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9 de jul. de 2012

Hotel review: Grand Hotel Aston, Nice

Um quarto twin com duas camas grudadas não é lá muito legal, né?
 Durante todos os dias em que estivemos zanzando pela Côte d´Azur, no sul da França, a hospedagem prevista no pacote da Biarritz foi no Grand Hotel Aston, em Nice.
Comprado pelo grupo Clarion, o Aston está sendo todo renovado - o que, convenhamos, era mesmo necessário. As renovações estão começando de cima para baixo; assim, se puder, peça um quarto do 4o. andar para cima, que ali já estão todos reformados.
 O quarto é pequeno mas bem organizado. Cama boa, bastante armário, bom banheiro, LCD, wifi grátis. O ruim ali foi o fato de, pela falta de espaço, as duas camas single ficarem grudadas; bem chato pra quem não viaja em casal.
 O pessoal da recepção é seco e pouco amistoso, mas o pessoal do café da manhã é simpático e muito, muito solícito. O café, servido em sistema buffet, é bem farto e gostoso, com 3 mesas distintas oferecidas, entre frios, cereais, pães e pratos quentes.
 No final de tarde, o rooftop bar dos dois últimos andares fica lotado, lotado: dali (onde ficam também o solário e a mini piscina), se vê toda a orla de Nice, com a luz do sol se pondo (do lado oposto) batendo perfeita nos prédios da cidade antiga, uma lindeza. Bons drinks e petiscos à la carte e também um esquema legal de apperitif à la italiana - uma mesinha de antepastos  for free na compra de qualquer bebida ou cocktail das 19 às 21h.
Mas o melhor mesmo do Aston, na minha opinião, é a localização: em pleno coração da cidade antiga, a passos das ruelas adoráveis do centrinho e da Promenade (a avenida beira-mar), a literalmente uma quadra da praça Massena e de toda a zona do comércio, e com o trem de superfície parando praticamente em frente. 
Mais mão na roda, acho difícil ;)


P.S. Sorry pela qualidade ruim das fotos do hotel. Foram pouquíssimas que consegui salvar :(

Antibes e o Museu Picasso

 Seguimos para Antibes porque lá fica um dos mais importantes museus de Picasso do mundo; as obras do gênio ali expostas foram doadas pelo próprio, ainda em vida, como agradecimento pelo tempo que ele passou ali mesmo, no próprio edifício depois convertido em museu, vivendo e pintando. 
 Mas, por sorte, o roteiro previa que chegaríamos bem antes do horário agendado para a visita guiada; assim, deu tempo de saracotear pelo lindo centrinho, visitar oficinas de cerâmica e pintura, bandolar pela feirinha de antiguidades e ainda ter um almoço delicioso (melhor peixe da viagem toda e melhor café gourmand EVAH!) antes de seguir para o Museu.









 Lá dentro, a gente não pode fotografar nada, mas a visita é bem bacana, rápida, pontual. No terraço, onde ficam algumas esculturas dele - e também dois Miró - a pedida é esquecer do tempo: sol batendo, a côte d´azur todinha se esticando lá fora, veleiros passando no horizonte, uma lindeza. 






E, além do centrinho histórico - com direito a mercado de flores, frutas e comidinhas e uma infinidade de lojinhas - tem uma promenade fofíssima contornando a marina, também tomada de iates. 
Gracinha que só! Ali em Antibes, sim, eu desejei ficar para dormir. Infelizmente não deu :/

8 de jul. de 2012

Vallauris: a charmosa cidadezinha da "capela de Picasso"

Imagem da capela retirada do nice-panorama.com e reproduzida também nos postais vendidos ali
Depois de visitar em Vence a Capela do Rosário, conhecida popularmente como "capela do Matisse", não dava para continuar zanzando pela riviera francesa e não passar pela pequenina Vallauris, onde fica a "capela do Picasso".

A Capela Guerra e Paz, cujo teto e paredes foram tomados pelas pinceladas de Picasso, é a grande atração da cidade. Pequenininha, escondida num canto do igualmente Musée Picasso Vallauris, e ainda sujeita a horários esquisitos - chegamos ali com visita guiada agendada para 11h e nos avisaram, ali mesmo, que a visita seria "encurtada" porque eles tinham resolvido fechar antes a capela naquele dia (uma quinta-feira) para dar tempo de ajeitarem uma exposição que começaria no final de semana seguinte (oi?).
Ainda assim, vale cada minutinho da visita - principalmente se você gosta de Picasso. Referências e simbologias geniais, detalhes surpreendentes (aí a visita guiada faz tooooda a diferença), e tudo isso numa capela tão pequenininha (não pode fotografar, obviamente).


A entrada low profile para capela e museu
A fachada do museu
A entradinha acanhada da capela
 Do lado de fora, Vallauris não tem muito. Mas tem ali mesmo, na praça principal, quase em frente à capela-museu, uma escultura do Picasso assim, liberadona, pedindo pra gente tocar ("escultura foi feita mesmo pra gente tocar", disse o professor Paulo Gomes, o especialista em História da Arte que acompanhava nosso grupo da Biarritz. E ainda emendou: "eis aí sua chance de tocar um Picasso" :D).

O Picasso no qual todos passamos a mão ;-)))
 Na praça, estava terminando a feira - e só quem já foi à França sabe como as feiras francesas são incríveis, quase tão fenomenais quanto as italianas. Acabamos nos entregando todos às barracas de cerejas gigantes, framboesas e outras berries maravilhosas, enquanto curtíamos a arquitetura local.

Gracinha. Uma pena que não deu pra ficar mais tempo. 

Cannes e a Croisette

 Cheguei a Cannes em pleno Leão de Ouro. Aliás, no dia que voei de Paris para Nice, um domingo, meu voo era quase full Brasil, cheinho de publicitários a caminho do festival (e também Felipe Massa e a família, embora isso não tenha nada a ver com a história :P ).
 Mas eu visitei Cannes durante o dia, num bate-e-volta de Nice, o que achei um belo programa. A viagem até lá é rapidinha (coisa de uma hora de carro) e linda, margeando a costa. 
 Ali, nas imediações do tapete vermelho, a movimentação era intensa, o fluxo de gente imenso e ainda tinha um monte de stands de patrocinadores do lado de fora do salão para aumentar o zumzumzum- aliás,  ali o português era ouvido o tempo todo. 
Mãozão do Depardieu, hein?! :-)))
O fofo trenzinho que faz o "circuito cinematográfico" em Cannes
Como não me convidaram pra festa :P, o meu interesse maior não estava ali, não; estava logo adiante, na Croisette, a famosa avenida beira-mar de Cannes que tem direito a "calçada da fama" e tudo. Com jeitão cinquentinha, parada no tempo. 
De um lado do belo calçadão (bem largo e aberto nuns pontos, mais estreito e arborizado em outros), estava o Mediterrâneo, abertão e lindo, refletindo o sol; do outro, as grifes high-end de toda sorte em prédios com jeitão art-déco. 
Na praia, não resisti; como assim eu ia para Cannes e não ia me banhar naquelas águas, né? Então lá fui eu com minhas chinelas e a temperatura da água estava mesmo incrível; e clima bacanão, silencioso, tranquilo, na calhetinha mais próxima do palácio dos festivais, entre crianças brincando de baldinho e bonitonas em topless, vendo navios e iates no horizonte.
 No calçadão, clima mais low profile, impossível - publicitários comentando bafões da festa da noite anterior, turistas fotografando um detalhe aqui e outro acolá, moradores e veranistas tomando sorvete e café, aquele cheiro bom de praia no ar. 
Lá no alto, a "Cannes antiga", com direito a fortaleza e tudo
Se eu me arrependi de não ter ficado pra ver a noite em Cannes? Não me arrependi, não; o dia foi lindo e suficiente, bem no frills. Mas, tudo bem, se quiserem me convidar para cobrir o próximo festival de cinema, eu aceito de bom grado :-)))))