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30 de jun. de 2013

Cruise review: Silver Shadow, Silversea

 Depois de contar aqui a viagem todinha pelo Alasca - dos dias em Anchorage às escalas do cruzeiro pela região - vale a pena eu falar mais um pouquinho sobre o navio que me serviu de casa por aquelas bandas.
Champagne geladinho e orquídeas lindas todos os dias na cabine
 Todo mundo já está careca de saber que sou fã da Silversea de verdade (foi ela a companhia responsável por apagar minha primeira - má - impressão do mundo dos cruzeiros e me fazer gostar de verdade desse mundinho). Nessa viagem ao Alasca, embarquei num dos navios da frota que ainda não conhecia: o Silver Shadow.
Banheiro...
... e quarto super espaçosos, como sempre
 O roteiro Seward-Vancouver, o segundo da temporada de cruzeiros pelo Alasca desse ano, estava com um providencialíssimo solo supplement waive e por isso tinha vários viajantes solo, como eu, dentre as muitas famílias e grupos de amigos à bordo (quem viaja sozinho deve ficar sempre de olho nessa página do site da Silversea que sempre mostra as promos especiais para solo travelers) \o/  O roteiro (desde US$2990) incluía, como de praxe, todas as refeições, open bar, room service 24h (o item apontado como o preferido pelos brasileiros em pesquisa recentemente), gratuidades, taxas, atividades a bordo, transfers para as cidades de escala etc, e também o belíssimo trajeto em trem de Anchorage a Seward, para embarcar no navio (sobre o qual eu conto aqui).
A linda viagem de trem da Anchorage a Seward também estava incluída no preço do cruzeiro
 Navio-irmão do Silver Whisper (aquele no qual fiz a linda travessia Brasil-África no ano passado), embarcar no Silver Shadow teve aquele gostinho de déja vu o tempo todo: a mesma disposição das suítes, das áreas comuns (bares, restaurantes, teatro etc), dos decks. Reencontrei até um garçom e uma bartender que me reconheceram de cara, umas gracinhas.
Como costuma acontecer nos roteiros da Silversea, todo mundo muito mais interessado na paisagem...
... que na piscina ;)
  A cabine, ops, suíte (que é como eles chamam) era tão confortável e espaçosa como as demais em que já viajei na companhia: banheiro com ducha e banheira separadas, cama, saletinha e varanda (para quem não sabe, os navios da Silversea tem 85% cabines com varanda e 100% cabines externas, com vista - e todas com serviço de mordomo). A capacidade é para 382 passageiros, mas éramos menos de 300 - a proporção nessa viagem era de mais de 1 membro do staff para cada hóspede ;)
A aproximação dos glaciares era com o navio mesmo, sem precisar de botes ou zodiacs


Dava pra curtir o desbunde visual durante todo o roteiro sem nem sair da cabine, se quisesse
 A cozinha não estava tão divina-maravilhosa quanto a do Whisper no ano passado mas estava muito boa tanto no The Restaurant (o restaurante principal, sempre à la carte) quanto no La Terrazza (o italiano à la carte para o jantar) e no Pool Deck (o à la carte da piscina). O destaque gastronômico dessa viagem ficou por conta do meu último almoço à bordo, no sempre impecável Le Champagne, o restaurante RelaisChateaux da Silversea. O Le Champagne é o único restaurante do navio que opera apenas para jantar e que não está 100% incluído no preço do cruzeiro;  cobra US$30 pela reserva apenas porque os lugares são muito limitados, e definitivamente seu menu-degustação vale o "investimento". Nessa viagem, estava tão concorrido, com todas as noites lotado e big lista de espera por desistências, que no último dia de navegação abriram uma exceção e colocaram o restaurante para funcionar também no horário do almoço.
O roteiro
 As escalas foram super pontuais e muito bem organizadas, com embarque e desembarque rapidíssimos, sem filas, sem stress.  Como o navio é pequeno, chegamos a pontos que os grandes navios não chegam, ou precisam desembarcar todo mundo nos botes para isso, como ficar cara a cara com os glaciares por várias vezes. O capitão, o jovem (e gato, meninas!) Alessandro Zanello, foi o capitão mais low profile que eu já conheci: estava com a esposa à bordo, batia papo com todo mundo, nos avisava TODAS as vezes que avistavam baleias na torre de comando, contava causos e até se enfiou em algumas excursões à paisana, uma figura.  E era super compreensivo (deixando a gente ficar muuuuuuuito tempo babando em alguns glaciares, por exemplo, ocasiões em que ele ficava "girando" o navio pra todo mundo ter a chance de ver de tudo) e rigoroso também sobre conservação ambiental. E se desculpou até o último dia pelo mar em fúria que pegamos na primeira noite a bordo :D

Climão #tapuxado à bordo o tempo todo ;)
 Entre uma escala e outra, tinhamos atividades mil à nossa disposição, de trívia e bingo (que a maioria esmagadora de passageiros americanos à bordo amaaaaava) a palestras sobre a região, cooking class, aula sobre harmonização de vinhos etc. E todo mundo se encontrava o tempo todo para bater papo, fosse no bar da piscina, no deck de observação, no sempre ótimo Panorama Lounge etc. À noite, tinhamos entretenimento variado, que ia de shows tipo Broadway e operetas no teatro a fexxxxtinhas com direito a disco floor animado (tenho que dizer que eu, que sou bem chatinha para isso, pela primeira vez na vida achei a equipe de enterteiners de um navio realmente boa e competente).
Alguns dos mimos para os associados ao ótimo programa de fidelidade da Silversea, o Venetian Society (que dá ótimos descontos nos cruzeiros também, sempre cumulativos com outras promoções)
Encontros quase cotidianos com baleias
A equipe de enterteiners, que ia dos Beatles a Verdi
 O staff em geral foi ótimo, mais uma vez.  Gente gracinha nos restaurantes, bares, teatro, só sorrisos por toda parte; garçons que lembravam sempre como eu gostava do meu café, sommelier que sabia exatamente que vinho me oferecer, maitre que fazia recomendação de prato que nem estava no menu em off. A hostess Priscilla, brasileira, também gracinha, me encheu de atenções. O diretor de cruzeiro, o maluquete Kirk Detweiller, foi ótimo também, deixando seu passado como enterteiner de navio vir à tona vira e mexe para descontrair os hóspedes. O pessoal do Shore Concierge (gracias, Javier!) foi super simpático e prestativo não apenas ao explicar sobre os passeios disponíveis para compra como também ao me dar ótimas dicas sobre as escalas para eu mesma explorar sozinha. Fiquei muito próxima também de uma das conferencistas dessa viagem, Georgianne Irvine, do San Diego Zoo, super simpática.

Cooking class e wine pairing a bordo
O menu impecável do Le Champagne, by RelaisChateaux
 Antes de eu viajar, sempre que pesquisava e perguntava sobre o Alasca, todo mundo me dizia: não existe melhor maneira de conhecer a região que de navio. E agora eu concordo em gênero, número e grau. Quanto maior o navio no qual você embarcar, mais barato vai sair o seu roteiro, é claro; mas um navio pequeno sempre te proporciona, apesar de mais custoso, um encontro mais face-to-face com a natureza (justamente por poder chegar aonde os grandes não chegam) e um aproveitamento muito maior das escalas (já que embarques e desembarques são muito mais rápidos).
Por-do-sol escandaloso à bordo todos os dias, e já quase de madrugada
O que faltou nesse roteiro? Um pernoite em Juneau. A cidade é uma graça e queria ter podido ficar mais e aproveitar melhor. O que eu faria diferente? Chegaria antes a Anchorage para poder dar uma escapada também às montanhas antes de rumar a Seward. Se eu faria esse roteiro de novo, nesse navio de novo? Sem a menor sombra de dúvidas ;)

28 de mar. de 2013

Cruise review: Sun Boat IV, Sanctuary Retreats

 Meu cruzeiro pelo Nilo foi à bordo do Sun Boat IV, um dos 3 barcos da Sanctuary Retreats, parte também dos roteiros da AbercrombieKent.
 O barco tem uma reputação excelente, com capacidade para um máximo de 44 passageiros e uma interessante proporção de membros do staff para hóspedes. Mas, com a crise no turismo egípcio, alguns roteiros estão saindo mais vazios do que o planejado - como o meu, que embarcou com apenas 16 passageiros a bordo, incluindo duas famílias com crianças. Apesar de sermos em número tão reduzido, eramos praticamente um ONU lá dentro: Brasil, Egito, Irã, Líbano, EUA, Reino Unido, Sérvia...
 Apesar dos banheiros diminutos, as cabines têm bom tamanho e decoração bem charmosa. O restaurante poderia servir mais refeições à la carte que buffet, mas a cozinha típica egípcia é bem caprichada, das entradas às sobremesas (bebidas sempre cobradas à parte).
 Todos os dias eram servidos em horários pré-definidos café da manhã, almoço e jantar - e havia sempre um chá com biscoitinhos no final da tarde, quando retornávamos dos passeios.  A tripulação 100% masculina era muito atenta e delicada, uns queridos durante todo o tempo.
Para os almoços ao ar livre, como o churrasco que rolou durante o meu itinerário
 Durante o itinerário, os passeios guiados (dois ao dia, manhã e tarde) estão todos incluídos, sejam em van, barco ou até charrete. O nível de organização e pontualidade dos passeios chamou mesmo minha atenção positivamente; e nosso guia também era excelente tanto no conhecimento quanto na paciência (me esperava fotografar tudinho sempre :D)

 Alguns passageiros sentiram falta de palestras à bordo, mas as atividades de entretenimento eram bem satisfatórias, de aulas de culinária egípcia a show de dervixes e dança do ventre à bordo. Um dos almoços foi servido na varanda externa, com direito a churrasco.
O lounge da recepção
O restaurante
 Na segunda noite, fizeram a galabeya party e todos os passageiros foram convidados a vestir as longas túnicas egípcias e dançar bailes típicos locais (com direito a um cover hilário de belly dance da tripulação ao final). E o barco tem também loja e um belo solário com piscina.
Aula de culinária egípcia bem bacaninha (aprendi tudo :D)
 O wifi à bordo é cobrado separado mas muuuuito instável e nem sempre funciona pela questão satelital; achei que nem compensava comprar e, pelo que vi de outros hóspedes, fiz bem.
A tripulação em coreografia ensaiada de danças típicas egípcias durante a "galabeya party"
Adorei. Fiz o roteiro de quatro dias, de Aswan a Luxor, mas aconselho fortemente que se faça o de 5 dias, de Luxor a Aswan (o de quatro dias passa muito, muito rápido e,desembarcando em Aswan como final do passeio, sobra mais tempo e mais tranquilidade para fazer a extensão a Abu Simbel). Dizem que vai rolar esse ano um roteiro de 10 noites do Cairo a Aswan e vice-versa. Isso sim seria show de bola!!!
Dervixe e passageiros durante o mini show da última noite
Em tempo: dá pra ver os preços avulsos no site, mas vale lembrar que o cruzeiro incorporado ao pacote sai ainda mais em conta. Para quem compra avulso, vira e mexe estão rolando promoções do tipo 3 noites com uma grátis. 

27 de dez. de 2012

Cruise review: Polar Pioneer, Aurora Expeditions

O navio ancorado em Ushuaia
 O Polar Pioneer, da australiana Aurora Expeditions, é o menor navio que opera viagens à Antártida - ao longo do ano, ele se divide o ano entre as viagens antárticas e árticas, de acordo com o "verão" de cada pólo. Se, por um lado, assim como acontece nos aviões, num navio pequeno a gente acaba sentindo um pouco mais o balanço do mar, por outro, um navio pequeno garante maior interação entre os poucos passageiros (cerca de 50) à bordo e também experiências que sejam, de fato, aproveitadas coletivamente (garantia de todos os desembarques e visitas serem feitos por todos).
Um dos raros momentos do refeitório completamente vazio
 Foi por isso mesmo que esse foi um dos navios em cujas listas de espera me inscrevi para essa viagem e fiquei muito feliz com minha vaguinha de última hora. Já confessei aqui que, ao vê-lo no porto de Ushuaia pela primeira vez, me surpreendi ao vê-lo ainda menor do que imaginava; mas também já contei que ele se mostrou fortão e adequado durante toda a viagem.
O cantinho do café (café, chás, biscoitos e frutas) disponível for free 24h
 Os roteiros da Aurora (esse valia perto de US$8mil pp em cabine dupla com banheiro privativo e paguei outros US$600 pela passagem aérea ida e volta - GRU/EZE/USH-PUQ/SCL/GRU - direto no site da Lan) são sempre zero luxo, full expedição. Tudo é muito informal à bordo, em todos os sentidos. Seus navios mantêm o mesmo jeitão dos navios de expedição e pesquisa que um dia foram (utiliza sempre navios que já exerceram essa função em décadas anteriores): refeitórios simples, de mesas comunais, no lugar de restaurante; cabines com duas camas pequenas ou beliches; banheiros pequenos, com zero glamour; comida caseira e nada de serviço de cabine.
A minha cabine (no canto direito, depois da mesinha e do armário, ficava a outra cama) ...
...e a minha cama em close
As cabines eram quase todas duplas - apenas duas eram triplas. O banheiro era bem pequeno e com cortinas ao invés de box, uma pena; por outro lado, a maneira como foi bolado é de fácil limpeza e manutenção (a camareira tirava esse emborrachado do piso todos os dias para lavar). A cabine, ainda que simples e de cama pequena (eu sou baixinha, mas os altos devem ter mais problemas), tem bastante espaço, com armários separados para cada passageiro, janelinha, duas prateleiras e mesa de trabalho - inclusive um cantinho para malas onde cabem até malas bem grandonas. Algumas cabines (as mais baratas) são do tipo "sharing facilities" e, por isso mesmo, têm só pia dentro do quarto - vaso e ducha são compartilhados com outros passageiros que tenham escolhido o mesmo tipo de cabine.
O banheiro: a parte da cabine que eu não gostei
 A parte boa, em qualquer tipo de cabine, é que se você assinalar que topa dividir a cabine ao fazer a reserva como solo traveler você não paga single supplement - tremeeeeeenda mão na roda para muita gente, já que meu cruzeiro tinha solo travelers em número quase igual aos passageiros acompanhados. Só não gostei que lençóis e toalhas só foram trocados uma vez durante a viagem.
Boas-vindas aos passageiros: mug térmica para a viagem e crachá para usar nos primeiros dias
 O cuidado ambiental deles foi o que mais me atraiu na companhia, recomendada por uma amiga inglesa. O pessoal das reservas foi bem paciente e didático, mesmo na correria que foi minha efetivação da viagem, e me enviaram inúmeros PDFs explicando como seria a viagem, o que levar, que cuidados ambientais tomar etc. À bordo, os guias realmente fiscalizam o tempo todo se estamos limpando as botas ao entrar e ao sair dos zodiacs, se limpamos as roupas antes do primeiro desembarque, por onde andamos no continente etc.
Uma das palestras que tivemos à bordo...
... e a ponte de comando, sempre aberta aos passageiros (e super frequentada por eles dia e noite, btw)
 Os guias e demais membros do staff foram todos ótimos, muito bem humorados e cuidadosos, aliás - embarques e desembarques sempre super pontuais, muita informação o tempo todo, e nada em excesso.
Já tripulação (marinheiros, garçonetes, camareiros etc) deixa a desejar: faziam o necessário e ponto; não sorriam quase nunca (depois me disseram que é algo muito comum aos russos mesmo essa sisudez), eram muito pouco solícitos com os passageiros e o serviço no restaurante era sempre bem abrutalhado. Quem está acostumado com os geniais filipinos e indianos tão comuns em outros navios, estranha mesmo.
Movimento no bar para o "ponche" de boas vindas
 A comida é excessivamente caseira, de prato único e sem opção de escolha, servida sempre em refratários grandes nas mesas para que cada um se servisse. Já as sobremesas (existentes única e exclusivamente no jantar) essas sim eram excelentes - a sub-chef era especialista em patisserie, então entendia mesmo do riscado. Água (filtrada), café e chá incluídos 24h; todas as outras bebidas cobradas à parte.
Embarques e desembarques sempre cuidadosos...
.... e passeios bem seguros
 O que faltou, na minha opinião, foi uma pouquinho mais de entretenimento, sobretudo nos dias do Drake; tinhamos palestras e tal, mas acho que seria legal incluir algo mais lúdico (como o pessoal dos Cruceros Australis faz, por exemplo) para ajudar o tempo numa travessia mais complicada passar de maneira mais agradável.  Mas, no geral, eu gostei da experiência  e certamente a repetiria; aliás, conheci à bordo tantos passageiros que já tinham viajado com eles pelo Ártico que estou seriamente considerando fazê-lo com a mesma companhia em uns dois anos.
O staff (guias, diretor de hotel e médico) gracinha da viagem...
... e a turma da cozinha, num raro momento de sorrisos
Histórias, causos, a rotina a bordo, fotinhos e todos os passeios que eu fiz durante essa viagem vocês encontram nesse link aqui.

28 de out. de 2012

Cruise Review: yatch La Pinta, Galápagos

A minha cabine no La Pinta (standard): cama ótEma
 Conheci Galápagos num cruzeiro por recomendação de vários amigos e gostei muito; recomendo mesmo: a gente tem zero dor de cabeça para bolar passeios, pensar acesso às ilhas diferentes, programar mergulhos e tal, ainda mais com os custos bem elevados de tudo no arquipélago.
 Embarquei no La Pinta que, localmente, nem é chamado de navio e sim de yatch, dado seu tamanho: 30 tripulantes e máximo de 42 passageiros. O barco não é exatamente de luxo, mas é bem confortável, com as cabines  funcionais e os ambientes comuns bem confortáveis.
O cruzeiro não é barato (dá pra conferir os preços, que variam ao longo do ano, aqui); mas o custoXbenefício (investimento em dinheiro X conforto, atividades, zero stress etc) acho que vale, e muito.
A jacuzzi, boa para um banhinho no final do dia, depois dos passeios
 A gente é recebido no aeroporto (que varia em função do roteiro comprado; o meu era San Cristóbal), levado de ônibus ao pier mais próximo e, de lá, de zodiac (aqueles botes pretinhos), somos levados ao barco (as malas vão em outro bote, longe dos nossos olhos, dá até medinho hehehe).
Os zodiac, ancorados com o La Pinta, em San Cristóbal
 O barco não é tudo incluído, mas é quase: pagam-se as bebidas, lavanderia, telefonemas, roupa de mergulho (o kit de snorkel está incluído), internet e afins. A internet é, sim, paga, mas é decente, inclusive no preço: 5 dólares por cada 24h (único senão é que só pega no deck principal, onde rolam conferências, bar e biblio). Refeições (café, almoço e jantar, além de uns snackzinhos) e todos os passeios (pelo menos dois ao dia, manhã e tarde) estão sempre incluídos, assim como detalhezinhos (tipo a ÓTIMA máquina de cafés, capuccinos, mocaccinos e afins na bibilioteca).
O fitness center é bem pequeno, mas dá conta, já que são poucos hóspedes
 As cabines são razoavelmente espaçosas e todas são externas, com uma bela janela para acompanhar a paisagem, com serviço 3 vezes ao dia. No banheiro, sabonete barra e líquido, shampoo e condicionador biodegradáveis. E vale dizer que eles têm uma curiosa política de "no keys": as cabines só são "trancáveis" por dentro; nenhuma delas tem chave (mas há cofre em todas para quem se sentir inseguro com isso).
No zodiac, deixando o barco (ao fundo), o guia (à esquerda) já vai nos brifando
 A comida não é excepcional, mas é saborosa e bem apresentada: café e almoço em estilo buffet, jantar à la carte; os garçons são uma graça, super gentis e prestativos, e guardam rapidérrimo como gostamos do café, se comemos ou não sobremesa e outros detalhes do gênero (menção honrosa aqui, aliás, ao Eddison, um senhor genial, que sabia fazer meu café com leite na proporção exata :D). E é tudo zero frescura: como o cruzeiro é de exploração, o traje à bordo é sempre super informal e esportivo, da manhã à noite.
Os trekkings são de todo jeito: na areia, em pedras, em trilhas e até assim, em passarelas
 As saídas são ultra organizadas. Apesar de usarem um sistema meio primitivo para controlar entrada/saída de hóspedes (o "flip chip" num quadro às portas do barco), era sempre rápido, descomplicado, eficiente. E os passeios foram muito bem equilibrados, incluindo trekkings, observação de pássaros, infos de animais, snorkel (fantásticos, os melhores que já fiz), tempinho de praia etc.
Leão marinho ao nosso ladinho, em Española, e o La Pinta lá ao fundo
 O convívio entre os hóspedes é bem legal: a gente acaba sentando cada refeição com gente diferente (as mesas não são fixas e o restaurante é pequeno, então todo mundo "come" com todo mundo, praticamente), se encontra no bar, no meeting do final de cada dia, nos passeios etc. A língua meio que oficial à bordo é o inglês, porque vai de encontro à nacionalidade da maioria dos hóspedes; mas no meu cruzeiro todos os avisos, conferências etc eram sempre dados em inglês, espanhol e alemão (tinha um grupo grande de alemães à bordo) e os funcionários também conhecem o português.
O deck do lounge e bar
À bordo, não rolam atividades além da exibição de documentários; pessoalmente, acho que seria legal ter mais palestras, workshops ou mesmo atividades recreativas para estimular a própria interação entre os passageiros. E acho também que falta maior interação dos guias com os hóspedes no dia-a-dia, mas preciso ressaltar que os meninos (eram 3, Maurício, Walter e Dris, chamados ali de "naturalistas") foram todos excelentes, tanto na simpatia quanto, sobretudo, no conhecimento e nas explicações ultra-detalhadas em cada passeio, cada saída, cada animal, pássaro ou planta. E bem pacientes também, capazes de responder vinte vezes a mesma coisa, com a maior tranquilidade.
O quadro do "flip chip" para controlar entrada e saída de hóspedes
Bebedouros espalhados pelo barco
 Fiz o cruzeiro de 3 noites mas já adianto aqui que achei pouco, muito pouco. São várias as ilhas de Galápagos e são muito diferentes entre si - nesse roteiro, conheci apenas 4. Fui embora do arquipélago tipo criança que não quer ir dormir, ainda mais depois de conhecer algumas pessoas que fizeram 10 noites no total, percorrendo todas as diferentes ilhas do arquipélago. O La Pinta tem também roteiros de 4 e de 7 noites que podem ser feitos isoladamente ou combinados entre eles à vontade do freguês.
Explicações detalhadinhas seja no interiorzão das ilhas...
... ou à beira-mar
O zodiac volta ao barco no finzinho da tarde
 Aliás, aproveito para deixar registrado que achei o serviço da Metropolitan Touring, que opera esse e outros barcos em Galápagos e através de quem se adquire os cruzeiros (e até os tickets aéreos Quito-Galápagos-Quito comprei mais em conta através deles), super profissa. O transfer hotel-aeroporto-cruzeiro-aeroporto-hotel é super pontual e zero stress: eles mesmos se encarregam de check in e despacho de malas - a gente já recebe o cartão de embarque ao chegar no aeroporto e a mala na cabine do cruzeiro e, posteriormente, no hotel.

Turistas-paparazzi ao deleite com os pássaros tão pertinho ;)
Bem bom no saldo final, deixou saudades. Agora fica a minha vontade de voltar um dia para fazer o de 7 noites :D