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21 de ago. de 2012

Sete pecados capitais na reserva de um quarto de hotel


Boa cama, bom banheiro, bom serviço: a tríade fundamental
Entressafra de viagens da blogueira é assim mesmo: esses postzitos-reflexão aqui no blog pipocando de vez em sempre :-D  Ainda mais quando o lado jornalista dessa que vos bloga se vê obrigado a montar base e ficar hooooooras diárias, por dias a fio, sentado em frente ao computador em materitas e um sem fim de (aff!) textos de serviço (o inferno de todo jornalista de viagem) para custear as viagens que virão pela frente. C´est la vie.
Então o que temos para hoje é o capítulo 3 da micro-série pecadora: afinal, quem nunca se arrependeu de uma reservita de hotel em sua vida viajante que atire a primeira pedra, não é mesmo?
Gula. Não vá com muita sede ao pote nas ofertas em números gigantes nos sites de ofertas hoteleiras. Fique atento às letrinhas miúdas que contam sobre serviços inclusas, taxas de serviço e/ou governamentais e diversos outros extras que podem pegar o turista mais desavisado desprevenido. De que adianta reservar aquela “ofertaça” em Buenos Aires se os 21% de taxa obrigatória na cidade não estão incluídos no valor final?
Avareza. Já falei disso antes: mesmo que o seu orçamento seja muuuuuito apertado, não vale escolher um hotel, albergue ou whatever só por ele ser o mais barato. As noções de barato e caro, não importa o orçamento em questão, devem ser uma equação favorável entre custo e benefício. Escolher um hotelzinho lá na PQP pode sair mais caro, em termos de grana com deslocamento e, sobretudo, tempo, que um hotel “mais caro” mas bem localizado.
Ira. Cama boa e banheiro bom são meus itens fundamentais num hotel (wifi grátis também, de preferência). Mas poucas coisas conseguem me trazer mais arrependimento (e despertar minha ira) numa reserva equivocada que o serviço ruim.  A diferença entre escolher alugar um apartamento ou reservar um quarto de hotel, para mim, é justamente essa: o serviço; ter alguém “cuidando” das minhas necessidades durante a hospedagem. E, mesmo que você se defina como alguém que só usa hotel "para tomar banho e dormir", quer ser atendido, e bem, quando precisar, não? Qualidade de serviço muuuuito dificilmente muda num hotel de uma hora para outra; então prestar atenção nas resenhas que criticam justamente esse tópico é essencial.
Luxúria. Extremos são sempre perigosos: escolher um hotel só porque o site diz que é “de luxo” ou “cinco estrelas” não faz o menor sentido. Há vários casos na hotelaria, no mundo inteiro, em que o mais caro definitivamente não é o melhor. Salvo big brands que nunca falham (como Four Seasons ou Mandarin Oriental), se você quer garantia de um hotelaço, com todas as letras, pesquise, pesquise, pesquise. Altos investimentos obrigatoriamente devem vir acompanhados de alta satisfação.
Vaidade. Tá relacionado de alguma maneira com o pecadinho acima: ficar num hotelão só pra sair por aí contando vantagem, é algo tãaaaaaao 1999-com-a-duplicação-no-câmbio-real-e-dólar. Faça aqui também a equação do custoXbenefício.
Inveja. Se você pesquisa bem sobre o hotel antes de reservar, pode ficar sabendo que os quartos do andar X são mais barulhentos, que os quartos do andar Y ainda não foram reformados ou que o quarto XYZ é o único com varanda com vista para não sei onde. E, com essa info em mãos, fica mais fácil fazer solicitações específicas já no ato da reserva – para não morrer de inveja de outros hóspedes mais “felizes” com a hospedagem durante a viagem.
Preguiça. Provavelmente o maior de todos eles nesse caso. Não rola reservar “o primeiro que aparecer”. Sei que a gente acaba gastando muito mais tempo do que gostaria nessa fase da pré-viagem, mas um pouquinho de pesquisa, leitura de resenhas e troca de ideias com quem já foi faz toda a diferença na escolha de um bom hotel.

Tem pecadinhos para contar, retirar ou acrescentar? Conta pra gente!
Os “capítulos” anteriores da saga pecadora estão aqui e aqui.

23 de mar. de 2012

Enquete: que "amenidade" é essencial num voo longo pra você?

"Extra legroom" nos aviões: o grande desejo da maioria dos viajantes
Semana passada li na versão eletrônica de um caderno de viagem gringo um pesquisa com seus leitores sobre qual(is) a(s) "amenidade"(S) que eles consideravam essencial num voo de longa duração na classe econômica. Mais de sessenta por cento optava em primeiro lugar disparadão por mais espaço para as pernas. Depois, com percentuais em torno dos trinta, tinham praticamente os mesmos votos as opções: ter tela individual para o entretenimento, ter wifi a bordo, ter boas refeições e ter bebidas alcoolicas grátis (esse último reflexo de um trauma compreensível dos americanos, que geralmente têm que pagar por elas). 
Mas me chamou atenção que opções como friendly staff (algo que eu, pessoalmente, considero bem importante) e power supply (eu dou suuuuper valor a assentos que têm tomadinha individual) tivessem absolutamente 0 votos. Comentei com uma amiga e ela disse "que adianta um staff amigável se você mal consegue caber no assento?". Fez sentido. 
No fundo, todas as amenities mencionadas pelo jornal são importantes. Seria incrível poder ter tudo isso na fish class. Afinal, pagando o dindim razoável que pagamos para passar 10, 12, 15 horas fechado numa aeronave, a gente queria mais era poder ter um assento confortável, esticar as pernocas, comer decentemente, ser bem atendido, poder usar internet e carregar seus gadgets, essas coisas. 
Bom, e a gente também sabe que gosto é gosto, não adianta: enquanto uns acham que, sei lá, deveriam servir caviar belga na classe econômica, certeza que outros vão achar que pontualidade é algo muito mais necessário (e eu me incluo nesse segundo grupo, é claro).
Então vou lançar a perguntinha aqui, pra quem se animar a discutir o assunto: quais seriam, pra você, as amenidades/serviços mais essenciais num voo de longa duração para que ele fosse o menos desconfortável possível? Valem tanto as coisas que foram citadas na tal pesquisa do jornal quanto qualquer outra coisa que vc julgar importante, é claro.

17 de jan. de 2012

Wifi free: por que a hotelaria ainda não entrou de verdade nessa até hoje?

Não sei se vocês repararam, mas semana passada vários blogueiros de viagem discutiram no twitter a questão da internet wifi gratuita na hotelaria brasileira e mundial.  As discussões, que acompanhei só depois, com leitura atrasada, acabaram rendendo posts sobre o assunto em vários blogs e eu resolvi aderir, publicando – de novo –  um post sobre o assunto (pra quem não lembra, blogueiros de vários segmentos encabeçaram em 2009 uma campanha pelo wifi free na hotelaria que eu sempre apoiei aqui no Pelo Mundo).
A pergunta que não quer calar é: afinal, por que diabos, em pleno 2012, a hotelaria ainda não entrou de verdade nessa?
Eu não estou advogando só em causa própria, não. Porque o wifi grátis não é uma necessidade somente de quem trabalha viajando, não; quase todo mundo hoje em dia se vale de Facebook, Skype, e-mails e outras ciberferramentas para não só manter contato com quem ficou em casa como para continuar planejando a viagem que se desenrola – mochileiros que o digam.
É verdade que, ainda bem, vários hotéis no mundo inteiro estão entrando nessa onda, principalmente na Europa; aqui no Brasil ainda é bem mais insípido. Mas, quando há, o wifi free vem anunciado em letras gigantes, como se fosse um baita benefício ao viajante – e a minha teoria é de que não se trata de um benefício, não. Trata-se de uma necessidade da contemporaneidade, assim como eletricidade, água quente e afins. E, cá entre nós, o que mais me choca é grande parte dos hotéis de luxo continuar cobrando – e bastante! – por esse serviço.
Pessoalmente, nem lembro qual foi a última vez que usei um orelhão ou o telefone do hotel para ligar para minha família durante viagens. Nem reservas de passeios e restaurantes eu costumo fazer assim há muito, muito tempo.É tão, mas TÃO mais simples e automático ligar o computador ou usar iPad ou a conexão do smartphone para esse fim que eu só me valho do bom e velho telefone quando realmente não há internet disponível no local (eu curto muito comprar chips locais de celulares quando viajo ao exterior, por garantia, e recomendo). E um hotel sem internet grátis, pra mim, é muito, mas muito mais terrível que um hotel sem café da manhã incluído, por exemplo.
Ainda que eu concorde que férias são pra relaxar, pra se desconectar do cotidiano etc etc etc, gosto, ao menos, de saber que a internet tá ali, disponível, pra quando eu precisar. Preferencialmente de graça.
A bem da verdade, isso nem é só questão da hotelaria, Meu mundo ideal teria free global wifi. Global mesmo. Everywhere ;-)

E você? O que acha disso tudo?