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8 de nov de 2012

Hotel review: Rocpool Reserve, Highlands, Escócia

 De todos os hotéis de Inverness - e, acredite, são muuuuitos - o que mais aparece nas buscas no Google e nas publicações especializadas em turismo também é o Rocpool Reserve. E o hotel é mesmo muito bom, charmoso, elegante.
No centro de Inverness, a cinco minutos de caminhada do castelo e a dez do centrinho comercial e boêmio, tem localização ótima tanto para quem entra e sai da cidade de carro para passear pelos arredores (o acesso às estradas dali é rapidinho e tem estacionamento free) como para quem quer explorar a cidade fazendo o bom e velho footing.
 O hotel é bem feminino na decoração, mas sem nada de exageros: muito elegante, com uns marrons e vermelho-bordô predominantes no bar e na sala de espera/lounge. No fundo, mais parece uma casa que um hotel, com a disposição curiosa dos cômodos - o ótimo restaurante Chez Roux (comandado por Albert Roux e seu filho), por exemplo, é o primeiro deles, logo à entrada da casa, e o bar é o último deles, na última sala do andar principal.
 Os quartos são muito charmosos e também com decoração diferente em cada um deles, distribuídos em dois pisos e um mezanino - com a arquitetura curiosa da casa, alguns têm também uma espécie de mezanino com a cama propriamente ou o hall de entrada e o banheiro num nível mais baixo que o quarto em si.
Cama enorme, excelente, abertura das camas com chocolatinhos, água e Nespresso cortesia, banheiro bem espaçoso, wifi grátis. E o café pode ser tomado tanto no restaurante quanto pedido no quarto, sem taxa extra.

 Vale ressaltar, entretanto, que o hotel não dispõe nem de concierge, nem elevador e nem doormen/maleteiros; não existe, na verdade, nem recepção - o que, no fundo, é bem simpático: a gente já assina as coisas do check in no próprio quarto, assim que chega. Tampouco há fitness center ou qualquer item de lazer, como jacuzzi, por ali.
O curioso? Tirando os dois chefs, só mulheres trabalham no hotel.

19 de out de 2012

Inverness é assim


 Inverness costuma ser a “base” eleita pela maioria dos viajantes que visitam as Highlands escocesas.  Chegar lá é simples: de carro, vindo de Edimburgo, pelo trajeto mais curto e rápido, a duração da viagem é a mesma de quem viaja em trem: 3h30 no total (mas já deixo registrado aqui que o trajeto mais longo, pela A82, que dura loooongas 6h, é de longe muito mais bonito). E tem também voos direto de outras cdades europeias para lá.
 O bom de ficar hospedado em Inverness é o fácil (e rápido acesso) a maior parte das atrações mais conhecidas da região, de lagos e a castelos – dá pra fazer os passeios como bate-e-volta e voltar sempre para dormir em Inverness, que tem mesmo a maior infra em termos de hotelaria, restaurantes, malls etc.
 O centrinho é gostoso de caminhar e bem tranquilo, dia e noite, sobretudo nas margens do rio, com belíssima vista para o castelo da cidade (que hoje virou galeria de arte) e pontes gracinha para cruza-lo de um lado a outro. Vale visitar as igrejas nas duas margens do rio, lindíssimas. A cidade tem uma quantidade impressionante de hotéis, dos abundantes B&B aos hotelaços cinco estrelas, assm como uma belíssima variedade de restaurantes, cafés e afins. Até a vida noturna ali é animadinha, embora eu só tenha achado uma casa com música ao vivo (o Hootieannis, bem no centro).

 Para os consumistas de plantão, vale saber que, além das lojinhas do centro (que incluem de tudo, inclusive uma Primark, que os brasileiros amam), tem também um shopping, a menos de dez minutos de caminhada do centrinho, cheeeeeio de lojas.



 Na cidade, dá pra fazer tudo a pé. Para os arredores, muitas coisas dá para fazer em trem (a estação fica bem pertinho da zona hoteleira); para coisas mais específicas, alugar um carro é mais indicado, e há várias locadoras na cidade, inclusive no aeroporto e na estação de trens. Agências (algumas, não muitas) também se encontram no centro da cidade para quem preferir comprar tours para whisky trail, Lago Ness e outros.

Gracinha de cidade, ótima infra, bela base. Mas vale deixar claro que, em termos de beleza natural, os lugarejos menores das Highlands ganham de longe.

13 de out de 2012

Off-road nas Highlands

O cantinho eleito pelas revistas especializadas como "o mais romântico local para picnic do Reino Unido"
 Nas Highlands escocesas, nas proximidades de Inverness (na região de Aviemore, mais precisamente), tem um lugar conquistando cada vez mais turistas por ali: trata-se da Rothiemurchus.
 O local tem de tudo um pouco. Na sua (imensa) propriedade (que está com a mesma família Grant há mais de 450 anos, e agora é parte de um parque nacional) tem trilhas, safaris, offroads em Land Rover e até o local eleito com o "mais bonito pic-nic spot" de todo o Reino Unido. Passeios em quadriciclos e pôneis, bicicletas e clay shooting também são super populares por lá, assim como o próprio ski no inverno (tem um sistema de funicular bem legal para as pistas).
A Land Rover prontinha pro passeio
 Mas a grande atração mesmo são os Land Rover Safaris com os famosos Rothiemurchus Rangers, os guias simpáticos e super contadores de histórias. E são mesmo uma boa saída para quem quer curtir o turismo de aventura mas não está a fim de encarar a bicicleta ou os trekkings, sobretudo nos meses mais frios.

 Durante o tour, vão percorrendo a propriedade por entre lagos, campos, cervos, gado escocês, cisnes, faisões e outros diversos animais, num landscape lindo de morrer, enquanto a gente sacoleja, sacoleja e sacoleja. Paradinhas para fotografar? É só pedir, sem problemas.





 Apesar de não ter conseguido ver tantos animais como esperava (dizem que é melhor bem cedinho ou bem no finzinho da tarde), fiquei surpresa (positivamente) com a diversidade de paisagens que dá pra ver em tão pouco tempo.
Além do gado criado no pasto, livre, alguns também são confinados, como esse simpatico bufalo escocês...
... que praticamente bate um papo com nossa driver :
Digam:  uísqueeeee!!!
No final da aventura (são cerca de 3h de passaeio, 30 libras, com cafezinho ao ar livre na metade do tour), quando a gente volta pra "base" - o welcome point da propriedade - ainda tem um café gracinha e uma bela deli pra quem quiser fazer um lanchinho.
Cool.

12 de out de 2012

O lago Ness (e sem Monstro)

 Meu encontro com o Lago Ness (Loch Ness para os escoceses) foi já na saída das Highlands - tomei a cênica A82, considerada uma das estradas panorâmicas mais bonitas do mundo, e mandei ver na roadtrip entre Inverness e Edimburgo.
 A viagem é looooonga e leva pelo menos seis horas de chão, sem contar as eventuais paradas - mas vale a pena, porque a paisagem é mesmo linda, linda, linda o tempo todo. Cerca de duas horas depois de sair já estamos em companhia do imenso Lago Ness - são 27 milhas de extensão, uma loucura.
 A lenda do Monstro continua movimentando (e muito) a economia local - de atrações a souvenirs. E eles brincam mesmo com  a coisa, propondo aqui e ali instalações que "simbolizem" o monstro à beira do lago, como na foto acima.
 Dizem que o Lago é muito profundo e até hoje há cientistas estudando como se formaram as "cavernas" existentes em diversos pontos.
tá vendo o monstro? ;

 O mais legal é visitar o belo castelo de Urquhart (7,40 libras o ingresso), que fica bem às margens do lago. O castelo foi todo destruído, ficaram apenas as ruínas - e talvez seja ainda mais lindo por isso.
 Quando o lago está chegando o "final", existem sensacionais eclusas em sequência (chamadas ali de Water Stairs, porque ficam mesmo em "escadinha") e conectam o Ness com outros 3 grandes lagos da região.
 E eu dei uma sorte DANADA com o tempo, como vocês podem ver - fez um dia lindo, perfeito para aproveitar as paisagens do lago.
As fotos aqui estão todas no sistema #nofilter e o passeio todinho foi, felizmente, no sistema #nomonster ;)))))

10 de out de 2012

As Highlands rock

 Dos cenários das disputas (reais e sangrentas) de William Wallace aos das lutas (fakes e divertidíssimas) de Monty Phyton, as Highlands escocesas têm de tudo um pouco. Nada ali é tão perto como parece - o limite de velocidade nas estradas é baixo, algumas são cheias de curvas sinuosas e 11 milhas podem bem virar 30 ou 40 minutos (vou falar disso mais tarde).
 Em compensação, dirigir ali é uma beleza - as paisagens são deslumbrantes e não, não rola um pedágio sequer, uma maravilha. O próprio trajeto Edimburgo-Inverness é LINDO de morrer - sobretudo se vc for pela looooooonga rota da A82 (só de estrada dá umas seis horas, fora as paradas; tem que ter paciência) - e vale muito a pena (tem outra rota rápida, e menos bonita, em 3 horas e meia, que a mesma rota e duração das viagens em trem entre as duas cidades).


 Um sem fim de castelos (vários ainda habitados), um complexo bacanérrimo de lagos (incluindo, é claro, o mítico Loch Ness que até hoje movimenta horrores a economia local e nacional), eclusas, destilarias de uísque mil, montanhas lindas, casinhas de pedra enfileiradas, uma graça. Já me arrependi de ter ficado tão pouco na região (depois desses 3 dias nas Highlands, deu vontade de ir pras ilhas, fazer a trail pro oeste e várias outras coisas que parecem super legais). Foi muito, muito bom.




E achei Inverness mesmo uma boa base - curti muito mais os arredores que a cidade em si, mas achei mesmo funcionalíssima e excelente como local para hospedagem, saídas, chegadas etc. Funciona muito.
Tem milhões de coisas pra contar em detalhes, dos passeios às refeições; tô de volta a Edimburgo (cheguei agora à noite) e logo mais ainda tem Londres na história. Quem puder, continue acompanhando as (várias) atualizações diárias no Instagram e também no twitter.



Como diriam os escoceses (e também os irlandeses, btw), this is real craic :-)))