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15 de ago. de 2012

Primavera patagônica em alto mar

Essa é só uma das 15427847 fotos de pinguins que eu tirei em Isla Magdalena

 Já contei aqui que uma das viagens mais legais e inesquecíveis que eu fiz até hoje foram os 4 dias de cruzeirinho de Ushuaia a Punta Arenas no Mare Australis, da Cruceros Australis. Ambiente zero frescura, passageiros ultra cultos e interessantes, tripulação apaixonada por navegação, Sheckleton e afins e atrações incríveis, de glaciares a milhares e milhares de pinguins.  Isso sem mencionar, é claro, a emoção de chegar ao Cabo Horn (e cheguei bem no dia em que a "família guardiã" do farol era substituída por uma nova, surreal!) e atravessar o Estreito de Magalhães e pelo Canal Beagle.
Dsclp, mas essa é uma das minhas fotos da viagem que gosto mucho
 E é justamente com a chegada da primavera que esses adoráveis cruzeiros voltam a operar no fim do mundo. Cruzeiros de Expedição, é claro, sem noite de gala, nem jantar com o comandante, muito menos farofa na piscina - até porque nem tem piscina ;)
A partir de 22 de setembro os navios Stella e Via Australis (o Mare agora tá em outra ;D) navegam entre Puntas Arenas, no Chile, e Ushuaia, na Argentina, em roteiros nas duas direções, com 3 ou 4 noites de duração. Tudo que rola de mais importante acontece fora do barco, nas várias excursões diárias guiadas, realizadas em cada parada. À bordo, palestras sobre flora, fauna, antropologia,  glaciologia e história da navegação e da região - e mais uns divertidíssimos workshops que a tripulação inventa para entreter os passageiros, como ensinar a preparar os drinques mais comuns de um bom bar.
O tempo estava feio, o mar estava bravo que só, mas chegamos VIDRADOS ao Cabo Horn
As cabines são todas externas, os salões e restaurantes têm janelas amplas para todo mundo contemplar a paisagem o tempo todo e todos os passeios, refeições e bebidas estão incluídos - com preços desde US$ 944 por pessoa em acomodação dupla.
Um dos meus sonhos de viagem é justamente refazer essa rota; mas quero, da próxima vez, fazer ida e volta, 7 noites, para não perder nem um detalhezinho. Vale ficar de olho.  Eu tô ;)

11 de jun. de 2012

Patagônia: o fim da viagem em Punta Arenas

 Eu sempre recomendo a quem vai à Patagônia chilena que fique uma noite em Punta Arenas na ida ou na volta. A cidade em si não tem lá tanta graça, mas tem dois museus legais, uma zona franca para compras que os brasileiros curtem e, o melhor de tudo, os passeios diários à Isla Madalena, conhecida popularmente como "pinguinera" justamente por ficar TOMADA de pinguins no verão sul-americano. Já fiquei na cidade duas vezes (em 2008 e 2010, ambas no verão) e curti.
Nessa viagem especificamente, não estava nos nossos planos passar uma noite em Punta Arenas, não; mesmo com o nosso voo para Santiago saindo bem cedinho. Mas, coisas da vida, a nevasca em Puerto Natales ficou tão feia que fomos avisados que a estrada a Puerto Natales seria interditada à noite por perigo de acidentes e carros presos. Então saímos literalmente fugidos de Natales, às pressas, para conseguir chegar a Punta Arenas (distante 3h de Puerto Natales) antes do fechamento da estrada (bem tipo #patagoniacomemoção :-D)
Até as placas congelaram ;-)
 Encontramos uma Punta Arenas quase deserta e totalmente congelada - ruas, carros, árvores, tudo cobertinho de gelo. E quase nenhuma viv´alma na cidade com o frio polar que fazia.
Puro gelo nas ruas
Direção maxi tensa tanto na cidade...
... quanto em todo o caminho da ida até Punta Arenas - não dava pra ver quase nada naquela imensidão branca
Como a hospedagem foi às pressas, o que conseguimos foi o hotel Rey Don Felipe. A localização é boa, bem no centrinho, mas do hotel eu não gostei não: o pessoal da recepção foi muuuuito antipático o tempo todo. E eu também fiquei muito pouco para poder fazer review dele em outro post separadinho, por isso conto aqui mesmo.
A verdade é que achei ele no site muito mais legal que ao vivo. O quarto é ok, o banheiro também (embora pequeno) e a internet wifi, gratuita. Mas o serviço achei de lascar e a propriedade em geral descuidadinha, com paredes descascando e talz.
Sorry, mas eu tava tão acabada com o stress dessa saída aqui-agora-já e o povo dizendo que os voos iam sair, não iam sair, iam sair etc, que só tirei essas fotinhos.


Foi mal.

5 de jun. de 2012

Hotel review: Hotel Remota, Puerto Natales

O meu quarto, igualzinho ao da primeira vez
 Quando eu recebi o convite para voltar à Patagônia Chilena e me hospedar no Hotel Remota, deu um saudosismo gostoso, gostoso. Afinal, tinha sido lá mesmo, no próprio Remota, que eu tinha me hospedado na minha primeira viagem à região, há alguns anos. E qual não foi minha alegria ao chegar ali e ver que o hotel continua igualzinho, sem tirar nem por?
Não comi os bombonzinhos de boas vindas e a camareira levou embora no dia seguinte, humpf!
 E ainda bem: porque eu não só tenho  carinho pelo hotel - guias, motoristas, staff em geral sensacional, que me ensinaram coisas sobre a região que eu guardo até hoje - como também porque sempre foi um dos meus hotéis queridinhos em termos de arquitetura e design. Todo cheio de antíteses, é impactante e cálido ao mesmo tempo, simples e arrojado, um negócio difícil de explicar.
Muita, muuuita madeira de lenga
 A arquitetura fenomenal de Germán del Sol não pode ser separada do hotel - tudo lá gira em torno dela: linhas simples, materiais simples, reboco aparecendo, tudo como nas construções originais de Natales. Por fora, frio, frio, frio, como o próprio destino; por dentro, cálido, aconchegante, banhado sempre por uma luz amarelada que nos dá sempre a impressão de ter uma lareira acesa por perto.
No banheiro bonitão, só faltou mesmo o shower gel
 O que eu continuo amando ali é como se preza a convivência - quem viaja sozinho sabe o quanto isso é importante num hotel. E, mesmo estando em casal, grupo ou família, conhecer gente sempre foi, pra mim, o grande barato de viajar. E ali são vários os espaços coletivos - de salinhas a salões - para os hóspedes se encontrarem e se entrosarem.
A mesa preparada para nosso almoço em pleno parque do Lago Grey
  E as mesas suuuper longas do restaurante, abertas para o bar, continuam sendo o ponto de encontro perfeito pré e pós jantar, igualzinho eram na minha primeira visita. Ali todo mundo bate um papo, toma um drink, planeja com os guias as excursões do dia seguinte, troca ideias.
A van do hotel, firme e forte, nas sinuosas estradas patagônicas
 As excursões, assim como as refeições e as bebidas (vinhos, tragos e coquetéis da casa, como o bom e velho pisco sour) estão todos incluídos nas tarifas do hotel - e os transfers ida e volta do aeroporto de Punta Arenas também (são 3 longas horas de estrada). Diariamente, são oferecidas pelo menos duas excursões e cada hóspede se inscreve para aquela na qual estiver mais interessado. Quando são de dia inteiro, na hora do almoço o staff monta no local do passeio (geralmente ao ar livre) mesa com toalha de picnic, carne quente, acompanhamentos, vinho, consomé, pisco sour etc, cheio de charme.
Fernando, o guia gatchinho, em suas explicações apaixonadas sobre o parque
 Os guias são uma graça (e também foram eleitos pelo meu grupo de 8 mulheres como os mais leeeeeendos da região :D) e super atenciosos, corretos, dedicados; respeitam o ritmo do turista e fazem o passeio de acordo com o gosto de cada grupo.  Pacientíssimos nas duras caminhadas na neve e nas 193756529 de pausas que queríamos fazer para fotografar.
Rafael, eleito pelas jornalistas como guia mais lendjo da Patagônia ;-)
  E os motoristas, então? Encontrei logo no aeroporto o Carlos, vulgo Carlitos, uma das criaturas mais doces que eu já conheci na vida, e que foi também o motô das minhas excursões quando me hospedei no Remota da primeira vez. E lembrava de todas as aventuras e desventuras da outra viagem! Cute cute.
Eu (acabada depois das 3h de trekking na neve) e o fofo, fofo Carlitos no feliz reencontro 4 ou 5 anos depois
 Pé direito altíssimo, corredores muito longos, paredes de vidro abertas para o meio ambiente, artesanato local espalhado por toda parte; o hotel é cheio de detalhes. Os quartos são simples, poucas linhas, poucos móveis, tudo em madeira de lenga (o perfume fica nas roupas na volta, acredite) e detalhes amarelo.
 As janelas são grandonas mas a vista não tem impacto - eu, por exemplo, via mais o estacionamento das vans do hotel que qualquer coisa; a vista do restaurante é que é desbunde. Banheiro bom e bastante espaço para guardar tudo (inclusive com espaço pensado para as botas e casacos de trekking, para as roupas sujas etc).
 Nada de TV, rádio relógio, iPod doc ou qualquer outra coisa do gênero; e o wifi (grátis) também só funciona nas áreas comuns, que é pra ninguém ficar enfurnado no quarto. A filosofia do hotel é de silêncio absoluto - nada de música nem TV nem trilha sonora - para todo mundo ouvir a natureza e desestressar total.
À luz do dia, até meu quarto parece outro, não?
 Ainda rola jacuzzi ao ar livre, piscina térmica coberta e duas salas de spa para tratamentos.
 As refeições são excelentes, e Renè Espinoza, o chef, apesar de timidão, é ultra talentoso: do salmãozinho básico aos ouriços ou cordeiro cozido por horas e horas, seus pratos são divinos. Super atencioso também no preparo de pratos exclusivos para quem tem restrições alimentares, como os vegetarianos, por exemplo.
 E Miguel, o barman, seríssimo, é outro big talento na preparação dos coquetéis - peça o genial Sex on The Paine, que é o martini feito com calafate, a típica frutinha patagônica, maravilhoso.
Vai um Sex on The Paine aí? 
Fica bem pertinho do centro de Puerto Natales - são cinco minutos em táxi ou menos de meia horinha caminhando tranquilo - o que é bacana na hora de dar um passeio, ver gente, ter alguma vida noturna ou até fazer comprinhas (tem bastante artesanato e lojinhas de coisas típicas e até uma cervejaria artesanal local).
Os amuse-bouche do René
  Minhas críticas? A calefação, que achei muito forte - mas eu não sou muito páreo, porque sou calorenta mesmo e amo sentir um friozinho.
A falta de TV, que incomoda muita gente, para mim não diz nada, que eu nem lembro que tem TV num quarto de hotel; mas a falta de uma doca pro iPod no quarto, um sonzinho ambiente mesmo, por mais que eu entenda a proposta, me parece super radical. Até porque eu sou do time que acha que sempre existe uma trilha sonora perfeita para um lugar ;-)
 Mas já achava e continuo achando: baaaaita hotel! Me senti em casa, de novo.

21 de nov. de 2010

Hotel Review: Cabo de Hornos

 Eu tinha visitado já o Hotel Cabo de Hornos quando estive em Punta Arenas em 2008; de todos os hotéis que visitei na época (estava ali para fazer parte de um guia), foi de longe o que mais gostei. Daí decidir me hospedar lá dessa vez (e também por conseguir uma tarifa camarada de cem doletas o single :-D)
 Os melhores quartos, claro, são os superiores, que ficam de esquina, com duas imensas janelas com vista impressionante. Mas mesmo o standard, como vcs podem ver pelas imagens, são bem espaçosos, com TV de LCD e tals.
 E também têm bela vista (ou pra praça ou pro porto), mas numa janela só, e pequena (que podia estar mais limpa, btw).
 Banheiro ok, confortável, novo.
 A localização é mais que perfeita: fica em plena praça principal da cidade, a poucos passos do porto e da maioria das atrações de Punta Arenas.
 Wifi grátis no hotel inteiro, pisco sour ou calafate sour de welcome drink para todos (servido nesse belo bar abaixo), ótimo café da manhã incluido nas diárias e um serviço bem gentil e prestativo em geral.  
Gostei ;-)

13 de nov. de 2010

Punta Arenas

É a terceira vez que desembarco em Punta Arenas: duas em avião (sempre à noite, curioso) e uma espetacular, em navio. Foram 3 visitas em pouco mais de 3 anos, veja só.
Mas dessa vez não fico por aqui, não; cheguei ontem onze da night, depois de trocar de conexão em Santiago por overbooking, e hj , como vcs já sabem, já me mando pra Torres de Paine, onde fico por uns dias que devem ser maravilhosos.
ainda assim, aproveitei a manhã para das umas voltitas pela cidade, que continua tão quieta e tranquila como desde a primeira vez.



Bora curtir meus dias patagônicos. Beijo-me-liga pra vcs, fui.