelas coisas boas e tal. Concentre-se nas milhas/pontos que você está juntando nesse trecho voado e em como fazê-los renderem um belo upgrade na próxima. E, para não ficar invejando também o pézão do seu vizinho no corredor nem as pernas esticadonas de quem pegou os assentos da primeira fileira, torne um hábito reservar seu assento logo que comprar a passagem – ou, pelo menos, ao fazer o check in online 48h antes do voo.
 Preguiça: a preguiça é a mãe de todos os vícios, já dizia sua avó. Por isso, por mais que você esteja acostumado a tomar substâncias que te deixam dopadão no voo, levantar, esticar as pernas, fazer os exercícios com os pés, ir ao banheiro e tomar bastante água são fundamentais nos voos longos. Pode ser chatinho de fazer na hora, mas o seu corpo suuuper agradecerá nos dias seguintes – e você pode até ter o prazer de se deparar com picolés Haagen Dazs e outros mimos lá na "turma do fundão" dos aviões ;)
Vaidade: plmdds, vou falar de novo: conforto à bordo é muito, mas MUITO mais importante que estar “bUnito” para viajar. Embarcar com botas de cano longo justas, calças apertadas ou qualquer outra peça que não deixem você se ajeitar à bordo está totalmente FORA DE MODA, hein?  E coisas como essas botonas super justas ainda podem acarretar problemas de saúde seríssimos, como a famigerada “síndrome da classe econômica”. Muito mais importante é lembrar de escovar os dentes, passar hidratante pelo menos no rosto e manter o corpo hidratado full time – isso é a vaidade que conta.  
E aí? Você listaria diferente? Quer mudar essa listinha ou acrescentar novos “pecadinhos”? A caixa de comentários é serventia da casa ;)

(e pronto. Prometo que parei com essas listinhas - por enquanto :D)

16 de jul. de 2012

Voos cancelados e afins

Eu sempre defendo que os pepinos de viagem, por mais estressantes que sejam na hora H, depois viram lenda, causos, histórias e a gente sempre, sempre, semrpe acaba tendo uma história engraçada ligada a eles para contar. Tipo #polyannafeelings mesmo.
Mas só quem já passou por problemas como voos cancelados, malas extraviadas e outras coisas do gênero sabem quão chatas essas coisas são enquanto acontecem. E quão calmos precisamos nos manter para saber exigir nossos direitos e lidar com esses imprevistos. Principalmente quando temos alguma culpinha nesse cartório.
Na viagem à França, eu fiz algo que NUNCA recomendo aos amigos e leitores: emiti dois bilhetes sequenciais, mas separados, em companhias aéreas diferentes. Como o bloqueio dos voos para Paris oferecido pela operadora saía do Rio, eu emiti SP-Rio separado. Claro que deixei boas sete horas de intervalo entre a chegada de um voo e a saída de outro, justamente achando que, assim, eu lidaria bem com atrasos e tal.
O susto já começou na ida: não tinhamos teto para pousar no Rio e o piloto avisou que teria que desviar o voo para Confins (!!!!) e de lá seríamos acomodados em outro voo para o Galeão. Foram 25 minutos sobrevoando o Rio com o coração na boca. No fim, conseguiram teto e deu tudo certo; mas, se não tivesse, eu teria perdido meu voo Rio-Paris e babau excursão.
Só que na volta rolou pepino de novo: o avião da Air France que nos levaria de Paris para o Rio apresentou problemas técnicos e o voo foi cancelado - sairíamos só no dia seguinte, e eu chegaria no Rio, obviamente, muito depois do meu voo para SP ter partido. Tentei de todo jeito argumentar para a AF me colocar num voo para SP, ou providenciar um novo voo Rio-SP para mim, mas eles estavam irredutíveis: "nosso contrato com você prevê apenas que você chegue ao Rio". Como Murphy nunca faz pouco, não consegui falar na Azul no call center para remarcar meu voo, a remarcação online estava fora do ar e mocinho do chatAzul disse que não era possível alterar passagem pelo chat. Osso.
Como sou uma mocinha de sorte, e o pessoal da Azul é mesmo 100% sempre, quando eu cheguei no Galeão e já não tinha mais assentos à venda que os voos do dia estavam lotados, me colocaram na frente na lista de espera e, voilá!, graças a um "no show" no último voo para Viracopos eu fui reacomodada e cheguei sã e salva em casa.
Mas daí fica a lição para vocês todos e a definitiva para mim: nunca, nunca, nunquinha da silva devemos aceitar emitir voos sequenciais que não estejam todos no mesmo ticket. Além dos inconvenientes básicos - a franquia de bagagem super diferente nos voos nacionais e internacionais, por exemplo - a  gente só conta com apoio e cobertura da companhia aérea se tiver comprado mesmo tudo junto, num mesmo bilhete.
Eu faço aqui meu mea culpa por ter cometido um erro tão tonto, tão primário, tão mirim. Mas você, porfaplease, anota aí a moral da história para NEVER EVER fazer igual.
Merci.

7 de jul. de 2012

Promoção de passagens aéreas nesse finde

Pípols, quem avisa, amigo é: pro povo "destuitado" que reclama que eu só comento sobre promos no twitter, tá aqui um postzito expresso de bandeja: nesse finde estão rolando promoções de passagens aéreas nacionais tanto na TAM quanto na Gol.
É recomendável ler as letrinhas miúdas de cada respectiva promoção, mas dá pra achar muita passagem aérea barata envolvendo voos nos meses de julho (só na Gol), agosto e setembro (em ambas). Assim, quem quer férias de última hora, tem viagens planejadas até 30 de setembro ou andava mesmo esperando uma promo para uma escapada de final de semana, corre lá tentar a sorte (com paciência, é verdade) nos sites das duas- tem tarifas desde R$39,00.
Ah! E lembrando que a promo das milhas/pontos reduzidos da TAM continua: eu emiti agora ida e volta para Bogotá (para setembro) por 8 mil pontos no total.  E vi que tem pra Buenos Aires, para Santiago e vários outros destinos; espia lá.

11 de jun. de 2012

Promoção de passagens aéreas no pós-feriado

Pípols, antes de eu começar a falar sobre onde estou agorinha, nesse exato momento, um lembretezinho pro povo que depois reclama que não viu, não foi avisado, não ficou sabendo: estão rolando duas promos bem bacanudas para EUA e Europa agora nesse começo de semana, no pós-feriado.
A Avianca e a Taca têm passagens para Miami e Nova York na baixa desde R$1261, ida e volta (esse preço é para Miami; pra NY sai um pouquinho mais caro, a partir de R$1400). Vale xeretar direitinho nas páginas das companhias aéreas para conferir as datas e tarifas exatas; e, claro, ler direitinho todas as regras da promoção.
A promo mais legal na minha opinião é da Lufthansa (em parceria com a Swiss para alguns voos) que está oferecendo Europa com saída do Rio ou de São Paulo desde US$699 - o que vai dar pouco mais de R$1600 com taxas incluídas e tudo. Tô olhando no site desde a tarde e tem muita coisa, para vários destinos - as compras são só até 5a.feira, dia 14, e as viagens com embarque de outubro até a metade de dezembro (volta até março de 2013). Pra quem curte as temperaturas mais baixinhas dessa época na Europa (eu! eu! eu!), tá uma mão na roda.
Acabei de comprar Europa em novembro. Aliás, váaaaaarias opções de viagem disponíveis para o maxi feriado de novembro desse ano, viu?
Fuça lá, gente.

9 de jun. de 2012

Patagônia: como chegar lá

Quem pega o GRU-SCL das 9h quase sempre vai de boeing, com telinha individual \o/
Em quatro das cinco vezes em que estive na Patagônia Chilena, eu fiz exatamente o mesmo percurso: voos da LAN GRU-Punta Arenas, com conexão em Santiago e, vira e mexe, com escala em Puerto Montt (da outra vez eu cheguei em Punta Arenas via Cruceros Australis, vinda de Ushuaia).
Dá também para usar Gol, TAM e a local Sky, mas comprando os trechos separados; pessoalmente, acho sempre muito melhor fazer todos os trechos com a mesma companhia, com tudo emitido no mesmo bilhete, para já despachar a bagagem de uma vez e, mesmo geralmente levando pouca coisa, não ter problemas com diferentes franquias de bagagem - e isso só dá pra fazer, ao menos por enquanto, com a LAN.
Para os maníacos por alfajor, um aviso importante: a caixinha servida nos voos internos da LAN não é mais da Havanna 
Para quem se interessar, são vários voos diários ligando Brasil e Punta Arenas e na baixa temporada as tarifas custam desde US$459, mas esse valor é beeeeem dificinho de achar, já adianto; e na alta temporada a tarifa começa em US$709. E dá até para ir emitindo passagem prêmio com os pontos do LANPASS, como eu fiz em dezembro do ano passado.
De qualquer maneira, vale saber de antemão que a viagem é longa, longa, como ir para a Europa praticamente: são 4h de viagem entre o sudeste do Brasil e Santiago e outras 4h de Santiago a Punta Arenas (podem virar cinco se rolar a escala em Puerto Montt). E de Punta Arenas ainda são mais 3h de carro para quem se hospeda em Puerto Natales ou mais 4h de carro para quem se hospeda dentro de Torres del Paine.
Eis aí um trajeto para o qual eu recomendo janelinha em todos os trechos ;-)
Por isso mesmo, continuo recomendando o mesmo de sempre: quanto mais noites você ficar por lá, melhor. Dessa vez a viagem foi corrida porque foi um convite e não eu mesma que programei. Mas o ideal é ficar uma semana, tanto para aproveitar o tempão de deslocamentos necessários quanto para curtir tudo o que a região tem para oferecer. E, se puder dormir umas duas noitezinhas em Santiago também, melhor ainda, pelos mesmos motivos  ;-)


P.S.: já que falei de LAN o post inteiro, um aviso pros antenadinhos: até amanhã, domingo, 23h59, eles estão com uma promo ótima de voos que inclui Buenos Aires desde US$161 e Miami desde menos de US$900. Vale ver.